Corinthians novamente decepciona e só empata no Uruguai

A mudança de tempo em SP fez com que assistir o jogo do Corinthians fosse um convite para antecipar uma noite de sono embaixo das cobertas. Um empate em 0 x 0 em uma partida fraca tecnicamente.

O Nacional, mesmo esbarrando em suas limitações técnicas, teve chances reais de sair com a vitória em pelo menos três finalizações (uma rente à trave no primeiro tempo e em duas defesas de Cássio no segundo). Mas do resto vimos um time que joga de forma pesada na marcação e que poderia ter se complicado por isso.

Já o Corinthians foi para o Uruguai com a clara intenção de empatar. Fagner e Elias até tentaram criar algo pela direita, mas novamente o time não soube sair de uma marcação forte nos laterais. Rodriguinho não fez uma má partida e mostrou ser um acerto de Tite, mas Alan Mineiro repetiu a má atuação do fim de semana e foi figura nula. A falta de poderio ofensivo preocupa.

O técnico alvinegro já afirmou que este time ainda não está pronto e limitações estão sendo notadas nos duelos mais complicados, contra times mais qualificados ou que pelo menos conseguem bloquear as opções ofensivas do Corinthians pelas pontas

Esta queda dará trabalho para Adenor,que precisará dar tranquilidade ao time e pensar em alternativas para o jogo de volta na Arena. Uma nova eliminação pode causar crise no Parque São Jorge. A pressão se torna ainda maior ao pensar que nenhum empate favorece o Corinthians.

Tite não pensa em mudar o esquema tático, mas deve promover mudanças para semana que vem. Romero já vem merecendo vaga no time titular e não duvido que Marquinhos Gabriel tenha sua estreia antecipada para dar qualidade ao meio de campo em duelo que decide o primeiro semestre alvinegro ou que Marlone seja titular.

Mas não vejo o Corinthians tendo vida fácil no duelo da semana que vem.

Santos ficando repetitivo. Mais uma final do time da Vila Belmiro

Está virando parte do calendário paulista. Pela oitava edição seguida o Santos chega a uma final do estadual, depois de vencer nos pênaltis o Palmeiras, colocando mais uma página nesta rivalidade que cresceu nos últimos anos.
Verdade que a classificação ficou por um triz.

Gabigol marcou dois gols, que contaram com colaboração da zaga alviverde e tudo apontava para uma vitória sem sustos, mas com toda emoção que um duelo decisivo proporciona, tivemos uma reviravolta depois dos 40 minutos do segundo tempo, com Rafael Marques marcando dois improváveis gols e silenciando a Vila Belmiro.

Decisão nas penalidades. Impossível não lembrar da final da Copa do Brasil. Os palmeirenses esperançosos em mais uma atuação de Prass. A defesa na cobrança de Lucas Lima só aumentou a empolgação, mas os erros de Rafael Marques (que tinha tudo para sair como herói) e Lucas Barrios (começando a ser questionado) reverteram va vantagem.
Prass novamente foi responsável por cobrar o pênalti decisivo, mas desta vez o resultado foi diferente e o goleiro perdeu a cobrança que manteria o time vivo na luta pela vaga na final.

Resta saber se o Audazx irá repetir o feito do Ituano e surpreender. Chance para isso o time tem, pois o calcanhar de aquiles do Santos é justamente a defesa.

Se o time de Osasco repetir as atuações contra São Paulo e Corinthians, grandes chances de um feito histórico.

A favor do Santos a qualidade ofensiva e o fato da decisão em dois jogos, que teoricamente minimiza surpresas.

Confesso que estou com ótimas expectativas com relação as finais. Ansioso por dois bons jogos.

Audax supera Corinthians em Itaquera e é o primeiro finalista do Paulistão

Com uma filosofia clara de jogo, valorizando o toque de bola e considerado por muitos como “varzeano”, o Audax de Fernando Diniz batia na trave no Paulistão nos anos anteriores, mas desta vez prevaleceu a busca pelo futebol bem jogado.

Depois da goleada frente o São Paulo, o time de Osasco fez mais uma grande partida, mostrando que a campanha até o momento não era mero acaso. Numa Arena lotada, o Audax saiu na frente com um golaço de Bruno Paulo.

Até então o Corinthians era melhor e já tinha criado oportunidades para sair na frente no placar e o time de Tite sentiu o peso do gol. Não foi por acaso que o técnico mexeu no intervalo, voltando com Rodriguinho e Romero nos lugares dos apagados Guilherme e Alan Mineiro.

No segundo tempo o jogo foi carregado de emoção. André conseguiu o empate, Tchê Tchê voltou a deixar o Audax na frente e obrigou Tite a ir para o tudo ou nada, tirando o zagueiro Yago para a entrada de Luciano. A busca pelo empate, mas deixando espaços na zaga.

O empate veio, novamente com André, aos 35 minutos e o jogo totalmente aberto, com o time de Osasco mais perto de marcar o terceiro gol que garantiria a vaga. Sem o gol por ambos os lados, decisão nas penalidades. E era visível a tensão nos jogadores do Corinthians, com saldo de 4 pênaltis perdidos (de 6 marcados nesta temporada).

E a tensão se justificou, com apenas André convertendo sua cobrança. O placar na decisão terminou com 4 x 1 para o time de Fernando Diniz, garantindo uma decisão inédita e merecida para o clube de Osasco, que por uma ironia do destino, tem como presidente o ex-jogador Vampeta, com forte identificação com o Corinthians.

Já para o Corinthians, o resultado marca a segunda eliminação seguida no Paulistão, novamente nas penalidades. A eliminação também irá trazer a tona alguns questionamentos dos reforços, mas é importante lembrar que o time está em reconstrução e os reforços ainda não deslancharam.

Termino a coluna com os parabéns para o Audax e principalmente para Fernando Diniz, que manteve sua postura de um futebol bonito e que foi premiado com uma vaga inédita na final que já marca a história da carreira do técnico.

No sufoco São Paulo garante sua classificação

Foi uma classificação complicada demais, jogando na tão temida altitude e levando um gol no começo do jogo, em mais uma falha do goleiro Dênis e ainda com Ganso, o melhor jogador da temporada, começando o jogo no banco.

Tudo levando a crer que o São Paulo também ficaria na fase de grupos. Mas Calleri mostrou porque está sendo tão importante para o São Paulo ao empatar a partida perto do fim da primeira etapa.

No segundo tempo o jogo virou ataque contra defesa por parte do Strongest, que precisava da vitória para continuar na competição, mas esbarrando na falta de qualidade técnica, mas pressionando o Tricolor que sentia os efeitos da altitude. Com 25 minutos do segundo tempo era visível a falta de condição de alguns jogadores do time paulista.

O tempo passando e cada lateral, cada tiro de meta era responsável por preciosos segundos a favor do time brasileiro e a medida que o relógio avançava a classificação ficava mais próxima, até que Dênis aprontou novamente, desta vez levando o segundo cartão amarelo por cera, deixando o time com um a menos.

Após o lance, confusão em campo e o zagueiro Maicon tendo que ir para o gol. Para sorte dos são paulinos o Strongest não conseguiu finalizar a gol e o placar ficou inalterado, garantindo a classificação do São Paulo de forma dramática.

Para piorar, Calleri acabou sendo expulso em confusão dentro de campo e também irá desfalcar o time no primeir duelo frente o Toluca.

Será complicado para o time paulista, sem seu principal atacante e sem saber ainda quem irá defender a meta Tricolor, mas pelo menos o time continua vivo na competição.

Palmeiras com muita entrega leva a melhor no dérbi paulista

Não é raro no dérbi paulista o time em crise consiga um bom resultado e nesta tarde não foi diferente.

O Corinthians em clima tranquilo, já classificado em primeiro no seu grupo enfrentando um Palmeiras em crise, ainda lutando pela classificação.

Cuca mexeu no time, tanto em termos de nomes, como na parte de posicionamento. Mas o que mais chamou a atenção foi a entrega dos jogadores em campo. Um primeiro tempo com setores defensivos atuando de forma perfeita dos dois lados.

Só que o ponto que decidiu o jogo foi a forma como os jogadores alviverdes disputavam cada dividida. A raça e vontade até o final do jogo fez com que o Corinthians não tivesse espaços para troca de passes e conseguir criar jogadas de perigo.

O equilíbrio apresentando mostrava que o gol só iria sair em falha individual. O primeiro tempo terminou com um justo empate em 0 x 0.

A segunda etapa começou mais equilibrada, com o Palmeiras conseguindo manter o domínio da bola (posse de bola maior em comparação ao primeiro tempo) e aos poucos alguns lances começaram a ser criados dos dois lados, mas salvo uma boa defesa de Cássio em finalização de Alecsandro logo aos 8 minutos, tudo levava a crer que o placar terminaria inalterado.

E aí tivemos a sequencia de lances que decidiram o jogo. Penalidade a favor do Corinthians, mas pelo que estamos vendo, foi se o tempo que este lance era “praticamente gol”. Terceira penalidade perdida seguida pelo alvinegro, em grande defesa de Prass, que inflamou a torcida e o time.

Na sequencia, falta a favor do Palmeiras, bola alçada na área e Dudu livre cabeceou para gol, em falha de Cássio, que saiu muito mal no lance e deixou o gol aberto.

Em um jogo com as defesas funcionando tão bem, uma sequencia de 3 falhas decidiu a partida.

Mesmo com jogadores cansados, o Palmeiras ainda conseguiu manter sua forte marcação. O Corinthians foi para o abafa em busca do empate, mas na prática nenhum lance foi criado.

Importante citar a entrada de Dudu no segundo tempo. É um jogador com temperamento explosivo que pode tanto deixar o time na mão como decidir a partida. Hoje aconteceu o segundo cenário.

Apesar dos fatos citados acima, o atacante tentou criar lances, dribles e deu trabalho ao setor defensivo de seu rival.

A vitória é vital para o Palmeiras, que agora só depende de si para garantir a classificação no estadual e vai motivado para a Argentina para manter-se vivo na Libertadores, mas sem Dudu (que sentiu novamente lesão). O problema é saber como os jogadores vão se recuperar depois de um jogo tão intenso como hoje.

Já para o Corinthians, a derrota não gera grandes problemas. O único “senão” a ser pontuado é o fato do time ter sido encaixotado no meio de campo, não tendo conseguido sair da forte marcação (algo que ocorreu também no clássico contra o Santos).

São Paulo e Palmeiras abusando do direito de errar

Em uma das Libertadores mais fracas dos últimos anos, presenciamos dois dos principais clubes paulistanos decepcionarem seus torcedores, com tropeços em jogos teoricamente fáceis.

As decepções desta semana foram o empate na Venezuela pelo Tricolor e a derrota no Uruguai pelo lado Alviverde.

Acho cedo demais para cravar que ambos não irão passar da fase de grupos.

O Palmeiras jogará suas fichas na próxima rodada, já que em caso de derrota frente o Rosário Central o time estará matematicamente fora ainda na fase de grupos, mas um empate ainda mantém o time vivo (em situação complicada, mas matematicamente com chances).

Já o São Paulo não pode pensar em qualquer outro resultado que não seja a vitória frente o Trujillanos.

Ou seja, matematicamente os dois clubes possuem todas as chances. O problema é o que eles não vem apresentando em campo.

A falta de futebol de ambos na temporada é que deixa os torcedores com receio. O Palmeiras pelo menos terá um tempo para que Cuca possa treinar o time , gerando uma expectativa.

Já no São Paulo o buraco é mais embaixo, pois é consenso que o problema está no elenco, que até tem qualidade, mas está devendo. E como não teremos novos jogadores chegando, a preocupação está em como melhorar a qualidade com as opções atual.

Serão duas semanas complicadas, com pressão e jogos do estadual que provavelmente só vão expor ambos os clubes. E uma eliminação na fase de grupos com certeza irá trazer crise para um (ou ambos).

Promessa de dias tensos para os vizinhos de CT.

Ricardo Oliveira comanda o Santos e encerra série invicta do Corinthians

No histórico dos confrontos recentes, o Santos tem vantagem sobre o Corinthians e neste domingo a vantagem só aumentou em uma partida onde Ricardo Oliveira foi o nome do jogo, ao lado de um Lucas Lima muito inspirado.

Tite optou por entrar em campo com 2 volantes, justamente para minar os espaços do meia santista, mas grandes jogadores acham seu espaço. O primeiro gol, marcado por Ricardo Oliveira,nasceu de uma jogada que dificilmente acontece contra o Corinthians e com participação di cada vê melhor Lucas Lima.

A vantagem, que poderia ter sido ampliada ainda no primeiro tempo, quase foi prejudicada por um recuo santista. No segundo tempo Tite melhorou o posicionamento de seus jogadores, mas desta vez a sorte não estava do seu lado.

Contou com o azar, ao ver Alan Mineiro perder a bola, lançada por Paulinho e encontrando o centroavante santista, que marcou lindo gol ao driblar o jovem (e promissor Yago) e encobrir Cássio, marcando seu segundo gol e dando números finais ao clássico.

Tite não citou o fato de ter entrado com um time misto em campo para minimizar a derrota, mas é importante citar que o time titular ainda está em fase de entrosamento. Não é aquele tipo de derrota que preocupa, mas sim aquela para colocar os pés no chão e mostrar que o time ainda está em fase de reconstrução. Mas preocupa o fato do time abusar de cruzamentos para a área (não importa a escalação).

Já para Dorival a vitória é importante. Com foco por enquanto apenas no Paulista, era esperado que o Santos estivesse voando e não é isso que estamos vendo em campo. Com o episódio da recusa em vender Ricardo Oliveira o clima do lado da baixada começou a ter nuvens cinzas. Nada melhor que uma vitória frente um de seus rivais, com dois gols do centroavante para soprar este clima ruim para longe. Só que Dorival sabe que também precisa melhorar vários aspectos do seu time e que o Paulistão não é parâmetro.

Grandes de São Paulo não empolgam neste começo de temporada

O inicio de 2016 está longe de empolgar os torcedores dos grandes paulistas. Muito pelo contrário.

O Corinthians é o que está em situação menos preocupante, pelo fato do time ter perdido vários jogadores e ter contratado peças de reposição que ainda precisam de entrosamento. Tite está remontando o time. A defesa continua sólida, mas o ataque relembra o clube de 2011 / 2012 da época “Empatite”.

Mas ao menos existe a expectativa de melhora quando os jogadores do meio para frente melhorarem o entrosamento.

O Santos, com poucas mudanças, continua sofrendo no setor defensivo. A dupla (jovem) de zaga vem falhando sistematicamente, prova disso é que a direção santista está procurando no mercado por um zagueiro que possa dar segurança ao setor até pelo menos o retorno de David Braz.

O fato de Robinho não ter retornado ao Peixe atrapalhou os planos de qualificação do ataque. E preocupa o fato do time estar com a base do ano passado, focado apenas no Paulista e não estar sobrando (algo esperado por muitos).

O São Paulo sofreu mais do que o esperado na pré-Libertadores e teve a derrota no clássico deste domingo que evidenciou o fato de que alguns jogadores não estão rendendo nem 1/3 do esperado. Lucão leva muito da conta, mas Ganso e Michel Bastos muitas vezes fogem de jogos importantes e Centurión dá mostras que foi uma aposta errada.

Bauza está tentando melhorar o time. Calleri parece ser um ótimo jogador, mas sem qualidade para fazer a bola chegar no ataque nada acontece.

Estamos apenas em Fevereiro, mas por enquanto os clubes mais preocupam do que empolgam.

Paulistão inicia sem empolgação

O estadual teoricamente mais equilibrado do Brasil começou sem grandes emoções. Com o tempo de pré temporada dos clubes grandes, não existe a diferença física que favorecia os pequenos neste inicio de competição.

O regulamento que irá rebaixar 6 clubes para 2017 faz com que um ponto frente os times grandes seja muito comemorado pelos pequenos. Fato que aconteceu para o Santos (que foi buscar o empate frente o São Bernardo) e o São Paulo (que deixou o Red Bull) empatar.

A falta de entrosamento não é desculpa para os dois citados. A favor do Santos é o fato de poder usar o Paulistão para testes pensando no Brasileiro e Copa do Brasil. Já o Tricolor paulista enxerga a má exibição com outros olhos, visto que na quarta já tem o primeiro jogo pela pré-Libertadores, que irá definir o foco do clube no primeiro semestre. Ser eliminado nesta fase é algo que impactaria demais no clube em fase de mudanças e transições.

Já no domingo, os outros dois grandes tiveram problemas, mas ao menos começaram a competição com três pontos na conta. Jogando em casa o Corinthians fez um jogo ruim contra o XV de Piracicaba e deixou a torcida ansiosa em saber como e quando os reforços vão entrar no time, visto que ofensivamente o alvinegro foi praticamente nulo. O clube que terminou 2015 voando ao cenário de reconstrução.

O Palmeiras foi o único doa grandes a marcar dois gols, mas nem por isso a vitória foi fácil. Com jogadores no departamento médico e indefinições no time titular, Marcelo Oliveira entrou com a escalação que julgava ideal, mas já começa a ter que rever alguns nomes, pelo fato de alguns reforços já estarem pedindo passagem, caso do atacante Erik. Este inclusive deverá ser o grande desafio do técnico alviverde. No papel o elenco do Palestra é o mais qualificado entre os paulistas, mas como ele irá lidar com possíveis guerras de ego internas?

Por fim, espero para ver se teremos alguma surpresa no interior, algum time que traga inovações táticas ou jovens promessas. Porque em termos de competição

Desmanche corintiano evidencia fraqueza dos clubes brasileiros

Walter, Fagner, Yago, Rodrigo Sam e Uendel; Cristian,Bruno Henrique, Rodriguinho e Marlone; Malcom e Lucca. Sim torcedor corintiano, está improvável escalação pode ser a que você irá presenciar para início da temporada, depois das saídas confirmadas de Ralf, Cássio e Vagner Love e a possibilidade da saída de Felipe, Gil, Elias e Pato.

Apenas três titulares do elenco que venceu o Brasileiro de 2015. Um desmanche que ira deixar Tite em situação complicada demais. O treinador já sinalizava que o importante para esta temporada era manter a base. Agora além de perder isso, ele terá que quebrar a cabeça para mais uma vez remontar o time.

E mesmo que a situação financeira não fosse das piores, quem o clube poderia contratar para repôr as saídas atuais. Qual jogador de nome teria capacidade para tanto, dentro da realidade brasileira? Antes a visibilidade pela disputa da Libertadores seria um diferencial competitivo no mercado. Mas hoje a maioria dos jogadores sabe que não têm espaço em clubes do ponta e se satisfazem com propostas que vão garantir o futuro de gerações de suas famílias

Eles estão errados? Podemos recriminar? Ou deveríamos cobrar os dirigentes que deixaram que a situação chegar neste ponto?

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