Paulistão inicia sem empolgação

O estadual teoricamente mais equilibrado do Brasil começou sem grandes emoções. Com o tempo de pré temporada dos clubes grandes, não existe a diferença física que favorecia os pequenos neste inicio de competição.

O regulamento que irá rebaixar 6 clubes para 2017 faz com que um ponto frente os times grandes seja muito comemorado pelos pequenos. Fato que aconteceu para o Santos (que foi buscar o empate frente o São Bernardo) e o São Paulo (que deixou o Red Bull) empatar.

A falta de entrosamento não é desculpa para os dois citados. A favor do Santos é o fato de poder usar o Paulistão para testes pensando no Brasileiro e Copa do Brasil. Já o Tricolor paulista enxerga a má exibição com outros olhos, visto que na quarta já tem o primeiro jogo pela pré-Libertadores, que irá definir o foco do clube no primeiro semestre. Ser eliminado nesta fase é algo que impactaria demais no clube em fase de mudanças e transições.

Já no domingo, os outros dois grandes tiveram problemas, mas ao menos começaram a competição com três pontos na conta. Jogando em casa o Corinthians fez um jogo ruim contra o XV de Piracicaba e deixou a torcida ansiosa em saber como e quando os reforços vão entrar no time, visto que ofensivamente o alvinegro foi praticamente nulo. O clube que terminou 2015 voando ao cenário de reconstrução.

O Palmeiras foi o único doa grandes a marcar dois gols, mas nem por isso a vitória foi fácil. Com jogadores no departamento médico e indefinições no time titular, Marcelo Oliveira entrou com a escalação que julgava ideal, mas já começa a ter que rever alguns nomes, pelo fato de alguns reforços já estarem pedindo passagem, caso do atacante Erik. Este inclusive deverá ser o grande desafio do técnico alviverde. No papel o elenco do Palestra é o mais qualificado entre os paulistas, mas como ele irá lidar com possíveis guerras de ego internas?

Por fim, espero para ver se teremos alguma surpresa no interior, algum time que traga inovações táticas ou jovens promessas. Porque em termos de competição

Desmanche corintiano evidencia fraqueza dos clubes brasileiros

Walter, Fagner, Yago, Rodrigo Sam e Uendel; Cristian,Bruno Henrique, Rodriguinho e Marlone; Malcom e Lucca. Sim torcedor corintiano, está improvável escalação pode ser a que você irá presenciar para início da temporada, depois das saídas confirmadas de Ralf, Cássio e Vagner Love e a possibilidade da saída de Felipe, Gil, Elias e Pato.

Apenas três titulares do elenco que venceu o Brasileiro de 2015. Um desmanche que ira deixar Tite em situação complicada demais. O treinador já sinalizava que o importante para esta temporada era manter a base. Agora além de perder isso, ele terá que quebrar a cabeça para mais uma vez remontar o time.

E mesmo que a situação financeira não fosse das piores, quem o clube poderia contratar para repôr as saídas atuais. Qual jogador de nome teria capacidade para tanto, dentro da realidade brasileira? Antes a visibilidade pela disputa da Libertadores seria um diferencial competitivo no mercado. Mas hoje a maioria dos jogadores sabe que não têm espaço em clubes do ponta e se satisfazem com propostas que vão garantir o futuro de gerações de suas famílias

Eles estão errados? Podemos recriminar? Ou deveríamos cobrar os dirigentes que deixaram que a situação chegar neste ponto?

China única responsável pelo agito na janela de transferências

O começo de temporada para os clubes brasileiros sempre foi um período complicado. Mudanças no elenco, com chegadas e saídas de jogadores e espaço aberto para várias especulações, principalmente nas contratações que poderiam chegar.

Neste começo de ano não tivemos nenhuma contratação ou especulação para contratação de peso. Nomes como Diego Souza, Jean, André e Nenê foram os grandes destaques. Jogadores que em outras temporadas seriam no máximo considerados bons reforços.

Em termos de saída de jogadores o grande destaque fica a cargo do último campeão brasileiro (Corinthians) que pode perder seu meio de campo titular para o mercado chinês. Jadson e Renato Augusto já acertaram sua ida, Ralf está com saída encaminhada e Elias ainda pode ir embora.

O mercado asiático já tinha feito estrago na temporada passada, levando jogadores como Diego Tardelli e Ricardo Goulart. O que preocupa é o fato de que nossos jogadores hoje não terem mercado em grandes clubes europeus.

Outro fator preocupante é perceber que nossa economia perdeu força perante os vizinhos sul-americanos. Hoje os nomes especulados dos nossos hermanos são de jogadores que deixaram de ser promessas (acima de 23, 24 anos) e que já deveriam ter sua qualidade confirmada.

Para arriscar em um jogador sul-americano de 26, 27 anos de idade, o melhor seria dar chances a jogadores da base, principalmente neste começo de temporada, onde os estaduais permitem testes sem comprometer o ano dos clubes.

Começa a Libertadores de 2016

Não, não estamos em Fevereiro de 2016 ainda.

Dezembro de 2015, um dia após o sorteio dos grupos para a competição de 2016.

Com o ranking utilizado neste ano o sorteio acabou sendo diferente dos anos anteriores. Se não vamos ter clássicos brasileiros na fase de grupos (onde tínhamos chance de um choque-rei ou majestoso), temos um sorteio que deixa o Grêmio em situação delicada, no grupo que em teoria é o mais difícil. Óbvio que temos as mudanças de elenco até o início da competição, mas já podemos imaginar como será a competição.

O São Paulo escapou de um confronto complicado na pré-libertadores, mas precisa se cuidar para não ser surpreendido frente o César Vallejo. Passando para a fase de grupos terá que conquistar sua vaga em um grupo onde o Trujillanos deve ser a zebra. River Plate não terá a mesma força deste ano, mas não pode ser menosprezado e o Strongest tem a seu favor o fator “atitude”.

O Palmeira caiu no grupo 2 e pode ter problemas contra Rosário Central e terá que tomar cuidados contra o Nacional do Uruguai. E não deve ter problemas frente Universidad do Chile ou River Plate (Uruguai).Com a base deste ano e alguns reforços, o alviverde deve chegar forte na fase de grupos e classificar sem grandes problemas.

O Atlético-MG tem motivos para comemorar o sorteio. O grande desafio parece ser o Colo Colo do Chile. Melgar (Peru) e Guarani (Paraguai) ou Indepediente del Valle. O time que foi vice-campeão brasileiro e deve conta com reforços pontuais. A classificação para a fase de oitavas deve ocorrer sem sustos, deixando o “eu acredito” para os mata-matas.

O Grêmio ao contrário, tem motivos para se preocupar com o resultado do sorteio. Ninguém gostaria de encarar logo de cara o San Lorenzo, LDU do Equador e o Toluca do México.Não será fácil conquistar a vaga. Será necessário ganhar seus jogos em casa e conquistar ao menos empates fora de casa.

Fechando os brasileiros, temos o Corinthians que deve ter problemas contra o Cerro Porteño , mas deve passar sem problemas pelo Cobresal e Santa Fé ou Oriente Petrolero. Se o time conseguir manter a base deste ano também consegue a classificação sem grandes problemas.

Óbvio que tudo pode mudar, afinal temos várias histórias zebras ao longo dos anos.

Infelizmente a competição está inchada por conta de interesses políticos. Com menos clubes teríamos a chance de uma competição com chance de vários jogos de alta qualidade já na fase pré-libertadores e na fase grupos.

Mas tenho certeza que a edição de 2016 deve proporcionar emoções, trazer de volta algumas rivalidades sul-americanas e claro, criar novas histórias.

Balanço do Brasileirão

A última rodada do campeonato brasileiro tinha tudo para ser recheada de emoções, mas na prática tivemos poucas mudanças e jogos ruins de assistir, isto com partidas que valiam muito para os envolvidos.

No geral o campeonato nos brindou com bons jogos, algumas revelações e algumas decepções.

Mais uma vez o Internacional decepcionou. Time que sempre é apontado como um dos favoritos, mas nos últimos anos vem deixando a desejar. Os clubes do RJ também decepcionaram nesta competição.

Como surpresas cito o Corinthians (achava que iria fazer uma campanha ruim),Sport (apostava como um dos rebaixados e mostrou qualidade, lutando quase até o fim por vaga na Libertadores e os clubes de SP no geral (a Ponte foi a pior classificada , em 11º, acima dos clubes do RJ, por exemplo).

E claro, preciso citar a comparação entre meus palpites de classificação final do campeonato publicados neste link e o resultado final. Neste ano consegui errar todos os palpites (o único acerto foi apontar o Avaí como rebaixado).

Para finalizar, segue minha avaliação dos melhores de 2015:

Danilo Fernandes (Sport)
Marcos Rocha (Atlético-MG)
Gil (Corinthians)
Felipe (Corinthians)
Zeca (Santos)
Ralf (Corinthians)
Elias (Corinthians)
Jadson (Corinthians)
Renato Augusto (Corinthians)
Lucas Lima (Santos)
Ricardo Oliveira (Santos)

Fechando os melhores, técnico – Tite, revelação – Thiago Maia (Santos) e melhor estrangeiro sendo o Lucas Pratto.

Vice da Copa do Brasil estará em crise

O fato da final da Copa do Brasil ter sido postergada deixou a situação de Santos e Palmeiras em pé de igualdade de forma que quem perder o título terá um fim de ano complicado.

No Palmeiras isto já era esperado por conta da queda de desempenho no Brasileirão e o o fato de atuações ruins no Brasileiro (e no primeiro jogo da final). Marcelo Oliveira já balança no cargo, sendo questionado por muitos.

Já o Santos, que estava em situação confortável e com grandes chances de conquistar sua vaga na Libertadores pelo G4 do Brasileiro agora tem apenas a possibilidade de tal feito se ganhar a Copa do Brasil.

Analisando a temporada de ambos, é importante lembrar que o Santos foi campeão paulista e chegou a lutar contra o rebaixamento. A guinada nas mãos de Dorival fez com que o time mudasse o foco. Estranho o fato do time ter abdicado do Brasileirão.

Óbvio que um título é melhor que “apenas” a vaga na competição sul-americana, mas o alvinegro praiano pode encerrar a temporada de forma melancólica e Dorival pode ser questionado por ter abdicado do Brasileirão de forma prematura.

A perda do título também deve acarretar em mudanças no elenco. No caso do Santos, não conquistar a Copa deve agilizar a venda de jogadores como Lucas Lima e Gabriel, além de não avançar na compra de Marquinhos Gabriel e estar sujeito ao assédio de Ricardo Oliveira, Zeca, Gustavo Henrique, Geuvânio e Thiago Maia.

Já no Palmeiras, terminar a temporada sem título e vaga na Libertadores deverá causar a demissão de Marcelo Oliveira e gerar questionamentos ao trabalho da direção em ano onde vários jogadores foram comprados e quando foi preciso o time não conseguiu mostrar qualidade na reposição de peças importantes.

E para deixar o clima ainda mais “light”, temos que citar as provocações entre os jogadores. Acho improvável que terminemos o jogo com os 22 em campo.

Brasileirão com “finais” neste fim de semana

A última rodada do Brasileiro terá duas “finais”, com os quatro times envolvidos precisando do resultado por motivos diversos.

O Goiás ainda sonha em fugir do rebaixamento e recebe o São Paulo que esta bem perto de garantir sua vaga na Libertadores de 2016. Apenas a vitória interessa ao time goiano, ao passo que um empate já garante a vaga paulista.

Cenário parecido com o jogo entre Coritiba e Vasco, onde um empate garante o mandante na série A e somente os três pontos garantem o time carioca na elite em 2016.

Não podemos esquecer que quando aparecer o sinal de ” bolinha na rede ” devemos ter momentos de tensão.

Pensando no G4, como o tricolor se comportará ao saber de gol marcado no Beira Rio, onde o Inter precisa da vitória e de derrota do São Paulo para garantir sua vaga? Ou como o Inter irá se comportar em caso de gol do time paulista? De todos, é o que parece em situação mais tranquila para esta última rodada.

Já os demais envolvidos lutam contra o rebaixamento, sendo que Vasco e Goiás precisam da vitória e ainda secar os concorrentes. Neste caso o Coritiba aparece como segundo clube com mais chances de conquistar seu objetivo nessa última rodada, já que um empate em casa já o garante na série A em 2016.

E não podemos esquecer que os que lutam contra o rebaixamento (com exceção do Coxa) precisam torcer por vitórias do Corinthians frente o Avaí e do Fluminense contra o Figueirense (em Santa Catarina). Dois times sem nada em vista e com o tricolor carioca podendo inclusive ajudar no rebaixamento de um rival.

Semana tensa, jogos que serão carregados de emoção e a promessa de rodada eletrizante no próximo domingo.

O que esperar da seleção brasileira amanhã?

Amanhã teremos mais um jogo da seleção em Salvador, contra o time do Peru e pelo que (não) estamos jogando, a promessa é de mais jogo complicado.

Escapamos de derrota contra uma Argentina repleta de desfalques. Neymar não brilhou como esperado e passamos sufoco nos dois tempos da partida.

Dunga ao menos tentou algo novo, mexendo na escalação que no papel parecia interessante. Só que este time ainda não engrenou, seja no coletivo, seja no individual.

Não conseguir a classificação nas eliminatórias parece um cenário improvável pelo que vimos nos jogos disputados até agora. Nenhuma seleção por encantando.

Mas o jogo de amanhã deve ser encarado com cuidado. Não espero uma grande atuação (basta lembrar que o Peru nos deu trabalho na Copa América), mas não acho que vamos ser surpreendidos. Devemos ganhar por um placar magro.

E neste caso Dunga terá alguns meses para pensar em estratégias e táticas para que a seleção ganhe um padrão de jogo e possa convencer em campo.

Clubes podem mudar o jogo

José Luiz Portella, em sua coluna do Lance! de quarta-feira publicou matéria a respeito de uma “Liga dos Campeões das Américas”, organizada pela MP&Silva, uma empresa que atua com distribuição depois direitos de transmissão de eventos esportivos.

A idéia é um campeonato mata mata com 64 clubes (sendo de 12 a 15 times brasileiros). Valores? ” Módicos” R$113 milhões para o campeão. Quem sair na primeira fase não terá porque reclamar com R$18 milhões na conta (para efeito de comparação o campeão da Libertadores deste ano levou R$19 milhões para casa.

As federações e confederações há tempos têm seus cofres recheados , com condições de prêmios melhores nas competições que gerenciam. A simples menção de valores como estes mostra que os clubes podem sim conseguir pleitear por condições melhores, desde que entendam a força que possuem em conjunto.

Imaginem o peso que seria o boicote dos clubes brasileiros à Libertadores. Ou quanto o estadual do RJ estará esvaziado sem a dupla Fla-Flu. Os clubes não podem ser reféns. Passou da hora do controle mudar de mãos

Quem garante a última vaga no G4?

A última vaga no G4 vai ficar com o clube que errar menos. Com 12 pontos ainda em disputa e com tropeços dos times que ainda sonham com a vaga rodada após rodada é impossível cravar quem vai conquistar e difícil apontar aqueles que não podem sonhar com a mesma.

Os 10 dias sem jogos (por conta da seleção) poderiam nos levar a crer que os treinadores teriam tempo para um ajuste fino neste fim de temporada, mas o máximo que vejo é a recuperação de jogadores lesionados.

O Santos vem se mantendo no G4 justamente pelo desempenho ruim de seus rivais. São Paulo perdeu o jogo frente o Cruzeiro e perdeu chance de assumir o quarto lugar. Inter ganhou o confronto direto contra a Ponte (que ainda pode sonhar com G4). O Sport venceu o Grêmio e ganha forças para um sprint final.

A decepção nesta reta final é o Palmeiras, que perdeu em casa para o Vasco e com 6 pontos de diferença para o Santos parece ter jogado a toalha, mais pelo emocional do que pela pontuação.

Clubes equilibrados e disputa em aberto. Próximas duas rodadas devem ser decisivas para definir quem ainda pode sonhar com G4.

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