Imediatismo no futebol. Será que tem cura?

Futebol e polêmica se misturam desde sempre, mas com as redes sociais temos um aumento de especulações e “formadores de opinião” na mídia esportiva. Jornalistas ou pessoas que atuam neste meio em busca de audiência a qualquer custo. Sem se preocupar com a veracidade de informações, sem validar fontes ou mesmo jogando boatos que não correspondem a verdade.

O problema é a “preguiça” de quem consome este material. Pessoas se deixam levar e opinam com propriedade sobre assuntos diversos do futebol. Um dos assuntos do momento é o “endeusamento” de jogadores por conta de um treino ou um jogo de menor peso. Isso não é novidade, vários jogadores arrebentavam nas categorias de base ou quando estreavam em um time, “comiam” a bola e depois nunca mais faziam nada. Lulinha do Corinthians era apontado como craque, Fernandinho quando saiu do Barueri e foi para o São Paulo começou como artilheiro em uma partida e depois não correspondeu a expectativa gerada. E a lista de exemplos seria interminável.

Por conta disso, eu achava que hoje, com toda tecnologia a favor do futebol (para melhorar tanto os aspectos físicos, técnicos e táticos), imaginava que o nível da informação seria qualificada e que a audiência soubesse avaliar com parcimônia. Infelizmente vivemos em uma realidade longe disso. Estamos com o começo da temporada e mesmo com confrontos contra adversários de qualidade inferior, temos alguns times vistos como sensação no futebol brasileiro. O Cruzeiro é o exemplo disso. O Palmeiras estava no mesmo patamar, mas foi só empatar duas partidas que já começam a citar problemas no trabalho de Roger.

Já os times que tropeçam nesta temporada, casos por exemplo de Corinthians e Grêmio (que tiveram um ótimo 2017) são questionados e nomes são sugeridos para entrar no time titular ou serem contratados por torcedores que ouviram o boato ou leram que jornalista XYZ citou que o Fulaninho da Silva é craque, ou que o jovem da base é craque. Vejo isso como fator que aumenta a disparidade técnica do Brasil para a Europa. Não dão tempo para que jogadores mostrem seu trabalho, sejam testados ou mesmo que aprimorem fundamentos necessários para se tornarem bons jogadores. Não é por acaso que a cada ano temos promessas sendo vendidas para o exterior cada vez mais jovens, para serem trabalhados e virarem jogadores de nível europeu. Não temos mais jogadores “prontos” para as grandes ligas por aqui.

Usamos o exemplo de 2017 e deste começo de 2018. Qual jogador atuando no Brasil possui potencial para chegar em algum time de grande ou até mesmo médio escalão da Europa como titular incontestável? Mina(Ex-Palmeiras) e Arana (ex-Corinthians) são dois exemplos de jogadores que saíram do Brasil com moral pela temporada e hoje nem foram testados por Barcelona e Sevilla respectivamente. Não por serem ruins, mas sim pelo tempo de ambientação que hoje é necessário para que um jogador se adeque ao jeito “europeu” de jogar e não seja queimado.

Trabalho feito a médio e longo prazo. Algo que não vai acontecer tão cedo no futebol brasileiro.

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