Projeto Futebol Show
Infelizmente muitos projetos interessantes e válidos recebem pouca atenção da mídia em geral. Pessoas que apostam em uma ideia e por falta de apoio da mídia acabam tendo que deixar de lado vários projetos que poderiam gerar mudanças, melhorar condição de pessoas menos favorecidas e até abrir oportunidades profissionais.
Uso o espaço do blog para comentar a respeito do Projeto Futebol Show, gerenciado pelo Marcio Cogo e seu sócio, Leal, contando com a assessoria de imprensa da jornalista Isabela Pimentel.
Conversei por e-mail com o Márcio para entender melhor a respeito do projeto e ajudar na divulgação de um trabalho sério e pioneiro.
Planeta Gol
Qual foi a ideia inicial para criação deste projeto?
Márcio Cogo
A ideia inicial para a criação deste projeto surgiu com o meu parceiro, o Leal, que bolou a camisa antiagarrão. Neste caso, o objetivo principal era acabar com este problema crônico no futebol, (agarrões). Porém, como não nos deram atenção, resolvemos montar os times para poder apresentar a vestimenta e provar que ela resolve essa questão.
Criamos regras para estender a prática de um futebol limpo, sem violência e não somente no aspecto dos agarrões. Foi assim que tudo começou há mais ou menos oito anos atrás na montagem dos times.
PG
Quais são as principais pessoas envolvidas neste projeto e suas responsabilidades?
MC
Bem, esse projeto é sustentado atualmente por mim e pelo Leal, cada qual responsável por um determinado núcleo. Enquanto eu sou o responsável pelos times de Futebol Show em Vargem Pequena, zona oeste do Rio, o Leal é o responsável por outros times lá em Maricá. Ressalte-se que somos nós dois que, ao longo desses oito anos, sustentamos o projeto, sem muitos recursos e sem apoio logístico. Eu, por exemplo, não tenho campo para treinar aqui em Vargem Pequena, e sou obrigado a prepará-los em uma praça pública. Há campos de futebol, mas são caros e fica difícil arcar com tais despesas sem apoio de patrocinadores.
PG
Atualmente qual é o foco do projeto? Qual a proposta do projeto “Futebol-Show”?
MC
O foco do projeto é apresentar a prática de um futebol totalmente sem violência, como nunca antes foi visto, portanto, é um trabalho inédito, além de difundir a filosofia do equilíbrio na vida. Trata-se essencialmente de um projeto social, pois não cobramos nada dos garotos para estarem inseridos no projeto. Em relação à nossa proposta pode-se dizer que é implantar o trinômio social, que é juntar cidadania-arte-esporte.
PG
Qual o nível de visibilidade do projeto no RJ? E em outros estados?
MC
A visibilidade era quase zero, porém de alguns meses para cá conseguimos algumas mídias, como o LANCE! , que fez matéria com a gente, o SPORTV também despertou interesse e está negociando uma matéria, chegamos a falar na Rádio Catedral aqui no Rio e em vários sites, graças à brilhante ajuda da jornalista Isabela, que se tornou a nossa assessora, sendo uma das poucas que acreditaram neste belo trabalho. Em outros estados ainda não conseguimos implantar, pois precisamos consolidar primeiramente aqui no Rio. Depois que estivermos com outros times de futebol show em outros estados, temos a ideia de montarmos uma seleção brasileira para excursionar o mundo.
PG
O que falta para o projeto ter uma maior visibilidade, tanto no RJ como em caráter nacional?
MC
Falta acesso às principais praças esportivas para que tenhamos um calendário, com sequência de eventos, bem como expandir isso para cada comunidade aqui do Rio, aproveitando esta “onda de pacificação” e de busca por coisas boas e produtivas na nossa cidade e posteriormente fazer isso a nível nacional e até internacional, pois iremos formar a melhor seleção brasileira de todos os tempo e até achar um novo Garrincha e Pelé, sem falar que temos inúmeros Neymares, Kakás, Robinhos etc.
PG
Já foi feito contato com entidades do futebol (Clubes, federações, etc) para ajudar a divulgar este projeto ou mesmo para alguma parceria? Qual foi o resultado?
MC
Ao longo destes oito anos já fizemos diversos contatos, com todo o tipo de instituição e entidade que se possa imaginar, sempre com resultados infrutíferos, tamanho foi o desprezo pelo trabalho. Chegamos a vivenciar fatos inusitados e curiosos, como por exemplo, uma grande instituição do futebol aqui do RJ tentou roubar o projeto (tenho provas), em outra situação, enviamos carta para o então presidente Lula, só que o Ministério do Esporte respondeu um ofício e ficou por isso mesmo e por fim, enviamos carta para o Governador do Rio, o Sr. Sérgio Cabral, que prontamente nos respondeu, porém novamente emperraram o projeto na SUDERJ. Vale destacar também que o Sindicato dos Treinadores de Futebol do Rio de Janeiro sabe do projeto, porém o acompanha apenas como observadores.
PG
Vi que possuem campeonatos a respeito do futebol show. Quais as regras destes campeonatos? Quantos clubes participam? Quando e onde eles acontecem?
MC
Na verdade, podemos dizer que não são campeonatos, e sim apresentações, pois o futebol show visa precipuamente a demonstrações desse futebol sem violência. Portanto, podemos dizer artisticamente que são festivais. Recentemente, fizemos uma apresentação no campo do América em Edson Passos, na abertura da COPA EDU COÍMBRA. Em relação às regras, posso dizer que vai “ganhar” o time que jogar melhor, então pontuamos da seguinte maneira: cada jogada bonita são 3 pontos, cada gol vale 01 ponto e o time que taticamente estiver melhor leva mais 02 pontos. Atualmente contamos com seis times, sendo 4 de Maricá e mais dois aqui de Vargem Pequena. Outras comunidades demonstraram interesse em fazer os seus times de futshow. Conforme eu relatei em relação à dificuldade de campo, fazemos os nossos torneios geralmente em Maricá por conta de se ter lá uma facilidade para arrumar campo.
PG
Quem são os parceiros / patrocinadores deste projeto?
MC
Nenhum. Contamos mesmo com nossos próprios recursos, ou seja, com recursos vindos do meu bolso e o do bolso do Leal.
PG
Quais as metas a curto e longo prazo?
MC
As nossas metas estão sendo alcançadas. Depois de oito anos de experiências conseguimos provar por A + B que alcançamos o objetivo principal, considerando a falta de dinheiro e apoio. Tudo o que idealizamos foi conseguido com sucesso, que foi a implantação de toda esta filosofia. A longo prazo temos como plano difundir isso nas demais comunidades, formar uma base estadual, depois nacional, com a criação da seleção brasileira de futebol show, de modo que tenhamos os melhores de cada posição, ou seja, o melhor centerhalf, o melhor half direito, o melhor half esquerdo e assim sucessivamente.
Para quem quiser mais informações, seguem alguns links interessantes sobre este projeto que tem muito potencial para crescer, precisando apenas de mais incentivos.
Matérias publicadas no jornal Lance!
Matéria escrita
Matéria publicada na TV Lance!
Entrevista ao site Livresportes
Link1
Vídeos no Youtube
Além disso, também é possível ler a respeito nos links abaixo:
http://luispeaze.com/2010/futebol-show-cidadania-em-comunidades-carentes
http://hojeempauta1.blogspot.com/
A hombridade de Deivid
Acredito que a esta altura vocês já devem ter visto o gol perdido por Deivid, em um lance surreal, onde a bola caprichosamente bateu na trave, sendo que logo após o chute, reparando com atenção é possível ver que o atacante ameaçou comemorar o gol, tal qual Leonardo Moura, enquanto que Fernando Prass já começava a reclamar com seu zagueiro.
E também não podemos esquecer do fato que no ano passado o jogador já tinha se “notabilizado” por lances parecidos (mas não tão claros como este contra o Vasco).
Mas o que precisa ser valorizado é a postura do jogador, que no dia seguinte apareceu para a imprensa e assumiu (até de forma “exagerada”) a culpa pela eliminação na semifinal. Sendo que é preciso citar que Joel deixou o time muito defensivo e Ronaldinho Gaúcho novamente foi figura nula em campo.
Só que devemos elogiar a postura do atacante. Por mais que o jogador tenha realmente tido uma falha crucial no lance, a maioria procuraria fugir da responsabilidade, arrumar desculpas, até podendo falar dos salários atrasados, o jogador foi sincero, disse o que achava e com esta postura ganha mais uma chance para mostrar seu valor para o torcedor rubro-negro.
Clássico como nos velhos tempos
O paulistão é um campeonato que já teve seu charme, mas que perdeu demais seu valor, principalmente por conta da quantidade de clubes.
Acaba sendo muito mais um parâmetro para saber se o que um clube tem para melhorar do que para mostrar o que o clube poderá almejar em outros campeonatos mais qualificados (como Libertadores e Brasileirão).
Mas nos clássicos temos a possibilidade de presenciar ótimos jogos. E foi isto que aconteceu em Presidente Prudente, no jogo entre Palmeiras e São Paulo, que terminou com empate em 3 x 3 em um grande jogo de futebol.
Ao contrário do que aconteceu em outros jogos, o clássico foi disputado em alto nível desde o começo do jogo, com chances de gol para os dois times a todo o momento. Um primeiro tempo com o Palmeiras bem melhor em campo, aproveitando os espaços que a defesa do São Paulo deixava. O primeiro gol veio com uma belíssima cobrança de Daniel Carvalho, que está sendo uma grata surpresa no meio de campo alviverde.
O empate, que não era merecido, chegou com Cícero, que também está sendo uma surpresa interessante para o lado do São Paulo.
Mas o Palmeiras terminou a partida novamente em vantagem em um golaço de Barcos, que mostra que pode ser o centroavante que Felipão tanto queria.
Leão resolveu mexer no time e voltou com Fernandinho no lugar de Jadson, procurando abrir o jogo pelas laterais. E o empate chegou no começo da segunda etapa, com Cicinho cometendo pênalti em cima de Cortez (que não sentiu o peso da camisa). E William José assumiu a responsabilidade e converteu o pênalti, igualando novamente a partida. jogo ficou ainda aberto, com chances para os dois times. Em mais uma falha da defesa tricolor, o segundo gol de Barcos, que sozinho finalizou para colocar o alviverde em vantagem.
Mas Fernandinho acertou um lindo chute, indefensável para Deola e a partida terminou em um empate que empolga muito os torcedores do Palmeiras, por conta do potencial ofensivo do time, mas que preocupa por conta dos vacilos defensivos dos dois times.
Claro que para quem gosta de um futebol bem jogado, o clássico foi de encher os olhos. Aquele tipo de jogo que vale a pena rever e comentar a respeito.
Mas quem torce para o São Paulo ou Palmeiras deve ter começado a semana com medo do setor
defensivo e de como iria reagir contra um time que estivesse melhor postado em campo.
Empate sofrido e preocupante do Corinthians na Venezuela
O Corinthians tem um histórico de problemas jogando a Libertadores e começou a edição de 2012 mantendo o padrão.
Com Alex no banco de reservas, Tite optou por manter o mesmo time que venceu o São Paulo, mas a postura dos jogadores em campo foi outra. Danilo omisso em campo, muitos erros de passe e ligação direta e sem chances de gol a favor do time paulista. Mas o time do Táchira também não oferecia perigo, até que em um lateral, em falha da defesa alvinegra o placar foi aberto a favor do time da Venezuela.
O time do Corinthians não pareceu sentir o peso do gol, mas na frente às chances de gol eram raras. Alessandro aparecia com frequência na direita, mas errando muitos lances, justamente pela vontade de acertar.
Veio o segundo tempo e Tite não demorou a mexer, tirando os apagados Liedson e Emerson, colocando Elton e Alex para jogar. Em campo a mudança (acertada) não deu resultado. Ao contrário, o meio de campo continuava inexistente, chutões da defesa em direção ao ataque e quando a bola sobrava Alex chutava de qualquer lugar, sem perigo algum.
Jogando em casa o time venezuelano viu a chance de matar o jogo e quase o fez, marcando o segundo gol, que foi anulado por conta de um impedimento no mínimo duvidoso.
Tudo parecia rumar para mais um resultado ruim na conta do time alvinegro, quando uma falta no fim do jogo resultou no gol de empate com Ralf.
Apesar de não ter merecido a derrota, o time também não fez nada para justificar a vitória. Pior, apresentou um futebol fraquíssimo, que precisa melhorar muito para poder sonhar com algo mais na competição.
Santos estreia mal na Libertadores
De última hora, Muricy foi surpreendido com a noticia que não poderia escalar Juan (suspenso por conta de expulsão na Copa Sul Americana do ano passado), sendo obrigado a escalar Pará na direita e colocar o uruguaio Fucile na esquerda. E a defesa santista, tão questionada, sofreu mais uma vez, tanto no seu miolo de zaga, como pelo lado direito. Mas o ataque santista parecia disposto a resolver a situação a favor do time paulista. Ganso jogando muito bem, controlando bem o meio de campo e deixando seus companheiros diversas vezes na cara do gol.
Em cobrança de falta a abertura do placar em rebote do goleiro boliviano e finalização de Henrique. E apesar de algumas chances do The Strongest, parecia que o Santos iria ampliar o placar e conseguir uma fácil vitória. Mas não foi isso que aconteceu.
O empate ainda na primeira etapa não chegou a preocupar. Neymar e companhia continuam criando chance atrás da outra, mas o castigo veio no fim do jogo, com a virada do time boliviano. E o resultado preocupa pelo fato do Internacional ser um adversário de respeito e pelo Strongest mostrar que é um time a ser respeitado, pelo menos na Bolívia.
Adriano e sua última chance no Corinthians
Ontem a noite a lista de jogadores inscritos para a fase de grupos da Libertadores e Adriano confirmou sua presença no que deve ser sua última chance com a camisa do Corinthians.
Pelo que foi informado ontem a noite pelo Edu Gaspar (diretor de futebol do clube) no programa Mesa Redonda, a decisão sobre a concentração pela qual o jogador passou, no que foi considerada uma “pré-temporada” foi tomada em conjunto com o mesmo. E a melhora física foi nítida, tanto pelo desempenho nos coletivos, como na fisionomia do jogador, visivelmente mais magro.
Ficando sob os cuidados de profissionais, o jogador teve sua alimentação controlada, realizou os exercícios devidos e teve o descanso devido e o corpo respondeu positivamente. Pelo que foi notificado, apesar de estar inscrito, ele não vai para o primeiro jogo na Venezuela e irá passar por mais uma semana de treinamentos intensos, com chances de ir para o jogo contra o São Caetano pelo Paulistão.
Mas a postura da direção parece ser clara. O jogador terá que manter este nível. Uma recaída, uma queda acentuada no desempenho pode terminar sua carreira no clube alvinegro. Agora é esperar para ver se o jogador reage bem a mais uma aposta em seu futebol.
Sem surpresas para Flamengo e Internacional
Flamengo e Internacional garantiram suas presenças na Libertadores de 2012 ao passar, com algum sufoco pela pré-libertadores.
Verdade que o Internacional encarou um time melhor tecnicamente falando e ao virar a partida (que terminou empatada) ficou em boa situação. Mas o Flamengo preocupa sua torcida.
A permanência de D’Alessandro, junto com Leandro Damião e Oscar e as chegadas de do argentino Datolo e Dagoberto fazem com o que o time gaúcho comece a competição como um dos favoritos, apesar de estar no grupo do Santos, onde tropeço contra os demais times da chave podem cobrar seu preço.
Já no caso do Flamengo a situação é bem pior. A demissão de Luxemburgo, os atrasos salariais e a má gestão de Patrícia Amorim nos fazem pensar que o time terá vida complicada no campeonato. O agravante desta situação é o fato que Ronaldinho Gaúcho ganha ainda moral por ter vencido a queda de braço contra Luxa.
E como será que o elenco irá reagir com a chegada de Vagner Love, pelo alto valor que foi investido no mesmo, sendo que além dos atrasos salariais existem outras pendências, como a divida com o atacante Deivid?
Claro que existe a mística da camisa rubro-negra e que pode fazer diferença nas fases de mata-mata, mas a lógica faz com que o futuro do time carioca prometa ser curto na competição, diferente do Internacional, que possui time e elenco para chegar até a final do campeonato.