Real vence o Mundial e aumenta o abismo entre futebol europeu x futebol sul-americano

De um lado um time querendo fazer história. Buscando uma conquista que a cada ano se torna cada vez mais improvável pela diferença técnica evidente entre Europa x América do Sul. Do outro lado um time europeu “cumprindo tabela” para um jogo visto por eles quase como um amistoso de luxo. Ninguém gosta de perder, mas a conquista deste título não é comemorada pelos jogadores e torcedores europeus.

O Real fez suficiente para ganhar a partida frente o Grêmio. Um placar de 1 x 0 que chega a ser mentiroso ao analisar o jogo. O time de Madrid teve diversos jogadores com atuações abaixo da média. Na primeira etapa os goleiros foram meros coadjuvantes em campo. No segundo tempo, bastou alguns jogadores como Modric e Cristiano Ronaldo melhorarem um pouco para a partida ficar em sua normalidade. Uma cobrança de falta onde a barreira abriu foi responsável pelo gol solitário do Real, marcado por CR7.

Grohe evitou que o placar fosse ampliado, com pelo menos 4 defesas complicadas, ao passo que Navas continuou assistindo o jogo de uma posição privilegiada. Quem ficou sabendo apenas o placar final pode achar que o jogo foi equilibrado e por pouco o time brasileiro não conseguiu melhor sorte no jogo. Mas o fato é que o Grêmio ofereceu menos perigo do que o Al Jazira (no jogo onde Romarinho fez um gol histórico pelo time árabe). O time brasileiro tinha que jogar de igual para igual? Claro que não. Mas poderia pelo menos ter tentado jogar. Uma finalização a gol (em cobrança de falta) foi muito pouco para ao menos tentar um milagre. Basta pegar o histórico das conquistas sul-americanas. O título foi conseguido em jogos de ataque contra defesa onde os goleiros fizeram milagres e o placar aberto em lance quase de sorte.

A audiência não foi das maiores e o torneio não “pegou” na Europa. Tanto que existe uma corrente forte para mudança na fórmula de disputa envolvendo mais europeus e desta forma tendo duelos um pouco mais equilibrados. Da forma como a competição está sendo disputada, um título na América do Sul continuará sendo algo raro. Para equilibrar um pouco a curto prazo, seria mais fácil termos as seleções da América do Sul (Brasil, Argentina) contra os gigantes europeus. Talvez assim os duelos fossem mais equilibrados.

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