Uruguai garante mais uma vaga nas semifinais
Não valeu a torcida do continente africano para que seu último representante continuasse na competição. Gana não conseguiu superar o time sul-americano e agora o Uruguai vai para as semifinais e enfrenta a Holanda na decisão de uma das vagas para as finais.
Gana fez seu gol no fim do primeiro tempo e ainda contou ainda com Lugano machucando-se no primeiro tempo. Forlán no segundo tempo reverteu a situação para o time uruguaio, logo na volta do jogo, empatando a partida.
Daí para frente foi dominio do time sul-americano, que por pouco não virou a partida. Mas o jogo foi para a prorrogação que seguiu equilibrada até o último minuto, com Suarez sendo expulso por colocar a mão na bola. Penalti para Gana, batido pelo artilheiro Gyan, que caprichosamente viu sua bola bater no travessão e levar a partida para as penalidades.
O jogador mostrou personalidade e abriu a sequencia para o time africano, mas prevaleceu a qualidade uruguaia que venceu nas cobranças (com Gana perdendo duas cobranças) e o time africano dando adeus a Copa.
Agora é vermos quem passará do confronto entre Holanda e Uruguai, com favoritismo para o time europeu.
Análise da performance brasileira na Copa
Com o fim da Copa do Mundo para a seleção brasileira, temos que analisar o que aconteceu com a seleção de Dunga.
Dunga foi coerente com suas decisões e assumiu o time e blindou o elenco, em vários momentos, inclusive agora, após a eliminação do time. Foi perguntado sobre as falhas individuais de alguns jogadores e optou por não criticar nenhum deles.
Mas o que ficou claro após a eliminação foi com relação às escolhas na formação do elenco brasileiro. Com a ausência de Ramires e a contusão de Elano, o time ficou sem opção para mudar o meio de campo do time no jogo de hoje. Outro meia armador deveria ter sido chamado, até para que a carga de responsabilidade sobre Kaká fosse dividida.
Também preciso citar que a defesa brasileira, tão elogiada, nessa Copa não repetiu as mesmas performances, principalmente pelo desempenho de Michel Bastos (que até melhorou durante a Copa, mas sempre foi o ponto a ser explorado por nossos times adversários) e também pela falta de atuações regulares de nossos volantes (principalmente Felipe Melo, que se mostrou alguém que não consegue manter o equilibro mental, abusando da violência)
Robinho foi o melhor jogador brasileiro na Copa, sendo uma grata surpresa e saindo de cabeça erguida. A era Dunga chega ao final com uma eliminação nas quartas de final, com um time que se caracterizou pela garra, pela união dos jogadores, mas que deixou a desejar na técnica e na qualidade do futebol ofensivo.
Vamos a uma análise dos jogadores que participaram ativamente de Copa.
Júlio César – Não dá para crucificar o jogador pela eliminação. É verdade que também que o jogador falhou no jogo onde foi mais exigido (algo que não aconteceu nos demais jogos). Mas foi um jogador inquestionável, que sempre contou com a confiança do elenco, mesmo sabendo-se que o jogador não estava nas melhores condições físicas – Nota 7
Maicon – Um dos melhores laterais do mundo, teve uma atuação fraca nas quartas, mas vem uma boa Copa do Mundo, convencendo tanto na defesa como no apoio ao ataque e sai valorizado da Copa – Nota 8
Lúcio – Pilar de sustentação da defesa brasileira exagerou um pouco no jogo de eliminação ao querer criar jogadas e ser o homem de criação que faltou no time. Mas teve uma grande Copa e também não merece criticas – Nota 9
Juan – Forma uma grande zaga com Lúcio, jogando sempre firme e regular, não causando surpresas ao nosso time e também volta com moral – Nota 8
Michel Bastos – Não foi a opção preferida pela torcida, chegando com desconfiança para assumir a lateral-esquerda. Em vários jogos seu apoio não foi explorado por falta de confiança dos próprios companheiros e seu setor sempre foi considerado o ponto a Sr explorado pelos adversários. Mas apresentou melhoras ao longo da Copa e não falhou de forma acentuada – Nota 6
Gilberto Silva – Volante de contenção sem qualidade para o apoio no ataque, fez uma Copa regular, mas é um daqueles jogadores que poderia muito bem ter sido preterido para a entrada de outro volante de marcação com mais qualidade técnica no apoio ao ataque – Nota 6
Felipe Melo – Foi uma grata surpresa quando Dunga o colocou no meio de campo, mostrando qualidade tanto na marcação como no apoio ao ataque, mas mostrou ao longo da última temporada problemas para manter os nervos no lugar. A expulsão no jogo contra a Holanda foi algo que já vinha sendo “perseguido” pelo jogador desde o começo da Copa. Um dos que sai mais prejudicado dessa Copa. Pode ser considerado o “Dunga de 90” desta seleção e ser crucificado como o principal culpado pela eliminação – Nota 3
Elano – Jogador apenas regular nos últimos tempos em clubes foi uma das boas surpresas na Copa. O Brasil sentiu demais sua ausência no jogo contra a Holanda, dando um dinamismo ao meio de campo e ajudando a cadenciar o jogo, deixando Kaká livre para jogar no meio de campo. Também sai valorizado desta Copa – Nota 8
Kaká – Esperava-se que o jogador fosse o grande destaque desse time e desse a qualidade necessária para desequilibrar os jogos a nosso favor, mas em nenhum jogo foi aquele que se esperava. Em parte por não estar nas melhores condições de jogo e em parte por falta de alguém para compartilhar a criação do time. Será um jogador que precisará recuperar suas melhores condições físicas pois terá seu potencial questionado – Nota 6
Robinho – Já citei em colunas anteriores a surpresa que Robinho foi para mim nessa Copa. Foi o melhor jogador da Copa pelo Brasil, apresentando qualidade na finalização, sabendo cadenciar o jogo, movimentar-se, mostrando ter amadurecido e hoje ser um jogador muito mais qualificado. O nervosismo no jogo contra a Holanda não mancha atuação do jogador ao longo desta Copa. Infelizmente por conta disso deve ir para fora do país, pois deve ser cotado por outros times , devendo sair do Santos – Nota 9
Luis Fabiano – Alguns bons jogos, gols (um dos mais belos da Copa, contra a Costa do Marfim) mas pareceu sentir o peso de ser o homem-gol do time brasileiro e não repetiu as atuações que já teve com a própria camisa da seleção brasileira, repetindo o problema emocional que já tinha apresentando no São Paulo e no Sevilla – Nota 6
Daniel Alves – Tinha tudo para ser um destaque, inclusive até assumindo uma posição entre os titulares do Brasil, mas em todas as chances que teve, seja entrando no segundo tempo, seja iniciando a partida, ele não correspondeu as expectativas e foi uma das decepções da Copa, justamente pelo potencial do mesmo – Nota 4
Nilmar – Atacante leve que mostrou qualidade quando entrou em campo. Nada que justificasse sua entrada entre os titulares, até pela esperança em Luis Fabiano, mas teve bons jogos quando entrou no segundo tempo e mesmo quando foi testado desde o começo. Mais um que saí da Copa com moral e pode sonhar com a permanência na seleção brasileira – Nota 7
Gilberto, Julio Baptista, Ramires e Grafite – Tiveram pouco tempo em jogo e não acho que devemos opinar.
Dunga – Nosso técnico manteve suas convicções desde o começo da convocação até nas escolhas para formar o time titular. Boas campanhas em outras competições, mas uma Copa do Mundo onde pouco apareceu, sendo vistas poucas opções de jogada no time. Pesa contra si o fato de ter perdido Elano (extremamente funcional) e não ter Kaká nas suas melhores condições físicas. Mas se a convocação pode ser questionada o mesmo não consigo dizer do trabalho dele como treinador, num todo desse tempo de seleção. Deve conseguir entrar na profissão de técnico de futebol e pode conseguir sucesso nisso – Nota 5
Agora é esperar quem irá assumir a nossa seleção e torcer por rumos melhores. E agora até 2014.
Holanda supera o Brasil e vai para as semifinais da Copa do Mundo
Cruijff deu declarações fortes, mas sinceras ao dizer que a nossa seleção não encanta e não pagaria para assistir a uma partida de nossa seleção.
A Holanda começou com uma forte marcação no meio de campo, impedindo (novamente) que nosso time tivesse criação. Mas em dois lances onde o time teve espaço e conseguiu jogar com a bola no chão e com rapidez, o time teve dois gols. Um de Robinho, corretamente anulado em impedimento de Daniel Alves (figura nula no jogo inteiro) e outro em lançamento preciso de Feilpe Melo e conclusão de Robinho, dessa vez abrindo o placar, com 10 minutos de jogo.
A Holanda apostava no jogo em cima de Robben, como ponta, explorando o lado mais fraco da defesa brasileira (Michel Bastos), mas no primeiro tempo não criou perigo a meta de Júlio César, mesmo porque o time jogava de forma consciente em campo, não oferecendo o contra-ataque para o Brasil. Kaká aos 30 quase marcou um lindo gol de fora da área, contando com a defesa de Stekelenburg.
Veio o segundo tempo, sem mudanças de nome, mas com Robben tendo o auxilio de Sneijder, que começou a aparecer no jogo. Logo aos 8 minutos cruzamento de Sneijder, com péssima saída de bola de Júlio César e desvio de Felipe Melo (sem culpa no lance).
O time acusou o gol e Dunga optou por tirar Michel Bastos, travando um duelo complicado com Robben, mas com cartão amarelo (que quase causou a expulsão do jogador, se não fosse o juiz voltar atrás no lance) e colocar Gilberto, que fez o duelo no setor esquerdo da defesa brasileira ser decidido. A favor da Holanda.
Aos 22, um escanteio que foi originado por falha de Gilberto e com Juan tirando a bola de Robben. Na cobrança, falha da marcação brasileira, onde a bola foi desviada e Sneijder, sozinho na área, virou a partida para o time holandês.
O time brasileiro, que não conseguia criar lances e abusou de chutões e ligações diretas durante o jogo todo dependia de lances individuais e achar um gol para levar a partida para a prorrogação, até porque aos 28 minutos Felipe Melo participou ativamente do jogo, ao agredir
Robben e ser corretamente expulso.
Além de acusar o baque pelos gols, o time brasileiro se mostrava sem equilibro. Robinho, o melhor jogador brasileiro na Copa discutiu demais e no segundo tempo foi figura nula. Daniel Alves, uma grande aposta, se preocupou apenas em discutir.
Kaká não foi omisso, procurou movimentar-se, mas não conseguiu achar espaços para jogar em campo. Luís Fabiano, alguém de quem se esperava muito, não tocou na bola e não teve nenhum lance de perigo.
Mudar o time? Dunga mexeu tirando Luis Fabiano (para mim deveria sair Daniel Alves) para a entrada de Nilmar.
O time abandonou a parte tática e foi para cima de forma desorganizada, chegando a ter um lançamento de Gilberto Silva para Lúcio. Fora isso, o time nervoso, errando passes fáceis e perto do fim do jogo o time não levou o terceiro por preciosismo da seleção holandesa, numa jogada onde 3 jogadores da Holanda apareceram de frente para Julio César, contando com desarme do Brasil, mas deixando claro o controle da Holanda que aconteceu no segundo tempo, pois o lance parecia roda de bobinho.
O time é eliminado com a cara de Dunga, jogadores nervosos e entregues a marcação adversária. Robben e Sneijder foram os nomes do jogo, de um time bem armado que poderia ter goleado o Brasil no segundo tempo e podem sim sonhar com o título da Copa.
Notas dos jogadores (posteriormente no blog uma análise mais calma a respeito da performance na Copa)
Júlio César – Falhou em lances capitais e ajudou a deixar o time tenso em campo – Nota 4,
Maicon – Não foi exigido na marcação, mas não conseguiu ter a mesma força no apoio ofensivo. Também se mostrou nervoso no segundo tempo – Nota 6
Lúcio – Errando jogadas fáceis e exagerando demais ao querer “apoiar” o time e ser o “meia” que não tínhamos. Fora isso não foi o leão na marcação de outros jogos – Nota 5
Juan – Mais seguro e firme que Lúcio, se desdobrando para cobrir os espaços – Nota 6,5
Michel Bastos – Travou um duelo complicado conta Robben, equilibrado no primeiro tempo, mas perdendo no segundo tempo, inclusive sendo necessária a substituição do jogador, mas melhor que nos outros jogos – Nota 6,5
Gilberto Silva – Fez bem seu trabalho de marcação, mas peça nula quando o time precisava de jogadores para tocar a bola e chegar ao ataque – Nota 6
Felipe Melo – Lançamento primoroso no primeiro tempo para o gol de Robinho, mas manchou sua participação com a participação no primeiro gol holandês e principalmente com a ridícula expulsão – Nota 2
Daniel Alves – Uma decepção no jogo, preocupado apenas em brigar e errando tudo que tentou – Nota 3
Kaká – Movimentou-se, tentou jogadas, mas errou quase todos os lances que tentou. Valoriza-se o fato que não foi omisso em campo, mas não foi o jogador decisivo que se esperava – Nota 6
Robinho – Fez um bom primeiro tempo, mas no segundo tempo entrou no nervosismo brasileiro e não fez nada de prático no segundo tempo –
Nota 6,5
Luis Fabiano – Peça nula em campo. Nervoso em alguns lances (até desleal) e não conseguiu achar espaços para jogar, não conseguindo oferecer nenhum perigo a defesa holandesa – Nota 4