Quem será a Lusa deste ano?

Quase um ano se passou desde que tivemos o caso do jogador Heverton pela Lusa, que culminou na permanência do Fluminense na série A e rebaixamento da Portuguesa.

Era fácil ter evitado isto. Sistema simples online e todos os interessados saberiam facilmente quem pode ou quem não pode ser escalado. Investimento alto? Provavelmente não. E mesmo que fosse, acho que a CBF tem verba disponível para esta aquisição.

Mas a federação brasileira continua sem se importar. Os clubes infelizmente agem de forma egoísta. Reclamam quando o problema é com eles, mas não estão nem aí quando o problema é com seu rival.

Seria mais fácil pedir uma mudança em conjunto, mas o ego, orgulho e rabo preso falam mais alto.

O que garante que o mesmo não vai acontecer este ano? Já tivemos o caso do Criciúma na série A e do Brasília que perdeu o título (pelo menos temporariamente), mesmo com provas que a falha foi da CBF. Se fosse dirigente, contrataria alguém só para validar quem está ou não apto para o jogo.

A esperança é que o movimento do Bom Senso consiga a força necessária para mudanças, porque se dependesse dos dirigentes ainda estaríamos com a convicção de que a Terra é redonda.

Delorean saindo da garagem?

Dunga na seleção? Já comecei a pensar no skate que flutua sob a água.
Luxa no Flamengo? Hum, anotar o telefone do Doc Brown.
Felipão no Grêmio? Se prepara McFly!

Para quem é mais novo, talvez não tenha entendido as referências ao filme “De Volta para o Futuro”. E com aquela sensação do vilão estar ganhando.

Entendo que existam os defensores dos 3 técnicos acima. Reconheço que tiveram conquistas importantes, principalmente os dois últimos.

Posso estar errado, mas o que vejo é uma enorme chance dos 3 derrubarem ainda mais seu prestígio, principalmente Luxa e Felipão.

Luxa não encaixa um “pojeto” bom há anos. Felipão então, temos recente na memória o fracasso com F maiúsculo. OK, os gremistas estão empolgados com a vinda do treinador (mesmo não entendendo como Enderson foi demitido do comando mesmo realizando um bom trabalho – mais de 60% de aproveitamento e com o time em boa posição na tabela).

Posso me queimar com os 3 nomes citados no começo do técnico, mas infelizmente acredito que eles devem trazer mais decepções do que alegrias. Esperar para ver.

Petros e Pato. Diferença entre reforço e contratação

Petros e Pato. Em comum apenas a letra “P” e terem sido contratados pelo Corinthians.

Petros fez um ótimo campeonato paulista pela Penapolense e chamou atenção dos times grandes e foi contratado pelo Corinthians (que nos últimos anos tem um histórico de apostas certeiras em volantes para seu meio de campo) enquanto que Pato veio com status de estrela, em contratação milionária e em pouco tempo deixou de ser um jogador “nível seleção brasileira” para se tornar reserva de Ademilson no São Paulo.

Pensando apenas em questão de nome era esperado muito mais de Pato do que de Petros, isto é óbvio.

Só que em pouco tempo ele conquistou a titularidade no time e se tornou um dos principais jogadores do time. Hoje o meio de campo do Corinthians permite ao Mano Menezes escalar um time forte na defesa e com qualidade no setor ofensivo.

A presença de Petros no meio inclusive foi responsável por um ganho técnico dos demais companheiros (Ralf, Elias e Jadson). Já Pato “obrigou” Tite e Muricy a armarem times para que ele pudesse jogar. Começo promissor em ambos e depois virando um problema a ser administrador.

Petros é um jogador que hoje qualificaria qualquer elenco no Brasil. Reforço que agradaria qualquer treinador. Pato (caso fosse contratado por algum clube) chegaria com status de contratação “de peso” e a esperança que ele voltasse a jogar no mesmo nível e intensidade que na época de Inter e Milan.

Petros hoje é reforço que chegaria para acertar um meio de campo. Pato? Caminha para se tornar um ex-jogador em atividade.

Palpites para 12º rodada

Olá leitores do Planeta Gol.

Semana passada deixei de postar os palpites da 11º rodada, depois de palpites pífios na 10º rodada (apenas dois acertos em 9).

Desempenho péssimo, mas vamos lá palpitar de novo:

Santos x Chapecoense – Santos vence na Vila – 2 x 0;Primeiro acerto.
Cruzeiro x Figueirense – Vitória fácil do time mineiro – 3 x 0;Segundo acerto.
Criciúma x Vitória – Jogo complicado para ambos. Empate em 1 x 1;Primeiro erro em ótima vitória baiana fora de casa.
Bahia x Internacional – Bahia vem acumulando resultados ruins. Deve manter o mesmo nesta rodada. 2 x 1 Inter;Terceiro acerto, mas graças a falha de Marcelo Lomba.
Sport x Atlético-MG – Galo ainda não deve estar com foco no Brasileirão. Sport leva a melhor. 1 x 0;Quarto acerto e o Galo reocupando sua torcida.
Corinthians x Palmeiras – Clássico na Arena Corinthians com o mandante ligeiramente favorito. 2 x 1 Corinthians;Quinto acerto.
Atlético-PR x Fluminense – Empate na arena da baixada. 2 x 2;Importante vitória carioca fora de casa.
Goiás x São Paulo – Estreia de Kaká deve render os 3 pontos para o São Paulo. 2 x 0;Goiás estragou a estreia de Kaká.
Flamengo x Botafogo – Mais uma estreia (Luxemburgo). Empate no RJ. 1 x 1;Luxa estreou com vitória. Sinal de melhoras?
Grêmio x Coritiba – Vitória tranquila do time gaúcho. 3 x 1.Grêmio derrotado em casa em resultado que custou o cargo de Enderson Moreira;

50% de acertos nesta rodada.

Fim das “férias” de Luxa.

Ney Franco não resistiu a falta de resultados e foi demitido do comando do Flamengo e o time carioca tirou Luxemburgo das suas “férias”.

Luxa foi um técnico que sempre admirei. Capaz de motivar seus jogadores, conhecedor de tática e estudioso do futebol.

Ocorre que ainda nos seus trabalhos vitoriosos o técnico pecou por querer ter o papel de “Manager”. Enquanto estava dando resultados esta postura era aceita. Conforme os resultados deixaram de aparecer a moral e poderes do técnico foram sumindo na mesma proporção.

O tempo sem treinar nenhum clube somado ao tempo em que o técnico não apresenta um trabalho consistente fazem com sua chegada no Flamengo seja uma aposta de risco. Da mesma forma que para o técnico trata-se de uma aposta arriscada, visto que encara um time na lanterna do campeonato e com elenco limitadíssimo.

Uma temporada que deve ser histórica para ambos. Redenção de treinador e clube ou então fechar uma temporada desastrosa do time carioca e “descobrir” que Luxa é um ex-treinador.

Agora é aguardar. E ver o resultado.

Era Dunga de volta

E as esperanças de mudanças no futebol brasileiro perdem força com a confirmação da volta de Dunga ao comando técnico da seleção brasileira.

Ele assume com várias ressalvas e um índice de rejeição alto, em boa parte por conta dos problemas anteriores com a rede Globo.

Coloque nesta conta o fato de Tite (um nome que venceu tudo que disputou nos últimos anos) estar disponível e ser preterido e temos um cenário ainda pior para Dunga.

Por querer mudanças no futebol ele não seria a minha escolha. Sendo sincero, teria dúvidas até sobre a escolha de Tite, por conta de ser um treinador que tem histórico de times que privilegiam a defesa.

O problema é que outros técnicos estrangeiros e segundo dizem alguns brasileiros foram convidados e rejeitaram a proposta.

Agora é esperar a primeira convocação e torcer para que o técnico queime minha língua. Mas neste momento acredito que o técnico deve ter vida curta na CBF.

Cruzeiro e Flamengo evidenciam dois extremos.

Faltam muitas rodadas para o término do primeiro turno do Brasileirão, mas é interessante ver alguns times que estão procurando valorizar a posse de bola e jogadas trabalhadas.

E mais uma vez o Cruzeiro mostra a importância de planejamento em um campeonato de pontos corridos. Não é atoa que novamente o time apresenta um futebol sólido e se qualifica como um dos favoritos mais uma vez.

5 pontos de vantagem para o vice-líder e com um elenco montado com peças pontuais, trazendo jogadores que em outros times eram “refugos” e hoje são importantes e teriam vaga na maioria dos times grandes do Brasil.

Na contramão temos o Flamengo que mostra uma “regularidade”. Apenas uma vitória no campeonato e sofrendo uma goleada de 4 x 0 para o Internacional, com direito a agressões ao lateral André Santos.

Da mesma forma que o Cruzeiro tem boas campanhas nos pontos corridos, o Flamengo também tem um histórico de problemas na competição por conta da falta de planejamento.

Ney Franco (até o momento) continua no cargo. Mas até quando?

Cruzeiro e Flamengo. Exemplos de como montar (ou não) elencos para competição que premia os melhores.

Volta do Brasileirão e dos palpites do Planeta Gol

E terminaram as férias dos clubes brasileiros. Hoje voltamos a “programação normal” com o início do Brasileirão e vamos ver como os clubes aproveitaram esta parada, principalmente com relação a possíveis mudanças táticas e dos reforços contratados.

Aproveitando a volta do campeonato, volto também com os palpites rodada a rodada.

Vamos lá?

Sport x Botafogo – Time carioca começa bem neste retorno. 2 x 0 Botafogo;
Coritiba x Figueirense – Sem zebra em casa para o Coxa. 3 x 0;
Grêmio x Goiás – Vitória tranquila do Grêmio. 2 x 0;
Flamengo x Atlético-PR – Duelo que pode ser complicado para o time carioca. Arrisco empate em 1 x 1;
Bahia x São Paulo – Primeiro teste do “novo” time do SP, mas ainda sem Kaká e com Pato no banco. Mesmo assim acho que dá vitória do time paulista.2 x 1;
Criciúma x Fluminense – Time carioca leva a melhor, mesmo fora de casa. 2 x 0;
Corinthians x Internacional – Acredito que o time paulista tropece novamente em casa. 1 x 1;
Santos x Palmeiras – Clássico da rodada. Jogo deve ser disputado. Arrisco empate em 2 x 2;
Cruzeiro x Vitória – Mais uma vitória do time mineiro. 3 x 0.

Geração playstation e o futebol brasileiro

Antes da Copa começar, se você estivesse almoçando e sentassem na mesa ao lado Luiz Gustavo, Maxwell e Fernandinho, você reconheceria os três? Confesso que mesmo me considerando um fanático pelo futebol eu não teria reconhecido nenhum deles.

Mas não me surpreenderia se adolescentes de 8 a 16 anos soubessem destes jogadores e até falassem com propriedades de outros menos conhecidos antes da Copa, mas que jogam em grandes ligas da Europa.

Muitos destes jovens são fissurados em jogos como Fifa e PES (eu mesmo sou fã do Fifa). Mas enquanto eu gosto de jogar com times brasileiros, vejo meus primos e sobrinhos jogando com Barça, Real Madrid, Bayern e afins.

Por isto ao ver um jogo do campeonato Espanhol, Inglês, Alemão ou jogos da Uefa ou Liga dos Campeões muitas vezes os nomes para eles são familiares. Sabem onde joga, como joga, qualidades e defeitos.

Ah, eles estão errados, deveriam valorizar primeiro o futebol brasileiro. Será?

Vamos à Copa. É notório que o nível técnico deste ano foi excepcional. E aí eu pergunto. Quantos destes jogadores estão em gramados brasileiros?

Adicionamos uma variável nesta equação. Quantos técnicos inovadores tempos? Hoje o esquema da moda é o 4-2-3-1 que muitos clubes no Brasil usam. Vocês viram este esquema na Copa do Mundo? Não, o que vimos foram vários esquemas, times mudando de acordo com o adversário e com mudanças ao longo da partida, muitas vezes apenas com jogadores trocando de posição.

A Copa e o desempenho da seleção brasileira na competição apenas evidenciaram a diferença técnica e tática que temos do Brasil para a Europa, quase como se praticássemos outro esporte.

A minha esperança é que pelo menos os jovens técnicos tenham aprendido algo com a Copa e que no Brasileirão possamos ver mudanças táticas significativas. É um primeiro passo em busca do resgate do futebol. Usando o exemplo de Pep Guardiola, que mudou a forma de jogar tanto do Barcelona como do Bayern. Não por acaso , clubes que foram base dos últimos campeões mundiais.

Primeiro de muitos que precisam acontecer para que num futuro possamos ter um futebol qualificado, que possa nos colocar num patamar de excelência pelo menos na América do Sul. Difícil sim, mas não impossível.

Tetra mais que merecido. Parabéns a Alemanha

Alemanha e Argentina chegaram com todos os méritos até a final da Copa de 2014. Di Maria acabou fora da partida e Khedira sentiu no aquecimento.

Desfalques importantes para os dois lados, principalmente do volante alemão.

Um primeiro tempo com chances para os dois lados. A Alemanha com seu toque de bola e força coletiva enquanto que a Argentina aparecia com perigo em lances pela direita, com Messi achando espaços por este setor.

Destaque para um gol perdido de HIguain depois de uma bobeada de Kroos (irreconhecível em campo).

Algo que mudou o jogo foi a saída de Kramer (volante que entrou no lugar de Khedira) para a entrada de Schürrle. COm isso o time alemão ficou com um meio de campo sem volantes de ofício, dando espaços na defesa, mas aumentando seu poder ofensivo.

No segundo tempo isto ficou claro. Alguns lampejos de Messi é verdade, mas sem ter o “respaldo” dos demais homens de frente hermanos.

Já a Alemanha começou a criar lances, a dominar o jogo e se destacar também fisicamente. Mas na Copa das Copas tivemos um empate no tempo normal.

Prorrogação e a dúvida sobre qual time lidaria melhor com a pressão e estaria mais “inteiro”. Erros de passes, falhas de marcação, algumas entradas mais fortes, mostrando que o cansaço era presente em ambas as seleções.

Mas quando parecia que o título seria decidido nas penalidades, rápido ataque alemão e Gotze livre na área dominou e finalizou sem chances para Romero. Gol da Alemanha, gol do título.

A Argentina desmoronou depois do gol. Lágrimas eram percebidas nos olhos de Messi que ainda tentava tirar um coelho da cartola, mas terá que se contentar com o título (não merecido) de melhor jogador da Copa.

Parabéns a Alemanha, tetracampeã com um time que deu espetáculo, que procurou o jogo, soube respeitar seus adversários. Time que entra para a história com duas goleadas inesquecíveis (Portugal e Brasil) e que deixará saudades nos brasileiros.

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