Programas de fidelização de torcedores já são realidade dos principais clubes.

Corinthians e Palmeiras levaram juntos neste fim de semana mais de 60 mil pagantes em suas Arenas.

O que faz este número ser ainda mais surpreendente é o fato que estamos falando do campeonato Paulista em sua fase de classificação apenas.

Em que pese o fato do Alviverde estar com uma arena que foi inaugurada recentemente e dos Alvinegros comparecerem para terem vantagem / privilégios em jogos importantes, é importante frisar que isto mostra o sucesso dos programas de fidelização de torcedores e de quanto os clubes perderam ao não darem devida atenção a eles.

O futebol hoje não é uma diversão barata. Levar a família para assistir a uma partida de futebol é algo que tem um alto custo.

E o que vemos são u aumento do número dos associados querendo ajudar o time de alguma forma e serem beneficiados com isto.

O “torcedor comum” tende a ter menos espaço com estes programas, mas é inegável que hoje é para os clubes é melhor valorizar os programas de sócio torcedor e contar com rendas fixas ao longo do ano e ter valores de bilheteria que permitirão montagem e manutenção de elencos fortes e qualificados.

Internacional vence e se recupera na Libertadores

O Internacional entrou em campo pressionado e sem Nilmar e mesmo assim conseguiu uma importante vitória no Beira-Rio lotado ao vencer o time do Universidad do Chile por 3 x 1.

O placar não reflete o que foi o jogo, pois o time chileno mostrou qualidade e deu trabalho ao time gaúcho.

Contando com uma ótima atuação de D’Alessandro, que abriu o placar em penalidade no fim do primeiro tempo a favor do time brasileiro.

No segundo tempo o jogo continuou equilibrado. O time gaúcho chegou ao segundo gol com Jorge Henrique, levou um gol do time chileno, mas garantiu a vitória com gol de Sasha e recuperou-se da derrota na estréia.

A vitória acalma a situação no Beira-Rio e o técnico Aguirre ganha moral. Mas terá no fim de semana um duelo complicado, com um Gre-Nal que pode servir para recuperar-se de vez ou voltar a ter problemas de pressão por parte da torcida.

Com show de Pato, São Paulo atropela o Danubio

Muricy foi a campo com o time que considera ideal no momento, em um Morumbi longe de sua lotação máxima e não passou sustos frente o fraco time uruguaio, que deve ser o fiel da balança no grupo.

O placar de 4 x 0 foi construído sem grandes problemas graças a uma primeira etapa com atuações primorosas de Michel Bastos e principalmente de Pato, que marcou dois gols, sendo um deles um lindo gol de voleio.

No segundo tempo o time perdeu seu ímpeto e se o adversário tivesse mais técnica poderia ter complicado a partida.

A partida ficou marcada por lances duros de ambos os lados, com destaque para Denílson, que mais uma vez esteve perto de ser expulso.

Mesmo com o freio de mão puxado, ainda aconteceram mais dois gols (Reinaldo e Cafu) que ajudaram o time a melhorar seu saldo de gols no grupo, fato que pode ser vital para a classificação nesta fase de grupos.

Não foi uma atuação dos sonhos, mas o time precisava da vitória para não ficar em situação complicada no grupo. A vitória tira a pressão e permite a Muricy voltar a respirar aliviado.

Estreia do Cruzeiro e situação delicada para Internacional, Atlético-MG e São Paulo

Com exceção do Corinthians, os demais clubes brasileiros entram em campo pela Libertadores.

O time mineiro tem um duelo complicado pela altitude da Bolívia, onde enfrenta o Universitário Sucre, com um time na fase de ajustes. Por ser estreia e fora de casa, um empate seria importantíssimo para o o Cruzeiro.

Cenário diferente dos demais clubes brasileiros que jogam nesta semana com fatores em comum.

OS três perderam a primeira partida fora de casa e enfrentam em casa clubes que também perderam seus jogos, mas como mandantes.

Por conta disso os duelos são complicados.Iniciar a competição com duas derrotas deixa a situação de qualquer clube complicada e por conta disso o favoritismo dos brasileiros é minimizado.

O Internacional recebe a Universidad do Chile com o técnico Aguirre sendo muito questionado e sem Nimar, expulso na última partida). Um tropeço pode custar a cabeça do técnico já no começo da temporada.

O São Paulo também vai a campo pressionado, mas o Danubio não deve trazer problemas, mesmo com uma forte marcação que deve exercer amanhã. Time tricolor com ótimas chances de vitória.

E temos também o Atlético-MG, que recebe o time do Altas-MEX, sem Lucas Pratto e sem Jô. Não será um jogo fácil para o time mineiro, que terá que se superar para conquistar os importantes 3 pontos.

Corinthians sobra e vence o Majestoso contra um São Paulo apático

O Corinthians entrou sem surpresas ao passo que o São Paulo acabou optando por um time mais forte na marcação, com Michel Bastos na esquerda e Maicon no meio de campo e Doria na zaga.

Como era esperado o mandante lançou-se ao ataque e quase marcou o gol em chute de Fábio Santos de fora da área.

O gol não saiu neste lance, mas sim em mais uma rápida troca de passes, Jadson achou Elias que chutou de primeira, sem chances para Rogério Ceni.

Até metade do primeiro tempo o Corinthians foi melhor, chegando com perigo ao ataque, mas o time perdeu um pouco do ímpeto e viu o São Paulo melhorar ao longo da primeira etapa e assustar a meta de Cássio.

O jogo no primeiro tempo foi muito pegado, algumas entradas mais ríspidas, mas o arbitro optou por controlar o jogo apenas na base da conversa.

A segunda etapa começou sem mudanças dos dois lados, mas com o Corinthians novamente indo para cima e quase ampliando o placar.

Aos 9 minutos Muricy resolveu mexer no time, colocando Reinaldo no lugar de Alan Kardec, avançando Michel Bastos para ajudar o ataque, mas o que se viu em seguida foram alguns lances mais pegados, inclusive com Denílson acertando Elias em lance que merecia expulsão do volante tricolor.

O São Paulo não conseguia criar lances reais de perigo para empatar ao passo que o Corinthians era perigoso nos contra-ataques e ampliou aos 22 minutos em lindo lance de Jadson, mas que nasceu de uma falta de Sheik no início do lance e com falhas de Reinaldo e Rogério Ceni.
Muricy tirou Maicon para colocar Thiago Mendes, mas o cenário continuou o mesmo, com o Corinthians tranquilo em campo e com o São Paulo em uma noite decepcionante de vários de deus jogadores, com destaques (negativos) para Michel Bastos, Ganso, Maicon e Dória.

Tite colocou Bruno Henrique, Malcom e Mendoza para aplausos merecidos a Elias, Sheik e Jadson (melhores em campo)

Vale elogiar também a atuação do zagueiro Felipe, tão criticado pela torcida, mas bancado por Tite e com uma atuação segura.

Os tricolores reclamaram da arbitragem, mas é importante frisar que o time não jogou nada e se Danilo estivesse com pé calibrado o placar poderia ter sido ainda pior.

A vitória mostra um Corinthians forte taticamente e fisicamente e que é outro nas mãos de Tite. Já a derrota, apesar de não significar muito em termos de classificação, mostra um São Paulo com problemas defensivos e muito dependente de um lance de Ganso.

Majestoso promete ser quente

Amanhã teremos mais um clássico entre Corinthians e São Paulo, desta vez marcando o primeiro duelo entre os clubes pela Libertadores, em duelo que já estava gerando comentários desde o fim do Brasileirão (mesmo antes do Corinthians confirmar sua vaga frente o Once Caldas).

A rivalidade entre os clubes faz com o que o jogo ganhe um “sabor especial”, mesmo sabendo que não vai decidir nada para nenhum dos dois clubes (cada um ainda terá 5 jogos pela frente na fase de grupos).

Dúvidas de ambos os lados. O substituto provável de Guerrero deve ser Danilo, mas Tite pode surpreender com Mendoza (dando velocidade ao ataque) ou Love (centroavante recém-chegado) ao passo que o São Paulo sinaliza com a possibilidade de jogar com três zagueiros, três volantes ou jogar no tradicional 4-4-2.

Jogando em casa o Corinthians deve ir para cima desde o começo do jogo, aproveitando a boa fase do time e a pressão que a torcida exerce a favor na Arena Corinthians, enquanto que o São Paulo deve jogar com uma postura mais defensiva em busca de contra-ataques.

O Corinthians tem como ponto forte a pressão na marcação e a velocidade do meio para frente, principalmente em cima dos laterais são paulinos, com deficiências na marcação.

Já o São Paulo deve apostar na boa fase de Ganso, Michel Bastos e com Luís Fabiano, principalmente em cima de Felipe (ponto fraco da defesa corinthiana). Um empate é um bom resultado para o Tricolor, visto que na Libertadores o importante é vencer em casa e pontuar fora de casa.

Devemos ter um jogo pegado, com muita pressão para cima da arbitragem e com poucos gols e com chances de jogadores expulsos. Torço para estar enganado.

Time misto do Corinthians leva a melhor frente um Palmeiras em formação

Não foi um clássico com muitos lances técnicos. Felizmente também não foi um jogo marcado por lances mais ríspidos.

Um primeiro tempo equilibrado, com chances reais para os dois lados e com vantagem para o Corinthians graças a marcação do Corinthians na saída de bola e falha de Victor Hugo para o gol de Danilo, mais uma vez decisivo em clássicos.

A expulsão justa de Cássio por cera (3 expulsão do Corinthians na temporada em 3 jogos oficiais) deixava claro a postura que ambos iriam adotar. Palmeiras indo para cima e Corinthians na defesa, em busca de um contra-ataque decisivo.

Mas não foi o que aconteceu. O esquema defensivo do Corinthians funcionou bem (como vem funcionando bem nas últimas temporadas), mas o time teve apenas uma chance de marcar o segundo gol (nos pés de mendoza), abdicando do ataque muito cedo.

Já o Palmeiras não conseguiu traduzir a pressão em lances de gol. Walter trabalhou apenas em um lance de perigo.

Ganhar um clássico sempre é importante. Para o Corinthians um começo de temporada interessante, com chance de testar opções táticas e jogadores do elenco e perceber que a a pré-temporada foi feita corretamente, visto que são dois jogos seguidos tendo que forçar na parte física (por conta das expulsões já citadas).

Para o Palmeiras a derrota não deve gerar tanta repercussão, apesar de algumas cornetas com relação a escalação de ontem. Oswaldo ainda não tem todo o elenco a sua disposição e com 19 novos jogadores no elenco ainda está na fase de experimentação e precisará de tempo para definir o melhor time.

Guerrero vale tudo isso?

Desde 2012 o Corinthians não conta com um reserva de qualidade para o lugar de Guerrero.

O peruano chegou no Parque São Jorge cercado de desconfianças, mas em pouco tempo mostrou sua qualidade e se tornou o principal nome do time do Corinthians.

Não fosse por ele e o Corinthians não estaria nem na pré-Libertadores. Com menos de 6 meses de contrato o jogador já pode fechar (ou até ter fechado) contrato com outro clube e sair sem custos no meio do ano. E sua negociação com o time alvinegro vem se arrastando justamente pelo jogador saber do prestígio que possui com relação a torcida e noção do seu valor para o time.

Quanto custaria ao Corinthians contratar um jogador do mesmo nível do Guerrero? Quem seira este jogador?

Por mais que o jogador seja vital para o time atual, temos que lembrar que o Corinthians é mais um dos times com problemas de pagamento de salários para seus jogadores. Investir cerca de R$30 milhões no atacante (luvas e salários) é algo impensável em minha opinião.

Como o jogador parece irredutível em mudar sua proposta salarial, o Corinthians não deve cometer loucuras. Deve agradecer o peruano pelos serviços prestados e no máximo conseguir uma prorrogação de contrato (caso chegue até a final da Libertadores) e depois cada um segue sua vida.

Empolgação palmeirense é justificada?

Depois de uma overdose de contratações, parece que Alexandre Mattos sossegou. Depois da empolgação pelas contratações e com o Paulista prestes a começar, é hora de analisar se os palmeirenses devem ou não se empolgar com o time.

Começo de temporada, amistosos que não significam tanto e alguns nomes que podem ser questionados
O time é melhor do que o do ano passado? Com certeza.

Vai ganhar títulos? Muito cedo para afirmar isso.

Os palmeirenses tem todos os motivos para estarem empolgados com o time. 2014 foi um ano péssimo, Paulistão o time deverá ter como adversário o Santos (São Paulo e Corinthians com foco na Libertadores) e hoje o alviverde é melhor que o time do Santos.

Claro que o time pode não encaixar. Oswaldo terá que montar um time titular, lidar com possíveis problemas de ego no elenco e será cobrado caso os resultados não sejam conquistados.

Então, a empolgação é justificada e deve ser entendida. Mas é importante lembrar que o Palmeiras de hoje ainda é um time em formação e que somente após alguns jogos e testes será possível analisar até onde este time poderá chegar.

Tardelli e Ricardo Goulart agiram certo na janela de transferências

Ultimamente a janela de transferências não causa mais medo nos torcedores brasileiros. Mas não por conta do “poder financeiro” dos clubes, que hoje conseguem manter os craques no Brasil.

Hoje nossos jogadores não possuem a mesma qualidade de tempos atrás. Não é de agora que nossos jogadores (com raras exceções) não figuram nas listas de reforços de times de ponta dos grandes centros (Itália, França, Espanha para citar apenas três).

Relembre os nomes dos principais jogadores do Brasil, ou mesmo a escalação dos melhores do Brasileirão.

Nenhum deles hoje figura como possível contratação no exterior (pensando em times de ponta).

Então, como culpar ou criticar Tardelli e Ricardo Goulart por aceitarem a transferência para o mercado chinês? O caso de Diego é ainda mais emblemático. Titular da seleção brasileira? Ok, mas até quando?

Para o atacante temos o “agravante” do mesmo estar com quase 30 anos de idade e ter recebido uma proposta irrecusável de 1 milhão de reais por mês. Quem no lugar do jogador recusaria esta proposta? Recusar tais valores na esperança que um time forte europeu o contrate hoje é utopia para qualquer jogador brasileiro atuando no cenário nacional.

Nossa ficha precisa cair. Temos que entender e reconhecer que hoje não somos mais o centro formador de craques como no passado. Entender que hoje o nível técnico do Brasil hoje nos equipara (por baixo) com outros centros.

E quem sabe no futuro possamos voltar a ter um futebol (e jogadores) respeitados e valorizados.

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