Hoje o maior adversário do Corinthians é ele mesmo

Calma leitores. Antes da chuva de críticas que o título do post pode causar, deixem que eu possa me justificar. O Corinthians de 2017 está fazendo uma campanha histórica no Brasileirão, com uma defesa sólida, um ataque que está se mostrando preciso (poucas finalizações para marcar gols) e um aproveitamento de pontos perto de 90%.

Cavalo paraguaio? Bem, vamos a outro número interessante. A diferença do Palmeiras (quinto colocado) para o lanterna Atlético-GO é menor (12 pontos) do que a diferença do alviverde para o líder (13 pontos). É “mais” fácil o Dragão superar o Palmeiras do que o time de Cuca passar o Corinthians matematicamente falando.

O fato é que os rivais hoje estão assustados com o desempenho do time de Carille. O que aconteceu no último jogo contra a Ponte (que repetiu a forte marcação do Cruzeiro), mostra que o time já está conseguindo se reinventar e o “pior” jogando com confiança. A tática que “deu certo” para os mineiros (já que o alvinegro ganhou mesmo jogando mal), não se repetiu no último sábado, com uma vitória tranquila na Arena Corinthians.

Este é o principal ponto. E este é o foco do título do post. Não estou dizendo que o Corinthians possui dois elencos e hoje o time titular só perderia para o reserva. O lado psicológico é que pode influenciar negativamente o time. Achar que pode ganhar qualquer jogo quando quiser. Achar que é imbatível e perder o foco.

O que acontece se o time tiver uma queda de desempenho e começar a acumular resultados negativos. Imaginem o impacto nos jogadores se a “gordura” de pontos começar a sumir? Hoje temos um Flamengo em ascensão e dependendo do clássico da quarta-feira, podemos ter um Palmeiras ganhando gás para voltar a sonhar com título. Antes do campeonato era aceitável pensar no Corinthians disputando vaga no G6. Mas com esta campanha com 1/3 do campeonato já disputado, qualquer posição que não seja de campeão será ruim para o Corinthians. Será algo que irá gerar desconfiança no elenco e no treinador, com comentários que não possuem qualidade para manter um alto desempenho ou que o que foi conquistado até agora foi sorte.

O campeonato ainda está em aberto. E Carille terá que mostrar que além de bom treinador, também entende do lado psicológico. Saber como o time vai reagir em um tropeço (principalmente se for sofrendo goleada ou frente a um grande rival). Se o técnico conseguir manter o time focado, a taça de 2017 dificilmente deixa de ser do alvinegro.

Novo calendário irá demandar mudanças nos planejamentos dos clubes

A mudança no calendário com competições com agendas conflitantes (Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores/ Sul Americana) está gerando problemas e necessidade dos clubes priorizarem competições por falta de condição técnica e física de seus jogadores para manter a competitividade em todas as frentes.

Em que pese possíveis ajustes nos calendários das competições, este fato pode ser um motivador para mudanças na forma como os clubes devem se planejar em termos de qualificação do elenco. Tal fato já era importante para a disputa do campeonato Brasileiro (pelo tempo de duração da competição).

Analisando o cenário atual, percebe-se que os clubes com melhor desempenho estão sendo “penalizados”, tendo que escolher uma competição conforme conseguem resultados positivos. A conta não é fácil, mas os clubes vão precisar se adaptar e tentar usar os exemplos dos clubes da Europa para efetivamente ter um elenco qualificado que permita um rodízio dos titulares sem prejudicar a qualidade em campo.

O desafio é conseguir que a conta feche no fim do mês. E achar formar de minimizar o risco de montar um elenco super qualificado e ter “apenas” o Brasileiro para ser disputado. Do outro lado, um clube que consiga ter sucesso em várias frentes poderá a médio prazo ter melhoras consideráveis nas suas rendas (seja com bilheteria, seja com direitos de TV ou seja com patrocínios), além de ser um clube com melhor poder de negociação para contratações (afinal, será um time que estará sempre disputando títulos, em evidência na mídia).

Desafio complicado. Quem conseguir se adaptar mais rapidamente a este cenário, larga na frente.

Quem segura o Corinthians?

O Corinthians deixou de ser a quarta força paulista para tornar-se novamente o time a ser batido, pelo menos no cenário nacional.

A campanha do início do campeonato brasileiro era vista com desconfiança e os comentários eram parecidos (só enfrentou adversários fáceis, só joga em casa, quero ver quando jogar desfalcado,etc.) e a cada rodada os argumentos foram sendo derrubados por resultados expressivos dentro de campo.

Com 10 rodadas disputadas, é necessário valorizar a campanha do time de Carille. O time mostra uma força coletiva e parece ter superado o estigma de não conseguir produzir ofensivamente (ponto fraco do Corinthians desde a época de Mano Menezes). Hoje os adversários se preocupam com a qualidade alvinegra, principalmente pela eficiência nas finalizações. Continua sendo um time que não “gosta” de ter a posse de bola e que quando ataca, costuma precisar de poucas chances para marcar gols.

O técnico tem grande parcela de contribuição neste trabalho, afinal no começo da temporada o time titular mostrava nomes que não empolgava nem a própria torcida e hoje temos alguns jogadores que passam total confiança. Além disso é nítido que ele possui o elenco nas mãos e a prova disso foi que Paulo Roberto, muito contestado quando foi improvisado como lateral, foi um dos melhores em campo no jogo contra o Grêmio, que para mim foi emblemático.

O time gaúcho apresenta um futebol ofensivamente mais vistoso que o Corinthians e eu acreditava que se o time paulista conseguisse o empate estaria no lucro, mas desconfiava que a invencibilidade poderia ser encerrada no fim de semana. O que vimos em campo foi mais uma vez uma atuação sólida, com uma vitória incontestável de um time que ostenta uma grande série invicta no ano e que começa a ganhar a chamada “gordura” no campeonato.

A janela de transferências pode mexer no time? Acredito que sim. A defesa pode sofrer problemas (goleiro e a linha de defesa – zaga e laterais) conta com nomes que podem receber propostas do exterior a partir do mês que vem e principalmente nas laterais, não vejo nomes no elenco que possam manter o nível atual, principalmente em alternativas ofensivas deste time. Mas salvo isso, dificilmente vejo uma queda de qualidade do Corinthians no campeonato e se no começo do ano alguns citavam que o time poderia lutar contra o rebaixamento, hoje é mais que justo afirmar que o alvinegro é um dos favoritos ao título.

Cuca precisa de tempo. A dúvida é se os resultados vão dar este tempo ao treinador

Ontem os palmeirenses que foram ao Allianz Parque esperavam uma sonora goleada em cima de um dos piores times do Brasileirão deste ano. O típico jogo para dar moral ao atacante Borja e voltar a mirar a ponta da tabela.

Os três pontos vieram, mas o time de Cuca esteve longe de encantar. O atacante colombiano fez seu gol , mas se não fosse Fernando Prass o alviverde teria tropeçado em casa e perdido pontos importantes para o campeonato. O imediatismo que faz parte da realidade dos clubes brasileiros pode custar caro ao atual treinador, que voltou ao clube aclamado pela torcida.

O alto investimento feito nessa temporada gerou a expectativa que por mágica o time fosse jogar e dar show, algo que está longe da realidade. A pressão da torcida em conjunto com as brincadeiras dos rivais só pioram a situação de um time com alto potencial no papel e que em um mundo ideal teria um 2017 para ajustes e entrosamento para começar 2018 com tudo.

Infelizmente isso é algo raro por aqui. Resta torcer para que resultados apareçam para que o técnico ao menos se mantenha empregado até o fim do ano e aí sim possa ser cobrado pelo desempenho do time.

De quem é a culpa da má fase do São Paulo?

Depois de mais uma derrota no campeonato brasileiro, os torcedores do tricolor devem ficar preocupados com o futuro do seu clube na competição por conta do que o time (não) vem apresentado na competição e principalmente pela falta de padrão no primeiro semestre e sem perspectivas de mudanças a curto prazo. Com tudo isso, fica a pergunta de quem é o maior culpado nessa má fase.

Culpa dos jogadores? A má fase de alguns jogadores do elenco é um ponto de destaque, principalmente por nomes de quem se esperava muito (Sidão, Maicon e Cueva), com o primeiro sem conseguir as atuações esperadas em sua chegada, enquanto que os outros dois tiveram uma queda de rendimento ao longo da temporada.

Culpa da diretoria? Problemas financeiros fazem parte da realidade de quase todos os clubes brasileiros e com o São Paulo não é diferente. A saída de jovens promissores no começo do ano foi quase que inevitável e a diretoria tentou investir em jogadores para qualificar o elenco. Pratto foi uma compra alta e que vem fazendo sua parte em campo. Contratação acertada e que está dando certo. Mas o problema é a falta de outros jogadores para dividir a responsabilidade com ele. Somado a isso, devemos ter um novo impacto no elenco com a janela de meio do ano que deve tirar do time Maicon, Rodrigo Caio e pode também ter as saídas de Junior Tavares e Thiago Mendes, deixando o time desmontado.

Culpa do treinador? Ceni é um treinador novo e que só está empregado por conta da sua idolatria. Afirmamos que um técnico deve ter tempo para montar o time e implementar sua filosofia, mas com 6 meses já era esperado que o time tivesse um mínimo de padrão tático, um esquema de jogo definido, principalmente para identificar possíveis pontos fracos e atuar nos mesmos, se necessário com compra de jogadores no mercado. Isto impacta diretamente no planejamento da temporada e isso fica claro quando olhamos para a defesa tricolor. No começo da temporada Rogério pontuava sobre o excesso de zagueiros. Agora, com a situação indefinida de Lugano (treinador deseja que ele renove, mas não coloca em campo), as prováveis saídas de Rodrigo Caio e Maicon, Breno emprestado, Lyanco vendido e Lucão sem condições de jogar pelo time depois de mais uma falha e exposição pública, deixam o time sem opções para a zaga e tendo que olhar para o mercado para reformular o elenco e torcer para acertar nas contratações.

É importante afirmar que se não fosse a idolatria de Ceni, ele já teria sido demitido do clube. Outro treinador na mesma situação já estaria desempregado nesta altura do campeonato.

A falta de tato do treinador na situação do zagueiro Lucão, expondo o jogador para a mídia deve fazer com que o mesmo perca o elenco e caso não consiga resultados em curtíssimo prazo, devemos ter o mesmo com sua carreira como treinador são paulino abreviada.

Corinthians vence e continua na ponta do Brasileirão

Com mais de 42 mil pessoas o clássico na Arena Corinthians começou diferente, fruto do trabalho de Carille. Tivemos um Corinthians que desejava a posse da bola e foi para cima do São Paulo desde os primeiros minutos. Do outro lado, tivemos Ceni com várias mudanças no time titular, começando o jogo com três zagueiros (Maicon, Lucão e Douglas) e apostando em Gilberto e Pratto no ataque. Mais do que a formação, os nomes escolhidos foram cruciais na derrota tricolor.

Um lindo lançamento de Marquinhos Gabriel (aproveitando as recentes chances no time titular) achou Romero livre no meio da defesa do São Paulo. O atacante teve categoria para dominar a bola e abrir o placar a favor do mandante, até com certo “atraso”, visto a facilidade que o Corinthians tinha na chegada ao ataque e a falta de poder ofensivo do seu rival.

Mas em uma cobrança de falta o time do Morumbi achou seu empate com Gilberto (impedimento de 19 cm, daqueles que podemos isentar o bandeirinha). A partir do empate o jogo ficou mais equilibrado. Até mesmo o apoio da torcida no estádio teve seu volume diminuído.

E novamente uma falha defensiva do São Paulo alterou o placar. Maicon tentou atravessar uma bola para o lado direito do ataque, mas Jô interceptou a bola, gerando m rápido contra-ataque , finalização do centroavante, ótima defesa de Renan Ribeiro (cada vez mais seguro na meta tricolor) e um Gabriel livre na área para colocar o Corinthians em vantagem.

Rogério abortou o esquema com três zagueiros na volta do intervalo, ao sacar Lucão e optar pela entrada de Bruno. A mexida foi ótima para o tricolor que começou bem melhor a segunda etapa, acuando o Corinthians em sua defesa, que por sua vez não conseguia manter a posse da bola, seja para um contragolpe, seja para diminuir o ritmo do jogo. Só que o mandante tinha a seu favor um Romero inspirado. Em outra boa trama ofensiva, o paraguaio tabelou com Jô (em nova falha de marcação do São Paulo) e conseguiu o giro em cima de Douglas, que acabou cometendo penalidade, bem convertida por Jadson.

O 3 x 1 gerou mudanças dos dois lados. Se Jô e Jadson tiveram chance de marcar o quarto gol, do outro lado vimos uma defesa do Corinthians sofrendo com chuveirinhos na área. Em um desses lances, Bruno cruzou boa bola para Wellington Nem marcar o segundo gol tricolor aos 38 minutos, dando novo gás ao visitante. A tensão era evidente, com o São Paulo lutando para empatar a partida , que seria um ótimo resultado e o Corinthians afastando o perigo como possível.

4 minutos de acréscimo, mas o empate não ocorreu e o time de Carille conseguiu mais uma vitória em clássicos, ganhando força principalmente por conta de desfalques que teve, com melhora ofensiva, mas tendo atenção pelo aumento dos gols sofridos (4 gols nos dois últimos jogos)..

Do outro lado, Ceni volta a ter situação complicada no comando do São Paulo. A falta de padrão tático e constantes mudanças na escalação complica o trabalho do treinador. Com um semestre já deveria ser notado evolução do time. Arrisco dizer que se o técnico não tivesse o prestígio no São Paulo por sua idolatria, já teria sido demitido.

O prazer do futebol bem jogado

A final da Liga dos Campeões nos brindou com um jogo que em alguns aspectos se assemelha negativamente ao que praticamos na América do Sul, como a simulação de Sérgio Ramos que gerou a expulsão indevida de Cuadrado aos 38 minutos do segundo tempo, quando o placar já marcava 3 x 1 a favor do Real Madrid e garantiu o título espanhol, que foi sacramentado pelo quarto gol marcado.

Dito isso, é importante citar as diferenças técnicas e valorizar a qualidade do futebol jogado, muito além do que estamos acostumados a ver por aqui. Nos ater a uma grande partida que marcou a final da Liga em 2017. O embate entre a melhor defesa contra o melhor ataque prometia um ótimo jogo e foi o que vimos.

O time italiano se lançou ao ataque, começando melhor e fazendo por merecer uma melhor sorte na primeira etapa. Só que do outro lado existe um certo português que fez valer o velho ditado “quem não faz, toma”. A abertura do placar pelo time espanhol pode ser considerada injusta, de certa forma. Mas não tira os méritos de um ataque extremamente letal. Felizmente a Juve conseguiu o empate em um lindo gol de Mandzukic e deixou a partida ainda em aberto com um segundo tempo que prometia.

Na segunda etapa o panorama virou e o time de Zidane voltou melhor, tomando o controle do jogo e conseguindo o segundo gol com um antes contestado Casemiro e hoje uma das referências do meio de campo do time espanhol. O gol desestabilizou o time da Juventus, que não conseguiu mais ameaçar o gol de Navas. O pior ainda estava por vir, com mais um gol de CR7, coroando uma temporada sensacional de um dos melhores jogadores que eu já vi jogar.

A goleada por 4 x 1 foi emblemática pelo fato de termos a melhor defesa da competição devastada na final, afinal em toda competição o time tinha levado apenas 3 gols. Buffon pouco trabalhou, outro fato a ser comentado. Sem culpa nos gols, principalmente nos 2 primeiros, que contaram com desvios da zaga que deixaram o goleiro sem ação.

Dois elencos qualificados. Ambos com méritos para conquistar o título, mas como só podemos ter um vencedor, vimos a 12º taça do Real Madrid ser conquistada com um feito inédito, já que o time de Cristiano e companhia conseguiu ser o primeiro time bicampeão da história da Liga.

Título merecido em uma grande partida de futebol, que durante muito tempo será relembrada por torcedores de ambos os times. Quem dera apenas que a mesma qualidade apresentada em Cardiff pudesse ser replicada, mesmo que em parte, em nossos gramados.

Palmeiras de Cuca sofre mas continua vivo na Copa do Brasil

Ainda sem Guto Ferreira, mas com uma postura totalmente diferente, vimos um Internacional pressionando o Palmeiras desde o início do jogo e o placar por 1 x 0 no primeiro tempo foi pouco em vista do que o time gaúcho criou, graças também a péssima atuação do zagueiro Edu Dracena.

Sem perder o ímpeto ofensivo, o Colorado continuou no ataque na segunda etapa , oferecendo perigos reais ao Palmeiras, mesmo sem Dracena (sacado por Cuca) e em falha da defesa alviverde conseguiu o segundo gol. O resultado classificava o time direto (sem sofrer com as penalidades), mas a partida estava longe de ser decidida e houve a mudança de postura dos dois lados.

O Internacional achou que o jogo estava decidido e parou de atacar e resolver o jogo marcando pelo menos mais um gol aproveitando o fato que estava muito melhor em campo. Do outro lado Cuca foi obrigado a lançar o time para o ataque e apostou em Mina no ataque, com Felipe Melo na zaga e Thiago Santos no meio.

Chuveirinhos, sem jogadas trabalhadas. Tudo levava a crer que o Inter continuaria na competição, mas em lance fortuito, o gol alviverde saiu. O gol qualificado resolveu o jogo. O Palmeiras se trancou na defesa, ao passo que o Internacional não encontrava forças para marcar o terceiro gol.

Inversão dos chuveirinhos, no desespero que uma jogada resultasse no gol da classificação que acabou não vindo. O time gaúcho saiu de campo aplaudido pela partida realizada e deixou boa impressão para a disputa da série B, onde o elenco parece ser bem qualificado e se conseguir manter a postura, conseguirá o acesso sem sustos.

Do outro lado, mais uma derrota e barulhos de corneta para o início de Cuca no time. É verdade que tivemos duas penalidades pelo menos discutíveis a favor do Palmeiras, que teriam mudado o jogo, mas o elenco ainda não deu liga até o momento. Borja não conseguiu se firmar no time titular e o técnico já acredita que o time precisa de reforços, apontando que o elenco atual é inferior ao do ano passado.

E para ajudar , um jogo complicado no próximo fim de semana, frente o Atlético-MG em casa. Um resultado que não seja a vitória deve aumentar o barulho e o técnico que chegou comm tanta moral pode começar a ser seriamente questionado.

Equilibrio, surpresas e decepções no Brasileirão deste ano

Com apenas 3 rodadas disputadas, o Brasileirão continua apresentando um alto número de gols marcados (média acima de 2 gols por partida) graças alguns bons jogos da rodada (destaque para o clássico carioca e a chuva de gols em Recife), mas com alguns times ainda dividindo atenções com outras competições (Libertadores e Copa do Brasil), colocando à prova a qualidade de elencos e já começando a gerar um certo ruído para alguns times.

Nenhum time encantando. Longe disso.A prova disso é não ter nenhum clube com 100% de aproveitamento e apenas 4 invictos. Dos três primeiros colocados, apenas o Cruzeiro era considerado favorito. Chapecoense sabe que vai fazer um campeonato para manter-se na primeira divisão e o que conseguir acima disso é lucro, ao passo que o Corinthians terá sua força colocada a prova quando começar a ter desfalques de jogadores (suspensões, convocações para seleção e lesões).

Do outro lado temos algumas decepções por conta do começo de campeonato de Palmeiras e Atlético-MG (3 e 2 pontos respectivamente), com elencos qualificados e considerados favoritos por boa parte da mídia. Tropeços, principalmente nos jogos em casa, já começam a ligar o sinal de alerta. Basta lembrar que em campeonatos anteriores, com raras exceções, os clubes que tiveram sucesso largaram bem no começo da temporada e mantiveram o desempenho ao longo da competição.

Fora isso, temos a temida janela do meio do ano, que pode remodelar completamente alguns times e deixar favoritos a ver navios. Do outro lado, acho pouco provável que times consigam se reforçar com grande qualidade de forma a mudar as perspectivas para a temporada. A grande expectativa na verdade fica em torno do Flamengo e em como o time ficará com Diego e com a estreia de Conca. Ao meu ver é a grande expectativa de crescimento de um time que temos em vista.

Mas, o campeonato está só no começo e ainda devemos ver muitas mudanças daqui para frente. Espero apenas que sejam boas surpresas e tenhamos uma melhora na qualidade técnica se compararmos com edições do passado.

Chapecoense e as histórias mal contadas nos bastidores

A Chapecoense deu adeus a Libertadores fora de campo por conta de algo que poderia ter sido evitado e que infelizmente levanta suspeitas. A Conmebol é para dizer no mínimo atrapalhada e retrógrada. Como explicar problemas de comunicação em uma era como a nossa? Não ter um site com a lista de jogadores que estão sem condição de jogo é absurdo. E-mail que não chegou ao destinatário então é algo digno de atuação de estagiário em começo de carreira.

Mais uma vez os clubes brasileiros sofrem com a postura da entidade e mais uma vez nada será feito em termos de mudanças. Vamos esperar a próxima “birra” de algum dirigente que for prejudicado. O mesmo que hoje poderia ser solidário ao Palmeiras ou pelo menos ter opinião sobre o que aconteceu com o time de Chapecó.

Dito isso, é importante citar que a Chapecoense não deveria nem precisaria se arriscar a ser punida. Existia a menor dúvida sobre a escalação do seu zagueiro? Conhecendo o histórico, o time deveria ter tirado o jogador imediatamente e ponto. Nem que fosse Messi essa briga deveria ser comprada. O time ainda fez sua parte em campo, mas fica um ponto de interrogação em cima disso, da mesma forma que não se fala mais de investigação sobre o acidente do ano passado.

Histórias que ao meu ver deveriam ser acompanhadas até seu desfecho, mas que infelizmente caem no esquecimento.

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