Quem chega melhor nas semifinais do Paulista?

Depois de uma fase classificatória, com alguns jogos bons, tivemos os quatro grandes confirmando suas vagas. 6 clássicos para decidir o campeão de 2018. Os duelos das quartas são boas referências do que serão as semifinais.

Palmeiras atropelou o Novorizontino e conseguiu a classificação mais tranquila. Já é possível ver a “cara” de Roger neste time. A marcação alta e qualidade ofensiva o colocam como favorito no seu duelo e também ao título. O que pode pesar contra é justamente isso. O time sabe que a torcida espera um título por conta do investimento desde a chegada da Crefisa. E a defesa continua sendo o ponto abaixo do time. Nos jogos mais ” pesados” ela deixou a desejar. Será muito exigida na reta final.

O Santos sofre com o fato de estar com um elenco em formação. Considero Jair Ventura um dos bons técnicos da nova geração, mas além de não ter acertado a defesa ( ponto fraco “histórico” do time), não vejo o ataque “voando”. A ausência de Bruno Henrique é sentida e a forma sofrida como a classificação foi conquistada colocam o time um degrau abaixo para conquistar vaga na final.

O São Paulo também sofreu para conquistar sua vaga frente o São Caetano, onde ficou mais evidente que a lua de mel da torcida com o time acabou. Pressão nos dois jogos, falta de identidade e mudança de técnico na fase decisiva pesam contra. As ausências que o time deve ter ( Rodrigo Caio e Cueva na seleção, Valdivia machucado) devem pesar demais nessas semifinais. Aguirre tem jovens promessas com potencial, mas com pouco tempo para conhecer o elenco também larga atrás nas semis.

Já o Corinthians de Carille teve sorte e competência para se reorganizar na temporada. Apesar da pane no primeiro jogo contra o Bragantino, a defesa continua sólida e o meio de campo se mostra melhor ofensivamente. E fica nítido como o time cresce nos jogos decisivos. O que pode pesar contra será a ausência de Balbuena (seleção) e a falta de um homem gol. Dutra foi mais um que foi testado e nao correspondeu.

Clássicos costumam ser equilibrados, mas para não ficar em cima do muro, projeto uma final entre Corinthians x Palmeiras.

Primeira decisão de Aguirre

O Morumbi (que não deve receber um bom público nessa chuvosa terça-feira) será palco do segundo jogo pelas quartas de final entre São Paulo e São Caetano, onde o visitante poderá se classificar em caso de empate por qualquer placar. Derrota por 1 gol de diferença leva o jogo para a disputa nas penalidades. E não temos como dizer que o Tricolor chega pressionado para este jogo que já será a primeira prova de fogo do técnico uruguaio.

Sem conhecer o elenco atual, ele sofreu com a escalação proposta no fim de semana, mas felizmente o resultado não é complicado de ser conquistado. O que complica é precisar mudar o time novamente (pela fraca apresentação no jogo do sábado). Claro, ele não será questionado ou pressionado pela torcida em caso de eliminação hoje (principalmente pelas prováveis condições desfavoráveis no gramado do Morumbi. Só que a torcida, revoltada com a falta de futebol do time, irá pressionar diretoria por reforços e deverá pegar no pé do elenco atual, queimando jogadores que poderiam ser úteis na temporada.

Uma classificação não vai deixar a situação tranquila, mas pelo menos abre possibilidade para o treinador testar opções, mudar a formação e conhecer melhor os jogadores, para poder encaixar o time da forma como ele prefere e acredita ser ideal para o elenco atual. Por conta da situação e da pressão, acredito que Pintado deva levar a melhor neste confronto e conseguir pelo menos o empate com uma forte marcação e continuar firme na competição, quem sabe até fazendo com que o São Caetano consiga se reerguer e voltar a ser o time que durante um tempo esteve entre um dos melhores do futebol brasileiro.

O Palmeiras salvou a semana brasileira na Libertadores

Ao conseguir importante vitória fora de casa frente o Junior Barranquilla da Colômbia pelo placar de 3 x 0, o Palmeiras conseguiu a única vitória dos brasileiros na primeira rodada na fase de grupos da Libertadores.

Boa parte desse trabalho foi facilitado pela estupidez de German Gutierrez, expulso justamente por entrada em Bruno Henrique (uma das mudanças de Roger no jogo de ontem).

O técnico palmeirense optou por fortalecer a marcação, tirando Tchê Tchê (em má fase) para a entrada do volante e com Victor Luis no lugar de Michel Bastos. O time já tinha sido ameaçado, mas com um a mais, vimos o alviverde controlar o jogo, com atuações melhores de Dudu e William, que ajudaram o time a construir uma tranquila vitória.
Bruno Henrique conseguiu se posicionar bem e marcar dois gols na partida (Borja foi o marcador do terceiro). O placar poderia ser ainda maior, mas depois de perder o clássico e com um jogo complicado, acredito que o Palmeiras jogou de forma correta numa estreia pela competição sul americana. 3 pontos e um saldo de gols que podem fazer a diferença numa fase de grupos que promete ser bem disputada.

A elogiar também a cabeça fria de Felipe Melo ontem, que fugiu das provocações dos colombianos que tiveram uma atuação ruim, coroada com uma penalidade chutada nas alturas por Jonatan Alvez (que fez ótima Libertadores em 2017 pelo Barcelona do Equador).

Roger sabe que seu time esta longe de apresentar uma solidez defensiva e que o jogo de ontem não pode servir de referencia. Mas o bom resultado serve para acalmar os ânimos. Um segundo tropeço seguido deixaria o treinador ouvindo críticas precipitadas nesse começo de trabalho. Com a vitória a situação fica mais tranquila para se preparar para os próximos jogos mais complicados (clássico contra o São Paulo e o segundo jogo da Libertadores).

Estreia promissora

Depois da boa vitória no clássico, Carille apostou na manutenção do esquema tático, apenas com Mateus Vital no lugar do suspenso Rodriguinho. O esquema com dois volantes novamente deu segurança a defesa. Cássio trabalhou mais do que no clássico, mas o lance de maior perigo só veio no segundo tempo, onde em jogada individual o time colombiano teve um chute que passou perto da trave.

O jovem meia não sentiu o peso de assumir de jogar uma competição internacional e fez uma boa partida, principalmente no primeiro tempo. Méritos para Carille, que mostra uma evolução na temporada, claramente querendo que o time do Corinthians assuma o controle do jogo. Apenas com orientação de fora do campo, mudou o desenho tático,alternando Jadson e Vital mais a frente, procurando criar lances de perigo e não deixando que o time adversário “gostasse” do jogo.

Romero participou da melhor chance na primeira etapa, ao finalizar após lançamento de Jadson. O chute levou perigo, mas se o paraguaio tivesse visto Vital chegando, teria deixado o meia em ótima condição para abrir o placar. No segundo tempo, Henrique teve chance ao chutar na trave e Mateus Vital, ao parar no goleiro do Millonarios.
Sem um centroavante que possa assumir a vaga de titular, o Corinthians aparece com um esquema parecido com o da Libertadores de 2012. Algo que pode favorecer o crescimento técnico de Junior Dutra e Lucca (jogadores que rendem mais pelas pontas). Também vale citar a entrada de Sheik na segunda etapa. O veterano atacante entrou ligado no lugar de Mateus e foi importante para segurar o jogo e não deixar o time ser pressionado no fim do jogo.
O time paulista poderia ter saído com os três pontos, mas volta para com bom empate na bagagem, passando ileso no segundo jogo complicado em menos de uma semana e foca no último jogo dessa sequência para o clássico contra o Santos.

Nó tático de Carille

Carille deu mais passo para se firmar dentre um dos técnicos de renome dessa geração atual com a escalação do último clássico. Teve um treino secreto, mas mantendo sua postura que foi efetivado, não escondeu o time. Na sexta já sabíamos que Maycon seria improvisado, Renê Jr mantido no time titular e Jadson voltaria no lugar de Dutra. Uma formação que mostrava um time sem uma referência na área (por mais que alguns jornalistas e até Roger pensassem que Romero seria o “falso 9”). A formação tinha dois atacantes abertos e um meio técnico, com espaço para infiltrações de Jadson e principalmente Rodriguinho.
O Corinthians teve o controle do jogo, principalmente no meio campo. Ao contrário do ano passado, vimos em campo o alvinegro querendo ter a posse de bola, graças a melhor qualidade de passe no meio de campo, ponto que Carille mostrava preocupação. A formação complicou a marcação do Palmeiras. A zaga perdida e a dificuldade para preencher o meio. Na parte ofensiva, Dudu , William e Lucas Lima não conseguiam arrumar espaços para criar lances de perigo. Cássio só teve trabalho em duas bolas em velocidade para Borja, onde o goleiro levou a melhor.

O gol marcado pelo Corinthians chama atenção pela paciência para não se precipitar. 28 passes trocados e mais de um minuto e meio de posse, com Rodriguinho deixando Borja e Antonio Carlos no chão e finalizando sem chances para Jailson. O começo da segunda etapa deu impressão que o Palmeiras teria a posse e iria pressionar o mandante, mas foi questão de tempo até que o alvinegro voltasse a controlar o jogo. E desse controle nasceu a polêmica que quase sempre acontece em um clássico. Sobra de bola e Renê Jr divide com Jailson, de forma precipitada e violenta. O lance continua, Henrique quase marca, mas quando o tiro de meta ia ser batido, o juiz volta o lance, marca pênalti e expulsa o goleiro palmeirense.

Não existe dúvida sobre o lance, mas a reclamação válida pelo lado alviverde diz respeito ao tempo para a decisão do árbitro, sinalizando que houve interferência externa. Jadson perdeu a cobrança, mas não vimos o Palmeiras aproveitar um possível baque do Corinthians. O que vimos foi a manutenção do controle da bola, graças as ótimas atuações de Rodriguinho , que em outra linda jogada individual conseguiu outro pênalti e Clayson, que converteu a penalidade e foi responsável por boa parte dos lances de perigo, levando a melhor em cima de Marcos Rocha.

O placar de 2 x 0 foi merecido, com o Corinthians mantendo a sequencia de vitórias frente o seu rival (4° seguida) e com uma partida convincente nos aspetos técnico e tático, dando folga a Carille (perder o jogo deixaria o técnico na corda bamba). Pelo Palmeiras a derrota tira a invencibilidade e acende o alerta. A defesa alviverde encontrou problemas nesta partida e infelizmente Tchê Tchê não repete suas boas atuações e já faz por merecer o banco de reservas. Roger terá que trabalhar para mostrar que a derrota não irá prejudicar o elenco.

Afirmação ou divisor de águas?

Amanhã teremos mais um dérbi na Arena Corinthians, com o mandante recebendo o Palmeiras em um clássico que deve repetir o cenário das partidas entre os dois clubes no histórico recente (marcação forte dos dois lados, foco na defesa pelo lado alvinegro e busca por um jogo mais técnico do lado alviverde).

Roger parece ter achado uma boa forma para aproveitar a qualidade do seu time. Me agrada o jeito como o Palmeiras força o erro adversário com marcação adiantada e a rapidez na armação de jogadas, graças as características do elenco. Mas a defesa por hora ainda não apresenta uma solidez.

O mesmo não ocorre com Carille. O treinador ainda não conseguiu ajustar o time após as saídas do fim da temporada passada. A defesa sofre com bolas aéreas e o ataque oscila, tanto na criação como na falta de um “homem-gol”. A única boa partida da temporada foi o clássico contra o São Paulo.

Ambos chegam com uma sequencia sem vitórias, sendo que o Corinthians ainda tem como agravante derrotas contra times pequenos. Prestes a estrearem pela Libertadores, este jogo ganha um peso ainda maior que o usual. A vitória palmeirense fora de casa faria com que Roger caísse de vez nas graças da torcida, dando tranquilidade na sequencia de trabalho. O revés pode iniciar o barulho de cornetas e até gerar reclamações por parte dos jogadores que hoje são reservas, mas têm potencial para estarem entre os titulares.

Para o Corinthians o clássico é ainda mais importante. Com a recente mudança na diretoria por conta das eleições, a falta de recursos financeiros e até mesmo a perda da solidez defensiva (algo elogiado desde 2008) faz com que Carille saiba que pode ficar com o cargo à perigo, mesmo depois de um 2017 acima da curva. Perder em casa pode queimar alguns dos jogadores titulares e a nuvem da crise pode pairar no Parque São Jorge. A vitória por outro lado marcaria um segundo resultado positivo em um jogo “grande” e partir daí embalar para o restante do primeiro semestre. Não por acaso, Fábio resolveu mexer na escalação, improvisando Maycon na esquerda, voltando a jogar com dois volantes para proteger a defesa e abortando a ideia do centroavante (Renê Junior permanece, Gabriel volta ao time no lugar de Camacho e Jadson entra no lugar de Júnior Dutra).

Nome por nome, vejo um equilíbrio. Na comparação eu ficaria com Jailson, Fagner, Balbuena, Henrique e Michel Bastos; Gabriel, Felipe Melo e Lucas Lima; Clayson, Dudu e Borja.

Para não ficar em cima do muro, aposto em empate no jogo de amanhã. 1 x 1.

Imediatismo no futebol. Será que tem cura?

Futebol e polêmica se misturam desde sempre, mas com as redes sociais temos um aumento de especulações e “formadores de opinião” na mídia esportiva. Jornalistas ou pessoas que atuam neste meio em busca de audiência a qualquer custo. Sem se preocupar com a veracidade de informações, sem validar fontes ou mesmo jogando boatos que não correspondem a verdade.

O problema é a “preguiça” de quem consome este material. Pessoas se deixam levar e opinam com propriedade sobre assuntos diversos do futebol. Um dos assuntos do momento é o “endeusamento” de jogadores por conta de um treino ou um jogo de menor peso. Isso não é novidade, vários jogadores arrebentavam nas categorias de base ou quando estreavam em um time, “comiam” a bola e depois nunca mais faziam nada. Lulinha do Corinthians era apontado como craque, Fernandinho quando saiu do Barueri e foi para o São Paulo começou como artilheiro em uma partida e depois não correspondeu a expectativa gerada. E a lista de exemplos seria interminável.

Por conta disso, eu achava que hoje, com toda tecnologia a favor do futebol (para melhorar tanto os aspectos físicos, técnicos e táticos), imaginava que o nível da informação seria qualificada e que a audiência soubesse avaliar com parcimônia. Infelizmente vivemos em uma realidade longe disso. Estamos com o começo da temporada e mesmo com confrontos contra adversários de qualidade inferior, temos alguns times vistos como sensação no futebol brasileiro. O Cruzeiro é o exemplo disso. O Palmeiras estava no mesmo patamar, mas foi só empatar duas partidas que já começam a citar problemas no trabalho de Roger.

Já os times que tropeçam nesta temporada, casos por exemplo de Corinthians e Grêmio (que tiveram um ótimo 2017) são questionados e nomes são sugeridos para entrar no time titular ou serem contratados por torcedores que ouviram o boato ou leram que jornalista XYZ citou que o Fulaninho da Silva é craque, ou que o jovem da base é craque. Vejo isso como fator que aumenta a disparidade técnica do Brasil para a Europa. Não dão tempo para que jogadores mostrem seu trabalho, sejam testados ou mesmo que aprimorem fundamentos necessários para se tornarem bons jogadores. Não é por acaso que a cada ano temos promessas sendo vendidas para o exterior cada vez mais jovens, para serem trabalhados e virarem jogadores de nível europeu. Não temos mais jogadores “prontos” para as grandes ligas por aqui.

Usamos o exemplo de 2017 e deste começo de 2018. Qual jogador atuando no Brasil possui potencial para chegar em algum time de grande ou até mesmo médio escalão da Europa como titular incontestável? Mina(Ex-Palmeiras) e Arana (ex-Corinthians) são dois exemplos de jogadores que saíram do Brasil com moral pela temporada e hoje nem foram testados por Barcelona e Sevilla respectivamente. Não por serem ruins, mas sim pelo tempo de ambientação que hoje é necessário para que um jogador se adeque ao jeito “europeu” de jogar e não seja queimado.

Trabalho feito a médio e longo prazo. Algo que não vai acontecer tão cedo no futebol brasileiro.

Coletivo leva a melhor sobre a individualidade

Craque não ganha jogo sozinho e nesta quarta de cinzas tivemos uma partida que evidenciou isso, no duelo entre Real Madrid x PSG.

Jogando em casa, vimos um time espanhol procurando uma marcação por pressão, enquanto do outro lado tínhamos um time esperando que um dos seus atacantes resolvessem o jogo em jogada individual. O goleiro Areola foi o grande nome no primeiro tempo e poderia ter sido vital para uma ótima vantagem no jogo de volta. Principalmente depois da rápida jogada com participação de Neymar e finalização do volante Rabiot para abrir o placar a favor dos visitantes.

Mas o volante Lo Celso (uma das surpresas na escalação franceca) fez penalidade infantil em cima de Kroos e CR7 empatou o duelo no Bernabeu.

A segunda etapa mostrou a diferença do banco e treinadores. Zidane colocou o time para frente, enquanto Unai mexeu no time procurando segurar o empate para decidir o jogo de volta. A postura ofensiva foi premiada com mais um gol de oportunismo e de Cristiano Ronaldo e uma linda jogada que terminou com gol de Marcelo.

Os craques não fizeram uma partida sensacional, mas o português procurou o jogo, ajudou na defesa e assumiu a responsabilidade no pênalti. Virar a partida em desvantagem poderia complicar a vida so Real na segunda etapa. Em contrapartida, Neymar quis resolver sozinho e sentiu a pressão, aparecendo apenas no lance do gol.

A imprensa esportiva caiu em cima do brasileiro. Friamente, ele não teve uma má atuação, mas como era esperado, contra o Real era o jogo para ele decidir, mostrar que tem condição de ser o melhor do mundo, sua maior meta de carreira.

Duelo não esta decidido, apesar da vantagem considerável para o time espanhol. E no começo de Março teremos mais uma vez os holofotes em cima de Neymar. Ou ele carrega o PSG nas costas e garante a classificação , ou o barril de pólvora explodirá em Paris. A pressão por uma desclassificação será proporcional ao valor investido no PSG nesta temporada

O impacto do veto ao VAR

Mais uma vez os clubes perderam oportunidade de fazer algo em prol do futebol brasileiro ao vetarem o árbitro de vídeo para o campeonato brasileiro deste ano. A CBF , que não tem nada de boba, alegou altos custos (isso de uma entidade que deveria servir para servir os clubes e que conta com patrocínios milionários) e informou que para a implementação ocorrer, cada clube da Série A deveria arcar com R$1 milhão. O valor não é baixo, mas os clubes grandes poderiam arcar tranquilamente.

Sou daqueles que defendem com veemência o uso da tecnologia no futebol. Temos tantos recursos a disposição no mundo de hoje, por que não usar para melhorar o futebol e principalmente evitar erros de arbitragem, tornando as decisões mais precisas?

O VAR não iria resolver os erros de uma hora para outra. Mas seria evidente o ganho técnico para todos. Infelizmente, o futebol reflete o Brasil de hoje, onde muitos valorizam apenas o “eu”. Onde é difícil pensar e agir em algo que beneficiaria a todos. Óbvio que essa decisão foi cômoda para os envolvidos. Todos lavando as mãos e dando desculpas esfarrapadas ao invés de agir em algo prático.

Confesso que estou ansioso para ver um dos clubes que foram contra reclamarem de terem sido prejudicados pela arbitragem. E gostaria de ver algum jornalista ter coragem de colocar um destes dirigentes na parede quando isso acontecer.

Clubes que foram a favor: – Palmeiras / Chapecoense / Bahia / Grêmio / Internacional / Flamengo / Botafogo
Clubes que foram contra: – Corinthians / Santos / Cruzeiro / Vasco / Atlético-MG / Atlético-PR / Fluminense / Sport / Vitória / América-MG / Ceará / Paraná.

Neymar “paga” o preço de ser uma figura pública

Desde que as redes sociais ganharam seu espaço a vida dos “reles mortais” deixou de ser privada. O que seria então na realidade de um dos melhores jogadores da atividade e que faz questão de se manter em evidência?

Cada falha de Neymar , por menos que seja, ganha destaque. Exagero? Discordo. Vamos lembrar de atitudes erradas dos Ronaldos (Fenômeno e Gaúcho). Sempre houve repercussão em qualquer ação negativa que eles tivessem envolvidos, seja boato ou fato.

Para piorar, o brasileiro em pouco tempo se envolveu em várias confusões no PSG. Concordo que todo ser humano erra, mas quando nosso nome esta em evidencia por motivos ruins, o que menos queremos é chamar mais atenção. Momento onde fazemos apenas o basico, puxamos o freio. Evitamos a exposição.

Era isso que Neymar deveria ter feito. Se não fosse logo de cara, pelo menos que fosse depois do episódio com Cavani. Não se trata de “certo ou errado”. Estamos falando de um ótimo jogador uruguaio de um lado contra o brasileiro que possui potencial para ser um melhores do mundo.

Discordo totalmente de quem acha que estão dando repercussão demais ao episódio recente onde o atacante fingiu ajudar um adversário que estava no chão. Ele não tem meta de ser um dos melhores do mundo? Por que não se espelha na dupla Messi-Cristiano Ronaldo, que monopolizam este título nos últimos anos?

O argentino é reconhecido como uma pessoa reservada, líder para seus companheiros e respeitado adversários. Já o português também gosta de midia, mas não vemos nenhuma atitude dentro de campo que o desabone. Vemos a mesma liderança e respeito por quem joga contra ele.

Neymar não é mais nenhum adolescente. Ele ou seu staff deveriam perceber isso e trabalhar para reverter essa situação. Podemos perder um dos melhores jogadores dos últimos tempos por conta disso. A pressão que ele sofre tem tudo para ganhar proporções ainda maiores no confronto Real X PSG e vai piorar na Copa do Mundo, onde seu emocional será testado.

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