Primeira virada garante título antecipado

O Fluminense tentou colocar água no Chopp alvinegro, com um improvável gol marcado logo no início do jogo. Após o lance, tivemos um jogo de ataque contra defesa durante todo o primeiro tempo. Abel mostrou porque é um treinador que está sendo cotado em clubes grandes (como Palmeiras e Internacional) ao aplicar uma marcação por pressão que anulou o ataque do Corinthians durante toda a primeira etapa.Gabriel era o único jogador que tinha liberdade, algo que foi proposital, visto que o volante não se destaca por sua qualidade criativa com a bola nos pés. Lances de cera por parte dos jogadores cariocas, deixando o tempo passar começavam a criar um ambiente de tensão na Arena Corinthians. Parte da torcida começando a cornetar cada jogada errada, querendo que o time chutasse a gol de qualquer forma, fugindo de uma das principais características deste time.

Carille mostrou que queria evitar sustos e tratou de mexer no time já na volta do intervalo, tirando o volante Camacho (sem função na partida) e colocando Jadson no meio de campo. Mudança acertada? Não houve tempo para afirmar se a decisão foi acertada, já que o Corinthians virou a partida em menos de 5 minutos , com dois gols de Jô com participações decisivas de Clayson. Após a virada o jogo ficou praticamente decisivo, com o mandante controlando o jogo enquanto o Fluminense se perdeu, principalmente por conta com vários jogadores jovens nesse atual elenco. Houve tempo para boas jogadas e o placar ampliado em linda finalização de Jadson (que contou com falha na defesa tricolor, permitindo que o meia tivesse espaço para pensar e finalizar sem chances para Diego).

O placar de 3 x 1 foi merecido e garantiu uma vitória tranquila que garantiu o sétimo título Brasileiro do Corinthians em uma campanha muito acima da média no primeiro turno, que permitiu a oscilação no returno (não aproveitada pelos rivais). A defesa esteve firme como no primeiro turno (em que pese a impressão que Caíque sentou a pressão), e o ataque mostrou uma evolução nesta reta final, principalmente por conta das mudanças táticas do treinador Carille. A presença de Clayson e Romero (que melhorou consideravelmente após ser “assustado” com o banco de reservas), fizeram com que Jô ficasse menos sobrecarregado no comando de ataque, conseguindo se destacar tanto como pivô como também dentro da área (não é a toa que o mesmo assumiu a artilharia da competição).

O time merece elogios pelo que conseguiu através da força coletiva, mas contou com boa dose de sorte em momentos onde Carille foi pressionado e poderia ter sido demitido pela direção. Mas é um time limitado, sem nenhum craque capaz de decidir uma partida sozinho. Precisará de reforços, tanto para substituir peças que devem sair (Arana sendo o primeiro desta lista, devendo ser confirmado em breve como reforço do Sevilla) como para qualificar o time para as disputas importantes de 2018 (Libertadores e Brasileirão).

Mas por hora, o Corinthians pode e deve celebrar seu sétimo título brasileiro, que coroa sucesso em um ano onde pouco se esperava deste time.

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