A chance de ouro que Jô perdeu

Em um jogo complicado, o Corinthians tropeçou novamente e apenas empatou com o Vasco em casa, boa parte disso graças a anulação de gol inválido de Jô, onde o atacante tocou com o braço e assumiu o ocorrido, em uma rara demonstração de Fair Play e hombridade. Mas favorecido pelos tropeços na rodada, o time continua com uma diferença de 8 pontos para o segundo colocado, o time continua com uma ótima vantagem na luta pelo título.

Esta poderia ser a chamada de várias colunas depois da rodada de ontem. Estaríamos analisando o jogo, valorizando a melhora ofensiva do Corinthians no jogo de ontem e novamente falando sobre os rivais que insistem em desperdiçar a chance de encostar no líder rodada a rodada e já fazendo previsões para a próxima rodada. Infelizmente o atacante alvinegro perdeu a chance de ter uma atitude que seria elogiado por muitos (e criticada por alguns poucos fanáticos). Programas esportivos elogiando a postura do jogador de forma unânime.

A entrevista do jogador pós jogo foi ainda pior, depois do mesmo ter visto o lance. Poderia ter ter dado uma declaração muito diferente.

E também somos obrigados a criticar a arbitragem, principalmente o juiz de linha, que novamente mostra não ter utilidade alguma, pois estava muito próximo do lance e poderia ter assinalado a irregularidade da jogada. E o lance novamente deixa claro a necessidade do recurso de vídeo para analisar lances polêmicos (por mais que o lance em questão seja fácil de marcar). E por conta da repercussão deste fim de semana, devemos ter este recurso implementado na próxima rodada e podemos começar a minimizar os erros que ocorrem rodada após rodada.

Com relação aos erros repetitivos, é importante notar e valorizar que um erro não justifica o outro. Corinthianos reclamando sobre erros de arbitragem em lances recentes (Coritiba e Flamengo) que poderiam deixar o time ainda mais tranquilo na liderança. E teremos uma pressão acima do normal para quem for apitar o clássico entre São Paulo x Corinthians.

Libertadores quente nesta quarta

A noite de quarta-feira promete muitas emoções nas quartas de final da Libertadores para os brasileiros ainda vivos na competição, todos com reais chances de continuar na competição e lutar pelo título.

O Santos encara o Barcelona no Equador em um duelo complicado, principalmente ao pensar que é um time que joga de forma espelhada ao time da Vila Belmiro, guardadas as devidas proporções. E não podemos esquecer que o time equatoriano eliminou o Palmeiras nas penalidades, mas teve reais chances de sair classificado ainda no tempo normal. Sem Copete, talvez o time sofra, mas será interessante ver a postura dos clubes, já que ambos preferem o contra-ataque ao invés de propor o jogo. Por conta disso não sei até que ponto o empate fora de casa seja válido, deixando que time de Levir resolva sua vida no jogo da volta. A favor, claro, jogar motivado pela ótima vitória em casa no clássico paulista frente seu principal rival, que faz com que o time jogue confiante fora de casa.

Já no RJ teremos um duelo interessante entre o Botafogo de Jair, que vem fazendo uma campanha muito acima do esperado na competição, eliminando clubes importantes e com um futebol coletivamente produtivo, com destaque para Roger e Bruno Silva contra um pressionado Grêmio, que praticava o melhor futebol no Brasil, mas vem tropeçando no Brasileiro (onde poderia ter encostado ou até passado seu rival), a eliminação na Copa do Brasil e apostar as fichas na competição sul-americana. Se contar com os desfalques de Luan e Geromel, a vida do time gaúcho pode ficar complicada e a decisão ser resolvida já no jogo de ida.

Dois grandes jogos. E qualquer um deles seria ótimo de assistir na TV aberta. Infelizmente , para quem quer acompanhar um deles, resta ouvir pelo rádio ou apelar para a TV fechada.

Santos sobra e vence o clássico alvinegro na baixada

Clássico alvinegro com os times levando o que tinham se melhor, com um Santos novamente apostando na velocidade e o Corinthians sendo “obrigado” a ter a posse de bola. Jogo começando quente, com uma primeira etapa onde o Santos só na saiu vitorioso por ótimas defesas de Cássio em duas finalizações de Ricardo Oliveira.

Lance no primeiro tempo mostra a diferença do Corinthians do primeiro turno para o returno. Roubada de bola de Gabriel em Alisson na defesa e contra-ataque em velocidade. 4 contra 3 e Rodriguinho (novamente em má atuação) optando por uma finalização graça, sem perigo para Vanderlei.

A segunda etapa trouxe o time de Carille com a pressão dos resultados anteriores querendo ir para o ataque, mas contando com atuações fracas do meio para frente. O volante Gabriel foi quem mais apareceu com perigo, principalmente em chute de fora da área que obrigou o goleiro santista a praticar grande defesa. Jô apareceu apenas em cabeceou fraco, mas com direção que faz Vanderlei se esticar e mostrar porque é o melhor goleiro da competição.
Do lado santista é importante valorizar a ótima atuação em todos os setores. Renato e Alisson tomaram conta do meio de campo. A defesa se manteve firme com Luiz Felipe (que entrou ainda no primeiro tempo no lugar do lesionado Gustavo Henrique). Lucas Lima teve uma ótima atuação, em grande parte por sua movimentação. Não foi a toa que o meia marcou seu primeiro gol na competição em falha defensiva s Corinthians e finalização precisa de fora da área.
Mas o destaque fica para o atacante Bruno Henrique, que pelo lado esquerdo teve uma ótima atuação e deu pesadelos principalmente para Fagner, que sofreu com os dribles e a velocidade do jogador e foi o grande nome do jogo. 80% do gol deve ser creditado ao mesmo.

A vantagem deixou o jogo ainda melhor para o time de Levir. Ainda mais fechado na defesa, mas ameaçando no contragolpe em várias ocasiões, ao passo que o Corinthians voltou a tentativa inócua de cruzamentos na área, torcendo para que algo desse certo.

É verdade que Romero teve uma ótima chance também, em chute e, mas em cima do goleiro santista, mas o empate seria injusto pelo que os dois times apresentaram. O segundo gol saiu perto do do do jogo, em momento onde o time do Parque São Jorge já tinha se lançado de todas as formas em busca de seu gol (com Camacho , Claysson e Giovanni Augusto nos lugares de Gabriel, Romero e Marciel respetivamente).

A vitória dá ânimo ao Santos que tem duelo importante pela Libertadores nesta quarta, além de diminuir a vantagem para o líder (agora são 9 pontos) e já começa a incomodar o líder como um segundo postulante ao título (por conta da queda do time gaúcho, teoricamente o principal opositor).

Já para o Corinthians a terceira derrota em quatro jogos do segundo turno liga de vez o alerta. Mais uma vez o Grêmio tropeçou e a diferença se manteve em 7 pontos, mas o time hoje está pressionado e encara uma sequência complicada nas próximas semanas, onde precisará provar se o time chegou ao seu limite ou se é apenas uma má fase.

Primeiro sinal de alerta para Neymar

Assim como várias outras mídias, também comentei sobre a transferência de Neymar do Barcelona para o PSG. Em campo pelo time francês ele já aprontou (no bom sentido) com grande destaque em duas das três partidas do time pelo Ligue 1. Mas sabemos que ele deve se destacar em um outro campeonato onde o time sempre é favorito. O real desafio será na Liga dos Campeões

Pela seleção não temos preocupação com classificação. Uma sequência de 9 vitórias consecutivas e passaporte mais que carimbado. O que preocupa é vermos o atacante repetir comportamentos que pareciam fazer parte do passado. Neymar nervoso, revidando entradas e caindo na provocação e voltando a ser “fominha”, querendo resolver o jogo sozinho.

Não por acaso, o time de Tite teve uma primeira etapa ruim e conseguiu a melhora na segunda etapa com uma mudança tática importante (liberação do apoio simultâneo dos laterais) e a entrada de Coutinho, que mudou o jogo e mostrou porque o time catalão tentou tanto sua contratação. E o craque brasileiro teve uma atuação apenas regular, muito longe do que ele é capaz de produzir para o time.

Não devemos cravar nada sobre o jogador, mas preocupa uma partida como esta, principalmente se levarmos em conta que as eliminatórias daqui para frente devem ser de jogos contra seleções cumprindo tabela e com chances de jogadores focados em provocar e complicar a situação de Neymar (lembrando que suspensões nas eliminatórias valem para a Copa do Mundo. Tite não deve “poupar” o jogador nos próximos jogos, mas sim voltar a fazer ele entender que ele é importante individualmente, mas que precisa estar em sintonia com o resto do elenco , entender que ele não precisa resolver todos os jogos sozinho, principalmente na seleção, onde conta com jogadores de qualidade com quem pode “dialogar”.

Torço para que Tite tenha sucesso nesta empreitada já nos próximos jogos, sob pena de termos um atacante pilhado na Copa do Mundo, achando que precisa resolver tudo sozinho para poder ser o melhor do mundo.

Segundo turno embolou o Z4

Um fato curioso no campeonato por pontos corridos é o que ocorre com alguns clubes quando temos a mudança de turno. Um bom primeiro turno dá margem para alguns tropeços (caso do Corinthians, que mesmo assim já está com sinal de alerta ligado). Mas no segundo turno, não é raro presenciar clubes tendo uma campanha acima da curva, conseguindo recuperações impressionante e muitas vezes “salvando” o ano.

Isso se nota na zona de rebaixamento. 2 pontos separam o São Paulo (19° colocado) do Vitória (16° e hoje fora do Z4 por critérios de desempate). E o Vasco, na 12° posição tem apenas 3 pontos de distância para a zona da degola. Muito dessa bagunça na parte inferior da tabela de da pelo aproveitamento no segundo turno de clubes que hoje lutam contra a Série B.

De 9 pontos possíveis , analisando só lanterna até o 16° colocado:

– Atlético GO – 6 pontos
– São Paulo – 4 pontos
– Avaí – 7 pontos
– Chapecoense – 3 pontos
– Vitória – 6 pontos

O time goiano tem contra si um péssimo primeiro turno. Mas se repetir o desempenho nos próximos 3 jogos , pode sim sonhar com a permanência na divisão principal. Dos demais então, pela diferença de apenas dois pontos , nem precisamos nos entender na análise. Mas a tabela de cada um em Setembro faz com que os próximos 3 jogos deste mês sejam vitais para a pretensão dos times. Basta pensar que a repetição das campanhas de Avaí e Vitória hoje deixariam ambos na sexta posição da tabela (hoje ocupada pelo Cruzeiro com 31 pontos).

O próximo mês é decisivo para o Z4. Clubes eu hoje lutam contra o rebaixamento podem se livrar dessa preocupação ou pelo menos ganharem moral principalmente psicológica para o restante do campeonato. Em compensação podemos ver clubes se afundando neste pesadelo ou até mesmo ganhando uma preocupação que hoje não existe (pensando em clubes que está acima na tabela , mas que matematicamente estão próximos da zona da degola (Vasco, Ponte , Bahia e Coritiba).

Descobriram a forma de parar o Corinthians?

E a cena se repetiu na Arena Corinthians. Estádio lotado, time com alguns desfalques, enfrentando um time rubro negro, na zona de rebaixamento.

Ao contrário do jogo contra o Vitória, foi possível notar um Corinthians com atuação similar a vários jogos do primeiro turno. Trocas de passes e infiltrações com perigo. Kazim parou no goleiro Marcos do Atlético-GO e Fágner perdeu um gol daqueles “imperdíveis”. O mandante poderia ter conseguido uma vantagem considerável na primeira etapa, principalmente porque Cássio foi mero espectador.

Por conta disso, Carille foi ousado e tirou Gabriel, colocando Camacho (para dar mais qualidade ao toque de bola). Mas uma bobeada da defesa em cobrança de escanteio fez com que Gilvan marcasse um preciso gol a favor do time goiano. Se com o empate o visitante estava postado atrás, com a vantagem no placar isso apenas se intensificou. E é importante citar que o Corinthians após o gol novamente voltou a mostrar uma falta de paciência para furar uma retranca, principalmente por mais uma atuação apagada de Rodriguinho (em queda nos últimos jogos) e Jadson. A falta de qualidade no meio , somada a ausência de Arana deixou o time sem criatividade e após o gol vimos o time abusar de chuveirinhos na área.

Algumas finalizações com perigo e novamente destaque para o goleiro Marcos e outro gol perdido, desta vez por Claysson, após cabeceio de Kazim, defesa à queima-roupa do goleiro e arremate para fora do jovem atacante alvinegro.

Os rivais agradecem o tropeço do mandante. Por mais que a diferença ainda seja considerável, é inegável que os desfalques e os dois tropeços em casa já começam a dar um sinal de alerta no Parque São Jorge. E os concorrentes começam a ver que o alvinegro não é imbatível e pode sim ser superado.

O Corinthians já precisará dar uma resposta no clássico contra o Santos, principalmente se o Grêmio vencer o Sport no próximo sábado e diminuir a diferença para 7 pontos. Se o alvinegro empatar ou vencer o clássico regional, mantém o ótimo desempenho como visitante e minimiza o impacto dos tropeços. Mas se perder e ver os rivais, pode acabar dando moral aos rivais e se ver pressionado.

Como disse em colunas anteriores, o Corinthians só perde o título para ele mesmo. E isso será posto a prova já em Setembro. Ou o time se estabiliza e mostra que teve apenas um deslize normal, ou pode despencar (como Renato Gaúcho “profetizou”). Esperamos para ver o que o próximo mês nos reserva.

Barça , Neymar e o futuro

O assunto desta janela de transferências de maior destaque foi e deve se manter na saída de Neymar do Barcelona (a não ser que tenhamos uma reviravolta e vejamos Messi ou Cristiano Ronaldo saindo de seus respectivos clubes. A ida para para o PSG já foi conturbada por tudo que aconteceu nos bastidores e a forma como ela foi conduzida, principalmente pelo staff do jogador brasileiro. Não é a toa que ele que hoje ele é persona non grata na Catalunha.

Sou da opinião que o jogador optou pela transferência em busca de maior protagonismo, de ser o “dono” do time, por mais que ele diga o contrário. De estar em um clube onde ele seja “o cara” e com isso tenha chances de ser eleito o melhor do mundo. Acho difícil que a escolha não tenha sido por este motivo. Financeiro? Por mais que ele vá ganhar luvas pelo contrato novo, ele já tinha ganho aumento anteriormente no Barcelona e o clube sinalizou durante a negociação que cobriria o salário oferecido pelo time francês. Fora isso, estamos falando de deixar um time onde ele já era respeitado pelos seus colegas, querido pela torcida e um dos favoritos em todos os títulos que disputa. O Paris Saint Germain aposta nele para conseguir dar um passo e se tornar uma potência mundial.

Em termos de desafio, é algo concreto. E no caminho para ser o melhor do mundo “basta” uma Champions pelo novo time (se tiver uma Copa do Mundo pelo Brasil então, favas contadas). O que pode ser um ponto negativo é o fato da responsabilidade que o jogador terá a partir de agora. Por mais que ele conte com jogadores qualificados ao seu lado (e o PSG dá mostras que ainda pode contratar novos reforços), será esperado que Neymar resolva os jogos “praticamente” sozinho. E na pressão já vimos que o jogador sofre e costuma a tomar decisões erradas. Pode ser um diferencial que mostre que ele amadureceu ou reafirmar a posição de um jogador que não marcará seu nome na história de um clube como tantos outros no passado.

Já do lado do Barcelona temos a necessidade de se reinventar. Desde a chegada de Suárez, notamos uma mudança na forma de jogar. O time que se destacava com Messi, Xavi e Iniesta, com toque de bola e posse da mesma deu lugar para um time mais incisivo e até certo ponto “impaciente”, apostando demais na qualidade técnica do trio MSN. Com a saída do brasileiro e com dinheiro em caixa , Ernesto Valverde terá um grande desafio para sua carreira. Apostar na ideia do tridente e encontrar uma nova nomenclatura para o trio? Nomes sugeridos (Coutinho, Dybala e Dembélé) não me parecem ser nomes que possam manter este padrão de técnica / individualidade atual.

Mas em compensação vejo no brasileiro uma chance real do time voltar a ter um esquema forte apostando na posse de bola e qualidade nos passes. A compra de Paulinho (muito questionada por sinal) pode ser um passo nesta linha, abortando o trio de ataque e voltando a apostar em um meio de campo que possua força física para compactação de espaços com a qualidade do passe para melhorar o poderio ofensivo do time e ter Messi e Suárez como recursos ofensivos de qualidade e não como “soluções para todos os problemas”.

A declaração de Piqué, assumindo a melhor fase do Real Madrid é emblemática. Um jogador que leva extremamente a sério a rivalidade entre os clubes mostra que o time precisa de ajustes que vão passar por novos nomes e mudança na forma de jogar. O problema é saber como isso vai acontecer (apesar do valor em caixa, o time encontra dificuldades de negociação) e também se a torcida terá paciência para esperar por resultados.

Neymar e Barça. O que o futuro reserva para ambos?

As primeiras grandes injustiças de Tite

Já citei em colunas anteriores sobre as convocações da seleção e depois de muito tempo tivemos um chamado para vestir a amarelinha com reclamações sobre nomes convocados e principalmente ausências sentidas entre os nomes divulgados nesta última quinta.

Faço coro e acredito que tivemos dois nomes que mereciam estar na lista. Cássio (Corinthians) e Luan (Grêmio) foram as novidades na lista. Convocados por merecimento, sem reclamações da mídia e torcida, mas dois nomes mereciam estar entre os convocados.

No gol temos a ausência de Vanderlei (Santos), que vem fazendo um Brasileiro sensacional , com um nível de atuações assombrosas e sendo um dos principais responsáveis pela sequência invicta do Santos, com boa campanha na competição nacional e vivo na Libertadores. Inclusive considero o santista em melhor fase que o arqueiro corinthiano. Se fosse para escolher entre um deles, eu preferia ver Vanderlei ser testado.

Já na zaga temos a ausência sentida de Geromel, zagueiro de grande destaque na competição, com uma regularidade impressionante e que com certeza teria que estar entre os convocados. Rodrigo Caio (São Paulo) faz uma competição apenas regular e não merece estar na lista de Tite, principalmente ocupando o lugar do gremista.

O impacto fica ainda maior ao pensarmos que a seleção esta classificada e que Tite tem a chance de fazer testes com jogadores que podem ou não dar certo. Acredito que o lado “positivo” destas ausências é ter a certeza que o treinador gaúcho também erra e pode sim ser questionado.

Corinthians ofusca outras performances de destaque

A invencibilidade somada a números importantes e relevantes na temporada por parte do Corinthians faz com que alguns destaques da temporada não sejam tão valorizados devidamente.

A campanha e o futebol jogado pela Grêmio, vivo na Libertadores mostra uma qualidade do técnico que assumiu uma base montada por Roger e com o tempo conseguiu dar sua cara para um time que pratica um futebol gostoso de assistir e com um jeito único de jogar , tanto como mandante como visitante. Impressionante notar como a zaga vem se portando e a qualidade do meio para frente. É um time que merece ser olhado com mais atenção com alguns valores que podem ter um futuro notável.

O Santos é outro que merece ser elogiado. Nas mãos de Levir o time pode não repetir o futebol vistoso da época de Dorival, mas conta com um goleiro em fase espetacular. Além disso o time não sabe o que é perder desde 28/06, algo digno de nota. Classificado na Libertadores e entre os ponteiros do Brasileiro, mesmo com a saída de jogadores importantes neste meio do ano

Jailson do Palmeiras é outro que também merece destaque. Alguns podem até dizer que é sorte, mas o fato é que o goleiro não sabe o que é perder com a camisa alviverde. Não possui sequer uma derrota na competição do ano passado e neste ano continua invicto (a eliminação na Libertadores veio nas penalidades, depois do time vencer no tempo normal, logo a invencibilidade permanece).

São três performances que mereciam maior destaque, mas que hoje perdem um pouco do protagonismo por conta do que estamos vendo do Corinthians. Devemos tomar cuidado para não deixar de elogiar devidamente os citados, pois são números e desempenhos dignos de aplausos.

Palmeiras joga mal e cai nas penalidades

Com Guerra e Moisés longe das suas melhores condições físicas e com Mayke machucado, Cuca apostou em uma escalação ofensiva, com Tchê Tchê na lateral direita, Dudu recuado no meio de campo e Keno aberto na ponta-esquerda. Achei precipitado, já que o time precisava de pelo menos um gol para pelo menos levar a partida para as penalidades. A aposta se mostrou ainda mais arriscada ao perceber que o alviverde parecia nervoso e querendo resolver o jogo o quanto antes, abusando de cruzamentos na área desde o início da partida.

Fato também que o jogo era muito truncado, com várias faltas. E o ponto a ser citado é que o Barcelona do Equador veio fechado, mas mostrava qualidade com a bola nos pés, com seus atacantes aparecendo em velocidade, driblando a defesa do Palmeiras, principalmente nas costas de Tchê Tchê. Tanto que o visitante poderia ter saído da primeira etapa com um gol que daria uma enorme vantagem para a classificação.

Duelo complicado e com ares de problemas aos torcedores alviverdes. Preocupação que aumentou ao ver o zagueiro Mina precisar sair de campo chorando por estar lesionado (e ainda falam que tem jogadores que não amam ou pelo menos se dedicam ao clube que jogam – torcer para não ser algo grave). Edu Dracena entrou em seu lugar, queimando uma preciosa substituição.

A segunda etapa começou com uma mudança importante. Moisés entrou no lugar de Róger Guedes (talvez o ideal seria ter tirado Keno) e mudou a cara da partida. Primeiro participou da jogada que abriu o placar logo aos 5 minutos, em lindo lance, drible seco no zagueiro e finalização precisa. Ufa, faltava apenas um gol para a classificação, certo? Bem, esqueceram de combinar com o Barcelona. O time visitante continuou causando problemas, chegou a carimbar o travessão de Jailson.

Jogo aberto, com Keno também acertando a trave, finalização perdida cara a cara com o goleiro alviverde e com Dracena louco para entregar o jogo (entrada forte que poderia ter causado a expulsão e penalidade aos 36 minutos que poderia acabar com o sonho do Palmeiras). Para ficar ainda mais tenso, ainda tivemos Dudu saindo machucado (aos prantos) e Moisés terminando o jogo mancando.

Fim de jogo e penalidades.

Cobranças convertidas até que Bruno Henrique perdeu sua cobrança (justamente um ex-corinthiano, que vem jogando bem pelo Palmeiras). Jailson fez sua parte e manteve o time vivo, mas Egídio desperdiçou sua cobrança e o time de Cuca amarga mais uma eliminação.

Agora é ver o estrago e ver como o time se recupera no Brasileirão. A pressão será enorme, principalmente por conta dos problemas recentes (caso Felipe Melo e Borja que não rendeu e ontem em jogo que poderia ter se consagrado nem foi a campo)

Alguns jogadores saem ilesos, como Jailson (ainda invicto e devendo ser titular para o restante do ano), mas caso a reação não venha no Brasileiro, prevejo problemas para Cuca e companhia.

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