Será que o São Paulo continuará com sua campanha épica?

O tempo sem jogos da Libertadores obrigou o São Paulo a mudanças. Poupar jogadores, controlar ansiedade, mas impressão era de que o time chegaria bem para o primeiro jogo no Morumbi, ainda mais com as notícias de saídas de jogadores do Nacional.

Os primeiros baques foram por conta da lesão de Kelvin e a incerteza sobre recuperação de Mena. Mas a lesão de Ganso, em ótima fase, prejudicou demais a criação no meio de campo. Bauza teve azar nas escolhas dos jogadores que não renderam, apesar de uma primeira etapa onde o Tricolor controlou o jogo.

Mas a segunda etapa mostrou outro jogo. Primeiro deixando claro que o time colombiano não chegou até a semi por acaso. E segundo que as vendas não prejudicaram o time. O Nacional voltou melhor e começou a criar problemas para a meta de Denis.

E eis que um jogador que foi tão importante para a classificação acabou sendo protagonista no jogo que pode ter custado a eliminação da competição. Maicon participou de lance onde podemos até falar que o árbitro foi rigoroso, mas um jogador com passagem pelo futebol europeu não pode cair em provocações bobas

A expulsão mexeu com o jogo e nesta parte tivemos influência direta dos treinadores. Bauza não fez a escolha óbvia e optou por não colocar Lugano, apenas escolhendo reposicionar seus jogadores, ainda pensando na vitória. Já o time colombiano também saiu do óbvio e mesmo fora de casa resolveu aproveitar o bom momento e ir em busca de gols e foi premiado com dois gols onde a zaga tricolor foi facilmente envolvida.

A derrota deixa o São Paulo em situação complicada, mas não podemos esquecer que a a campanha do time na Libertadores foi recheada de momentos de superação, onde até a torcida tinha suas dúvidas e o time fez sua parte

Será que dá para duvidar? Será que dá para não acreditar em mais uma virada e continuar escrevendo esta história? A resposta vira no jogo de volta.

Palmeiras líder com a cara de Cuca

Por mais que o Santa Cruz tenha complicado o jogo no segundo tempo e por mais que o Santa Cruz não seja o time que começou empolgando no começo da competição, temos que valorizar a boa vitória do Palmeiras em casa, continuando uma sequencia positiva que o deixou na liderança do campeonato brasileiro.

E neste cenário temos que valorizar o trabalho realizado pelo Cuca. O elenco apontava para um favoritismo alviverde, mas o começo com tropeços já fez com que algumas cornetas fossem ouvidas pelos lados do Parque Antártica, mas aos poucos o técnico começou a fazer sua parte. mudando nomes, ajustando o esquema tático, adaptando a escalação aos adversários.

Algo a ser notado e elogiado é a repetição de táticas que deram certo na época que ele treinava o Atlético-MG. No fim de semana um dos fatos mais importantes foi uma escalação ofensiva (sem nenhum volante de ofício), mas com dedicação dos jogadores na marcação, justamente para que o time não ficasse exposto na defesa. O resultado foi uma vitória com alguns sustos, mas importante para fortalecer convicções e ter evidências do trabalho de qualidade que já está sendo realizado pelo técnico Cuca.

Cedo para análises mais detalhadas, mas acho impossível que o Palmeiras não fique na ponta da tabela e lute pelo menos por vaga na Libertadores, isto mesmo com possíveis desfalques de Fernando Prass e Gabriel Jesus (que inclusive pode ser vendido no meio do ano). São jogadores que podem impactar no desempenho do time, mas acredito que Cuca tenha opções principalmente para armar seu ataque e manter a qualidade apresentada até o momento.

Trabalho de qualidade que os alviverdes agradecem.

A decadência de nossos técnicos

Confesso que não acompanho o futebol chinês e imagino que seja o mesmo com vocês. Por isso fiquei surpreso ao saber que Mano Menezes e Luxemburgo foram demitidos de seus clubes do outro lado do mundo na semana passada.

Surpresa maior ao ver a pífia campanha de ambos. Mano apenas na 14 posição e Luxa com um desempenho ainda pior (8 posição na segunda divisão). Com o orçamento liberado para ambos imaginava campanhas muito melhores.Wanderley levou para a China três jogadores que seriam titulares em vários clubes brasileiros (Jadson, Luis Fabiano e Geuvãnio) e não conseguiu fazer o time dar liga.

Tal fato só evidencia o declínio técnico do nosso futebol. Enquanto técnicos argentinos ganham cada vez mais espaço nos grandes centros, os nossos treinadores sobrevivem no mercado interno apenas. Considero Tite como o melhor em atividade , mas o nome dele não é cotado no mercado externo, ao passo que Osório, que não teve alto desempenho aqui e foi muito contestado e hoje faz bom trabalho na seleção mexicana (escrevo este post antes da decisão sobre Tite assumir ou não a seleção brasileira).

Com exceção de Luxa no Real e Felipão na seleção portuguesa e Chelsea, qual treinador teve atuação ou mesmo foi cotado para times dos grandes centros europeus? O fracasso chinês inclusive faz cair por terra o argumento de quem questiona Pep Guardiola, dizendo que ele só tem sucesso por conta do que dispõe financeiramente para contratar jogadores ou mesmo pelo fato de assumir clubes com elencos galácticos.

É menosprezar alguém que trabalha com afinco e a mania brasileira de denegrir quem é melhor ao invés de enxergar os próprios defeitos. Um orçamento milionário na mão de um técnico despreparado seria apenas desperdício de dinheiro. Basta lembra que os dois técnicos citados acima não deixaram saudade na Espanha ou na Inglaterra.

Infelizmente cada vez mais aumenta a distância técnica, parecendo que estamos falando de esportes completamente distintos entre si, quando comparamos Brasil com outros centros de destaque no futebol.

Palmeiras leva a melhor no dérbi e assume a vice-liderança do Brasileirão

O dérbi paulista começou com muita marcação de ambos os lados, com o Palmeiras controlando o jogo, contando com a velocidade de Gabriel Jesus e Dudu, que inclusive renderam 3 cartões amarelos para jogadores do Corinthians, mas a falta de um meia armado somada a uma marcação mais avançada fez com que o Corinthians terminasse a primeira etapa pressionando e melhor em campo

Cuca contou com a sorte e Cleiton Xavier (que entrou no intervalo) marcou logo aos 3 minutos em rebote de Walter (após finalização de Moises) e deixou o alviverde na frente. O gol marcado logo no inicio deixou o jogo eletrizante, com jogadas rápidas de ambos os lados, preocupando as duas defesas.

Cristian (com finalização rente a trave) e Guilherme (em bola que explodiu na trave) criaram lances para o empate alvinegro, mas nos contra-ataques o Palmeiras era perigoso e já tinha obrigado Walter a praticar grande defesa e evitar o segundo gol e contou com a sorte em bola rente a linha e finalização perigosa de Tchê Tchê.

Se no primeiro tempo o avanço na marcação complicou o Palmeiras, no segundo aconteceu o inverso e o time de Cuca foi para cima, buscando o segundo gol e criando problemas para o Corinthians, que a partir dos 25 minutos não consegui mais articular jogadas de perigo, principalmente depois da saída de Guilherme para entrada de Danilo (fazendo o time perder a velocidade e a criação no meio de campo). No fim do jogo o Corinthians abusou de cruzamentos na área, inclusive com Felipe jogando praticamente como centroavante no fim do jogo, mas o time não conseguiu ameaçar a meta de Fernando Prass.

A vitória do Palmeiras foi merecida, que inclusive fez por merecer um placar mais elástico. Méritos para Cuca que deixou seu time ofensivo. Destaques para as atuações de Tchê Tchê (que parece estar no elenco alviverde há tempos), Moisés e principalmente dos atacantes Dudu e Gabriel Jesus, deixando o time na segunda posição da tabela.

Do lado do Corinthians, destaque positivo para as atuações de Guilherme e Giovanni Augusto e destaque negativo para Danilo, que errou tudo que tentou e fez o ritmo do Corinthians diminuir justamente no momento que o jogo pedia velocidade. O peso negativo inclusive pode ser compartilhado com Tite, que poderia ter optado por Marlone no lugar do veterano.

Fato é que os dois times mostram neste início de competição que vão lutar pela ponta da tabela.

Brasileirão começando maluco

Graças a “ótima” gestão dos dirigentes, somadas as falsas impressões que os estaduais passam e com acréscimo do conflito de datas, temos um começo de Brasileirão totalmente inesperado.

Um inesperado Cruzeiro na zona de rebaixamento. Santa Cruz na terceira posição, com o artilheiro da competição e desde a segunda rodada sem nenhum time com 100% de aproveitamento na competição.

Já tivemos surpresas positivas, alguns jogos interessantes (como o clássico paulista disputado entre São Paulo e Palmeiras), favoritos sendo questionados (caso do próprio Palmeiras) e técnicos conseguindo sair de momentos de crise (ao menos temporariamente, casos de Corinthians, Grêmio e Inter).

Apontar favoritos? Apontar possíveis rebaixados? Tarefa de adivinhação com alto nível de dificuldade. O que preocupa é ver mais uma vez o Santos começar o campeonato com problemas (algo que vem sendo repetição há anos) e com o acréscimo dos desfalques de jogadores na Copa América e posteriormente nas Olimpíadas. Na quarta o time terá o clássico frente o Corinthians, que pode servir para acender o alerta na Vila Belmiro.

Corinthians este que perdeu jogadores para a Copa América , que deve ter Felipe saindo na janela do meio de ano e que deve sofrer com assédio chinês no meio do ano, no intervalo que mais irá causar problemas aos clubes brasileiros, obrigando os times a remontarem seus elencos.

Chegamos a um extremo onde ter bons jogadores em seu time não é tão bom assim. Times com jogadores de nível de seleção terão praticamente um terço do campeonato com desfalques importantes. Nos pontos corridos, o inicio do campeonato é responsável pela definição das metas para o restante da competição.

Basta verificar o histórico das competições passadas para perceber o quanto vale a “gordura” acumulada no começo da competição.

Sim, podem ficar tranquilos. Vou opinar sobre os possíveis rebaixados, G4 e demais posições da tabela, mesmo sabendo que as chances de errar os palpites são enormes, mas sei que vocês que acompanham as colunas daqui do site adoram presenciar meus erros.

Nesta semana posto a coluna com palpites. E vamos ver como será a lembrança no fim da competição.

São Paulo, de azarão a único brasileiro vivo na Libertadores

O que falar de um primeiro tempo onde com menos de 14 minutos o jogo já teve uma reviravolta digna de jogo decisivo? O Atlético começou arrasador e marcou dois gols logo no começo do jogo (Cazares e Carlos) e o time mineiro parecendo que iria conseguir uma classificação sem sustos, mas em escanteio Maicon marcou o gol paulista, que garantiu a classificação do São Paulo.

O jogo foi marcado por diversos erros de passe de ambos os lados. Se do lado do São Paulo os erros traziam o time mineiro para cima, do outro lado os erros atleticanos impediam grandes perigos a meta de Denis.
Destaque na primeira etapa para duas bolas na trave (de cada lado) e importante jogada de Calleri na metade da primeira etapa.

O argentino inclusive foi o melhor jogador do time paulista, responsável por segurar a posse de bola, principalmente no segundo tempo, com Denis praticando uma grande defesa aos 15 minutos.

A necessidade de marcar o terceiro gol fez com que o jogo ficasse como o São Paulo desejava, com uma marcação melhor e buscando contra-ataques, mas com problemas por conta da má atuação principalmente de Ganso. Já o Atlético quando chegava perto da área encontrava dificuldades, principalmente por jornadas ruins de Patrick e Lucas Pratto.

Wesley aos 30 obrigou Victor a praticar importante defesa enquanto que Clayton em jogada individual quase fez o terceiro e após isso o jogo ficou totalmente a favor do São Paulo, que murchou a bola e esperava o relógio passar, enquanto que o Galo já apelava para cruzamentos de qualquer lugar para a área em busca do gol da classificação.

O retrato do nervosismo do Atlético foi a cobrança de falta no último lance, onde Pratto isolou a bola. O time mineiro deixa a competição, mas possui um elenco qualificado e aparece como um dos favoritos para o Brasileirão.

Já o São Paulo que começou a competição desacreditado e sofreu para se classificar, chega as semifinais da competição e com uma postura que faz com que o time seja respeitado e tenha reais condições de chegar até a final e conseguir mais um título

Corinthians mantém duas sinas negativas e dá adeus para a Libertadores

Depois de um empate em 0 x 0 no Uruguai, o Corinthians precisava vencer para continuar na Libertadores, apostando na volta de Giovanni Augusto para qualificar o meio de campo.

O time foi para cima, buscou o jogo, mas a defesa apresentou falhas que não está acostumada e o o time uruguaio saiu na frente no placar, em resultado que eliminava as chances de decisões nas penalidades, mas o time conseguiu se encontrar em campo, empatando o jogo com Lucca e tendo praticamente o jogo inteiro para buscar o segundo gol que o classificaria.

Só que no segundo tempo o time caiu no nervosismo, principalmente pelo histórico de eliminações na Arena e teve uma postura de chuveirinhos para a área que consagraram o goleiro e a zaga do Nacional. Para piorar, em falha de Giovanni, a bola sobrou para o ataque uruguaio marcar o segundo gol (em falha de Cássio).

Precisando de dois gols, Tite tentou mexer no time, mas as entradas de Marquinhos Gabriel, Romero e Danilo não deram a qualidade e força necessária para o empate. Mas em lance infantil em cima de Marquinhos o Corinthians teve a seu favor uma penalidade aos 37 minutos, com chances de conseguir o terceiro gol.

Mas está foi a primeira sina negativa mantida. Mais uma penalidade perdida, desta vez nos pés de André, em mais uma cobrança ruim do time do Corinthians. Desperdiçar a cobrança mexeu com o emocional da torcida e dos jogadores. Parte dos torcedores indo embora e jogadores em campo nervosos, culminando na expulsão juvenil de Fágner (um dos melhores jogadores em 2016).

Em lance confuso, mais uma penalidade marcada, mas Marquinhos Gabriel assumiu a responsabilidade e converteu a cobrança , empatando o jogo e deixando o time com minutos para buscar o milagre. Romero teve chance no último lance, mas errou a finalização.

Os uruguaios catimbaram? Sim. O juiz podia ter dado mais acréscimos? Sim, mas o Corinthians acumula mais uma eliminação na Arena (segunda sina) por conta de outra má atuação. A eliminação inclusive deve trazer um clima ruim para o time. Tite deverá mexer em nomes e talvez no esquema tático do time.

Cássio rebateu mal a bola no segundo gol e não tem mais a segurança de antes. Volta ao cenário onde Walter merece ser testado. O mesmo ocorre com Uendel (com Guilherme Arana pedindo passagem), com Rodriguinho (que não rende quando joga com a obrigação de criar) e Bruno Henrique (que não repete as boas atuações que o fizeram ganhar a posição de Ralf).

Tite tem crédito, mas sabe que o começo do Brasileirão não será fácil, com pressão em cima do elenco, principalmente nos jogadores citados.

Empate em grande jogo deixa a decisão paulista em aberto

Santos e Audax chegaram com méritos na final do campeonato paulista e na final ambos mantiveram suas propostas de jogo. O time de Osasco apostando na posse de bola e troca de passes e o time da Vila Belmiro abusando da velocidade de seus atacantes municiados por Lucas Lima.

O Audax começou a partida controlando o jogo e “alugando” o meio de campo, tendo a maior posse de bola no primeiro tempo e com chances reais de ter marcado dois gols, um no começo da primeira etapa em finalização de Ítalo para boa defesa de Vanderlei e a segunda no último lance do primeiro tempo, onde Mike apareceu no meio da zaga e finalizou com perigo. Do outro lado, o Santos teve problemas no começo do jogo, mas aos longo da primeira etapa começou a achar espaços em velocidade e também poderia ter marcado seus gols em duas bolas na trave , em finalizações de Ricardo Oliveira.

O x 0 na primeira etapa, mas que poderia muito bem ter terminado em 2 x 2.

A segunda etapa começou da mesma forma, mas com mudança de peças e posicionamento por parte do Audax, que foi premiado com gol aos 12 minutos, em ótima trama ofensiva que terminou com Mike deixando Gustavo Henrique no chão e finalizando de forma precisa para abrir o placar.

Com a vantagem o time manteve a postura e tentou buscar o segundo gol, com Mike obrigando Vanderlei a praticar importante defesa. Mas a postura de evitar chutões custou cara ao time de Fernando Diniz. No primeiro tempo, o goleiro Sidão teve lances onde estourou a bola para o ataque, mas após o gol e com os gritos de “olé” da torcida, o time pareceu perder a concentração, errando vários passes. E o empate nasceu de erro de Tchê Tchê, em bola que caiu nos pés de Ronaldo Mendes (substituindo Lucas Lima, lesionado na segunda etapa). O jogador teve tempo para dominar, avançar e acertou um lindo chute empatando o placar.

O gol acordou o Audax e o jogo ficou aberto, com os dois times em busca da vitória, mas o empate em 1 x 1 foi justo pelo que os dois times jogaram, mesmo com problemas no gramado, que foi o fator negativo da partida.

De positivo, destacar a atuação do árbitro Flávio Rodrigues, que marcou poucas faltas e deixou o jogo rolar.

Lucas Lima e Ricardo Oliveira foram os grandes destaques santistas, ao passo que Camacho foi o destaque do time de Osasco, comandando o meio de campo.

Na Vila o Santos tem um ligeiro favoritismo, mas muitos jogadores do Audax devem enxergar a chance de suas vidas para um título que marcaria positivamente suas carreiras. O vice-campeonato já é motivo de orgulho, mas com certeza devemos ter uma entrega total deles em busca de conseguir um feito histórico.

Certeza de mais um jogaço para decidir o campeão paulista de 2016.

Corinthians novamente decepciona e só empata no Uruguai

A mudança de tempo em SP fez com que assistir o jogo do Corinthians fosse um convite para antecipar uma noite de sono embaixo das cobertas. Um empate em 0 x 0 em uma partida fraca tecnicamente.

O Nacional, mesmo esbarrando em suas limitações técnicas, teve chances reais de sair com a vitória em pelo menos três finalizações (uma rente à trave no primeiro tempo e em duas defesas de Cássio no segundo). Mas do resto vimos um time que joga de forma pesada na marcação e que poderia ter se complicado por isso.

Já o Corinthians foi para o Uruguai com a clara intenção de empatar. Fagner e Elias até tentaram criar algo pela direita, mas novamente o time não soube sair de uma marcação forte nos laterais. Rodriguinho não fez uma má partida e mostrou ser um acerto de Tite, mas Alan Mineiro repetiu a má atuação do fim de semana e foi figura nula. A falta de poderio ofensivo preocupa.

O técnico alvinegro já afirmou que este time ainda não está pronto e limitações estão sendo notadas nos duelos mais complicados, contra times mais qualificados ou que pelo menos conseguem bloquear as opções ofensivas do Corinthians pelas pontas

Esta queda dará trabalho para Adenor,que precisará dar tranquilidade ao time e pensar em alternativas para o jogo de volta na Arena. Uma nova eliminação pode causar crise no Parque São Jorge. A pressão se torna ainda maior ao pensar que nenhum empate favorece o Corinthians.

Tite não pensa em mudar o esquema tático, mas deve promover mudanças para semana que vem. Romero já vem merecendo vaga no time titular e não duvido que Marquinhos Gabriel tenha sua estreia antecipada para dar qualidade ao meio de campo em duelo que decide o primeiro semestre alvinegro ou que Marlone seja titular.

Mas não vejo o Corinthians tendo vida fácil no duelo da semana que vem.

Santos ficando repetitivo. Mais uma final do time da Vila Belmiro

Está virando parte do calendário paulista. Pela oitava edição seguida o Santos chega a uma final do estadual, depois de vencer nos pênaltis o Palmeiras, colocando mais uma página nesta rivalidade que cresceu nos últimos anos.
Verdade que a classificação ficou por um triz.

Gabigol marcou dois gols, que contaram com colaboração da zaga alviverde e tudo apontava para uma vitória sem sustos, mas com toda emoção que um duelo decisivo proporciona, tivemos uma reviravolta depois dos 40 minutos do segundo tempo, com Rafael Marques marcando dois improváveis gols e silenciando a Vila Belmiro.

Decisão nas penalidades. Impossível não lembrar da final da Copa do Brasil. Os palmeirenses esperançosos em mais uma atuação de Prass. A defesa na cobrança de Lucas Lima só aumentou a empolgação, mas os erros de Rafael Marques (que tinha tudo para sair como herói) e Lucas Barrios (começando a ser questionado) reverteram va vantagem.
Prass novamente foi responsável por cobrar o pênalti decisivo, mas desta vez o resultado foi diferente e o goleiro perdeu a cobrança que manteria o time vivo na luta pela vaga na final.

Resta saber se o Audazx irá repetir o feito do Ituano e surpreender. Chance para isso o time tem, pois o calcanhar de aquiles do Santos é justamente a defesa.

Se o time de Osasco repetir as atuações contra São Paulo e Corinthians, grandes chances de um feito histórico.

A favor do Santos a qualidade ofensiva e o fato da decisão em dois jogos, que teoricamente minimiza surpresas.

Confesso que estou com ótimas expectativas com relação as finais. Ansioso por dois bons jogos.

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