Árbitro assistente queima bandeira e camisa
03/04/2006 – Antes do jogo, o assistente Edézio Fernandes anunciou, para a imprensa, que aquele seria o seu último trabalho como árbitro de futebol. Criou–se a dúvida se esta atitude contava com a concordância da Comissão Estadual de Arbitragem, que não se pronunciou a respeito.
O que ninguém imaginava é que a decisão tomada por Fernandes era um sinal de protesto e que ele resolvera radicalizar, ateando fogo em sua própria camisa e na bandeirinha que durante mais de uma década foi o seu instrumento de trabalho.
Manifestando uma profunda insatisfação, o assistente, que teve apenas um erro durante o jogo, ao marcar um impedimento inexistente do ataque do CSA, disse que estava protestando contra atitudes da Comissão Estadual de Arbitragem e com o atraso no repasse do pagamento das cotas dos árbitros que trabalharam em jogos válidos pelo primeiro turno do Campeonato Alagoano de 2006.
De acordo com informações da diretoria da Federação Alagoana de Futebol, até a semana passada, já somavam 14 jogos sem o devido repasse da Secretaria da Fazenda, por conta de convênio com o Programa de Educação Fiscal, mas que sete deles tiveram o pagamento efetuado na sexta–feira.(W.R.)
Fonte: Tribuna de Alagoas – On line
Imparcialidade na imprensa
Quem gosta de futebol dificilmente deixa de torcer por algum time. Não conheço ninguém que goste de futebol e só se encante por assistir jogos ou só se importa em torcer pela seleção.
Existem aqueles que em época de Copa acompanham os jogos, mais pela agitação que é feita em torno do que pelo fato de gostarem de futebol. Mas existem aqueles que gostam de futebol e tem seu time de coração. Seja ele um time grande ou time pequeno, do interior, desconhecido.
A graça do futebol é justamente poder debater, discutir, tirar sarro. Mas quem participa da imprensa, de uma maneira geral precisa manter certa imparcialidade. Por mais que a pessoa defenda seu time, precisa ter o discernimento necessário para reconhecer os defeitos de seu time e reconhecer as qualidades dos adversários.
Eu tenho meu time do coração e sou um apaixonado, fanático mesmo. Daqueles que vai ao estádio, grita, defende o time com unhas em dentes. Converso tiro sarro, mas também sei reconhecer qualidades dos meus adversários, elogia-los.
Quando escrevo então, procuro agir da forma mais racional possível. Até peço desculpas se às vezes deixo transparecer minha preferência pelo meu time de coração, mas a idéia é sempre ser o mais imparcial possível, analisar o futebol de uma maneira mais profissional, mais racional.
Não concordo com jornalistas que usando a mídia defendem seu time com unhas e dentes, agem apenas com a paixão. Em contrapartida admiro outros que mesmo tendo suas paixões declaradas conseguem ser imparciais em seus comentários. Entre estes eu cito o Juca Kfouri, Roberto Avallone, Luciano do Valle, Trajano.
Os dois primeiros torcem por times de massa e quando podem comemoram como torcedores mesmo e deixam transparecer em seus comentários a alegria pelo seu time ou revolta por uma fase ruim, mas não deixam que isso afete sua imparcialidade perante o futebol de uma maneira geral.
A obrigação da imprensa é mostrar fatos, mostrar o que acontece, dar sua opinião sincera e deixar que os leitores leiam, entendam e principalmente possam formar a sua própria opinião.
Abraços
SISTEMA DE COMUNICAÇÃO – A POLÊMICA.
3/4/06 – Desde que se utilizou no clássico entre Corinthians e Palmeiras, o sistema de comunicação entre quarteto de arbitragem vêm sendo criticado ao invés de ser avaliado como uma ferramenta para melhorar o desempenho do árbitro e dos seus assistentes durante uma partida de futebol.
Este sistema é composto por um microfone aberto e um auricular, que permite aos assistentes e ao quarto árbitro comunicar com o árbitro da partida e vice-versa, bem como ouvir o que está a ser dito dentro das quatro linhas.
Este sistema de comunicação, destinado a uma mais rápida troca de informação, poderá ser de grande utilidade em várias situações, tais como substituições, tempo de acréscimo, a identidade de um jogador advertido e faltas que ocorram fora do perímetro visual do árbitro. O sistema trabalha em circuito fechado.
Uma série completa de testes está sendo realizado na Europa. O Comitê de Arbitragem da União Européia de Futebol Associado – UEFA, sublinha a importância dos testes realizados em partidas de alto nível.
O sistema é já utilizado tanto em França como na Escócia e, dependendo dos resultados dos testes, a UEFA decidirá alargar, ou não, o uso às suas principais competições. “A UEFA é a favor do auxílio tecnológico, desde que não haja interferência na fluidez do jogo e que não coloque em causa a autoridade do árbitro”, afirma a UEFA.
O que podemos notar em relação a experiência com este sistema no clássico paulista é busca incessante da imprensa em não vê que o sistema foi eficaz, pois estabeleceu a verdade, onde o protagonista principal (Tevez) tentou escamotear, protestou contra os árbitros e a tecnologia, exigiu punições, clamando que o seu drible ao central Leonardo Silva fora regular, mas a visualização das imagens permitiu ver que houve mesmo falta e portanto prevaleceu a verdade sobre o caos.
Para finalizar podemos afirmar que a tecnologia pode ser uma grande aliada da arbitragem, erros poderão ser corrigidos quase no mesmo instante e sem perda da credibilidade do árbitro e de seus assistentes. Isso irá diminuir o IBOPE dos programas esportivos, os chamados “mesas redondas”, pois não terão tantos erros da arbitragem para ilustrar o seu conteúdo.
Por Valter Ferreira Mariano
Derrotas doem, mas às vezes são necessárias.
Ola a todos. Este é meu primeiro post no Blog do PlanetaGol. Já faz algum tempo que tenho o prazer de participar do site como colunista (se não me engano, estou desde 2003) e com prazer participo deste novo projeto.
Só que para variar um pouco, não vou escrever diretamente sobre futebol, mas sim sobre algo mais abrangente, citando um exemplo pessoal meu. Em tudo na vida existe uma pressão, uma expectativa de que os resultados apareçam com certa rapidez.
Isso ocorre no esporte, como ocorre na nossa vida de uma maneira geral. Empresários que se planejam sabem quanto tempo podem esperar para que um determinado projeto possa começar a dar retorno. Isso já não ocorre no futebol, onde os técnicos deveriam ter um determinado tempo para implementar sua filosofia de trabalho e poder colher os frutos, sem ter a pressão dos resultados para ontem.
Apesar de ser um apaixonado pelo futebol, o esporte que gosto de praticar é o vôlei. Neste ano, meu irmão juntou algumas pessoas com quem brincávamos e nos inscreveu em um campeonato amador. Foram três jogos e três derrotas. Tudo bem que de um jogo para outro tivemos melhoras, mesmo com desfalques de alguns jogadores (neste ultimo chegamos a ficar com apenas dois jogadores no banco – levantador e libero).
Mas as vitórias às vezes encobrem defeitos. Se tivéssemos ganhado, poderíamos achar que já temos um time forte, que possa entrar em campeonatos para ganhar. Com as derrotas podemos ver os vários defeitos que temos, enaltecer as qualidades apresentadas e perceber o quanto tempos para melhorar e que só o tempo e o esforço do time que poderá deixar este time competitivo. O ultimo jogo perdemos por 3 x 2, sendo que no quarto set, com 2 x 1 estávamos ganhando de 24 a 23 e perdemos um contra-ataque que poderia ter fechado o set, que acabou em 27 a 25.
A MORTE SÚBITA DOS ÁRBITROS E SEUS ASSISTENTES
03/04/2006 – As pessoas ligadas à mídia esportiva dos inúmeros programas na televisão, rádios, jornais e revistas esportivas, têm algo em comum: a possibilidade de ver e rever quantas vezes necessários o lance para dar seu veredito final, crucificando ou absolvendo o juiz ou seu bandeirinha.
E tais opiniões são baseadas em cima de vários ângulos capturados pelas diversas câmeras de televisão espalhadas ao redor do campo de jogo e por vezes, em cima dele, quando colocada em um dirigível que sobre voa o local da partida.
Com todo este aparato tecnólogo, tais pessoas não tem misericórdia, condena à “morte” o simples árbitro ou seus assistentes, que contam com singelos segundos e apenas um ângulo de visão para aplicar um das regras do futebol.
Contudo, temos dois bons exemplos de pessoas com toda essa parafernália eletrônica, que ainda assim dão seu veredito errado.
O primeiro exemplo vem da França, Copa do Mundo, 23/06/1998, Estádio Velódromo, Marselha, Brasil x Noruega. Próximo do final do jogo, o árbitro ESTANDIAR BAHARMAST (EUA), vê um pênalti cometido por Júnior Baiano. Para seu azar todas as câmeras oficiais não flagram a ação que gerou a penalidade. Conseqüentemente o árbitro foi tarjado de “ladrão”, principalmente depois dos comentários feito ao vivo pelo narrador e comentarista de arbitragem da principal emissora de televisão do Brasil.
No dia seguinte, a verdade. Uma imagem feita por uma emissora que por acaso estava gravando imagem da torcida para um documentário à pedido da FIFA, essa imagem revelou que o árbitro, ora tarjado de ladrão estava simplesmente correto, pênalti claro, Júnior Baiano agarrou e puxou o adversário dentro da área.
Tarde demais, a sentença já estava dada, o árbitro estava voltando para seu país. No entanto não houve qualquer tipo de desculpa por parte daqueles que o condenaram, ficou no esquecimento.
O outro exemplo vem da Taça Libertadores, o mais importante torneio de clubes da América. Não lembro do adversário do São Paulo, porém recordo muito bem do lance. Foi numa reposição de bola através de um tiro de meta, executado com um chute forte do goleiro adversário que fez a bola chegar no atacante completamente livre. Entre ele e a linha de fundo só Rogério Ceni. Então vem a voz do narrador em tom de gritos: “O bandeirinha está louco, está impedido, burro, burro…” e em seguida segue o comentarista: “este bandeira está maluco, impedimento claro”.
A partida seguiu normalmente, porém em todas as participações do tal bandeira, voltava o comentário de “burro”. Ao se aproximar do final da primeira etapa, veio o comentário, “naquele lance do impedimento, o bandeira estava correto, pois a bola veio de uma cobrança de tiro de meta, sendo assim, não tem impedimento a regra e clara”.
Mesmo reconhecendo o erro ninguém pediu desculpa por chamar o bandeirinha de “burro”. Mais uma vez a sentença já estava dada.
Com este dois exemplos podemos ver o quanto que arbitragem em nossos tempos está exposta a comentários destrutivos, sem a visão do árbitro, sem a visão do espírito do jogo.
Os erros de arbitragem sempre existiram, hoje com mais freqüência, por causa das inúmeras câmeras e recursos tecnológicos. E mostrar o erro da arbitragem exaustivamente, rende ibope.
É fácil sentar numa cadeira de frente a um monitor de televisão e dar opiniões. Difícil e enxergar com os olhos da arbitragem, com o Espírito do jogo. Isso é imprensa esportiva, falada, escrita e televisionada.
Por Valter Ferreira Mariano
Bem vindo ao Blog do PlanetaGol
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