PALESTRA E RECICLAGEM PARA ARBITROS, ESPORTISTAS, DIRIGENTE E AMANTE DO ESPORTE EM CASA BRANCA – SP
Você há de convir comigo que poucos profissionais têm o seu trabalho tão contestado quanto o dos árbitros de futebol, no Brasil e em qualquer lugar do mundo. Prova disso é que todo torcedor já exprimiu, no estádio ou na frente da televisão, suas opiniões a respeito de uma partida, principalmente discordando da opinião do “juiz”, e nem sempre com palavras muito educadas.
Mas em Casa Branca será diferente. Árbitros, Dirigentes Esportivos, Atletas, Torcedores e demais interessados, deverão recepcionar com respeito e calorosamente no próximo dia 27 de janeiro, o Árbitro e Advogado, Sálvio Espíndola Fagundes Filho, da FIFA, que estará em Casa Branca palestrando sobre temas variados relacionados ao futebol e suas regras, no Anfiteatro da ETEC “Escola Industrial”, Avenida Coronel Castro, 12, das 20h às 22h.
Após palestra, reciclagem para os árbitros de Futebol de Casa Branca e Região no dia 28 de Janeiro.
Se você é árbitro de futebol, dirigente ou se interessa pelo assunto, participe também da reciclagem para árbitros de futebol no dia 28/01 em Casa Branca.
A reciclagem irá acontecer no Clube Casa Branca, na Praça da Matriz, das 13 às 16 horas. Nesse momento serão discutidas as atualizações das regras de futebol.
Maiores informações sobre a palestra com o renomado árbitro brasileiro, Sálvio Espíndola e também sobre a reciclagem para árbitros, poderão ser obtidas através do telefone: (19) 3671.1471 ou 3671.5414 (departamento de esportes do município) ou do e-mail elizesporte@hotmail.com.
Matéria original: Blog Mulheres de Chuteiras
Enviada para O Universo da Arbitragem de Futebol pela árbitra assistente Elizangela Aparecida da Silva Ribeiro.
A mídia esportiva – o fiel da balança
01/09/2010 – Não resta ao árbitro de futebol (regra 05) outra alternativa para defesa de seu direito de errar como ser humano a via da perfeição.
Ocorre que a sociedade futebolística rica em cifras ao lado da mídia esportiva que por sua vez registra seus comentários alicerçados a um conglomerado de parafernálias eletrônicas: “o árbitro errou!”.
Esta sociedade é diretamente afetada pela mídia. Como exemplo, podemos citar as imagens geradas por um programa de computador que cria uma parede virtual para analisar a ação do árbitro assistente (regra 06), também chamado de bandeirinha, se aconteceu ou não um erro, erro quando ocorrido estipulado em poucos centímetros, sem perdão: “o bandeirinha errou! Não estava impedido (regra 11)”. Alimentando ainda mais a cólera já existente entre esta sociedade e a arbitragem.
Não há duvida que a imagem é clara, pois o direito humano de errar deve ser estabelecido para que possa haver uma diminuição desta cólera e, atender a um anseio de estabelecer uma relação mais humana e justa entre a sociedade futebolística e arbitragem de futebol.
Enquanto este anseio não for estabelecido, o poder da mídia esportiva será o fiel da balança democrática.
O acesso as ferramentas
09/09/2010 – Muitos árbitros não têm acesso às ferramentas existentes para melhorar sua performance dentro e fora do solo sagrado (campo de jogo – regra 01) e, assim, retardam o seu crescimento dentro da nobre função, porque não compreendem adequadamente as 17 regras que compõe a carta magna do futebol, prejudicando suas decisões durante a partida de futebol.
Por isso, as escolas de arbitragem e as entidades que administra o futebol profissional e não profissional tem que criar mecanismo para que todos os árbitros possam ter acesso às estas ferramentas.
O treinamento e condicionamento físico colocam os árbitros (regra 05) no mesmo patamar dos atletas, porem têm que ser acompanhado por um profissional da área. Um psicólogo se faz necessário para combater o stress do cotidiano. Palestras, vídeos e treinamento de campo são imprescindíveis na qualificação, bem como o acesso as diversas publicações relacionadas à arbitragem de futebol.
Há muito a fazer e, o incentivo a estas pratica será o caminho para diminuir o preconceito da sociedade futebolística em relação aos árbitros e, também será o caminho para colocar todos no mesmo patamar da excelência da arbitragem.
Curso para árbitro de futebol
Curso para árbitro de futebol
Inscrições abertas: 02/08 a 20/08 na sede da Liga Campineira de Futebol, av. Prefeito Faria Lima, 345, próximo ao Hospital Dr. Mario Gatti, das 14 às 19 horas
Aulas aos sábados iniciam dia 28/08 às 9 h.
Informações pelos fones: 3272-8099 ou na RCF eventos esportivos: 3237-3211
Da escala a realização da partida
O jogo de futebol não se inicia com o apito de tiro de saída, mais sim na semana que o árbitro aguarda sua escala.
Para acompanhar se estará escalado ou não nas rodadas de meio de semana e nas dos fins de semanas, bem como em jogos isolados, o árbitro deverá estar atento e sempre verificando as informações que consta no site oficial da entidade (www.futebolpaulista.com.br), não deve apenas se ater no campo referente a sua escala, deve também acompanhar os demais campos do site, por exemplo, deve estar atento nas resoluções do Presidente, onde sempre consta algo se suma importância para arbitragem. Conferir as informações e dever do árbitro.
Ao retirar o envelope com os documentos da partida, o árbitro deverá abri-lo e conferir se esta tudo em ordem, se o equipamento eletrônico está completo e em perfeitas condições, se o número de bolas e o consta no recibo das mesmas, enfim, ele deve observar cada item antes de deixar a entidade.
A equipe de arbitragem devera manter um contato constante após do conhecimento da escala. Este contato tem a finalidade de sanar qualquer duvida atinente a partida. Para combinar a viagem da equipe de arbitragem e sua chegada ao local da partida, juntos em um único carro com duas horas antes do inicio da partida. Havendo um ou mais membros de outra região e a locomoção passa por caminho diferente, a equipe deve determinar um local de encontro próxima à cidade que se realizará a partida pelo menos duas horas e trinta minutos antes do inicio do jogo. Porém, se ocorrer um imprevisto e um ou mais membros não chegar na hora e local marcado, os demais membros deverão seguir para o estádio e em seguida entrar em contato com a comissão de arbitragem – pelo telefone informado pela comissão – para que possa com tempo tomar as devidas providências.
Toda a equipe de arbitragem deverá ter sempre em mãos às informações referentes ao regulamento da competição que irão atuar, portanto deverão imprimir os regulamentos de cada competição, onde havendo duvida, poderão sanar com total conhecimento, pois estarão de posse de um documento oficial.
Neste seguimento, o árbitro ainda deverá estar de posse da Carta Magna (livro de regras) atualizada, de um ou mais jogos de súmulas em branco, duas ou mais pranchetas, um bomba em condição de encher as bolas, um calibrador para dar condição de jogo às mesmas, um par de bandeirinhas em bom estado, com cores vivas, um ou mais pares de cartões, dois apitos com silvo diferentes, uma calça de agasalho de cor preta para o uso do quarto árbitro (determinação – 4º árbitro sempre de agasalho, pelos menos com a calça) isso se aplica a toda a equipe de arbitragem.
Ao chegar ao estádio, a equipe de arbitragem deverá instalar a partida, deverá fazer uma inspeção minuciosa do campo de jogo e dos portões de acesso, saber recepcionar os visitantes no vestiário, planejamento da partida, em conjunto confeccionar a súmula e demais documentos, ter um aquecimento apropriado evitando possíveis lesões, quando realizado no campo de jogo é uma maneira de entrar em sintonia com o ambiente da partida, porém deverão tomar cuidado para não usar camisa semelhante as dos jogadores em aquecimento, planejar o plano de trabalho da equipe durante toda a partida, fazer a conferência das informações da partida, bem como realizar a confecção dos relatórios com a participação de toda a equipe de arbitragem.
Os avaliadores de arbitragem estão proibidos de entrar no vestiário da arbitragem ou estabelecer qualquer tipo de contato. No caso dos árbitros orientadores, estes poderão após o termino da partida passar orientação e informação à equipe de arbitragem.
Na confecção da súmula a equipe de arbitragem deverá ter a atenção absoluta ao preenchimento de cada campo da mesma e todos deverão ter a sensação do trabalho bem feito. Somente trabalhando desta forma, o árbitro realmente estará desempenhado com destreza a sua nobre função.
Nota: O conteúdo desta coluna foi retirado da reunião de aprimoramento dos árbitros realizada dia 07/11/2008, no salão nobre da Federação Paulista de Futebol.
PADRONIZAÇÃO DAS ATITUDES
Padronização da arbitragem passa pela padronização das atitudes dos árbitros no desempenho da nobre função.
Em geral os árbitros deverão utilizar à mesma linguagem, procurando dar uma dinâmica semelhante em todas as partidas, não procurar tratar cada jogo de uma forma diferente, não dando a devida importância para este ou aquele jogo, tratando um Corinthians x Palmeiras como o jogo da sua vida, e diminuindo a importância de um jogo valido pela segunda divisão, no qual sua atitude dentro de campo demonstra o seu total descontentamento pela escala e pelo jogo em si.
Para obter uma sensível melhora da nobre função, os árbitros deverão ter em mente que todas as atitudes tomadas dentro do solo sagrado deverão ser aplicadas também na próxima partida, claro, somente as atitudes corretas e não importa o grau de dificuldade que a mesma possa ter, o importante que ele, árbitro, tenha a mesma atitude, assim a padronização será alcançada e a excelência da arbitragem poderá ser obtida.
Os árbitros deverão ter um mesmo parecer, opinião, uma mesma atitude na aplicação da Carta Magna. Não a necessidade ter a mesma opinião sobre política ou sobre qualquer assunto alheio a arbitragem. Eles deverão ter a mesma opinião nas questões atinente à nobre função. Dentro da arbitragem não pode haver dois tipos de pensamentos ou dois pareceres, todos deverão ter a mesma atitude. “Podemos ser feliz dentro de nossos lares, se há sempre divergência de opinião?” O mesmo se aplica na arbitragem, se os árbitros estão divergindo e não tendo a mesma atitude dentro do solo sagrado, não poderão obter uma padronização sólida, resultando no aumento das criticas sobre o desempenho dos árbitros a cada rodada.
Portanto, os árbitros deverão buscar a padronização das atitudes dentro arbitragem, ter uma verdadeira comunhão com os companheiros, tratando os assuntos referentes à arbitragem de uma mesma visão, querendo assim elevar o grau de conhecimento e qualidade no desempenho da nobre função, árbitro de futebol.
Ser ou não ser um juiz de futebol da várzea?
Ser ou não ser um juiz de futebol da várzea, eis a questão. Nos meus sofridos 12 anos de apito ainda não sei responder tal questão.
A mente dos árbitros de futebol que se expõem nestas verdadeiras arenas ou circos, que são os campos de futebol da várzea espalhados pelas periferias de nossas cidades que, com ou sem alambrado, deixam o pobre coitado assustado com o local do jogo.
Imaginem apitar um pênalti legítimo contra time da casa, com os torcedores enlouquecidos após uma bebedeira coletiva; como não ser covarde num momento desses? Quererão audácia com um torcedor inflamado que se encontra pendurado no alambrado preste a vir abaixo e aos berros dizendo que vai morrer?
E quando a torcida, como uma manada enfurecida, esquece o mandamento “amarás o próximo como a ti mesmo”, invade o campo e lincha o pobre juiz (que vive sonhando ser um dia um árbitro famoso da FIFA)?
O destemor de um juiz de futebol dos campos sem arquibancada, situados em locais onde até mesmo a policia pensa duas vezes em visitar! Dos times de brutamontes que vêem neste homem vestido de preto alvo predileto de suas fúrias conjugais e extra-conjugais mal resolvidas.
Pergunto: O que tem a ver este pobre ser com o preço alto da batata, se o prefeito atual vai ou não ser reeleito?
Claro, este cidadão naquele momento é o saco de pancada. Mas convenhamos, nem todos os juízes apanham desmerecidamente; segundo o relato de um árbitro que diz ser meu amigo, me disse uma vez que tal juiz é muito ruim e tem que levar uma sova mesmo.
Vejam então, leitores, a classe não é solidária nem mesmo na dor. Surrar e ser surrado passaram a ser tão banal como a prática de um ato fisiológico.
Uma outra peripécia se assim podemos dizer, foi um jogo de futebol amador de Campinas, vivida pelo árbitro Marcelo Luís da Silva, simplesmente Vila Rica x Boa Vista, os patrões do pedaço. O que era bom pra um time não era pro outro e assim foi até o final da partida, onde as comemorações de gols eram de um jeito não habitual, os tiros de rojões não tinham som de tiro de rojão! Acho que me entendem. Pra mim ele foi um herói, pois poucos se habilitariam há estar no seu lugar.
Em geral todos os árbitros são heróis, pois saem do aconchego dos seus lares para expor o couro nestas sangrentas lutas em que o juiz sempre é o perdedor. Cidadãos deste mundo lembrem-vos do Sermão da Montanha e tenham paciência e tolerância para com estes homens vestidos de preto, porque se eles cometem erros como qualquer mortal e sem eles às partidas seriam uma verdadeira “guerra”.
É O ÚLTIMO HOMEM!
O dialeto da sociedade futebolística tem algumas frases que não expressa a verdadeira face do fato, implica no repudio da ação disciplinar ou técnica tomada pelo árbitro referente ao mesmo. Dentre elas é a frase “é o último homem tem que ser expulso!”, porém o texto da Regra é claro e não descreve nada à referida frase.
A Carta Magna é composta por dezessete regras, dentre elas uma se refere à punição máxima, um grande castigo: a expulsão de um jogador (cartão vermelho).
Para esclarecer a frase “é o ultimo homem tem que ser expulso!”, o texto da Regra 12 descreve que toda vez que um jogador salvar um gol com o uso das mãos ou uma oportunidade manifesta de marcar um gol à equipe adversária, será expulso, cometendo infração punível com tiro livre direto ou indireto.
São duas ocasiões puníveis com expulsão que se relacionam com o ato de impedir ou tentar impedir uma oportunidade clara de marcar um gol. Não é necessário que a infração ocorra dentro da área penal (grande área).
Uma delas ocorre quando um jogador impede um gol ou uma oportunidade clara ao tocar intencionalmente a bola com a mão. Essa punição não se deve a ação de o jogador tocar intencionalmente a bola com a mão, mas pela intervenção desleal e inaceitável de impedir que um gol seja consignado.
A outra ocorre quando um jogador ao invés do uso da mão se utiliza de uma falta, dando um pontapé, uma rasteira, um tranco, um empurrão, uma entrada (carrinho) tocando o adversário antes da bola ou segurando-lhe pela camisa ou por qualquer outra parte do corpo impedindo assim a conclusão da oportunidade clara de gol.
Entretanto se o árbitro (Regra 05) aplica a vantagem durante uma oportunidade clara de gol e o tento é marcado diretamente, mesmo que o adversário toque a bola com a mão ou cometa uma falta, o jogador infrator não será expulso, mais sim advertido (cartão amarelo).
Para definir se o jogador deverá ser expulso o árbitro deve considerar as seguintes circunstâncias:
• A distância entre a infração e o gol (meta);
• A probabilidade de manter ou controlar a bola;
• A direção do jogo;
• Localização e o numero de defensores;
• A infração que impede um adversário de marcar um gol pode constituir uma falta punível com um tiro livre direto ou indireto.
Assim podemos afirmar que a expulsão do jogador não ocorreu por ser último homem e sim por ter ferido a regra 10 – O Gol MARCADO - que é único objetivo do jogo.
POR QUE FALAR MAL DA MÃE DO JUIZ?
Não sei por qual razão os torcedores ilustram a mãe do juiz (árbitro – regra 05) com os mais injustos galanteios. Não importa o local, pode ser num simples encontro, na roda de botequim, na volta pra casa, dentro do ônibus, sempre lotado! Nas idas e volta do estádio, independente do resultado, a mãe do juiz sempre será lembrada.
Se lembrarmos da mulher que nos acondicionou no berço e que nunca deixou de nos alimentar com seus seios cheios de leite materno, o néctar da vida, quando éramos bebezinhos, veria a divindade deste ser, mas esta condição passa despercebido por nós, tolos mortais! Que nem mesmo durante a sua paixão, futebol, não dá o devido respeito. Triste!
Expresso aqui a opinião que este ser divino deveria ser enaltecido sempre, em qualquer lugar, como uma verdadeira melodia para nossos ouvidos. Pois este ser é exageradamente sensível quando o assunto é seu(s) filho(s), nem mesmo quando brindamos com atitudes desaprovadas e deixamos de lado seus conselhos que entendemos ser contra nós, nos deixa de proteger com a força do seu puro coração.
Vamos somente voltar no tempo um pedacinho, logo poderemos observar o quanto nossa mãe é valiosa. A nossa educação pode ser expressa pelo ditado “sua educação vem do berço” e assim podemos ver o quanto destorcemos os ensinamentos e nos tornamos adversários de nossas mães, deixando de lado todo o respeito a ela devido, assim podemos ver claramente o significados dos injustos e pobres elogios dirigidos à mãe do juiz de futebol.
Se realmente amamos nossa mãe, então por que demonstramos o contrario com esta miserável manifestação durante uma simples partida de futebol? O que se difere a mãe do juiz com as demais mães? Injusto e pobre pensamente que impera dentro da sociedade futebolística.
O ÁRBITRO ARROGANTE
É na escola de arbitragem que o pretendente à nobre carreira recebe todas as informações para se tornar um árbitro de futebol, porém após sua formação, deverá escolher o melhor caminho a ser seguido para chegar ao topo, ao seja, no degrau mais alto dentro da arbitragem, ao escudo branco da FIFA.
Entretanto muitos árbitros se declinam ao caminho que leva a arrogância e se tornam senhores de si próprios, donos da razão e da verdade, se acham superiores ao ensinamento da Carta Magna e do espírito do jogo. Pobres mortais! Pois terão uma carreira de sucesso curta e nem mesmo serão lembrados como árbitros top de linha.
O árbitro arrogante, por definição, crê nos seus próprios pensamentos e opiniões, entende que eles são muito mais importantes do que os pensamentos e opiniões dos demais companheiros de profissão. E dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01) impõe todo seu autoritarismo, no qual todos devem obedecer de forma submissa e passiva sem nenhuma desobediência. E com esta atitude, ele desrespeita as pessoas que estão ali para ajudá-lo e serem por ele comandados.
Também dentro do solo sagrado encontrará pessoas contrárias aos seus pensamentos, as quais o trataram com insolente e prepotência, e lhe darão o rótulo de nariz empenado. E seus únicos amigos serão aqueles que se submetem de forma servil, verdadeiros bajuladores.
No início da carreira esses árbitros manipulam o sistema para chegar ao topo a qualquer preço. Infelizmente obterão o sucesso. Sua insegurança transformada em arrogância se torna no combustível para sua subida instantânea dentro da arbitragem. O desejo de chegar ao topo e serem reconhecidos, aclamados e idolatrados como árbitros de primeira linha, corrompe suas almas, essa é a única forma de atenuar a neurose de se acharem superiores aos demais companheiros.
Esse sucesso incita a arrogância dissimulada, e essa leva ao fracasso. O árbitro que se considera perfeito não fará nenhum esforço para melhorar sua arbitragem. Afinal, como melhorar algo que é perfeito? E com essa atitude ele se acomodará, achando que é o senhor da verdade, assim sem perceber, abrirá a porta para seu declínio dentro da arbitragem.
O bom árbitro conquista seu espaço através do respeito e de suas atitudes sinceras. Porém o árbitro arrogante se agarra na força bruta e seu círculo de amigos restringe aos puxa-sacos e serão estes amigos que aguardarão a oportunidade para puxar o tapete para tomar vago o lugar para que eles possam disputar.
SHOW DE ABRAÇOS: Aos amigos José Maria Ferraz Filho, Everson Luiz Luquesi Soares (aniversariante 12/04), Daniel Carlos Luciano Fernandes, Marcelo Krochmalnik, Marcelo Luis da Silva (aniversariante 05/04), José Devison Gomes da Silva, Aline Lopes Lamber (aniversariante 16/04), Silvia Regina de Oliveira (aniversariante 19/04) e Marcelo Saltori (Aniversariante 29/04) e um show de parabéns em especial para Cleber Wellington Abade, Ednilson Corona (FIFA), Ana Paula da Silva Oliveira, Wilson Luiz Semene, Emerson Augusto Carvalho (FIFA), Vicente Romano Neto, Marcelo Prieto Alfieri, Guilherme Cereta de Lima, pela ótima atuação nas semi-finais do Paulistão, parabéns ao Cel. Marinho e a toda comissão e parabéns a todos os árbitros da Federação Paulista de Futebol. Para finalizar o show de abraços um show de abraços em especial para minha super esposa Rita de cássia. Até a próxima…