A final é logo ali

O time do Barcelona de Guayaquil chegou com méritos a semifinal da Libertadores deste ano, principalmente ao eliminar com propriedade os paulistas Palmeiras e Santos nas oitavas e quartas respectivamente. Mas é preciso lembrar que o time não fez grandes jogos como mandante em ambos os duelos e sofreu para garantir sua classificação fora de casa ( penalidades contra o alviverde e empate com gols fora contra o alvinegro).

Culpa da pressão por conta do peso que a Libertadores tem no Brasil. O Grêmio praticou um futebol que foi elogiado ao longo da temporada e foi para o primeiro jogo com vontade de jogar. Luan, que voltou à campo contra Corinthians e Palmeiras entrou ligado em campo e comandou uma importante vitória fora de casa para um time que se viu muito melhor que o adversário e não se acomodou com a vantagem no placar.

Muitos brasileiros teriam ficado satisfeitos com um placar de 1 x 0 fora de casa. Mas o time gaúcho sentiu que era possível ter uma vantagem ainda maior. O placar de 3 x 0 ficou até barato para o time equatoriano (que ainda esbarrou em uma grande atuação de Grohe no gol). Um resultado merecido, que evidencia a diferença técnica entre os times e que premiou de forma merecida uma postura ofensiva, mesmo fora de casa. Algo que falta nos clubes brasileiros (que se acovardam em jogos fora de casa contra adversários piores ao invés de procurar decidir a partida).

Futebol adora praticar surpresas, mas so uma catástrofe tira o Grêmio da final. Basta manter o foco , não entrar na pilha para não ter jogadores expulsos e preparar para novamente disputar uma final da competição Sul americana de forma merecida.

Carille e sua primeira grande crise

“Você não vai disputar o Campeonato Brasileiro. Ficará de férias até 2018 e terá uma vaga garantida na fase de grupos da Libertadores do ano que vem”. Se esta proposta fosse feita para qualquer corinthiano logo após o campeonato Paulista, aposto que qualquer aceitaria sem pensar duas vezes.

A campanha muito acima do esperado mudou a expectativa do clube, que se viu próximo de um título, com expectativas até de um inédito campeonato invicto. Todos sabiam como o time jogava, mas não encontravam forma de superar o time do Corinthians. Eis que o segundo turno trouxesse uma sequencia de resultados negativos que só não geraram problemas antes pelo fato dos rivais também não conseguirem aproveitar os tropeços alvinegros. Tanto é verdade que técnicos jogaram a toalha rodadas atrás, como Levir e o ex-palmeirense Cuca.

Mas o Palmeiras (com o técnico Alberto) foi responsável por emplacar uma sequencia positiva de 3 vitórias em seguida fez com que a diferença após a última rodada ficasse em apenas 6 pontos (algo que não ocorria desde Junho). A diferença não é pequena, mas deve ser considerada por conta da má fase de vários jogadores do Corinthians e principalmente pela pressão que hoje existe em cima do elenco e do técnico, que passa pela sua primeira crise de peso desde que assumiu o time. E boa parte dessa queda se explica pela má fase do meio de campo alvinegro.

A defesa apresenta falhas que não ocorriam antes, principalmente em bolas paradas e aéreas. A zaga sente a ausência de Pablo (por mais que Pedro Henrique não esteja comprometendo) e sofre por estar sobrecarregada por conta da má fase dos laterais e do meio de campo corinthiano, que não consegue nem marcar e fechar os espaços como antes e nem criar lances de perigo para Jô, um dos poucos nomes que ainda mantém a qualidade em campo.

Se nas laterais não existem opções no elenco, no meio de campo o técnico precisa pensar em alternativas, por mais que ele tenha a postura parecida de Tite , que não desistia dos jogadores. Com exceção de Gabriel, todos os nomes do meio (Maycon, Jadson, Rodriguinho e Romero) já fazem por merecer um lugar no banco de reservas. E o técnico poderia até pensar em mudança no esquema atual, para trazer algum fator novo.

Não mudar pode fazer com que o técnico passe por uma pressão nessa reta final que pode custar até seu emprego, já que seria a perda de um dos títulos mais “ganhos” da história. Os dois próximos jogos podem decidir isso, principalmente na “final” da semana que vem. Se a diferença após o jogo ficar em 6 pontos ou mais, o Corinthians pode conseguir recuperar-se na reta final e frear o ímpeto de seu principal rival.

Em compensação, caso a diferença diminua nas duas próximas rodadas, o time pode ver até a vaga na Libertadores ficar ameaçada, com outros rivais imaginando que seja possível superar o antes imbatível time paulista.

Pressão alvinegra

O jogo desta segunda, que fecha a rodada do Brasileirão, coloca frente a frente dois clubes alvinegros que tiveram um primeiro semestre acima do esperado e que apresentam uma queda nesta reta final da competição e entram em campo pressionados.

Carille e Jair, técnicos promissores da nova geração, ja começam a sentir o peso de ser um treinador de um time brasileiro, mesmo com campanhas inesperada em seus clubes (título paulista e liderança no brasileiro de um lado e do outro uma campanha acima do esperado na Libertadores e Copa do Brasil). Com os resultados deste fim de semana, temos um líder que viu dois rivais paulistas vencerem e diminuírem a diferença para 6 pontos enquanto o time carioca começa a ter sua vaga na Libertadores ameaçada.

Um empate no RJ não será um resultado ruim para nenhum dos envolvidos. Um ponto aeriq precioso para ambos em suas pretensões na competição, mas não dará tranquilidade para nenhum deles. Ao passo que a vitória pode ser vital para qualquer um dos envolvidos. Para o Corinthians, seria importante para diminuir o ânimo dos rivais, voltando a abrir importantes 9 pontos para os vice-líderes. Já a derrota aumentará a pressão no segundo turno, principalmente por ter nas duas próximas rodadas jogos complicados contra Ponte fora de casa e o Dérbi paulista em casa frente o Palmeiras (que dependendo dos resultados pode empatar na liderança justamente no duelo na Arena Corinthians).

Para o Botafogo, vencer na rodada pode colocar o time na 5° posição e voltar a se firmar na luta para garantir a vaga na Libertadores em 2018 em fase decisiva do campeonato. Já a derrota pode deixar o time em situação delicada, visto que na sequência terá que visitar o Atlético Mineiro (em ascensão nas mãos de Oswaldo de Oliveira e rival direto por vaga na Liberta) e depois o clássico carioca contra um Fluminense hoje mais preocupado com o Z4.

Jogo que promete ser truncado, com forte marcação dos dois times, que devem tentar resolver o jogo em uma bola. Partida para ser resolvida nos detalhes e falhas individuais.

Um campeonato à parte

Temos um campeonato onde pode se questionar a qualidade técnica, mas carregado de emoção por conta da luta contra o rebaixamento. Nenhum time consegue uma sequência positiva e isso faz com que novamente a diferença entre o 10° (Bahia) o 17° (Ponte Preta) seja de apenas três pontos.

Isso faz com que uma vitória represente um salto de posições, mas um tropeço faça o time despencar na tabela. Mesmo o Coritiba que perdeu dois jogos seguidos ainda continua vivo na competição (4 pontos de diferença para o 15°). Na reta final, um time que conseguir uma sequência de três resultados positivos pode se livrar do fantasma do rebaixamento e até sonhar com Libertadores.

A fuga do Z4 deve permanecer até as rodadas finais e não duvido que uma ou duas vagas na série B sejam decididas apenas na última rodada. Emoção garantida até Dezembro. E poucos clubes podem se considerar livres desta disputa nada agradável. Mas qualquer time que encaixar uma sequencia de resultados positivos (duas vitórias seguidas e um empate por exemplo) já dá um grande passo para manter-se vivo na série A e até sonhar com uma vaga na Libertadores de 2018 (já que os ponteiros também não conseguem convencer até agora, oscilando nos seus jogos também).

Apostar em rebaixados? Fico devendo. Minha bola de cristal foi para o conserto.

Palmeiras vence em show de Keno

Na primeira partida sem Cuca vimos um Palmeiras diferente na proposta do interino Alberto Valentin. Borja ou Deyverson? Nenhum dos dois. A aposta foi em Keno, pouco aproveitado pelo ex-treinador e que se mostrou aposta mais que acertada.

Uma marcação por pressão frente o lanterna mostrou uma proposta diferente de jogo, muito mais na base da conversa do que em treinos, mas que deu tranquilidade ao time paulista. O ex-jogador do Santa Cruz foi o nome do jogo, deixando o lateral esquerdo do Atlético-GO com pesadelos com seus dribles e assistências precisas que resultaram nos gols de William, Moisés e Dudu. Dois gols na primeira etapa foram cruciais para a vitória. A vantagem deu tranquilidade para o time na segunda etapa. Prass teve pouco trabalho na partida e só foi vazado em cobrança de pênalti, onde Walter foi frio e de cavadinha diminuiu o placar.

O Palmeiras ganhou do lanterna, mas é importante ressaltar que o time vinha de duas partidas sem vitórias e que o time goiano vinha de boas partidas no segundo turno, complicando a vida de muitos times. O resultado logo após a demissão de Cuca pode ser um gás para que o alviverde consiga se firmar de vez na luta por vaga direta na Libertadores de 2018 e até voltar a sonhar com o título, visto que o líder voltou a tropeçar e tem uma sequência complicada pela frente pode fazer o conflito direto entre ambos na primeira semana de Novembro ganhar contornos de final.

Corinthians vence e agradece a ótima rodada

Depois de um intervalo sem jogos, o Corinthians recebeu o Coritiba em casa, em um jogo complicado, pelo segundo turno do time. Carille optou por manter o time ideal, exceto pelas mudanças obrigatórias por conta de jogadores suspensos.

Mais de 36 mil corinthianos viram um time com uma proposta interessante, com movimentações constantes dos meias Jadson, Marquinhos Gabriel e Rodriguinho, com um esquema um pouco diferente do usual. É verdade que o Coxa chegou a ameaçar no começo do jogo, obrigando Cássio a praticar uma grande defesa, mas aos poucos o time conseguiu equilibrar as ações e abriu o placar em jogada de Jadson e finalização de Jô (novamente na artilharia do campeonato).

É verdade que a defesa deixou de ter a segurança de outros tempos. Tanto que o Coritiba abusou de cruzamentos na área alvinegra e conseguiu seu empate em uma falha defensiva impensável tempos atrás e quase virou o jogo logo no início da segunda etapa (que só não ocorreu por grande defesa de Cássio, mostrando porque é um dos melhores jogadores da competição).

Claysson entrou e incendiou o jogo. Carille teve seu mérito em apostar na vitória, tirando o volante Maycon e colocando o atacante aberto na esquerda. O jovem jogador mostrou porque a fase é ótima e contando com sorte e competência marcou dois gols que tranquilizaram o jogo. O primeiro com destaque para Jô (que não desistiu de uma bola perdida) e Léo Príncipe (jovem lateral da base que teve uma boa partida) cruzando muito bem para finalização do atacante. No segundo o desvio de Kazim, a boa finalização de Rodriguinho na trave e gol de Claysson no rebote. É verdade que o Coritiba teve um gol anulado de forma discutível, mas o goleiro do time paranaense praticou grandes defesas, evitando um placar ainda maior.

A vitória foi importante pelos tropeços de Grêmio (derrotado para o Cruzeiro) e empates de Santos, Flamengo e Palmeiras. O Corinthians termina a rodada com 10 pontos de diferença para o segundo colocado e com uma perspectiva de uma nova forma de jogar com três meias. Além disso o técnico também tem uma boa dor de cabeça por conta de Claysson. Com 4 gols nos últimos jogos, o atacante vem fazendo por merecer vaga no time titular, principalmente pela má fase de Romero.

Campeonato não está decidido, mas a disputa contra o rebaixamento vem sendo muito mais emocionante, já que o Corinthians acabou não despencando como Renato Gaúcho apostava. Contou com a sorte nos tropeços (já que nenhum outro time conseguiu diminuir a vantagem) e agora pode contar novamente com o lado psicológico a seu favor nas próximas rodadas.

Em tarde de Sidão, São Paulo vence e sai do Z4

Em mais um show da torcida tricolor (mais de 40 mil pessoas), tivemos um São Paulo com uma partida que tecnicamente deixou a desejar, mas que valeu pelo time ter conseguido uma importante vitória em casa e principalmente pela ótima atuação do goleiro Sidão, com pelo menos 3 defesas importantes que garantiram os 3 pontos para o tricolor paulista, que tiraram o time da zona de rebaixamento pelo menos até a próxima rodada, graças ao equilíbrio na parte inferior da tabela, onde vários clubes estão lutando contra a Série B em 2018.

Um jogo com poucas chances de ambos os lados, mas com defesas importantes dos dois goleiros (Magrão também merece destaque pelo jogo de ontem), com Dorival optando por repetir a escalação que fez uma boa partida frente no clássico frente o Corinthians, mas não conseguiu repetir a mesma qualidade apresentada neste domingo.

Marcos Guilherme fez o gol no primeiro tempo que poderia ter dado segurança ao time, mas do outro lado o Sport se lançou ao ataque pela situação ruim que passa no campeonato. Luxemburgo, que já começa a ser pressionado, sofreu com a falta de opções e a falta de confiança de alguns jogadores no seu trabalho. É verdade que o goleiro são paulino foi o melhor em campo, mas fico com a impressão de que o treinador perdeu o elenco e pode ser demitido em breve.

Terminar a rodada na 14º posição para quem passou um bom tempo no Z4 é ótimo para o lado psicológico dos jogadores. Por mais que a diferença para o Avaí seja de apenas um ponto e que o time possa voltar a zona de rebaixamento já na próxima semana, tem um peso o fato dos jogadores poderem olhar uma posição melhor até o próximo jogo pode deixar o time mais tranquilo e quem sabe encaixar uma sequencia de resultados positivos que possam dar tranquilidade e afastar de vez o fantasma do rebaixamento.

Cruzeiro merecidamente campeão

Uma bola na trave em cobrança de falta de Guerrero no primeiro minuto foi o cartão de visitas rubro negro no Mineirão lotado, incendiando a torcida visitante que compareceu em grande número. O começo de partida parecia favorável ao time carioca. Mas contusões mineiras foram responsáveis pela mudança da partida.

Raniel (jovem promessa) saiu no começo da primeira etapa, sentido estiramento nas duas coxas (talvez sentindo a pressão de um jogo tão importante). Robinho nem voltou do intervalo e Alisson saiu por contusão antes da metade da segunda etapa. Arrascaeta, Rafinha e Elber entraram em seus lugares respectivamente e os dois primeiros foram responsáveis pela melhora cruzeirense. Com rápida movimentação e dribles, colocaram o Cruzeiro no ataque, deixando o Flamengo acuado na defesa.

Guerrero até tentava lutar e criar algo sozinho e quase se consagrou em jogada individual, onde Fábio mostrou porque é um dos melhores goleiros em atividade. Mas o gol seria injusto, visto que o time celeste foi melhor em campo. O gol da vitória quase saiu em falha de Muralha que espalmou a bola de forma atrapalhada na cabeça de Arrascaeta, que pego de surpresa não conseguiu direcionar a finalização que passou raspando a trave.

Empate em 0 x 0 que antigamente teria dado o título ao Cruzeiro pelo gol fora de casa. Mas com o atual regulamento, decisão nas penalidades, onde não existe mais aquela máxima de “loteria”. Era nítido que cruzeirenses estavam mais confiantes (seja pelo treino secreto no dia do jogo, sendo pela diferença entre os goleiros).

Ok, goleiro não tem a obrigação de defender pênaltis, mas você sendo um batedor teria mais confiança um goleiro experiente e com histórico de defesas em disputas assim ou em um goleiro contestado e com histórico negativo em defesas de penalidades?

Novamente tivemos boas cobranças dos dois lados e os dois meias, de quem se esperava mais em campo e ficaram devendo foram importantes para a decisão do título. Tanto Diego como Thiago Neves não tiveram atuações de destaque. Pelo contrário, ficaram devendo e muito nos dois jogos, mas se o flamenguista contou com azar na sua cobrança, onde parou em Fábio, o mesmo não ocorreu com o cruzeirense, que contou com a sorte e mesmo tropeçando marcou o gol que encerrou a disputa nas penalidades e decidiu a decisão, com o título a favor do time mineiro.

Do lado vencedor é importante destacar as opções de Mano, conhecido por ser um técnico retranqueiro, mas que tentou a todo custo vencer o jogo no tempo normal, inclusive com a opção arriscada de queimar mais uma substituição antes da metade do segundo tempo e ficar sem mais trocas se necessário. Murilo teve uma atuação de destaque, sem sentir o peso de uma decisão. E elogios para os meias Arrascaeta e Rafinha, que deram pesadelos para a zaga carioca. Do lado perdedor o destaque, podemos elogiar a atuação de Juan (o experiente zagueiro teve que se desdobrar para cuidar da defesa rubro negra e o atacante Guerrero, que sozinho enfrentou a defesa mineira.

Já como destaques negativos, os já citados Diego e Thiago Neves e o goleiro Muralha, que pode não ser o pior goleiro do mundo, mas que sabe que seu ciclo no Flamengo chegou ao final e terá que procurar espaço em algum outro clube, provavelmente de menor expressão, para recuperar seu futebol.

Para o Cruzeiro, agora é curtir as “férias” e aguardar 2018. Já o Flamengo terá trabalho e entrará pressionado já na próxima rodada, precisando dar uma resposta para sua torcida, tendo como foco a Sul-Americana, onde ainda pode ser campeão, mas com duelo complicado frente o Fluminense pela frente. Ser eliminado pelo rival pode pressionar Rueda logo no começo do seu trabalho.

Quem leva a Copa do Brasil?

Cruzeiro e Flamengo se enfrentam em busca do título da Copa do Brasil em um jogo que promete ser pegado e com o perdão do clichê, decidido nos detalhes. O regulamento absurdo faz com que justamente no jogo mais importante o gol fora de casa não tenha peso diferenciado, algo que daria grande vantagem ao time mineiro.

Por conta disso acho difícil apontar um favorito. Arrisco dizer que temos grandes chances da decisão ser nas penalidades. Rueda aos poucos vêm mexendo e dando sua cara para o time. Tem como ponto principal de preocupação sua defesa e principalmente o gol, onde Muralha pode sagrar-se herói ou encerrar seu ciclo no rubro negro. Por mais que a torcida tenha comprado a briga do goleiro, se falhar na decisão ele não será perdoado.

Já Mano conta com um elenco com mais opções, mas que andou oscilando ao longo do ano. Tem em Fábio uma segurança na meta que pode fazer diferença para um time que possui potencial para praticar um futebol melhor. Não foi mero acaso que o técnico chegou a ter seu emprego ameaçado em uma fase onde o time ficou perigosamente perto da zona de rebaixamento.

Não espero um jogo com muitos gols. Espero uma partida pegada , com forte marcação dos dois lados.

Além dos goleiros, os dois meias (Diego e Thiago Neves) aparecem como nomes que podem fazer a diferença em campo.

Brasileiros e sua “garra” para jogar campeonatos sul-americanos

O River foi para campo na semana passada com um missão ingrata. Melhor tecnicamente, mas precisando reverter uma desvantagem de 3 gols. Situação complicada, certo? Bem, esqueceram de avisar a torcida, que lotou o estádio e principalmente dos jogadores, que entraram focados e sabendo que precisariam reverter o placar na bola e não na raça.

4 x 0 ainda no primeiro tempo e classificação com um sonoro 8 x 0 como resultado final. E fico pensando. Qual clube brasileiro teria a mesa frieza e capacidade para reverter este placar e principalmente não cair na pilha e catimba dos adversários?

A cada ano caímos na soberba de analisar qual dos brasileiros é o favorito na Libertadores e deixamos de analisar e valorizar o que os vizinhos do Mercosul são capazes de fazer, isso sabendo que ano após ano temos histórias de resultados e eliminações teoricamente improváveis. E insistimos que dessa vez os brasileiros devem ter sucesso, isso sabendo que há anos não conseguimos ter nenhum time chegando a final da competição.

Santos e Palmeiras foram eliminados pelo Barcelona, considerado por muitos um time fraco e que tinha chegado longe por sorte. Ignorando o fato do mesmo ter conseguido ótimos resultados fora de casa, sabendo como poucos jogar como visitante. Temos agora o Grêmio ainda vivo na competição e jogando a vida na temporada para enfrentar este mesmo Barcelona para tentar chegar novamente a final da competição.

Renato Gaúcho merece os elogios pelo que o time gremista vem mostrando em campo, principalmente pela qualidade ofensiva, mas precisa conseguir que seus jogadores entendam que nada decidido e que pra continuar vivo na competição o time precisa entrar focado. Não para uma “guerra”, mas sim para um duelo equilibrado frente um adversário de respeito.

Tomara que o clube tenha sucesso e mostre que o caminho para voltarmos a ter sucesso na América Latina é pela nossa qualidade com a bola nos pés, não querendo resolver tudo na base da força e da raça.

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