Gangorra do Brasileirão. Palmeiras é o ponto fora da curva, mas título ainda está em aberto

O segundo turno do campeonato Brasileiro está quebrando diversos prognósticos na ponta da tabela. Achei que o São Paulo seria campeão, depois achei que o Flamengo estava fora da disputa do título.

O que surpreende é a campanha do Palmeiras em duas frentes. Felipão está com uma sequencia de resultados que fizeram o time não só assumir a liderança, como já abrir vantagem frente adversários importantes, mesmo mesclando jogadores para se manter vivo no Brasileiro e na Libertadores. Méritos para o treinador, que consegue manter o elenco focado e recuperou jogadores em baixa, Dudu e Lucas Limas nem de perto lembram as atuações que tinham com Roger. Gustavo López vem sendo uma grata surpresa na zaga e Deyverson vem aparecendo como herói improvável, com gols importantes. Campanha digna de elogios, com vitórias em confrontos diretos. Vencer o Grêmio neste fim de semana deixa o time de Renato Gaúcho apenas focado na Libertadores, com um adversário a menos na luta pelo título.

A campanha alviverde só não é melhor por conta do que os adversários estão fazendo. O Internacional faz a melhor campanha de um time que subiu da série B e faz algum tempo se firmou na luta pelo título. A virada frente o São Paulo em casa é digna de elogios. Em que pese a má fase do time paulista (falo mais a respeito abaixo), vimos o time gaúcho com postura de quem realmente quer o título, ganhando de um adversário direto, mantendo a diferença de três pontos para o líder.

Provando que em alguns momentos a mudança de comando técnico é válida, o Flamengo mostrou que colocar Dorival foi uma decisão acertada. Arrisco dizer que o rubro negro estaria na final da Copa do Brasil se a troca tivesse sido antecipada. Mesmo com desfalques, o time carioca voltou a subir na tabela, graças a atuações convincentes de Paquetá e Vitinho nos últimos jogos. A confiança voltou ao elenco e o técnico está encontrando soluções. O 3 x 0 frente o Fluminense foi convincente e tendo o confronto direto com o Palmeiras pode embolar de vez a disputa do título de 2018.

A decepção fica por conta do São Paulo. O time sofre com queda técnica dos principais jogadores do elenco (Nenê e Diego Souza), sofre com lesões de jogadores importantes e o elenco não conta com peças de reposição que permitem manter o time competitivo. Mais de um mês sem vencer no campeonato fez o time despencar na tabela. Perder para adversários diretos (Palmeiras e Internacional) fez o time cair para a quarta posição da tabela, com 7 pontos de diferença para o líder.

Para não ficar em cima do muro, acredito que pela campanha, elenco e resultados recentes, a luta fica entre os três primeiros, sendo que o Palmeiras terá na semana que vem uma sequencia que poderá complicar o time nas duas frentes (semifinal da Libertadores e o jogo contra o Flamengo). O time pode manter a ótima fase e frear a recuperação carioca ou ter o Flamengo mais que vivo na competição e precisar motivar o elenco em apenas uma competição.

Copa do Brasil pode ser decidida amanhã

Cruzeiro e Corinthians se enfrentam no Mineirão no primeiro jogo da final da Copa do Brasil em uma final improvável. O time mineiro era um dos cotados para títulos importantes neste ano e por conta disso é o favorito neste duelo. Já o time paulista chega como azarão para este duelo, por conta do desmanche que foi feito ao longo deste ano.

Tecnicamente, o time do Cruzeiro é superior ao Corinthians e o primeiro jogo pode decidir o título. O Corinthians se superou no duelo contra o Flamengo (onde também era a zebra) e depois de uma retranca no Rio, conseguiu sua classificação graças também a força da sua torcida em casa. Mas não vejo o time de Jair com condições de reverter um placar desfavorável. Uma derrota por dois gols de diferença, ao meu ver, já decidiria o título a favor do Cruzeiro.

O problema é o fato do time de Mano ter uma sequencia de resultados ruins em casa nos duelos decisivos. do Brasil. Os problemas enfrentados contra Santos, Palmeiras e Boca Juniors mostram que o time encontra problemas quando o time precisa propor o jogo. Sem Arrascaeta, o técnico sabe que precisará mudar seu esquema de jogo e tentar fazer o resultado no jogo de ida. Com o estádio lotado, o time deverá se lançar ao ataque , fugindo das suas características.

Do outro lado a chance da decisão ficar em aberto reside em Jair conseguir que seu time repita o que fez nos jogos contra o Flamengo pela Copa do Brasil. Um empate ou mesmo uma derrota por um gol de diferença deixa a decisão em aberto para o jogo de volta. E duvido que o time repita a má atuação que teve na última sexta contra o Flamengo.

Não espero um jogo técnico, mas deve ser um jogo emocionante. E arrisco que os goleiros terão papel importante nas duas finais. Heróis ou vilões? Só o tempo dirá.

Palmeiras firme na ponta. Rumo ao título?

Desde 2002 o Palmeiras não sabia o que era vencer seu rival São Paulo no Morumbi (em jogos válidos pelo campeonato Brasileiro). E o tabu foi encerrado com grande estilo, com uma vitória incontestável que mantém o time de Scolari em alta e confirma a má fase do time de Aguirre.

O Alviverde mostrou que o “time do Brasileiro” é bem capaz de manter o time com todas as chances de conquistar um título que antes parecia improvável, boa parte disso por conta da queda do Tricolor paulista nos últimos jogos, que perdeu a liderança e hoje já começa a ver até a vaga no G4 ameaçada. O duelo direto, que poderia colocar o São Paulo nos eixos, foi um jogo preocupante para os torcedores.

O fato de contar com desfalques não pode ser usado como parâmetro para esta partida. Não por acaso, o técnico Aguirre já começou a ouvir as primeiras críticas no comando do time. Boa parte disso pelo fato de contar com semanas livres (já que o time disputa apenas o Brasileirão) e por “invenções” que não estão dando certo nos últimos jogos. As escolhas por Rodrigo Caio e as improvisações de laterais no ataque (Bruno Peres e Reinaldo) não deram certo nos últimos jogos. Para piorar, o goleiro (bancado pelo técnico) não inspira confiança e poderia ter sido expulso logo no começo do jogo no Morumbi.

Do outro lado, vemos uma arrancada digna de elogios. A confiança dos jogadores impressiona. Deyverson, mesmo com todo seu comportamento que pode custar caro, está aparecendo de forma improvável com gols importantes e não podemos deixar de citar que Gustavo Gomez está sendo uma surpresa na zaga, até fazendo por merecer ser testado no “time da Libertadores”. O 2 x 0 no Morumbi foi pouco, pensando no que o Palmeiras criou e pela má partida do São Paulo.

Matematicamente não se pode descartar o São Paulo da luta, mas um tropeço na próxima rodada (frente o Internacional) pode tirar de vez o time da disputa. Já o Palmeiras tem uma chance de ouro na próxima rodada, já que é bem provável que o Grêmio entre com um time misto ou reserva e com isso abrir vantagem na liderança na fase decisiva do campeonato.

Brasil x Argentina – Libertadores com semifinais pesadas

Torneios no formato da Libertadores costumam ter zebras que surpreendem ao longo da competição. Times que surpreendem, mostram qualidades e avançam com méritos. Mas não tem varal que resista ao peso das camisas dos semifinalistas deste ano. De um lado River x Grêmio, do outro Boca x Palmeiras. Times com história, que não chegaram entre os quatro melhores da América do Sul por acaso. Times copeiros, que já mostraram saber jogar competições de mata-mata.

Esqueça arbitragem e lambanças da Conmebol (por mais que seja difícil). Com o foco nas quatro linhas, não temos favorito ou zebra para os finalistas. Pelo lado argentino, gostei do que o River mostrou na competição até agora e a forma como o time superou o Independiente nas quartas faz com seja possível ver um time técnico, com muita qualidade ofensiva e uma defesa sólida. O Boca por sua vez aproveitou muito bem a parada da Copa. Esqueça o time da fase de grupos. Os reforços que chegaram mudaram o time. A arbitragem deu uma força para o time no duelo contra o Cruzeiro, mas na bola o time fez por merecer a classificação. Venceu de forma merecida na Argentina e por pouco não venceu no Brasil. Resta saber se o clube vai conseguir contratar um goleiro para as semis (com Rossi no gol, as chances caem drasticamente).

Do lado brasileiro, temos um Grêmio forte em busca do bicampeonato. Renato Gaúcho mostra que é um dos melhores técnicos brasileiros desde o ano passado e comanda um time que conta um goleiro que dispensa comentários e um miolo de zaga de respeito. A saída de Arthur não abalou o time e no ataque Everton vem fazendo a diferença. O ponto de atenção fica por conta do que o time fez nos duelos de volta. Depois de bons resultados fora de casa, o time gaúcho passou por sufocos desnecessários nos jogos de volta em casa. Contra o River isso pode ser fatal.

E o Palmeiras conta com Felipão. Um técnico com história na Libertadores e que esta fazendo quem era contra sua volta (e me incluo nesta conta) ter que dar o braço a torcer. E que mudou o time. É nítido que a confiança nas mãos de Scolari é outra. Recuperou jogadores que estavam em baixa com Roger e está sabendo mesclar o time nas duas competições em disputa, algo que minimiza a guerra de egos em um elenco e fortalece a energia do grupo, algo essencial para lutar por um título dessa grandeza. Só não pode usar como parâmetro os jogos que fez contra o Boca Juniors na fase de grupos.

Retranca alvinegra segura o ataque rubro-negro no RJ

Com menos de uma semana de trabalho, Jair sabia que precisava deixar a decisão das semifinais em aberto. Encarar o Flamengo de “peito aberto” seria suicídio. Mais na base da conversa do que de treinos, o técnico não teve medo ou vergonha de armar um ferrolho na defesa, em clara intenção de arrancar um empate no RJ. A escalação com três volantes fez com que a meta fosse alcançada. Cássio teve que trabalhar, é verdade, mas no geral o esquema defensivo trabalhou bem. O Flamengo teve maior posse de bola, mas salvo lampejos de Diego e Everton Ribeiro, o time não traduziu isso em chances claras.

No primeiro tempo, uma falha de Paquetá e uma tabela de Clayson e Douglas quase deram o primeiro gol para o Corinthians. No segundo, tivemos quase que 45 minutos de jogo só de um lado do campo. Os 11 do Corinthians da defesa e até os zagueiros rubro-negros tentando algo no ataque. O time paulista abdicou do ataque, principalmente por falta de apoio dos laterais (Fagner longe das melhores condições e Avelar sem confiança) e uma atuação ruim de Romero, que errou diversos passes no jogo todo.

A pressão carioca no começo do jogo foi um grande teste para o Corinthians, até por saber que Barbieri não goza de prestígio com a torcida. Os cantos de apoio foram alternados com vaias para alguns jogadores (Paquetá ainda muito visado). E a medida que os minutos passavam na segunda etapa, o som de insatisfação se fazia presente. Vitinho e Uribe saíram vaiados e ao fim do jogo a torcida deixou claro toda a revolta com o placar.

Os jogadores do Corinthians terminaram a partida contentes com o fato de terem conseguido o resultado de empate, que inclusive foi importante para começar a recuperar a confiança do time (bem abalada pelos últimos resultados). Já para o Flamengo o resultado preocupa e não ajuda em nada a situação do seu atual treinador. Arrisco dizer que são grandes as chances que ele não esteja na Arena Corinthians para o jogo da volta.

Sobre a vaga na final, o duelo esta totalmente em aberto. Jair pelo menos sabe que terá algum tempo para conhecer e treinar o elenco e achar alternativas ofensivas para o jogo da volta.

Equilíbrio entre os Palestras. Rubro-negro com ligeira vantagem. Hoje começam as semifinais da Copa do Brasil

Nesta quarta-feira começam os duelos de ida pela Copa do Brasil, para decidir os dois finalistas na competição que por conta da sua alta premiação em 2018, virou o pote de ouro no final do arco-íris para muitos clubes brasileiros. Dois paulistas, um mineiro e um carioca lutando por um título importante e a vaga na Libertadores de 2019.

Em São Paulo, no Allianz Parque, Palmeiras e Cruzeiro se enfrentam em pé de igualdade. Em que pese derrotas nos duelos frente Flamengo (Libertadores) e Santos (Copa do Brasil) nos jogos de volta, o time mineiro chegou com méritos as semifinais, contando com uma defesa sólida, comandada por Fábio e Dedé (em grande temporada). Já o Palmeiras vem em crescente nos jogos recentes e é outro time nas mãos de Felipão, com uma defesa difícil de ser vazada, independente dos nomes da zaga e um ataque perigoso, principalmente por conta do crescimento de Dudu após a mudança de técnico. Pela postura dos técnicos, devemos ter um jogo interessante em terras paulistas, com forte marcação dos dois lados e com a vaga ficando em aberto para o jogo da volta.

Já no Rio de Janeiro, o duelo entre os clubes de maior torcida poderia ter colocado frente a frente dois técnicos na corda bamba, mas Loss não aguentou a pressão. Jair Ventura dá sinais de que o foco para hoje será fechar a defesa, apostar no gramado ruim do Maracanã (algo impossível de engolir ao se pensar no nosso templo do futebol) e comemorar caso consiga um empate fora de casa. Barbieri por outro lado, sabe que o rival entra como azarão neste duelo, já que hoje o time titular do Flamengo é melhor que o alvinegro paulista, mas o técnico amarga a eliminação da Libertadores e a queda no Brasileirão. A perda da liderança veio com uma queda técnica que causa reclamações da torcida e uma eliminação deve custar o cargo do treinador. Infelizmente, acredito que o Maracanã deve presenciar um jogo de fraco nível técnico, e o favoritismo do Flamengo deve ser prejudicado.

Meus palpites para hoje são de vitórias magras dos mandantes. 1 x 0 Palmeiras / 1 x 0 Flamengo.

Clássico evidencia diferença atual entre Corinthians e Palmeiras. Felipão em alta. Jair com muito trabalho pela frente

Não é preciso ser nenhum expert em futebol para entender que a distância entre Corinthians e Palmeiras é enorme neste segundo semestre. O alvinegro sofreu desmanche atrás de desmanche e uma hora esse preço seria cobrado. Com exceção de Cássio e Henrique, o time sofre com declínio de alguns jogadores que comandavam o time (Fagner, Gabriel, Jadson, Romero e Clayson), tem problemas com contratações que já chegaram jogando (Avelar e Douglas) e conta com diversas promessas que possuem potencial, mas precisariam entrar em um time já entrosado, sem pressão (casos de Pedro Henrique, Léo Santos, Mantuan, Vital e Pedrinho).

Já o alviverde se reinventou com Felipão, que está mostrando na prática que o elenco é o melhor do Brasil. Ao contrário do que muitos esperavam, o técnico recuperou diversos jogadores e não é mero acaso o fato que o Palmeiras está vivo nas três competições que disputa. Encostou nos líderes do Brasileiro e tem totais condições de avançar na Libertadores e Copa do Brasil. Hoje fica complicado afirmar quem é titular e quem é reserva neste time. Com exceção de Weverton e Dudu, ninguém tem cadeira cativa neste time. E o clube é quem ganha com isso. De forma improvável, temos Lucas Lima e Deyverson (tão contestado no ano passado) sendo importantes no crescimento do clube no Brasileiro.

O placar magro de 1 x 0 não traduz o que foi o clássico. Jair, que mal devia saber o nome de todos seus jogadores entrou com a clara intenção de arrancar um empate. Arrumar a defesa para voltar a recuperar a confiança do seu time. Já Scolari aproveitou o mal momento do rival e mesmo com um time reserva, fez o Palmeiras sufocar o rival na marcação, não dando espaço para nenhuma criação ofensiva do rival. E mexeu bem no time. Se no primeiro tempo o jogo deu sono, na segunda etapa vimos um time mandando na partida, sobrando em campo , graças principalmente a atuação de Dudu, que tomou conta do jogo no segundo tempo.

Elogios merecidos para Deyverson. Além do gol com faro de centroavante, ele participou de diversas jogadas ofensivas importantes. O lado negativo é que o jogador parece estar “dopado” pela boa fase e exagera em alguns momentos, como as simulações e as provocações. No clássico escapou de ser expulso (não por acaso, Felipão optou por substituir o mesmo na segunda etapa). E o temperamento faz com que ele tenha a proeza de estar suspenso em três competições distintas. O técnico ganha o elenco ao pontuar que o jogador precisa melhorar, mas sem exposição pública. Pode até ser que o Palmeiras não vença nenhum título este ano, mas o time tem uma postura totalmente diferente da época de Roger.

Jair, por outro lado, pode ter a sorte de um (improvável) título da Copa do Brasil caindo no seu colo. O problema é conseguir este feito sem tempo para treinar o time. Se repetir o bom desempenho defensivo no RJ e voltar para SP com um empate na bagagem, pode ter uma folga para preparar o time para o jogo de volta sem tanta pressão e conseguir a vaga na final, algo que não é improvável por conta da forma como o Flamengo oscila. Caso consiga, pode sim sonhar com o título e a importante premiação que o mesmo oferece nesta temporada.

Corinthians acerta ao fechar com Jair Ventura?

Sorte de campeão?

Para um time ser campeão , mesmo em um campeonato por pontos corridos, é preciso uma dose de sorte. E mesmo com quase o segundo turno inteiro pela frente, a impressão é que o São Paulo conta com esta sorte para conquistar o título brasileiro deste ano.

Sorte de dois rivais tropeçarem na rodada. O Internacional lamenta a oportunidade de encostar, mas o fato de ter encarado o Cruzeiro fora de casa faz com que o empate não seja um resultado ruim. Diferente do que ocorreu com o Flamengo, que mostra uma queda nas últimas rodadas e sofreu uma derrota em casa para o Ceará, em resultado que pressionada Barbieri.

A sorte tricolor se fez presente mesmo com o que ocorreu no jogo. Diego Souza foi no mínimo imprudente no primeiro tempo em lance onde foi expulso. Anderson Martins e Sidão protagonizaram o lance que gerou o gol contra e deixou o Fluminense na frente em gol contra do zagueiro. Mas mesmo com desfalques, mesmo em desvantagem no placar e mesmo com jogador a menos, o time não sofreu contra o Fluminense e conseguiu empate em lance que mostra a capacidade e sorte do treinador, com Régis não desistindo do lance e cruzando para cabeceio de Tréllez.

Não sou doido de já cravar o título do São Paulo, mas é inegável que o time paulista é o time a ser batido e está muito bem credenciado como um dos favoritos para vencer a competição deste ano.

Vexame no Pacaembu, sofrimento na Arena Grêmio

O Pacaembu teve mais uma história triste em eliminação pela Libertadores. Não digo com relação ao que aconteceu dentro de campo, a forma como o Santos (não) jogou. A decisão da Conmebol (em uma lambança cheio de culpados, inclusive a diretoria santista) fez com que Cuca tivesse sérios problemas para trabalhar o elenco. A incerteza na escalação e na postura entre conseguir uma vitória simples ou precisar de uma goleada fazem com que o técnico seja isento de culpa. E de certa forma, até relevo a má partida de diversos jogadores, que entraram em campo pilhados (como infelizmente parece ser padrão em jogos pela Libertadores por parte dos clubes brasileiros). O Independiente jogou com o regulamento embaixo do braço e foi quem mais esteve próximo de sair de campo com a vitória.

O vexame ficou pela postura da torcida. Depois de 30 minutos do segundo tempo, onde a virada seria apenas um milagre,invasão de campo, sinalizadores e bombas deram o tom da revolta dos torcedores e felizmente a polícia conseguiu atuar e evitar o pior. Aproveitando a falta de força de bastidores por parte da omissa CBF, aposto que o Santos será duramente penalizado por conta do que ocorreu.

Já na Arena Grêmio tivemos um jogo começando eletrizante. Everton abriu o placar no começo do jogo, mas rara falha de Geromel resultou no empate do Estudiantes, complicando a vida gremista , que precisava de dois gols para garantir a vitória no tempo normal. Mas não é mero acaso o fato que temos o Tricolor gaúcho como um dos mais qualificados desde o ano passado. Apesar da catimba argentina , vimos o time brasileiro procurando o segundo gol sem precipitação. Em que pese algumas jogadas mais ríspidas, Renato tentou fazer seu time jogar bola, inclusive mexendo bem no time.

Quando a eliminação parecia certa, uma cobrança de falta teve o pequeno Alisson aparecendo sem marcação, com cabeceio sem chances para o goleiro argentino e marcando o gol da vitória no último lance da partida. Mais que combustível para motivar os jogadores e a torcida para a decisão nas penalidades. Grohe não precisou defender nenhuma cobrança (Campi isolou sua cobrança) , enquanto que os gremistas foram precisos e converteram todas as cobranças.

Enquanto o Santos lamenta e se volta para o Brasileiro, o Grêmio segue vivo na luta pelo bicampeonato.

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