O ANTÍDOTO PARA IMPRENSA FUTEBOLÍSTICA

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O direito à informação, consagrado na Constituição Federal, requer dos veículos de comunicação senso ético, responsável e isento, onde deve prevalecer um bom jornalismo.

A imprensa esportiva, principalmente a que tem o futebol como seu carro chefe, tem grande influência na formação de opinião dos ouvintes e telespectadores, que são torcedores loucos pelo time do coração, sendo que esta não deve ser confundida com informação. Os programas esportivos exibidos nos canais de televisão bem como nas rádios, têm o direito legítimo de expor suas preferências, porém, sem contaminar a mente do torcedor, deformando a realidade de um resultado de revés, atribuindo o mesmo a um erro de arbitragem.

As matérias de cunho opininativo deveria ser feita em forma de editoriais ou nas manifestações dos torcedores, quando entrevistados.

Em época de campeonato, exacerbar de forma negativa as atuações dos árbitros (regra 05) e dos seus assistentes (regra 06) a partir de repetição de imagem obtidas pelos olhos das câmeras de televisão espalhadas por vários ângulos ou na utilização de recursos eletrônicos do tipo tira-tema, é um maneira de direcionar a opinião do torcedor, levando ao perigoso caminho da desconfiança, onde a arbitragem manipula resultado, no sentido de beneficiar este ou aquele clube.

Neste caminho, narrador, comentarista e repórter, têm papel decisivo. Cabe à estes determinar de que forma o erro de arbitragem deve ser visto e abordado. A partir da convicção destas pessoas e conhecimento da Regra do Jogo (futebol), deve informar ao público a verdadeira face do erro, sem o interesse de transforma-lo em mártir para obter IBOPE.

O antídoto para esta situação é a realização de cursos de arbitragem com os membros da imprensa futebolística. Transformando-os de leigos em embaixadores da Regra do Jogo. Onde com o novo conhecimento adquirido poderão passar ao seu público (torcedores) a verdadeira imagem dos homens de preto. Passando a responsabilidade do revés aos jogadores que não se empenharam durante a partida, aos treinadores que escalaram seus times de forma equivocada ou fez substituições que não deveriam fazer e aos cartolas que fizeram contratações erradas ou simplesmente sumiram com as finanças do clube.

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