Seleção volta a encantar

Bons profissionais também contam com grande dose de sorte. Tite assumiu uma contestada seleção brasileira credenciado pelo seu trabalho no Corinthians. Tal fato trouxe para si uma energia positiva, pois os próprios torcedores de outros times enxergavam nele o nome preparado para assumir o comando da seleção de futebol.

Alguns nomes contestados e que ao longo do trabalho foram ganhando espaço dentro das quatro linhas, fazendo por merecer seu lugar nas convocações. Claro, em qualquer trabalho, além de termos pessoas qualificadas, também procuramos estar com pessoas que confiamos. Por que com Adenor seria diferente? Paulinho é um destes nomes. Depois de passar sem deixar saudades no futebol inglês, o meio campista optou por jogar no futebol chinês, ainda longe da competitividade das grandes ligas e era um dos poucos nomes contestados na atual seleção.

E eis que jogando fora de casa, contra um adversário de histórico e de camisa forte, Tite emplacou sua sétima vitória seguida (feito inédito para um treinador de seleção brasileira), com uma virada histórica. Sair perdendo frente ap Uruguai (que é verdade sentiu a ausência de Suárez) poderia ser um desafio. Mas tal qual outros times comandados pelo gaúcho, o que vimos foi um time que não se desesperou, que não sentiu o gol.

E este “vimos” é bem no plural. Muitos brasileiros se programaram para assistir o jogo. E tiveram o privilégio de ver mais uma atuação sólida, com direito a três gols de Paulinho, agora o volante com mais gols pela seleção. Tiveram o prazer de assistir uma seleção que não joga pelo resultado. O antes retranqueiro Tite mostra que consegue moldar seu time com os nomes a disposição. Todos sabem jogar, todos propõem o jogo.

Uma defesa sólida, com um meio de campo e ataque de movimentação intensa (algo padrão no seu estilo ideal de time) e a ótima cereja no bolo que é Neymar. O atacante do Barcelona fez uma grande partida e marcou um lindo gol por cobertura, mas foi ofuscado pelo camisa 8 já citado. E esse fato faz pensar o quanto este time ainda pode render. O nosso melhor jogador brasileiro no mundo não é o mesmo de quando veste a camisa catalã, mas a melhor parte disso é que hoje ele não precisa disso.

Tite tirou o peso das costas do jovem jogador. Ele é craque, ninguém questiona isso, fato provado nesta ótima temporada que ele vem tendo. Mas hoje à seleção, ao contrário da época de Dunga, não depende dele. Como não depende hoje de nenhum jogador. Nosso treinador conseguiu criar um conjunto forte, mesmo em uma seleção, onde o maior desafio é o pouco tempo de trabalho, diferente do que acontece em um clube.

Isso quer dizer que somos favoritos? Que o hexa é nosso? Longe disso, mas que o futuro é promissor, isso não tenho dúvidas.

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  1. Sem dúvida a sorte é importante, mas vemos que o preparo do profissional diz muito sobre os resultados em seus trabalhos. Mesmo assim, desejamos mais sorte aos nossos clubes e para a grande seleção com Tite.

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