Clássico evidencia diferença atual entre Corinthians e Palmeiras. Felipão em alta. Jair com muito trabalho pela frente

Não é preciso ser nenhum expert em futebol para entender que a distância entre Corinthians e Palmeiras é enorme neste segundo semestre. O alvinegro sofreu desmanche atrás de desmanche e uma hora esse preço seria cobrado. Com exceção de Cássio e Henrique, o time sofre com declínio de alguns jogadores que comandavam o time (Fagner, Gabriel, Jadson, Romero e Clayson), tem problemas com contratações que já chegaram jogando (Avelar e Douglas) e conta com diversas promessas que possuem potencial, mas precisariam entrar em um time já entrosado, sem pressão (casos de Pedro Henrique, Léo Santos, Mantuan, Vital e Pedrinho).

Já o alviverde se reinventou com Felipão, que está mostrando na prática que o elenco é o melhor do Brasil. Ao contrário do que muitos esperavam, o técnico recuperou diversos jogadores e não é mero acaso o fato que o Palmeiras está vivo nas três competições que disputa. Encostou nos líderes do Brasileiro e tem totais condições de avançar na Libertadores e Copa do Brasil. Hoje fica complicado afirmar quem é titular e quem é reserva neste time. Com exceção de Weverton e Dudu, ninguém tem cadeira cativa neste time. E o clube é quem ganha com isso. De forma improvável, temos Lucas Lima e Deyverson (tão contestado no ano passado) sendo importantes no crescimento do clube no Brasileiro.

O placar magro de 1 x 0 não traduz o que foi o clássico. Jair, que mal devia saber o nome de todos seus jogadores entrou com a clara intenção de arrancar um empate. Arrumar a defesa para voltar a recuperar a confiança do seu time. Já Scolari aproveitou o mal momento do rival e mesmo com um time reserva, fez o Palmeiras sufocar o rival na marcação, não dando espaço para nenhuma criação ofensiva do rival. E mexeu bem no time. Se no primeiro tempo o jogo deu sono, na segunda etapa vimos um time mandando na partida, sobrando em campo , graças principalmente a atuação de Dudu, que tomou conta do jogo no segundo tempo.

Elogios merecidos para Deyverson. Além do gol com faro de centroavante, ele participou de diversas jogadas ofensivas importantes. O lado negativo é que o jogador parece estar “dopado” pela boa fase e exagera em alguns momentos, como as simulações e as provocações. No clássico escapou de ser expulso (não por acaso, Felipão optou por substituir o mesmo na segunda etapa). E o temperamento faz com que ele tenha a proeza de estar suspenso em três competições distintas. O técnico ganha o elenco ao pontuar que o jogador precisa melhorar, mas sem exposição pública. Pode até ser que o Palmeiras não vença nenhum título este ano, mas o time tem uma postura totalmente diferente da época de Roger.

Jair, por outro lado, pode ter a sorte de um (improvável) título da Copa do Brasil caindo no seu colo. O problema é conseguir este feito sem tempo para treinar o time. Se repetir o bom desempenho defensivo no RJ e voltar para SP com um empate na bagagem, pode ter uma folga para preparar o time para o jogo de volta sem tanta pressão e conseguir a vaga na final, algo que não é improvável por conta da forma como o Flamengo oscila. Caso consiga, pode sim sonhar com o título e a importante premiação que o mesmo oferece nesta temporada.

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