BANDEIRINHA SE FOSSE BOM, SERIA ÁRBITRO!

A frase – “bandeirinha se fosse bom, séria árbitro!” – Na realidade esta frase não condiz com que determina a regra 06, na qual contém a função do árbitro assistente, o chamado bandeirinha.

Para ser um bom árbitro assistente não basta ter o texto da regra 11 gravado em mente e necessário ter sempre suas sinalizações oportunas, claras e com firmeza.

Numa situação de fora de jogo ou seja de impedimento, deve lembrar que o fato de se encontrar nesta posição não implica em infração, portanto, não deve levantar seu instrumento de trabalho com precipitação, para não dar como irregular uma jogada regular, e assim, não estragar uma situação manifesta de gol.

A demonstração de insegurança reflete em seu trabalho, ela pode ser vista na sinalização não clara, quando o instrumento é levantado e baixado rapidamente ou quando é levantado e no meio do caminho resolve abaixa-lo, deixando dúvida ao árbitro e aos jogadores. O árbitro assistente deve esta focado, tranqüilo, concentrado e totalmente seguro do que esta fazendo.

As sinalizações não poderão ser tardias ao ponto do árbitro demorar para sanciona-las. Isso também é um foco de insegurança, medo de errar, mostra que ainda não esta pronto ou não tem aptidão para desempenhar a função.

A condição física é muito importante para realizar com sucesso suas atribuições dentro da partida. Sua capacidade de arranque, velocidade acoplada com a visão do lance será imprescindível quando sua intervenção for necessária.

O penúltimo defensor deve ser imagem constante em sua visão. Pois é um fator que determina a posição de impedimento (regra 11). Assim sempre terá suas intervenções de sinalizações de impedimento acertadas.

Mostrar a eficacia nas suas sinalizações, uma ótima cooperação com o árbitro, mostrar que o espirito do jogo esta presente nas suas intervenções, bom condicionamento físico e um alto estágio de concentração, fará que a frase do primeiro parágrafo não passa de um pobre refrão, utilizado para obter IBOPE, para atrair atenção do telespectador.

BANDERINHA 1

Deco o melhor jogador do Mundial ??? Bah Tchê !!

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E Deco levou o título de melhor jogador do Mundial, mas tenho minhas dúvidas se esse título é real ou apenas uma consolação ao derrotado.

Pelo mundial que assisti, vejo pelo menos 3 jogadores recebendo o ouro, prata e bronze desse mundial e nenhum deles veste a camisa do Barcelona.

Vamos a minha lista:

Luis Adriano: Entrou na primeira partida, mostrou garra, correu o tempo inteiro, foi lutador e foi premiado com um belissimo gol, merecia o Bronze de melhor jogador.

Fernandão: O cérebro do Internacional, além de guerreiro, corria o tempo inteiro defendendo, armando as jogadas e atacando, ou seja, completo. Merecia a prata.

Iarley: Pelo que fez na última partida, correndo, marcando, parando as jogadas de ataque do Barcelona e armando uma jogada majestosa que resultou no gol do Inter, merecia o Ouro.

Mas o que vimos ??? Prata para Iarley apenas ??? Ouro para Deco….Deco jogou ????

Hummmmmmmmm, que o futebol está se rendendo cada vez mais a interesses de marketing e comerciais já sabemos, mas aí a querer contar uma verdade diferente da que os nossos próprios olhos assistiram é demais.

O que você acha ??

Leidson Campos
PlanetaGol – Futebol & CIA

OS ESPÍRITOS DA REGRAS DO JOGO DE FUTEBOL

Ao longo do tempos, as regras do esporte bretão sofreram poucas alterações, ao ponto de serem consideradas imutáveis, tal como a constituição dos Estados Unidos.

A Carta Magna do futebol (Regras do Jogo) é composta por 17 regras, são consideradas perfeitas. Para compreende-las é necessário observa-las através do espírito do jogo, ou seja, do espírito da igualdade, da segurança e do prazer, associado ao fair play – jogo limpo – desta maneira saberão porque este esporte fascina todo o planeta.

O espírito da igualdade revela que o mesmo que se aplica a uma equipe ou a um dos jogadores será aplicado igualmente a outra equipe e aos demais jogadores, sem nenhuma restrições raciais, étnicas ou religiosas. Este espírito preserva o total direito de todos os jogadores disputarem a posse da bola em igualdade, não dando qualquer espécie de privilégio ao craque ou ao menos habilidoso.

O espírito da segurança proclama o árbitro, os árbitros assistentes e o quarto árbitros, seus agentes, onde terão importante tarefa de serem responsável pela integridade física dos jogadores. Punindo qualquer tipo de conduta violenta. Impedindo o uso de objetos, jóias e equipamentos que ofereçam perigo aos jogadores.

O espírito do prazer, este deve ser o único objetivo do jogo. Sem este não há porque jogar futebol e nem assisti-lo. Um árbitro ou qualquer membro da equipe de arbitragem sem prazer de executar sua função, certamente prejudicará o bom andamento do jogo. Pois, sem prazer, nada é bem feito.

A soma destes espíritos, aliado a fair play, formará o principal ícone das regras, o ícone de nunca beneficiar ao infrator.

BOLA AO AR!

Outro dia estava acompanhando à transmissão de uma partida de futebol pelo velho e bom radinho de pilha. O narrador de nome famoso, o qual me reservo a não divulgar, usou a seguinte frase – “ O juiz vai dar o reinicio do jogo com bola ao ar” – fiquei imaginando os jogadores tentando disputar a posse da bola se utilizando de pulos, cabeçadas ou até mesmo de voadoras. Claro, isso é pura imaginação. Sabemos que na realidade o jogo foi reiniciado através de um bola ao chão (regra 08).

Então vamos entender como se executa o bola ao chão.

O bola ao chão é uma maneira de reiniciar a partida após uma interrupção temporária, quando a bola estava em jogo, por qualquer causa ou incidente não previsto nas Regra do Jogo.

Ao proceder um bola ao chão, o árbitro (regra 05) o executará no lugar onde a bola se encontrava quando o jogo foi interrompido.

A partida será considerada reiniciada quando a bola tocar o solo sagrado (campo de jogo – regra 01). Agora, se um jogador tocar a mesma antes que tenha tocado o solo ou ainda, se ela sair do campo de jogo após tocar o solo, sem ter sido tocada por nenhum jogador, o bola ao chão será repetido.

Como virmos nos parágrafos anteriores, o bola ao chão é executado no lugar onde a bola e encontrava no momento da interrupção da partida. Porém, se ela encontrava dentro dá área de meta (pequena área), será observada as circunstâncias especiais da regra 08, ou seja, o bola ao chão será executado na linha da área de meta paralela à linha de fundo, no ponto mais próximo do lugar onde se encontrava a bola quando a partida foi interrompida.

Para finalizar, um bola ao chão pode ter a participação de qualquer jogador, inclusive do goleiro. Porém, não é necessário a presença de um jogador de cada equipe para execução do bola ao chão.

Show de pergunta: Se ao reiniciar a partida mediante a um bola ao chão, um jogador diz que vai devolver a posse de bola ao adversário, chuta a bola em direção do campo de defesa do mesmo, um atacante distraido ao fato, intercepta a trajetória da bola, chutando-a e conseguindo um gol, como deverá proceder o árbitro?

Futebol Amador: Benéfico ou Maléfico a Saúde?

Futebol Amador, qual a sua real caracterização? Ao pé da letra classifica-se por competições não profissionais disputadas por equipes não profissionais, realizadas geralmente aos fins de semana nas praças públicas das inúmeras cidades do nosso país. Mas o que essa afirmação tem haver com os benefícios ou malefícios a saúde dos nossos atletas?

Bom, se analisarmos o futebol profissional veremos que as equipes realizam treinamentos diários, muitas delas em dois períodos, realizam avaliações físicas frequentemente, possuem em sua grande maioria uma comissão técnica composta pelos melhores profissionais da área ( treinador, preparador físico, médico, massagista, fisioterapeuta, fisiologista, nutricionista, etc ), seus atletas mantém uma alimentação regrada e uma vida social bem reservada, buscando estar sempre em condições de buscar os melhores resultados possíveis dentro de uma competição, ou seja, a classificação, o acesso ou na melhor das hipóteses o título.

Além de toda essa preparação e respaldo dos profissionais da área da saúde, as equipes profissionais contam com eventualidades ocorridas com a saúde dos atletas. Nos últimos anos acompanhando os campeonatos do mundo todo, visualizamos algumas mortes por paradas cardíacas em jogos e treinamentos.

De fato, mesmo com toda essa preparação ocorrem fatalidades, mas as federações vêm tomando medidas preventivas. Por exemplo, para todas as competições realizadas pela F.P.F. ( Federação Paulista de Futebol) em todas as suas categorias, as partidas somente se iniciam se houver ao lado do gramado uma ambulância com todos os equipamentos de emergência juntamente com um médico de plantão. Já as equipes aumentaram a freqüência dos exames médicos juntamente com avaliações com cardiologistas.

Mas e o futebol amador, quais são as relações com o futebol profissional relacionadas a saúde dos atletas? Para profissionais de Educação Física e especialistas em Saúde Desportiva o risco no futebol amador é ainda maior. Nem sempre os atletas amadores que disputam suas partidas nos finais de semana se preparam adequadamente durante a semana, ou nem sempre se preparam, podendo esses atletas serem muitos deles sedentários.

Mas qual o risco de cidadãos sedentários disputarem competições amadoras de futebol? Os médicos dizem muitos, e o risco é muito além daqueles que se preparam ( atletas profissionais). No futebol amador ou profissional, as partidas são classificadas por ações de altíssima e baixa intensidade, fazendo com a freqüência cardíaca dos atletas receba oscilações podendo em muitos momentos exceder a freqüência sub-máxima, fator de grande risco para os atletas segundo especialistas.

De posse dessas comparações e colocações qual seriam as soluções futuras e imediatas que as ligas, prefeituras, dirigentes de clubes, atletas do futebol amador devem tomar caso comecem a ocorrer paradas cardíacas em atletas do futebol amador?

Certamente as ações para esse assunto muitos de nós temos, mas também sabemos de todas as dificuldades que os envolvidos no futebol amador tem em organizar as competições em suas cidades.
Nosso objetivo aqui é o de alertar todos aqueles que participam das organizações das competições amadoras no nosso país e que esse assunto seja discutido pelos líderes das federações amadoras e colocar que devemos pensar com cuidado na saúde dos nossos atletas amadores, pois são eles que fazem o sucesso do futebol da “várzea”.

Por: Rodrigo Alves Ramalho – Professor de Educação Física (amigo de Valter Ferreira Mariano).ITAMAR

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