O CAMINHO DO RESPEITO

Para ser respeitado por toda sociedade futebolística, o árbitro de futebol (regra 05) tem que ser acima de tudo ético. O sucesso dentro da arbitragem não pode ser obtido pisando-nos demais companheiros.

O caminho do respeito passa pelo exaustivo estudo da Carta Magna do futebol. O conhecimento e a aplicação das 17 regras vêm do espírito do jogo, a informação vem da troca de experiências vividas dentro de campos por outros árbitros e serão de vital importância para a lapidação de uma arbitragem eficaz, a qual passará despercebida por todos.

A gratidão também faz parte deste caminho, dividir os louros de uma ótima arbitragem eleva o companheirismo, resulta na harmonia perfeita da equipe de arbitragem. Agradecer é a melhor forma de deixar os companheiros motivados e atentos.

A família é a entidade principal de qualquer pessoa. Portanto, não é diferente na vida do árbitro de futebol, curtir cada momento com eles eleva a condição de amar uns aos outros, o caminho do respeito passa pela felicidade. Uma pessoa feliz exala alegria e confiança, contamina o coração de todos que estão ao redor.

Ampliação do circulo de amizade se faz necessário para um bom relacionamento profissional. Os bons amigos serão sempre reconhecidos pela sinceridade de suas palavras. Uma palavra amiga é sempre bem vinda em momentos complicados e tensos, e pode produzir um efeito milagroso para uma situação dada como perdida.

Para concluir o caminho do respeito, o arbitro deve ter metas claras para ser obtidas dentro da arbitragem, sem elas será como um navio á deriva dentro da sociedade futebolística.

8 DE MARÇO – OBRIGADO POR EXISTIREM!

Alcançar o estrelado profissional implica, muitas vezes, adiar outros sonhos ou, simplesmente abrir mão deles.

Para as mulheres essa opção pode ser difícil e doloroso. São executivas bem-sucedidas, atrizes famosas, modelos ou que buscam o campo da arbitragem de futebol que como as modelos têm poucos anos para consolidar sua carreira. Guerreiras, que não medem esforços para atingir seus objetivos.

As mulheres conquistaram, entre muitos outros, o direito de estarem dentro do solo sagrado (campo de futebol), esta conquista foi através de muito trabalho e dedicação, treinamentos e aplicação no estudo e no entendimento do espírito das 17 regras. Por sua natureza elas são mais detalhistas e sempre buscam obterem o maximo em tudo que fazem.

No campo da arbitragem, mais que os homens, as mulheres enfrentam o desafio de conciliar à vida dentro do solo sagrado e a sua vida pessoal. Esta conciliação nem sempre é o ideal para vida pessoal, pois, sempre a arbitragem vai estar em primeiro lugar, isso significa sacrificar seus outros desejos pessoais, como um namoro, ter filhos ou cuidá-los, ir aos fins de semana no cinema ou teatro, visitar os familiares dentre outros programas que seriam normais na vida de qualquer outra mulher.

O preconceito é o principal fator que elas têm que vencer para obter sucesso e reconhecimento na carreira de árbitro de futebol. Este preconceito é machista e vem da visão de que a mulher deve ser submissa ao homem. Isso nos dias de hoje é simplesmente inconcebível e não passa de um capricho idiota da sociedade futebolística que não quer vê o direito da mulher arbitrar uma partida de futebol, onde coloca inúmeros obstáculos para que este direito seja revogado, obstáculo como criticar publicamente a condição física delas em relação ao homem.

Mas para a felicidade do futebol, elas não se entregam, e a cada obstáculo imposto é mais um motivo para que a dedicação seja redobrada, porque o sexo frágil não tem lugar na sociedade futebolística e o caminho do sucesso na arbitragem passa pelo mar de rosas, lembrando que toda rosa tem seus espinhos, uns pequenos, outros grandes e afiados, quase intransponíveis, quase! Pois elas são mulheres, nunca desistem.


Origem do Dia Internacional da Mulher

O dia 8 de Março é desde 1975, comemorado pela ONU – Organização das Nações Unidas – como Dia Internacional da Mulher.

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women’s Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan “Pão e Rosas”, em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o oito de Março como “Dia Internacional da Mulher”.

CURSO BÁSICO DE FORMAÇAO DE ÁRBITROS – TURMA 2.008

A ASSOCIAÇÃO CAMPINEIRA DE ÁRBITROS DE FUTEBOL – ACAF, de acordo com o Regulamento de sua Escola de Arbitragem, comunica que estarão abertas, as inscrições para o CURSO BÁSICO DE FORMAÇAO DE ÁRBITROS – TURMA 2.008, para os candidatos residentes em qualquer cidade da Região Metropolitana de Campinas.

Os interessados deverão dirigir-se à Secretaria da Liga Campineira de Futebol, à Avenida Faria Lima, nº. 345 – Parque Itália – Campinas – SP, das 14h às 19h, fone (19) 32728099, 32726469 e 32725573.

Outras informações pelo email: colunadearbitragem@gmail.com

CONCENTRAÇÃO NA PANELA DE PRESSÃO

A capacidade de concentração é fundamental para exercer a nobre função de árbitro (regra 05) ou de árbitro assistente (regra 06) de futebol.

A concentração é a capacidade de ter em mente apenas um único pensamento, é ter a atenção voltada para um único objetivo.

A concentração é algo muito complexo, principalmente dentro do universo da arbitragem, pois esta capacidade será colocada em prova dentro de um ambiente nada favorável, o solo sagrado (regra 01 – campo de jogo), cercado pela arquibancada tomada por torcedores apaixonados, tendo o olho frio da câmera de televisão como vigia e a pressão dos comentarias de plantão, dos jogadores leigos em relação às regras e dos cartolas que vê a equipe de arbitragem como uma pedra no calcanhar do desempenho do seu time no campeonato.

Imagine o coeficiente de concentração que arbitragem terá que obter dentro desta verdadeira panela de pressão preste a explodir. O barulho enlouquecedor dos torcedores, gritando elogios nada apropriados, querendo sim o couro do árbitro de dos seus assistentes. Os berros dos treinadores na beira do solo sagrado contestando de tudo que é marcado contra seu time. Os gestos de desaprovação dos jogadores nas marcações de falta (regra 12) e dos medíocres comentários feitos pelos comentaristas que chegam aos ouvidos dos torcedores através do velho e bom radinho de pilha, inflamando ainda mais esta massa instável de emoção.

Este coeficiente de concentração só poderá ser obtido através de muito trabalho e dedicação a nobre função. A leitura de publicações, bem como a consulta a profissionais relacionados a esta área é sinônima de atualização de conhecimento, que será reflexo de uma boa arbitragem.

A concentração para arbitragem de futebol é eliminar todos os fatores malignos e focar na tarefa que se têm mãos – a partida de futebol.

OS ÁRBITROS ASSISTENTES – Posicionamento durante a partida.

Os árbitros assistentes ajudam o árbitro a controlar a partida de acordo com as Regras do jogo. Eles também assistem o árbitro em todas as outras tarefas envolvendo a direção da partida, a pedido e sob o controle do árbitro. Isso, normalmente, inclui tarefas como:
• Inspecionar o campo, as bolas usadas e equipamento dos jogadores;
• Determinar se problemas com equipamentos ou sangramento foram resolvidos;
• Monitorar o procedimento de substituição;
• Manter controle do tempo, gols e incorreções.

Nos tiros de saída, os árbitros assistentes devem estar na linha do penúltimo defensor, durante a partida, devem estar na linha do penúltimo defensor ou da bola, se a mesma está mais próxima da linha de meta do que o penúltimo defensor e sempre de frente para o campo de jogo.

Nas cobranças de tiro de meta (regra 16), os árbitros assistentes devem primeiramente observar se a bola (regra 02) está dentro da área de meta (regra 01), se a mesma não está colocada corretamente, o árbitro assistente não deve mover-se de sua posição, estabelecerá contato visual com o árbitro e levantará sua bandeira. Uma vez que a bola está colocada no lugar correto, deve mover-se à margem da área penal (grande área) para observar a saída da bola desta área (bola em jogo) e os atacantes estejam fora da mesma. Porem se o penúltimo defensor executar o tiro de meta, o árbitro assistente deve mover-se diretamente à margem da área penal. Uma vez cobrado o tiro de meta, ele deve posicionar-se para controlar a linha de impedimento que é uma prioridade em qualquer situação.

Durante a partida o árbitro assistente deve sempre posicionar-se no limite da área penal e controlar que o goleiro, na reposição, não toca na bola com suas mãos fora da área, uma vez que o goleiro soltou a bola, o árbitro assistente deve posicionar-se para controlar a linha de impedimento.

No tiro penal, seu posicionamento, será na interseção da linha de meta com a área penal. Deverá observar se o goleiro se move para frente descaradamente antes de a bola ser chutada e um gol não é marcado, o árbitro assistente deve levantar sua bandeira.

Em situação onde um gol é marcado e não há duvida quanto a decisão, o árbitro e o árbitro assistente devem estabelecer contato visual e o árbitro assistente deve, então, correr rapidamente 25-30 metros pela linha lateral em direção à linha de meio-campo sem levantar sua bandeira. Mas quando um gol foi marcado, mas bola parece estar em jogo, o árbitro assistente deve primeiramente levantar sua bandeira para atrair a atenção do árbitro, então continuar com o procedimento normal de gol correndo em direção do meio-campo. Em certas situações, quando a bola não ultrapassou totalmente a linha de meta e o jogo continua normalmente porque o gol não foi marcado, o árbitro deve estabelecer contato visual com o árbitro assistente e, se necessário, fazer um sinal discreto com a mão.

Nas cobranças de tiro de canto (regra 17) o árbitro assistente deverá se colocar atrás do poste de bandeirinha de canto alinhando com a linha de meta. Nesta posição, deverá tomar o cuidado de não interferir no jogador que irá cobrar o tiro de canto. Devendo observar sempre a posição da bola que deverá estar dentro ou em cima da linha do quarto de círculo.

A posição do árbitro assistente em relação a um tiro livre (regra 13) deve ser na linha com o penúltimo defensor de modo a controlar a linha de impedimento, recordando que esta é uma prioridade em qualquer situação. Todavia, deve estar pronto para seguir a bola, movimentando-se pela linha lateral em direção ao poste de bandeirinha de canto, quando o chute direto a gol.

Em regra geral, o árbitro assistente não deve fazer sinais óbvios com a mão. Porém, em alguns casos, um sinal discreto com a mão pode dar uma ajuda valiosa para o árbitro. O sinal com a mão deve ter um significado claro. Todo sinal deve ser discutido e combinado no plano de trabalho antes da partida.

Também em regra geral, o árbitro assistente deve estar de frente para o campo de jogo enquanto se movimenta. O movimento lateral deverá ser usado em distâncias curtas; isso é especialmente importante no julgamento de impedimento e dá ao árbitro assistente um campo visual melhor.

ALFABETIZAÇÃO DA MÍDIA

A sociedade futebolística será genuinamente democrata somente com a alfabetização dos meios de comunicação através da Carta Magna do futebol, pois sua influência é decisiva na opinião dos fãs deste esporte. Porém, para que isso ocorra, a mídia esportiva deverá condenar abertamente a crucificação dos erros de arbitragem, de forma mais consistente do que faz, anulando o paradoxo que o árbitro se faz presente no solo sagrado para beneficiar uma das equipes, valorizando o ser humano, árbitro, como o alicerce desta sociedade.

Sinto que a mídia esportiva vem se abrindo, de forma mais generosa, quando um erro de arbitragem é flagrado pelo olho frio da câmera de televisão, nos diversos ângulos, os comentários têm sido feitos de forma ponderável onde a visão do árbitro é também comentada, assim passando aos fãs as duas versões do lance registrado. Esta atitude é apenas uma gota d’água, todavia, uma gota d’água move um oceano, já é um começo.

Neste cenário, uma iniciativa de alfabetizar a mídia é a única via a uma sociedade futebolística mais justa e sustentável. A difusão do livro de regras, dos conceitos, das instruções, diretrizes de arbitragem, certamente colocará um fim no paradigma cultural que o árbitro é o vilão das partidas de futebol.

O Impedimento

Vamos falar pouco da polêmica Regra 11 – O impedimento.

Esta Regra da um charme especial ao esporte bretão, proporcionando inúmeras discussões e bate-papo entre os torcedores, sendo à preferida dos programas esportivos de domingo à noite, os chamados “mesas redondas”.

O impedimento é objetivo, havendo somente uma questão subjetiva no que se refere a julgar se o jogador em possível situação de impedimento estava ou não interferindo de alguma forma na jogada, pois o fato de se encontrar numa posição de impedimento não constitui numa infração em si.

Para que o árbitro ou árbitro assistente confirme a situação de impedimento, eles deverão observar as seguintes situações:

Se o jogador se encontra mais próximo da linha de meta contrária que a bola e o penúltimo adversário.
Um jogador em posição de impedimento será sancionado somente se no momento em que a bola toca ou é jogada por um de seus companheiros, se encontra, na opinião do árbitro, implicado no jogo ativo:
* Interferindo no jogo (significa jogar ou tocar a bola que tenha sido passada ou tocada por um companheiro).
* Interferindo a um adversário (significa impedir que um adversário jogue ou possa jogar a bola, obstruindo o campo visual ou os movimentos, ou fazendo um gesto ou movimento que, a juízo do árbitro, engane ou distraia o adversário).
* Ganhando vantagem dessa posição (significa jogar a bola que rebota em um poste ou no travessão depois de ter estado em uma posição de impedimento, ou jogar a bola que rebota em um adversário depois de haver estado em uma posição de impedimento).

Não existirá infração por impedimento se o jogador receber a bola diretamente de um tiro de meta, um arremesso lateral e de uma cobrança de tiro de canto.

Por qualquer infração de impedimento, o árbitro deverá outorgar um tiro livre indireto a equipe adversária que será lançado desde o lugar onde se cometeu a falta.

Vendo como se aplica a regra do impedimento, temos então um ótimo exemplo onde conceitos como posição e tempo, conceitos fundamentais em Mecânica, devem ser bem compreendidos.

Nota: Na definição de posição de impedimento “mais próximo da linha de meta contrária” significa que qualquer parte de sua cabeça, corpo ou pés está mais próxima da linha de meta contrária que a bola e o penúltimo adversário. Os braços não se incluem nesta definição.

O ÁRBITRO E O TORCEDOR

O futebol exerce um papel importante na vida sócio-econômico-cultural do povo brasileiro, sua principal paixão desportiva. Costuma-se dizer que cada brasileiro é um técnico, um profundo perito no assunto, senhor da verdade, entretanto é desconhecedor das 17 regras que compõe a Carta Magna do futebol.

Quando esta na arquibancada, sua casa preferida, ele, torcedor, trava uma luta de emoções, vai do extremo da tristeza a turgescência da alegria em frações de segundo. Grita, canta, aplaude e principalmente fala mal do árbitro (regra 05) da partida, nunca concorda com as decisões deste, que ao contrario, é conhecedor das leis do jogo.

Arbitrar uma partida de futebol é uma arte. Todos aqueles que estão dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01) exercendo esta nobre função são indivíduos lapidados, instruídos e condicionados para desenvolver toda sua potencialidade, a graça divina de apitar futebol.

O árbitro, através de sua simples presença, influencia a partida, induzindo os jogadores a evitarem as faltas ou aplica-las quando cometerem violações ás regras.

Ao contrario do que pensa ou imagina o torcedor e toda a sociedade futebolística, o árbitro não é seu inimigo, sua presença é para influenciar positivamente os jogadores, para não cometerem infrações e assim o jogo possa ser garrido e elegante, limpo, decidido com o puro talento.

Assim todos devem entender que o árbitro é o principal elemento dentro do solo sagrado, sem ele não há partida de futebol, esta ali para interpretar e aplicar as regras quando necessário, sem prejudicar nenhuma das equipes. Desta maneira, estabelece que ele seja o conhecedor prévio e por isso não deve ser contestado sobre suas decisões por aqueles que são leigos no assunto.

O OLHO FRIO DA CÂMERA DE TELEVISÃO

Quando era torcedor fanático, não dava a mínima importância ao ser humano, árbitro de futebol (regra 05), pra mim, esta figura não passava de um inimigo, inimigo da paixão, do time do coração, principalmente quando este marcava uma falta ou até mesmo um pênalti, pra não falar do pobre bandeirinha (árbitro assistente – regra 06), que ao assinalar corretamente um impedimento, ouvia da minha língua venenosa um show de elogios.

Hoje em dia observo tantas coisas que não posso concordar ou tentar entender, pessoas que um dia fez parte do mundo da arbitragem, hoje se sentam atrás de um monitor de televisão, aonde o IBOPE vem em primeiro lugar, passando à equivocada opinião, comentando friamente que o árbitro errou

A regra é clara, frase usada por um ex-árbitro que um dia apitou uma final de Copa do Mundo, e por ser clara, as decisões do árbitro não deve ser destorcida pela falsa visão passada pelas enumeras câmeras de televisão, colocadas com a finalidade de expor os erros de arbitragem, dando o injusto verídico que o árbitro esta dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01) somente para prejudicar esta ou aquela equipe.

Analise um pênalti marcado pelo árbitro, visto pelos vários ângulos registrados pelas câmeras, pênalti que fora assinalado de forma equivocado, agora, analise somente pelo o único ângulo de visão possível ao árbitro, assim pode chegar a conclusão que não houve um erro e sim uma limitação humano.

A sociedade futebolística deve aceitar o erro de arbitragem de forma natural, como um atacante perde um gol de forma bisonha e nem por isso é severamente criticado ou multado. O olho frio da câmera de televisão não pensa, não tem prazer e muito menos sonha. Não é humana.

APITAR FUTEBOL, ISSO NÃO TEM PREÇO!

O futebol tem sua própria cultura. São frases que são ouvidas durante um jogo.

Quem nunca ouviu ou falou estas frases: “ juiz, a bola bateu na mão” ou “juizão, dois em um, é falta!” ou esta criada mais recentemente “ ele é o ultimo homem, tem que ser expulso”. Estas são algumas das inúmeras frases ditas durante um jogo de futebol pela maioria dos jogadores amadores e principalmente profissionais, pelos técnicos, torcedores e pela maioria das pessoas que vivem neste universo maravilhoso do esporte bretão.

Outro dia mesmo, estava sentado numa arquibancada assistindo a uma partida de futebol em Campinas, quando ouvi o cidadão do meu lado fala a seguinte frase: O bandeirinha, na mesma linha esta impedido… seu …!!!” O que comentar a respeito, nada, a não ser virar pra ele e falar que estava errado, pois a regra é clara, na mesma linha não esta impedido! Mas pensando bem não seria um ato seguro e sim um ato de guerra, pois certamente ele (torcedor) não queria saber disso, pois simplesmente todas as suas ações estão calçadas na paixão e não na razão.

Durante uma partida podemos observar o baixo nível de conhecimento da regra do jogo entre os jogadores e treinadores, por este motivo não usam ela em seu favor.

Podemos dar um exemplo usando o chamado jogador escolhido para ser o capitão da equipe, e por receber este “título” o mesmo se acha em condição de avaliar as marcações da equipe de arbitragem, aprovando ou reprovado tais decisões, e quando advertido verbalmente pelo árbitro, ele simplesmente diz “eu sou capitão!”

A regra define a ação do capitão somente para escolher “cara ou coroa” e ser responsável pela conduta dos demais jogadores do seu time, em nenhum momento fala que ele pode questionar uma marcação da arbitragem seja ela do árbitro ou de seus assistentes.

Assim conseguimos refletir o quanto o árbitro sofre para apitar uma partida, pois passa os noventa minutos sobre pressão de pessoas leigas, porem, loucamente apaixonadas por este esporte chamado futebol e isso não tem preço!

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