Fim das “férias” de Luxa.

Ney Franco não resistiu a falta de resultados e foi demitido do comando do Flamengo e o time carioca tirou Luxemburgo das suas “férias”.

Luxa foi um técnico que sempre admirei. Capaz de motivar seus jogadores, conhecedor de tática e estudioso do futebol.

Ocorre que ainda nos seus trabalhos vitoriosos o técnico pecou por querer ter o papel de “Manager”. Enquanto estava dando resultados esta postura era aceita. Conforme os resultados deixaram de aparecer a moral e poderes do técnico foram sumindo na mesma proporção.

O tempo sem treinar nenhum clube somado ao tempo em que o técnico não apresenta um trabalho consistente fazem com sua chegada no Flamengo seja uma aposta de risco. Da mesma forma que para o técnico trata-se de uma aposta arriscada, visto que encara um time na lanterna do campeonato e com elenco limitadíssimo.

Uma temporada que deve ser histórica para ambos. Redenção de treinador e clube ou então fechar uma temporada desastrosa do time carioca e “descobrir” que Luxa é um ex-treinador.

Agora é aguardar. E ver o resultado.

Era Dunga de volta

E as esperanças de mudanças no futebol brasileiro perdem força com a confirmação da volta de Dunga ao comando técnico da seleção brasileira.

Ele assume com várias ressalvas e um índice de rejeição alto, em boa parte por conta dos problemas anteriores com a rede Globo.

Coloque nesta conta o fato de Tite (um nome que venceu tudo que disputou nos últimos anos) estar disponível e ser preterido e temos um cenário ainda pior para Dunga.

Por querer mudanças no futebol ele não seria a minha escolha. Sendo sincero, teria dúvidas até sobre a escolha de Tite, por conta de ser um treinador que tem histórico de times que privilegiam a defesa.

O problema é que outros técnicos estrangeiros e segundo dizem alguns brasileiros foram convidados e rejeitaram a proposta.

Agora é esperar a primeira convocação e torcer para que o técnico queime minha língua. Mas neste momento acredito que o técnico deve ter vida curta na CBF.

Cruzeiro e Flamengo evidenciam dois extremos.

Faltam muitas rodadas para o término do primeiro turno do Brasileirão, mas é interessante ver alguns times que estão procurando valorizar a posse de bola e jogadas trabalhadas.

E mais uma vez o Cruzeiro mostra a importância de planejamento em um campeonato de pontos corridos. Não é atoa que novamente o time apresenta um futebol sólido e se qualifica como um dos favoritos mais uma vez.

5 pontos de vantagem para o vice-líder e com um elenco montado com peças pontuais, trazendo jogadores que em outros times eram “refugos” e hoje são importantes e teriam vaga na maioria dos times grandes do Brasil.

Na contramão temos o Flamengo que mostra uma “regularidade”. Apenas uma vitória no campeonato e sofrendo uma goleada de 4 x 0 para o Internacional, com direito a agressões ao lateral André Santos.

Da mesma forma que o Cruzeiro tem boas campanhas nos pontos corridos, o Flamengo também tem um histórico de problemas na competição por conta da falta de planejamento.

Ney Franco (até o momento) continua no cargo. Mas até quando?

Cruzeiro e Flamengo. Exemplos de como montar (ou não) elencos para competição que premia os melhores.

Volta do Brasileirão e dos palpites do Planeta Gol

E terminaram as férias dos clubes brasileiros. Hoje voltamos a “programação normal” com o início do Brasileirão e vamos ver como os clubes aproveitaram esta parada, principalmente com relação a possíveis mudanças táticas e dos reforços contratados.

Aproveitando a volta do campeonato, volto também com os palpites rodada a rodada.

Vamos lá?

Sport x Botafogo – Time carioca começa bem neste retorno. 2 x 0 Botafogo;
Coritiba x Figueirense – Sem zebra em casa para o Coxa. 3 x 0;
Grêmio x Goiás – Vitória tranquila do Grêmio. 2 x 0;
Flamengo x Atlético-PR – Duelo que pode ser complicado para o time carioca. Arrisco empate em 1 x 1;
Bahia x São Paulo – Primeiro teste do “novo” time do SP, mas ainda sem Kaká e com Pato no banco. Mesmo assim acho que dá vitória do time paulista.2 x 1;
Criciúma x Fluminense – Time carioca leva a melhor, mesmo fora de casa. 2 x 0;
Corinthians x Internacional – Acredito que o time paulista tropece novamente em casa. 1 x 1;
Santos x Palmeiras – Clássico da rodada. Jogo deve ser disputado. Arrisco empate em 2 x 2;
Cruzeiro x Vitória – Mais uma vitória do time mineiro. 3 x 0.

Geração playstation e o futebol brasileiro

Antes da Copa começar, se você estivesse almoçando e sentassem na mesa ao lado Luiz Gustavo, Maxwell e Fernandinho, você reconheceria os três? Confesso que mesmo me considerando um fanático pelo futebol eu não teria reconhecido nenhum deles.

Mas não me surpreenderia se adolescentes de 8 a 16 anos soubessem destes jogadores e até falassem com propriedades de outros menos conhecidos antes da Copa, mas que jogam em grandes ligas da Europa.

Muitos destes jovens são fissurados em jogos como Fifa e PES (eu mesmo sou fã do Fifa). Mas enquanto eu gosto de jogar com times brasileiros, vejo meus primos e sobrinhos jogando com Barça, Real Madrid, Bayern e afins.

Por isto ao ver um jogo do campeonato Espanhol, Inglês, Alemão ou jogos da Uefa ou Liga dos Campeões muitas vezes os nomes para eles são familiares. Sabem onde joga, como joga, qualidades e defeitos.

Ah, eles estão errados, deveriam valorizar primeiro o futebol brasileiro. Será?

Vamos à Copa. É notório que o nível técnico deste ano foi excepcional. E aí eu pergunto. Quantos destes jogadores estão em gramados brasileiros?

Adicionamos uma variável nesta equação. Quantos técnicos inovadores tempos? Hoje o esquema da moda é o 4-2-3-1 que muitos clubes no Brasil usam. Vocês viram este esquema na Copa do Mundo? Não, o que vimos foram vários esquemas, times mudando de acordo com o adversário e com mudanças ao longo da partida, muitas vezes apenas com jogadores trocando de posição.

A Copa e o desempenho da seleção brasileira na competição apenas evidenciaram a diferença técnica e tática que temos do Brasil para a Europa, quase como se praticássemos outro esporte.

A minha esperança é que pelo menos os jovens técnicos tenham aprendido algo com a Copa e que no Brasileirão possamos ver mudanças táticas significativas. É um primeiro passo em busca do resgate do futebol. Usando o exemplo de Pep Guardiola, que mudou a forma de jogar tanto do Barcelona como do Bayern. Não por acaso , clubes que foram base dos últimos campeões mundiais.

Primeiro de muitos que precisam acontecer para que num futuro possamos ter um futebol qualificado, que possa nos colocar num patamar de excelência pelo menos na América do Sul. Difícil sim, mas não impossível.

Tetra mais que merecido. Parabéns a Alemanha

Alemanha e Argentina chegaram com todos os méritos até a final da Copa de 2014. Di Maria acabou fora da partida e Khedira sentiu no aquecimento.

Desfalques importantes para os dois lados, principalmente do volante alemão.

Um primeiro tempo com chances para os dois lados. A Alemanha com seu toque de bola e força coletiva enquanto que a Argentina aparecia com perigo em lances pela direita, com Messi achando espaços por este setor.

Destaque para um gol perdido de HIguain depois de uma bobeada de Kroos (irreconhecível em campo).

Algo que mudou o jogo foi a saída de Kramer (volante que entrou no lugar de Khedira) para a entrada de Schürrle. COm isso o time alemão ficou com um meio de campo sem volantes de ofício, dando espaços na defesa, mas aumentando seu poder ofensivo.

No segundo tempo isto ficou claro. Alguns lampejos de Messi é verdade, mas sem ter o “respaldo” dos demais homens de frente hermanos.

Já a Alemanha começou a criar lances, a dominar o jogo e se destacar também fisicamente. Mas na Copa das Copas tivemos um empate no tempo normal.

Prorrogação e a dúvida sobre qual time lidaria melhor com a pressão e estaria mais “inteiro”. Erros de passes, falhas de marcação, algumas entradas mais fortes, mostrando que o cansaço era presente em ambas as seleções.

Mas quando parecia que o título seria decidido nas penalidades, rápido ataque alemão e Gotze livre na área dominou e finalizou sem chances para Romero. Gol da Alemanha, gol do título.

A Argentina desmoronou depois do gol. Lágrimas eram percebidas nos olhos de Messi que ainda tentava tirar um coelho da cartola, mas terá que se contentar com o título (não merecido) de melhor jogador da Copa.

Parabéns a Alemanha, tetracampeã com um time que deu espetáculo, que procurou o jogo, soube respeitar seus adversários. Time que entra para a história com duas goleadas inesquecíveis (Portugal e Brasil) e que deixará saudades nos brasileiros.

Deu a lógica em Brasília.

Aos trancos e barrancos a seleção Brasileira chegou até a semifinal, onde sofremos o vexame já comentado aqui. Hoje encaramos a seleção holandesa, favorita frente a nós e em campo deu a lógica.

Sofremos mais uma derrota, desta vez por 3 x 0, que foi construída sem grandes dificuldades pelo time de Robben e cia.

A Holanda saí da Copa invicta , com um terceiro lugar que merece ser valorizado.

Já o Brasil termina a Copa de forma decepcionante, com o agravante de perceber Felipão e Parreira em outra órbita. Declarações arrogantes, estragando uma carreira vitoriosa com uma campanha vexatória.

Ao invés de assumir seus erros, preferiu valorizar a Copa das Confederações, tentando isolar as goleadas e falta do futebol da seleção.

A comissão técnica termina a Copa como símbolo do nosso futebol. Futebol este que queremos que seja remodelado a partir de agora.

Força coletiva x valor individual

Domingo chegamos ao fim da Copa de 2014, uma das melhores (se não a melhor) tecnicamente falando.

E a final no Maracanã reunirá duas escolas distintas. De um lado uma Argentina que chegou recheada de desconfiança, principalmente no setor defensivo, mas que foi bem armada por Sabella.

Messi foi o grande nome na fase de classificação (enquanto o técnico procurava ajustar o esquema tático) e junto com Di Maria foi o responsável pelos gols e jogadas ofensivas do time. A medida que a competição foi avançado os ajustes “finos” foram feitos.

Hoje a defesa não preocupa. Di Maria deve voltar na final e Messi (apesar da queda de desempenho na fase de mata-mata) é um jogador perigoso e que pode decidir um jogo em um lance. É um time com chances reais de título.

O “problema” esta no seu adversário. A Alemanha chegou a Copa como uma das favoritas e não foi a toa. O futebol apresentado pela seleção está em uma evolução desde a perda do título em 2002. Investimentos e reformulação do futebol como um todo.

O resultado disto é uma seleção que tem como destaque Thomas Mueller, mas ao analisar cada um dos jogadores fica evidente a qualidade técnica de cada jogador. Coletivamente um time muito forte, com várias opções de jogo, tanto com mudanças de posicionamento dos jogadores como nas opções de banco.

A Argentina não pode ser menosprezada. É um time que chegou com méritos a final e deve exercer uma forte marcação em cima do time europeu, mas a Alemanha é franca favorita e pelo conjunto do time deve levar o título neste domingo.

A humildade (ou a falta dela)

Ainda falando da Copa de 2014 e do que podemos aprender com o histórico 08 de julho de 2014.

Levamos uma goleada de 7 x 1 certo? Quantos dribles “improdutivos” vocês viram do lado alemão? Rolinhos, chapéus ou mesmo toques de lado, colocando o Brasil “na roda”?

Não, eles respeitaram o Brasil. jogaram sério o tempo todo. Agora pensem, se fosse o Brasil na situação contrária? Neymar teria feito várias firulas, com 3 x 0 era capaz de termos parado de buscar o ataque ao invés de resolver a partida de uma vez. De uma forma geral, preferimos “humilhar” o adversário e achar graça nisso.

Após o jogo tomaram o cuidado nas entrevistas para não terem declarações que pudessem ser interpretadas erroneamente. Podolski ainda postou um texto elogiando o futebol brasileiro e o país.

Já o lado “perdedor” mostra uma postura arrogante. Jogadores dizendo que não foi vexame. Comissão técnica com uma “coletiva” ridícula , com pérolas como tempo de treinamento, tanto faz perder de 1 ou de 7. Isso para não falar o pré-Copa (como Parreira dizendo que a CBF é o Brasil que deu certo). O mínimo que eles poderia fazer era assumir que erraram. Ponto.

Parreira e Felipão são ultrapassados. Currículo vitorioso? Demais, temos duas Copas conquistadas com eles e bons trabalhos em clubes. Mas se fosse por histórico, a seleção teria que ter Pelé entre os convocados sempre, não?

Eles foram vitoriosos, mas infelizmente não souberam se reciclar. Inovar.

A torcida é que esta derrota vexatória sirva de estopim para mudanças. Para inovação no futebol como um todo. Clubes, dirigentes, jogadores, técnicos.

Para quem sabe num futuro possamos novamente sermos reconhecidos como o país do futebol. Porque hoje temos que ter humildade e reconhecer que estamos em um patamar muito abaixo de outras seleções e ligas pelo mundo afora.

Reconhecer os erros é o primeiro passo para melhorar.

Romero brilha e a Argentina está na final da Copa de 2014

A semifinal finalizada minutos atrás na Arena Corinthians reuniu Holanda e Argentina. Eu acreditava que o time laranja seria melhor e o ataque levaria a melhor em cima de uma antes contestada defesa hermana.

Digo antes porque Sabella montou um esquema que me obriga a pedir desculpas. Mascherano fez uma partida espetacular, com desarmes vitais para manter o empate e foi o melhor em campo.

O jogo em si foi morno, com destaques para lances dos principais jogadores de ambos os times no segundo tempo e prorrogação. Robben quando caiu para as pontas deu o trabalho de sempre, mostrando porque é um dos melhores jogadores, enquanto que Messi assumiu a responsabilidade para criar jogadas de perigo pelo lado azul.

Mas na prática tivemos um jogo de muita marcação e equilíbrio dos dois lados, com nível técnico inferior ao da primeira partida.

Com o empate no tempo normal e na prorrogação a decisão foi para as penalidades e brilhou a estrela de Romero, que defendeu duas cobranças e garantiu o time na final.

Agora a Holanda encara o Brasil, com físico mais desgastado, mas com o lado emocional melhor (já que perdeu a vaga apenas nas penalidades) ao passo que a Argentina terá problemas no domingo frente a Alemanha e novamente deverá apostar num jogo de contra-ataques focados em Messi.

Copyright © All Rights Reserved · Green Hope Theme by Sivan & schiy · Proudly powered by WordPress

%d blogueiros gostam disto: