Retranca alvinegra segura o ataque rubro-negro no RJ

Com menos de uma semana de trabalho, Jair sabia que precisava deixar a decisão das semifinais em aberto. Encarar o Flamengo de “peito aberto” seria suicídio. Mais na base da conversa do que de treinos, o técnico não teve medo ou vergonha de armar um ferrolho na defesa, em clara intenção de arrancar um empate no RJ. A escalação com três volantes fez com que a meta fosse alcançada. Cássio teve que trabalhar, é verdade, mas no geral o esquema defensivo trabalhou bem. O Flamengo teve maior posse de bola, mas salvo lampejos de Diego e Everton Ribeiro, o time não traduziu isso em chances claras.

No primeiro tempo, uma falha de Paquetá e uma tabela de Clayson e Douglas quase deram o primeiro gol para o Corinthians. No segundo, tivemos quase que 45 minutos de jogo só de um lado do campo. Os 11 do Corinthians da defesa e até os zagueiros rubro-negros tentando algo no ataque. O time paulista abdicou do ataque, principalmente por falta de apoio dos laterais (Fagner longe das melhores condições e Avelar sem confiança) e uma atuação ruim de Romero, que errou diversos passes no jogo todo.

A pressão carioca no começo do jogo foi um grande teste para o Corinthians, até por saber que Barbieri não goza de prestígio com a torcida. Os cantos de apoio foram alternados com vaias para alguns jogadores (Paquetá ainda muito visado). E a medida que os minutos passavam na segunda etapa, o som de insatisfação se fazia presente. Vitinho e Uribe saíram vaiados e ao fim do jogo a torcida deixou claro toda a revolta com o placar.

Os jogadores do Corinthians terminaram a partida contentes com o fato de terem conseguido o resultado de empate, que inclusive foi importante para começar a recuperar a confiança do time (bem abalada pelos últimos resultados). Já para o Flamengo o resultado preocupa e não ajuda em nada a situação do seu atual treinador. Arrisco dizer que são grandes as chances que ele não esteja na Arena Corinthians para o jogo da volta.

Sobre a vaga na final, o duelo esta totalmente em aberto. Jair pelo menos sabe que terá algum tempo para conhecer e treinar o elenco e achar alternativas ofensivas para o jogo da volta.

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