São Paulo, de azarão a único brasileiro vivo na Libertadores

O que falar de um primeiro tempo onde com menos de 14 minutos o jogo já teve uma reviravolta digna de jogo decisivo? O Atlético começou arrasador e marcou dois gols logo no começo do jogo (Cazares e Carlos) e o time mineiro parecendo que iria conseguir uma classificação sem sustos, mas em escanteio Maicon marcou o gol paulista, que garantiu a classificação do São Paulo.

O jogo foi marcado por diversos erros de passe de ambos os lados. Se do lado do São Paulo os erros traziam o time mineiro para cima, do outro lado os erros atleticanos impediam grandes perigos a meta de Denis.
Destaque na primeira etapa para duas bolas na trave (de cada lado) e importante jogada de Calleri na metade da primeira etapa.

O argentino inclusive foi o melhor jogador do time paulista, responsável por segurar a posse de bola, principalmente no segundo tempo, com Denis praticando uma grande defesa aos 15 minutos.

A necessidade de marcar o terceiro gol fez com que o jogo ficasse como o São Paulo desejava, com uma marcação melhor e buscando contra-ataques, mas com problemas por conta da má atuação principalmente de Ganso. Já o Atlético quando chegava perto da área encontrava dificuldades, principalmente por jornadas ruins de Patrick e Lucas Pratto.

Wesley aos 30 obrigou Victor a praticar importante defesa enquanto que Clayton em jogada individual quase fez o terceiro e após isso o jogo ficou totalmente a favor do São Paulo, que murchou a bola e esperava o relógio passar, enquanto que o Galo já apelava para cruzamentos de qualquer lugar para a área em busca do gol da classificação.

O retrato do nervosismo do Atlético foi a cobrança de falta no último lance, onde Pratto isolou a bola. O time mineiro deixa a competição, mas possui um elenco qualificado e aparece como um dos favoritos para o Brasileirão.

Já o São Paulo que começou a competição desacreditado e sofreu para se classificar, chega as semifinais da competição e com uma postura que faz com que o time seja respeitado e tenha reais condições de chegar até a final e conseguir mais um título

Corinthians mantém duas sinas negativas e dá adeus para a Libertadores

Depois de um empate em 0 x 0 no Uruguai, o Corinthians precisava vencer para continuar na Libertadores, apostando na volta de Giovanni Augusto para qualificar o meio de campo.

O time foi para cima, buscou o jogo, mas a defesa apresentou falhas que não está acostumada e o o time uruguaio saiu na frente no placar, em resultado que eliminava as chances de decisões nas penalidades, mas o time conseguiu se encontrar em campo, empatando o jogo com Lucca e tendo praticamente o jogo inteiro para buscar o segundo gol que o classificaria.

Só que no segundo tempo o time caiu no nervosismo, principalmente pelo histórico de eliminações na Arena e teve uma postura de chuveirinhos para a área que consagraram o goleiro e a zaga do Nacional. Para piorar, em falha de Giovanni, a bola sobrou para o ataque uruguaio marcar o segundo gol (em falha de Cássio).

Precisando de dois gols, Tite tentou mexer no time, mas as entradas de Marquinhos Gabriel, Romero e Danilo não deram a qualidade e força necessária para o empate. Mas em lance infantil em cima de Marquinhos o Corinthians teve a seu favor uma penalidade aos 37 minutos, com chances de conseguir o terceiro gol.

Mas está foi a primeira sina negativa mantida. Mais uma penalidade perdida, desta vez nos pés de André, em mais uma cobrança ruim do time do Corinthians. Desperdiçar a cobrança mexeu com o emocional da torcida e dos jogadores. Parte dos torcedores indo embora e jogadores em campo nervosos, culminando na expulsão juvenil de Fágner (um dos melhores jogadores em 2016).

Em lance confuso, mais uma penalidade marcada, mas Marquinhos Gabriel assumiu a responsabilidade e converteu a cobrança , empatando o jogo e deixando o time com minutos para buscar o milagre. Romero teve chance no último lance, mas errou a finalização.

Os uruguaios catimbaram? Sim. O juiz podia ter dado mais acréscimos? Sim, mas o Corinthians acumula mais uma eliminação na Arena (segunda sina) por conta de outra má atuação. A eliminação inclusive deve trazer um clima ruim para o time. Tite deverá mexer em nomes e talvez no esquema tático do time.

Cássio rebateu mal a bola no segundo gol e não tem mais a segurança de antes. Volta ao cenário onde Walter merece ser testado. O mesmo ocorre com Uendel (com Guilherme Arana pedindo passagem), com Rodriguinho (que não rende quando joga com a obrigação de criar) e Bruno Henrique (que não repete as boas atuações que o fizeram ganhar a posição de Ralf).

Tite tem crédito, mas sabe que o começo do Brasileirão não será fácil, com pressão em cima do elenco, principalmente nos jogadores citados.

Empate em grande jogo deixa a decisão paulista em aberto

Santos e Audax chegaram com méritos na final do campeonato paulista e na final ambos mantiveram suas propostas de jogo. O time de Osasco apostando na posse de bola e troca de passes e o time da Vila Belmiro abusando da velocidade de seus atacantes municiados por Lucas Lima.

O Audax começou a partida controlando o jogo e “alugando” o meio de campo, tendo a maior posse de bola no primeiro tempo e com chances reais de ter marcado dois gols, um no começo da primeira etapa em finalização de Ítalo para boa defesa de Vanderlei e a segunda no último lance do primeiro tempo, onde Mike apareceu no meio da zaga e finalizou com perigo. Do outro lado, o Santos teve problemas no começo do jogo, mas aos longo da primeira etapa começou a achar espaços em velocidade e também poderia ter marcado seus gols em duas bolas na trave , em finalizações de Ricardo Oliveira.

O x 0 na primeira etapa, mas que poderia muito bem ter terminado em 2 x 2.

A segunda etapa começou da mesma forma, mas com mudança de peças e posicionamento por parte do Audax, que foi premiado com gol aos 12 minutos, em ótima trama ofensiva que terminou com Mike deixando Gustavo Henrique no chão e finalizando de forma precisa para abrir o placar.

Com a vantagem o time manteve a postura e tentou buscar o segundo gol, com Mike obrigando Vanderlei a praticar importante defesa. Mas a postura de evitar chutões custou cara ao time de Fernando Diniz. No primeiro tempo, o goleiro Sidão teve lances onde estourou a bola para o ataque, mas após o gol e com os gritos de “olé” da torcida, o time pareceu perder a concentração, errando vários passes. E o empate nasceu de erro de Tchê Tchê, em bola que caiu nos pés de Ronaldo Mendes (substituindo Lucas Lima, lesionado na segunda etapa). O jogador teve tempo para dominar, avançar e acertou um lindo chute empatando o placar.

O gol acordou o Audax e o jogo ficou aberto, com os dois times em busca da vitória, mas o empate em 1 x 1 foi justo pelo que os dois times jogaram, mesmo com problemas no gramado, que foi o fator negativo da partida.

De positivo, destacar a atuação do árbitro Flávio Rodrigues, que marcou poucas faltas e deixou o jogo rolar.

Lucas Lima e Ricardo Oliveira foram os grandes destaques santistas, ao passo que Camacho foi o destaque do time de Osasco, comandando o meio de campo.

Na Vila o Santos tem um ligeiro favoritismo, mas muitos jogadores do Audax devem enxergar a chance de suas vidas para um título que marcaria positivamente suas carreiras. O vice-campeonato já é motivo de orgulho, mas com certeza devemos ter uma entrega total deles em busca de conseguir um feito histórico.

Certeza de mais um jogaço para decidir o campeão paulista de 2016.

Corinthians novamente decepciona e só empata no Uruguai

A mudança de tempo em SP fez com que assistir o jogo do Corinthians fosse um convite para antecipar uma noite de sono embaixo das cobertas. Um empate em 0 x 0 em uma partida fraca tecnicamente.

O Nacional, mesmo esbarrando em suas limitações técnicas, teve chances reais de sair com a vitória em pelo menos três finalizações (uma rente à trave no primeiro tempo e em duas defesas de Cássio no segundo). Mas do resto vimos um time que joga de forma pesada na marcação e que poderia ter se complicado por isso.

Já o Corinthians foi para o Uruguai com a clara intenção de empatar. Fagner e Elias até tentaram criar algo pela direita, mas novamente o time não soube sair de uma marcação forte nos laterais. Rodriguinho não fez uma má partida e mostrou ser um acerto de Tite, mas Alan Mineiro repetiu a má atuação do fim de semana e foi figura nula. A falta de poderio ofensivo preocupa.

O técnico alvinegro já afirmou que este time ainda não está pronto e limitações estão sendo notadas nos duelos mais complicados, contra times mais qualificados ou que pelo menos conseguem bloquear as opções ofensivas do Corinthians pelas pontas

Esta queda dará trabalho para Adenor,que precisará dar tranquilidade ao time e pensar em alternativas para o jogo de volta na Arena. Uma nova eliminação pode causar crise no Parque São Jorge. A pressão se torna ainda maior ao pensar que nenhum empate favorece o Corinthians.

Tite não pensa em mudar o esquema tático, mas deve promover mudanças para semana que vem. Romero já vem merecendo vaga no time titular e não duvido que Marquinhos Gabriel tenha sua estreia antecipada para dar qualidade ao meio de campo em duelo que decide o primeiro semestre alvinegro ou que Marlone seja titular.

Mas não vejo o Corinthians tendo vida fácil no duelo da semana que vem.

Santos ficando repetitivo. Mais uma final do time da Vila Belmiro

Está virando parte do calendário paulista. Pela oitava edição seguida o Santos chega a uma final do estadual, depois de vencer nos pênaltis o Palmeiras, colocando mais uma página nesta rivalidade que cresceu nos últimos anos.
Verdade que a classificação ficou por um triz.

Gabigol marcou dois gols, que contaram com colaboração da zaga alviverde e tudo apontava para uma vitória sem sustos, mas com toda emoção que um duelo decisivo proporciona, tivemos uma reviravolta depois dos 40 minutos do segundo tempo, com Rafael Marques marcando dois improváveis gols e silenciando a Vila Belmiro.

Decisão nas penalidades. Impossível não lembrar da final da Copa do Brasil. Os palmeirenses esperançosos em mais uma atuação de Prass. A defesa na cobrança de Lucas Lima só aumentou a empolgação, mas os erros de Rafael Marques (que tinha tudo para sair como herói) e Lucas Barrios (começando a ser questionado) reverteram va vantagem.
Prass novamente foi responsável por cobrar o pênalti decisivo, mas desta vez o resultado foi diferente e o goleiro perdeu a cobrança que manteria o time vivo na luta pela vaga na final.

Resta saber se o Audazx irá repetir o feito do Ituano e surpreender. Chance para isso o time tem, pois o calcanhar de aquiles do Santos é justamente a defesa.

Se o time de Osasco repetir as atuações contra São Paulo e Corinthians, grandes chances de um feito histórico.

A favor do Santos a qualidade ofensiva e o fato da decisão em dois jogos, que teoricamente minimiza surpresas.

Confesso que estou com ótimas expectativas com relação as finais. Ansioso por dois bons jogos.

Audax supera Corinthians em Itaquera e é o primeiro finalista do Paulistão

Com uma filosofia clara de jogo, valorizando o toque de bola e considerado por muitos como “varzeano”, o Audax de Fernando Diniz batia na trave no Paulistão nos anos anteriores, mas desta vez prevaleceu a busca pelo futebol bem jogado.

Depois da goleada frente o São Paulo, o time de Osasco fez mais uma grande partida, mostrando que a campanha até o momento não era mero acaso. Numa Arena lotada, o Audax saiu na frente com um golaço de Bruno Paulo.

Até então o Corinthians era melhor e já tinha criado oportunidades para sair na frente no placar e o time de Tite sentiu o peso do gol. Não foi por acaso que o técnico mexeu no intervalo, voltando com Rodriguinho e Romero nos lugares dos apagados Guilherme e Alan Mineiro.

No segundo tempo o jogo foi carregado de emoção. André conseguiu o empate, Tchê Tchê voltou a deixar o Audax na frente e obrigou Tite a ir para o tudo ou nada, tirando o zagueiro Yago para a entrada de Luciano. A busca pelo empate, mas deixando espaços na zaga.

O empate veio, novamente com André, aos 35 minutos e o jogo totalmente aberto, com o time de Osasco mais perto de marcar o terceiro gol que garantiria a vaga. Sem o gol por ambos os lados, decisão nas penalidades. E era visível a tensão nos jogadores do Corinthians, com saldo de 4 pênaltis perdidos (de 6 marcados nesta temporada).

E a tensão se justificou, com apenas André convertendo sua cobrança. O placar na decisão terminou com 4 x 1 para o time de Fernando Diniz, garantindo uma decisão inédita e merecida para o clube de Osasco, que por uma ironia do destino, tem como presidente o ex-jogador Vampeta, com forte identificação com o Corinthians.

Já para o Corinthians, o resultado marca a segunda eliminação seguida no Paulistão, novamente nas penalidades. A eliminação também irá trazer a tona alguns questionamentos dos reforços, mas é importante lembrar que o time está em reconstrução e os reforços ainda não deslancharam.

Termino a coluna com os parabéns para o Audax e principalmente para Fernando Diniz, que manteve sua postura de um futebol bonito e que foi premiado com uma vaga inédita na final que já marca a história da carreira do técnico.

No sufoco São Paulo garante sua classificação

Foi uma classificação complicada demais, jogando na tão temida altitude e levando um gol no começo do jogo, em mais uma falha do goleiro Dênis e ainda com Ganso, o melhor jogador da temporada, começando o jogo no banco.

Tudo levando a crer que o São Paulo também ficaria na fase de grupos. Mas Calleri mostrou porque está sendo tão importante para o São Paulo ao empatar a partida perto do fim da primeira etapa.

No segundo tempo o jogo virou ataque contra defesa por parte do Strongest, que precisava da vitória para continuar na competição, mas esbarrando na falta de qualidade técnica, mas pressionando o Tricolor que sentia os efeitos da altitude. Com 25 minutos do segundo tempo era visível a falta de condição de alguns jogadores do time paulista.

O tempo passando e cada lateral, cada tiro de meta era responsável por preciosos segundos a favor do time brasileiro e a medida que o relógio avançava a classificação ficava mais próxima, até que Dênis aprontou novamente, desta vez levando o segundo cartão amarelo por cera, deixando o time com um a menos.

Após o lance, confusão em campo e o zagueiro Maicon tendo que ir para o gol. Para sorte dos são paulinos o Strongest não conseguiu finalizar a gol e o placar ficou inalterado, garantindo a classificação do São Paulo de forma dramática.

Para piorar, Calleri acabou sendo expulso em confusão dentro de campo e também irá desfalcar o time no primeir duelo frente o Toluca.

Será complicado para o time paulista, sem seu principal atacante e sem saber ainda quem irá defender a meta Tricolor, mas pelo menos o time continua vivo na competição.

Palmeiras com muita entrega leva a melhor no dérbi paulista

Não é raro no dérbi paulista o time em crise consiga um bom resultado e nesta tarde não foi diferente.

O Corinthians em clima tranquilo, já classificado em primeiro no seu grupo enfrentando um Palmeiras em crise, ainda lutando pela classificação.

Cuca mexeu no time, tanto em termos de nomes, como na parte de posicionamento. Mas o que mais chamou a atenção foi a entrega dos jogadores em campo. Um primeiro tempo com setores defensivos atuando de forma perfeita dos dois lados.

Só que o ponto que decidiu o jogo foi a forma como os jogadores alviverdes disputavam cada dividida. A raça e vontade até o final do jogo fez com que o Corinthians não tivesse espaços para troca de passes e conseguir criar jogadas de perigo.

O equilíbrio apresentando mostrava que o gol só iria sair em falha individual. O primeiro tempo terminou com um justo empate em 0 x 0.

A segunda etapa começou mais equilibrada, com o Palmeiras conseguindo manter o domínio da bola (posse de bola maior em comparação ao primeiro tempo) e aos poucos alguns lances começaram a ser criados dos dois lados, mas salvo uma boa defesa de Cássio em finalização de Alecsandro logo aos 8 minutos, tudo levava a crer que o placar terminaria inalterado.

E aí tivemos a sequencia de lances que decidiram o jogo. Penalidade a favor do Corinthians, mas pelo que estamos vendo, foi se o tempo que este lance era “praticamente gol”. Terceira penalidade perdida seguida pelo alvinegro, em grande defesa de Prass, que inflamou a torcida e o time.

Na sequencia, falta a favor do Palmeiras, bola alçada na área e Dudu livre cabeceou para gol, em falha de Cássio, que saiu muito mal no lance e deixou o gol aberto.

Em um jogo com as defesas funcionando tão bem, uma sequencia de 3 falhas decidiu a partida.

Mesmo com jogadores cansados, o Palmeiras ainda conseguiu manter sua forte marcação. O Corinthians foi para o abafa em busca do empate, mas na prática nenhum lance foi criado.

Importante citar a entrada de Dudu no segundo tempo. É um jogador com temperamento explosivo que pode tanto deixar o time na mão como decidir a partida. Hoje aconteceu o segundo cenário.

Apesar dos fatos citados acima, o atacante tentou criar lances, dribles e deu trabalho ao setor defensivo de seu rival.

A vitória é vital para o Palmeiras, que agora só depende de si para garantir a classificação no estadual e vai motivado para a Argentina para manter-se vivo na Libertadores, mas sem Dudu (que sentiu novamente lesão). O problema é saber como os jogadores vão se recuperar depois de um jogo tão intenso como hoje.

Já para o Corinthians, a derrota não gera grandes problemas. O único “senão” a ser pontuado é o fato do time ter sido encaixotado no meio de campo, não tendo conseguido sair da forte marcação (algo que ocorreu também no clássico contra o Santos).

São Paulo e Palmeiras abusando do direito de errar

Em uma das Libertadores mais fracas dos últimos anos, presenciamos dois dos principais clubes paulistanos decepcionarem seus torcedores, com tropeços em jogos teoricamente fáceis.

As decepções desta semana foram o empate na Venezuela pelo Tricolor e a derrota no Uruguai pelo lado Alviverde.

Acho cedo demais para cravar que ambos não irão passar da fase de grupos.

O Palmeiras jogará suas fichas na próxima rodada, já que em caso de derrota frente o Rosário Central o time estará matematicamente fora ainda na fase de grupos, mas um empate ainda mantém o time vivo (em situação complicada, mas matematicamente com chances).

Já o São Paulo não pode pensar em qualquer outro resultado que não seja a vitória frente o Trujillanos.

Ou seja, matematicamente os dois clubes possuem todas as chances. O problema é o que eles não vem apresentando em campo.

A falta de futebol de ambos na temporada é que deixa os torcedores com receio. O Palmeiras pelo menos terá um tempo para que Cuca possa treinar o time , gerando uma expectativa.

Já no São Paulo o buraco é mais embaixo, pois é consenso que o problema está no elenco, que até tem qualidade, mas está devendo. E como não teremos novos jogadores chegando, a preocupação está em como melhorar a qualidade com as opções atual.

Serão duas semanas complicadas, com pressão e jogos do estadual que provavelmente só vão expor ambos os clubes. E uma eliminação na fase de grupos com certeza irá trazer crise para um (ou ambos).

Promessa de dias tensos para os vizinhos de CT.

Ricardo Oliveira comanda o Santos e encerra série invicta do Corinthians

No histórico dos confrontos recentes, o Santos tem vantagem sobre o Corinthians e neste domingo a vantagem só aumentou em uma partida onde Ricardo Oliveira foi o nome do jogo, ao lado de um Lucas Lima muito inspirado.

Tite optou por entrar em campo com 2 volantes, justamente para minar os espaços do meia santista, mas grandes jogadores acham seu espaço. O primeiro gol, marcado por Ricardo Oliveira,nasceu de uma jogada que dificilmente acontece contra o Corinthians e com participação di cada vê melhor Lucas Lima.

A vantagem, que poderia ter sido ampliada ainda no primeiro tempo, quase foi prejudicada por um recuo santista. No segundo tempo Tite melhorou o posicionamento de seus jogadores, mas desta vez a sorte não estava do seu lado.

Contou com o azar, ao ver Alan Mineiro perder a bola, lançada por Paulinho e encontrando o centroavante santista, que marcou lindo gol ao driblar o jovem (e promissor Yago) e encobrir Cássio, marcando seu segundo gol e dando números finais ao clássico.

Tite não citou o fato de ter entrado com um time misto em campo para minimizar a derrota, mas é importante citar que o time titular ainda está em fase de entrosamento. Não é aquele tipo de derrota que preocupa, mas sim aquela para colocar os pés no chão e mostrar que o time ainda está em fase de reconstrução. Mas preocupa o fato do time abusar de cruzamentos para a área (não importa a escalação).

Já para Dorival a vitória é importante. Com foco por enquanto apenas no Paulista, era esperado que o Santos estivesse voando e não é isso que estamos vendo em campo. Com o episódio da recusa em vender Ricardo Oliveira o clima do lado da baixada começou a ter nuvens cinzas. Nada melhor que uma vitória frente um de seus rivais, com dois gols do centroavante para soprar este clima ruim para longe. Só que Dorival sabe que também precisa melhorar vários aspectos do seu time e que o Paulistão não é parâmetro.

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