Corinthians perde sem ver a cor da bola

Com Clayson lesionado seriamente (juntando-se a Ralf, Renê JR e Fagner), o Corinthians teve um time sem surpresas na escalação, mas que entrou em campo sem a concentração necessária, talvez pela soma do cansaço físico e mental. Sofreu dois gols logo no começo do jogo (um deles de Romero, contra).

A torcida fez sua parte e mostrou seu apoio mesmo com o placar adverso. Essa força se traduziu na comemoração do gol de Jadson, após “jogada paraguaia” (Balbuena iniciou a jogada, lançando para Romero, que fez bem o pivô e achou o 10 alvinegro).

Mas o gol foi um fator isolado do jogo. O Independiente chegou pressionado para este jogo, mas com a vantagem no placar conseguiu impor seu jogo, atuar como gosta. Segurando o jogo, valorizando cada tiro de meta, cada lateral, deixando o tempo passar.

Carille tentou fazer sua parte com substituições, mas sofreu demais com a má atuação ofensiva. Jadson até foi importante nos escanteios com cobranças perigosas, mas não conseguiu dar ritmo no meio de campo. Rodriguinho não achou espaços e Vital errou tudo que tentou. Marquinhos Gabriel voltou no lugar do jovem meia logo no começo do segundo tempo, mas não conseguiu ser incisivo e mudar o panorama da partida. Pedrinho entrou bem, em substituição ousada (saída de Sidcley, com Maycon indo para a esquerda). O jovem atacante novamente aprontou das suas e com dribles causou problemas para a defesa argentina, mas faltava alguém para “dialogar”.

O técnico resolveu apostar na experiencia e colocou Sheik no lugar de Jadson (pela forma de jogo, talvez tivesse sido mais acertado colocar Danilo). O fato é que o veterano foi extremamente juvenil ao acertar um jogador do Independiente sem a bola, com o jogo parado. Expulsão com dois minutos em campo, que esfriou o ânimo do time e da torcida.

A derrota embola novamente o grupo do Corinthians. E preocupa seus torcedores. Terceiro jogo seguido com o ataque deixando a desejar (já tinha sido assim nos jogos contra Vitória e Atlético-MG). E com um time com opções ainda mais escassas, em um mês de Maio com uma sequencia ingrata.

Carille sinaliza um time reserva para o jogo de domingo, contra o Ceará. E depois terá 3 jogos complicados pela frente. Recebe o Vitória para decidir vaga na Copa do Brasil, encara o Palmeiras na Arena (em jogo que deve ser pegado, por conta do Paulista) e por fim vai até a Venezuela, visitar o Lara pela Libertadores.

Problemas para Carille, em um mês que pode decidir o rumo do ano alvinegro.

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