Majestoso com polêmicas termina empatado e São Paulo continua no Z4.

Recorde de público no Morumbi (mais de 60 mil pessoas) apoiando o São Paulo desde o início do jogo e vendo em campo um São Paulo acuando o Corinthians na defesa, procurando o primeiro gol que daria tranquilidade ao time para o restante da partida.

O Corinthians sofreu com esta postura, mesmo sendo o tipo de de proposta que o time se acostumou a enfrentar. Novamente muitos passes errados e decisões precipitadas, principalmente dos meias Jadson e Rodriguinho. Sidão foi figura meramente decorativa na primeira etapa, visto que no setor ofensivo o alvinegro não conseguia criar nenhum lance de perigo.

Do outro lado, era possível notar uma tranquilidade e objetividade na troca de passes, mas sem obrigar Cássio a praticar nenhuma grande defesa. Defesa esta que também não aconteceu aos 27 segundos, onde a “lei do ex” se fez presente. O volante Petros apareceu com espaço em uma trama pelo lado direito do ataque e chutou (ou cruzou) para a área e abriu o placar, contando com grande colaboração de Cássio (mal posicionado no lance).

O São Paulo continuou melhor em campo, mas estranhamente com alguns jogadores nervosos, com entradas fortes que poderiam complicar o time. Em compensação Hernanes mostrou porque é é o principal jogador do time e teve chance de fazer um gol de placar no último lance , onde driblou toda a defesa alvinegra e teve o azar de a finalização contra Cássio.

Carille mexeu no time. Se na primeira etapa ele tentou algo diferente invertendo Jadson e Romero, na segunda etapa ele optou por voltar com Marquinhos Gabriel no lugar de Jadson, em mexida importante a favor do líder (que deve ter levado uma sonora chamada no intervalo de campo) e voltou mais atento no setor defensivo e com melhor qualidade nos passes. Apesar de Sidão não ter sido exigido, a presença do Corinthians no setor ofensivo começou a tornar frequente, ao passo que o São Paulo parecia com medo de resolver o jogo , algo normal para um time na zona de rebaixamento.

Verdade que houve um lance duvidoso, onde o juiz marcou falta em cima de Cássio, anulando o que seria o segundo gol tricolor e decidiria a partida. E tivemos a influência e sorte / azar dos treinadores. Carille tirou o volante Gabriel e colocou Clayson, abrindo de vez o time, ao passo que Dorival tirou o meia Cueva (cansado) e colocou Jucilei para reforçar a marcação.

Aos 33 minutos a sorte de Carille se fez presente. Rodriguinho , em um dos poucos lances de real perigo não desistiu de uma bola perdida, roubou e deu um lindo drible em Júnior Tavares. A bola chegou em Romero, que chutou forte para grande defesa de Sidão, mas no rebote o goleiro nada pode fazer na finalização de Clayson.

Partida decidida? Longe disso. O Corinthians aproveitava o nervosismo do São Paulo e tentava o gol da virada, que ficou próximo em cabeceio de Jô e uma finalização circense de Rodriguinho. Do outro lado ainda houve tempo para uma linda defesa de Cássio em cabeçada de Jucilei que tinha destino certo.

Ainda tivemos um tempo para Sidão ir para o tudo o nada e tentar o cabeceio na área. E o lance poderia ter sido ainda pior, visto que o Corinthians dominou a bola e quando poderia aproveitar a vantagem do gol livre, teve que escutar o apito final.

Para o Corinthians o resultado foi ótimo, principalmente por manter a vantagem de 10 pontos para o vice-líder e principalmente pelo que o time apresentou na segunda etapa. Já para o São Paulo o resultado foi ruim, principalmente pelo fato de ter continuado no Z4 ao final da rodada. E preocupa as declarações dos jogadores, jogando a culpa na arbitragem, com destaque negativo para Petros, que inclusive citou que o Tricolor foi muito melhor e que fez uma das suas melhores partidas do ano.

Tal declaração é motivo para os tricolores colocarem as barbas de molho. O time terá vida complicada para manter-se na série A.

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