Cruzeiro merecidamente campeão

Uma bola na trave em cobrança de falta de Guerrero no primeiro minuto foi o cartão de visitas rubro negro no Mineirão lotado, incendiando a torcida visitante que compareceu em grande número. O começo de partida parecia favorável ao time carioca. Mas contusões mineiras foram responsáveis pela mudança da partida.

Raniel (jovem promessa) saiu no começo da primeira etapa, sentido estiramento nas duas coxas (talvez sentindo a pressão de um jogo tão importante). Robinho nem voltou do intervalo e Alisson saiu por contusão antes da metade da segunda etapa. Arrascaeta, Rafinha e Elber entraram em seus lugares respectivamente e os dois primeiros foram responsáveis pela melhora cruzeirense. Com rápida movimentação e dribles, colocaram o Cruzeiro no ataque, deixando o Flamengo acuado na defesa.

Guerrero até tentava lutar e criar algo sozinho e quase se consagrou em jogada individual, onde Fábio mostrou porque é um dos melhores goleiros em atividade. Mas o gol seria injusto, visto que o time celeste foi melhor em campo. O gol da vitória quase saiu em falha de Muralha que espalmou a bola de forma atrapalhada na cabeça de Arrascaeta, que pego de surpresa não conseguiu direcionar a finalização que passou raspando a trave.

Empate em 0 x 0 que antigamente teria dado o título ao Cruzeiro pelo gol fora de casa. Mas com o atual regulamento, decisão nas penalidades, onde não existe mais aquela máxima de “loteria”. Era nítido que cruzeirenses estavam mais confiantes (seja pelo treino secreto no dia do jogo, sendo pela diferença entre os goleiros).

Ok, goleiro não tem a obrigação de defender pênaltis, mas você sendo um batedor teria mais confiança um goleiro experiente e com histórico de defesas em disputas assim ou em um goleiro contestado e com histórico negativo em defesas de penalidades?

Novamente tivemos boas cobranças dos dois lados e os dois meias, de quem se esperava mais em campo e ficaram devendo foram importantes para a decisão do título. Tanto Diego como Thiago Neves não tiveram atuações de destaque. Pelo contrário, ficaram devendo e muito nos dois jogos, mas se o flamenguista contou com azar na sua cobrança, onde parou em Fábio, o mesmo não ocorreu com o cruzeirense, que contou com a sorte e mesmo tropeçando marcou o gol que encerrou a disputa nas penalidades e decidiu a decisão, com o título a favor do time mineiro.

Do lado vencedor é importante destacar as opções de Mano, conhecido por ser um técnico retranqueiro, mas que tentou a todo custo vencer o jogo no tempo normal, inclusive com a opção arriscada de queimar mais uma substituição antes da metade do segundo tempo e ficar sem mais trocas se necessário. Murilo teve uma atuação de destaque, sem sentir o peso de uma decisão. E elogios para os meias Arrascaeta e Rafinha, que deram pesadelos para a zaga carioca. Do lado perdedor o destaque, podemos elogiar a atuação de Juan (o experiente zagueiro teve que se desdobrar para cuidar da defesa rubro negra e o atacante Guerrero, que sozinho enfrentou a defesa mineira.

Já como destaques negativos, os já citados Diego e Thiago Neves e o goleiro Muralha, que pode não ser o pior goleiro do mundo, mas que sabe que seu ciclo no Flamengo chegou ao final e terá que procurar espaço em algum outro clube, provavelmente de menor expressão, para recuperar seu futebol.

Para o Cruzeiro, agora é curtir as “férias” e aguardar 2018. Já o Flamengo terá trabalho e entrará pressionado já na próxima rodada, precisando dar uma resposta para sua torcida, tendo como foco a Sul-Americana, onde ainda pode ser campeão, mas com duelo complicado frente o Fluminense pela frente. Ser eliminado pelo rival pode pressionar Rueda logo no começo do seu trabalho.

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