Futebol ficando cada vez mais chato

Sou saudosista e confesso que sinto falta de situações dentro e fora de campo que tornavam o futebol ainda mais apaixonante e intrigante até a década passada. Das torcidas dividindo o estádio e cantando para apoiar seu time ou tirando sarro do rival. Das declarações provocativas antes dos clássicos, para apimentar os jogos. Das apostas entre os jogadores e principalmente das comemorações dos gols.

As torcidas torciam para que determinados jogadores marcassem nas partidas, para saber o que a criatividade deles iria proporcionar pós gol. Algumas celebrações poderiam ser consideradas ofensivas , mas via de regra eram situações contornáveis. Quem celebrava aceitava ou engolia o “troco” quando acontecia o reverso.

Digo isso por conta do que aconteceu no Majestoso no domingo. Nenê marcou o gol e provocou Carille e os jogadores do banco de reservas. Tentou negar isso, mas é evidente que isso ocorreu. E qual seria o problema em assumir isso? Pelo São Paulo, o jogador teria que bancar a provocação, aceitar quieto se a situação se reverter ou comemorar se a classificação ocorrer.

Do lado do Corinthians, com certeza a situação será usada como fator motivacional. Se a virada não ocorrer, vão tentar minimizar a situação, mas a classificação for conquistada, certeza que o jogador tricolor será lembrado.

Rivalidade sadia envolve provocações, envolve “cutucadas”, sempre com respeito, sem denegrir a instituição de forma alguma. Mas também sem tanto “mimimi”, sem levar tudo a ferro e fogo.

Futebol é diversão. Não deve ser motivo de brigas nem discussões.

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