Coletivo leva a melhor sobre a individualidade

Craque não ganha jogo sozinho e nesta quarta de cinzas tivemos uma partida que evidenciou isso, no duelo entre Real Madrid x PSG.

Jogando em casa, vimos um time espanhol procurando uma marcação por pressão, enquanto do outro lado tínhamos um time esperando que um dos seus atacantes resolvessem o jogo em jogada individual. O goleiro Areola foi o grande nome no primeiro tempo e poderia ter sido vital para uma ótima vantagem no jogo de volta. Principalmente depois da rápida jogada com participação de Neymar e finalização do volante Rabiot para abrir o placar a favor dos visitantes.

Mas o volante Lo Celso (uma das surpresas na escalação franceca) fez penalidade infantil em cima de Kroos e CR7 empatou o duelo no Bernabeu.

A segunda etapa mostrou a diferença do banco e treinadores. Zidane colocou o time para frente, enquanto Unai mexeu no time procurando segurar o empate para decidir o jogo de volta. A postura ofensiva foi premiada com mais um gol de oportunismo e de Cristiano Ronaldo e uma linda jogada que terminou com gol de Marcelo.

Os craques não fizeram uma partida sensacional, mas o português procurou o jogo, ajudou na defesa e assumiu a responsabilidade no pênalti. Virar a partida em desvantagem poderia complicar a vida so Real na segunda etapa. Em contrapartida, Neymar quis resolver sozinho e sentiu a pressão, aparecendo apenas no lance do gol.

A imprensa esportiva caiu em cima do brasileiro. Friamente, ele não teve uma má atuação, mas como era esperado, contra o Real era o jogo para ele decidir, mostrar que tem condição de ser o melhor do mundo, sua maior meta de carreira.

Duelo não esta decidido, apesar da vantagem considerável para o time espanhol. E no começo de Março teremos mais uma vez os holofotes em cima de Neymar. Ou ele carrega o PSG nas costas e garante a classificação , ou o barril de pólvora explodirá em Paris. A pressão por uma desclassificação será proporcional ao valor investido no PSG nesta temporada

O impacto do veto ao VAR

Mais uma vez os clubes perderam oportunidade de fazer algo em prol do futebol brasileiro ao vetarem o árbitro de vídeo para o campeonato brasileiro deste ano. A CBF , que não tem nada de boba, alegou altos custos (isso de uma entidade que deveria servir para servir os clubes e que conta com patrocínios milionários) e informou que para a implementação ocorrer, cada clube da Série A deveria arcar com R$1 milhão. O valor não é baixo, mas os clubes grandes poderiam arcar tranquilamente.

Sou daqueles que defendem com veemência o uso da tecnologia no futebol. Temos tantos recursos a disposição no mundo de hoje, por que não usar para melhorar o futebol e principalmente evitar erros de arbitragem, tornando as decisões mais precisas?

O VAR não iria resolver os erros de uma hora para outra. Mas seria evidente o ganho técnico para todos. Infelizmente, o futebol reflete o Brasil de hoje, onde muitos valorizam apenas o “eu”. Onde é difícil pensar e agir em algo que beneficiaria a todos. Óbvio que essa decisão foi cômoda para os envolvidos. Todos lavando as mãos e dando desculpas esfarrapadas ao invés de agir em algo prático.

Confesso que estou ansioso para ver um dos clubes que foram contra reclamarem de terem sido prejudicados pela arbitragem. E gostaria de ver algum jornalista ter coragem de colocar um destes dirigentes na parede quando isso acontecer.

Clubes que foram a favor: – Palmeiras / Chapecoense / Bahia / Grêmio / Internacional / Flamengo / Botafogo
Clubes que foram contra: – Corinthians / Santos / Cruzeiro / Vasco / Atlético-MG / Atlético-PR / Fluminense / Sport / Vitória / América-MG / Ceará / Paraná.

Tempo ao Tempo – Times vencedores não nascem da noite para o dia

No ano passado , grande parte da mídia esportiva apostava que Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG eram os grandes favoritos por conta do investimento e capacidade financeira para 2017. Com exceção do Flamengo, que conseguiu ao menos um estadual, os demais não tiveram o sucesso esperado. Mas essa análise é injusta e se deve ao imediatismo que é padrão no futebol brasileiro. Esquecem que com raras exceções, principalmente nas competições que possuem um grau de competitividade maior (Brasileiro e Libertadores), é necessário montar um elenco forte, ter pelo menos um esquema tático definido e entrosar o time titular.

O Corinthians venceu o Brasileiro por merecimento, mas não foi um título planejado. Não se pode negar o trabalho de Carille e dos jogadores, mas é uma exceção que confirma a regra. Basta lembrar que a maioria dos times que conquistam a Libertadores tem como base um elenco que se mantém pelo menos em 70 a 80% de um ano para outro. A base permanece, no máximo com mudança do elenco em posições pontuais.

Temos um exemplo claro do Manchester City de Pep Guardiola. O time investiu pesado na temporada passada, com várias mudanças no elenco. Contratações foram feitos nesta janela para ajuste do time que hoje está sobrando no campeonato inglês e que está firme na Champions League. Fruto de trabalho do treinador e entrosamento do elenco que dependem de tempo.

Isso infelizmente pode impactar no trabalho de Carpegiani e Roger. Apesar de uma base do elenco da última temporada, é importante citar que os treinadores começam a temporada quase do “zero”, mas podem aproveitar os pontos fortes da temporada passada, e tentar ajustar aos poucos para que os times possam ter sucesso nesta temporada. Mas o ideal era que ambos tivessem essa temporada para trabalhar, implementar sua filosofia e serem cobrados apenas em 2019. Título em 2018 seria um “bônus”. Mas infelizmente a ausência de título para os dois citados será sinônimo de fracasso.

Corinthians em ajustes leva a melhor sobre um São Paulo (novamente) em formação

Mais de 34 mil pessoas compareceram ao Pacaembu para acompanhar mais uma vitória do Corinthians frente o São Paulo, mantendo a sequencia positiva do alvinegro frente um de seus principais rivais.O resultado deixa evidente a diferença que hoje existe entre os times no que diz respeito a tática e manutenção de elenco.

No papel, o elenco dos dois rivais não é tão diferente e ambos sofreram com saída de jogadores importantes do time titular. Só que enquanto o Corinthians possui uma forma clara de jogar, baseada em anos de manutenção de um esquema de jogo, que facilita a substituição de peças, o São Paulo sofre com mais um ano tendo que se reconstruir, com Dorival testando um novo esquema tático e com dúvidas sobre os nomes no time titular (onde apressou a estreia de reforços e arriscou com jovens promessas).

A vitória por 2 x 1 foi construída na primeira etapa, com um Corinthians melhor, mas sentindo a falta de um atacante de área. Kazim teve mais uma chance como titular e deixou a desejar, mostrando que pode ser no máximo uma opção de banco. Caso o alvinegro tivesse um atacante mais qualificado, a diferença poderia ter sido ainda maior. Já na segunda etapa o São Paulo teve um domínio territorial, mas não conseguiu criar lances de perigo, abusando de cruzamentos na área.

Cássio não precisou praticar nenhuma grande defesa , de forma que a vitória foi merecida a favor do mandante. O resultado em um jogo de peso permite citar alguns pontos dos dois times, mesmo sendo começo de temporada.

– Sidão muito nervoso em um jogo como este mostra que Jean (ex-Bahia) merece pelo menos ser testado o quanto antes;
– Brenner parece ser um atacante promissor e que deve ser importante ao longo do ano como boa opção no elenco e até lutando por vaga no time titular;
– Juninho Capixaba lembra Arana, tanto pela qualidade ofensiva como na deficiência na marcação. A aposta no jovem jogador parece ter sido acertada. Carille terá trabalho, mas pode ter uma lateral vital para o esquema de jogo, assim que melhorar a parte defensiva do mesmo;
– Meio de campo mais leve , com apenas Gabriel de volante, não deixou o time exposto, ao contrário do que eu imaginava. Compactação que deixa o time equilibrado no meio e defesa. A ressalva fica apenas a condição física, principalmente de Jadson (hoje compensada pela correria que Clayson e Romero precisam ter em campo para recompor o esquema defensivo).

Palmeiras já começa a ter a “cara” de Roger Machado

Depois de mais uma vitória pelo campeonato paulista, é importante notar que o Palmeiras já possui uma mudança na sua forma de jogar, fruto do trabalho do técnico Roger Machado. Um futebol valorizando a posse de bola, mas com rápida transição ofensiva e movimentação intensa dos seus jogadores de meio campo e ataque.

Dudu dando apoio para Lucas Lima na criação, Felipe Melo com forte marcação, mas ajudando na criação de jogadas e o ataque tendo William mantendo a boa fase do ano passado, com Borja ainda pecando na finalização, mas mostrando pelo menos mais vontade e entrega em campo.

Claro, temos que levar em consideração o fato dos adversários mais fracos que o Palmeiras encarou até o momento. Mas outros times encaram adversários com menor qualidade e não conseguem se impor em campo. Isso pensando que o time ainda tem jogadores para estrear na temporada (casos de Moíses e Gustavo Scarpa). E este continua sendo o ponto de atenção neste time. Como ele irá controlar os egos. Basta citar que Jailson começa a temporada merecidamente como titular, mas com sombra de Weverton (que gerou investimento da direção para antecipar sua chegada) e Fernando Prass (ídolo alviverde).

Mas pelo menos, neste primeiro mês do ano, estou com boas expectativas sobre este time do Palmeiras e acho que a torcida deve esperar ao menos um título nesta temporada.

“Análises” do trio de ferro

Os “emocionantes” estaduais já estão em andamento. Muito pode mudar ao longo do ano (estamos apenas em Janeiro), mas com duas rodadas disputadas já temos alguns pontos que podem ser citados.

– O São Paulo não tem substitutos para Hernanes e Pratto. Nenhum gol marcado, um ponto e um time com elenco enfraquecido se comparado com o time de 2017;

– O apoio incondicional da torcida ficou na temporada passada. Protestos no sábado antes do jogo e pressão por novos jogadores mostram que Raí e Ricardo Rocha não foram suficientes para blindar o elenco e diretoria;

– Dorival pode começar a próxima semana pressionado dependendo do resultado no clássico do próximo fim de semana contra o Corinthians;

– Juninho Capixaba deixa boa impressão nesse início e dá mostras que pode ser bom substituto para Arana;

– A mudança tática aparenta dar qualidade ofensiva ao Corinthians, mas deixa impressão de uma defesa mais
exposta (Gabriel sendo mais exigido, Capixaba com necessidade de melhorar sua postura na marcação e falta de um segundo volante no meio). Ponto que pode ser explorado pelos adversários nos jogos grandes;

– Um “9” será contratado para assumir a titularidade (Junior Dutra pode ser uma boa opção de elenco e Kazim não tem qualidade para ser utilizado com frequência);

– Antônio Carlos começa o ano sendo um jogador que pode ser útil na zaga alviverde, mas acredito que o Palmeiras esteja firme na busca por um nome mais experiente para a temporada;

– Lucas Lima parece ter encaixado no esquema de Roger Machado. Não parece jogador que acabou de chegar no elenco. Se o meia conseguir ter a regularidade da sua melhor fase pelo Santos, pode ser importante para o Palmeiras neste ano e talvez até sonhar com uma vaga na seleção de Tite;

– Do meio para frente, o elenco do Palmeiras promete uma disputa acirrada. Quem vacilar perde sua vaga. A fartura de opções deixa Roger com uma missão complicada, que será motivar essa “briga” por posição e evitar a guerra de egos.

Paulistão – Qual será o primeiro treinador a ter seu trabalho questionado?

Hoje começa o “emocionante” campeonato Paulista. cada vez mais esvaziado, mas pelo menos dessa vez pelo menos a federação fez uma pequena mudança no regulamento, com a possibilidade de inscrição de jogadores da base numa lista adicional.

Tirando isso, teremos o mesmo campeonato arrastado de todos os anos, com emoção apenas nos clássicos e na fase decisiva. A conquista do título pode até mudar o fim da temporada, vide o que aconteceu com o Corinthians na temporada passada. Pergunte a um torcedor dos outros grandes paulistas se ele não gostaria de ter ganho pelo menos o título estadual. Para os corinthianos, foram dois títulos na temporada passada, motivo de celebração.

O grande problema da competição é ela ter um peso maior do que deveria. Ilude com uma campanha que pode dar a impressão do time ser melhor do que realmente é. Do outro lado, prejudica um inicio de trabalho, algo que neste ano pode impactar qualquer um dos treinadores dos times grandes, que podem ter seu trabalho terminado de forma precoce.

Esse “medo” vale para os quatro treinadores. Uma sequencia de resultados negativos, principalmente quando começarem as demais competições (Copa do Brasil e Libertadores) pode ser mais que motivador para demissão precipitada.

Dois treinadores mantendo o trabalho do ano passado que teoricamente teriam segurança e dois novos treinadores que iniciam a temporada e teoricamente deveriam ter tempo para implementar seus esquemas de jogo. Infelizmente no Brasil o resultado no campo são os responsáveis pela manutenção ou não de técnicos, com raras exceções.

Carille sabe que para este ano a pressão será maior, mesmo com um time enfraquecido, se comparado ao time da temporada passada. A torcida vai cobrar que o time lute por títulos neste ano. Para ajudar ainda existe a indefinição do patrocinador principal e a indefinição sobre a situação política, em relação a quem irá assumir a presidência, que impacta em reforços.

Dorival sofre problema parecido. Depois de ter livrado o time do rebaixamento, dificilmente terá respaldo da torcida e diretoria, mesmo com o time perdendo jogadores vitais da temporada passada (Lucas Pratto e Hernanes). O medo no tricolor é ter um começo de temporada ruim e sofrer novamente com o rebaixamento no Brasileiro. Diego Souza não parece ser o nome ideal para ser a referência técnica deste time.

Roger é um dos mais pressionados neste começo de temporada. A falta de resultados consistentes nos times anteriores vem acompanhado do peso de assumir um time com poder de compra e com um elenco no papel favorito a todos os títulos deste ano. Repete o que aconteceu com Eduardo Baptista no ano passado e se o treinador não conseguir que o time dê liga e domar a provável guerra de egos de quem não estiver no time titular, deve ter vida curta.

Já Jair Ventura chega ao Santos cercado de indecisão. A ótima campanha do Botafogo na Libertadores foi impactada pela queda de desempenho no Brasileirão, que culminou com a não classificação para a competição sul-americana em 2018. A situação se agrava com a situação ruim das finanças do time da Vila Belmiro, que perdeu Lucas Lima, Zeca e Ricardo Oliveira e começa a competição sem reposições de qualidade, isso para um time que terá o foco na Libertadores.

Meu palpite é que um dos 4 treinadores termina o Paulistão pressionado. Arrisco dizer até que um deles será demitido ainda no estadual.

Nem o Real escapa da crise

Técnico questionado por não mexer no time, torcida vaiando um dos jogadores que está no elenco há muito tempo e o craque em má fase. Roteiro que já foi vivido por todos os clubes grandes em algum momento, mas de forma surpreendente este é o cenário do poderoso Real Madrid.

Depois de mais uma derrota (em casa para o Villareal) o time praticamente deu adeus ao título espanhol e se a Champions era a prioridade, agora se torna a única opção para time de Madrid. Marcelo que possui anos de titularidade absoluta começa a ser questionado, tanto que no fim de semana chegou a receber vaias impensáveis até o ano passado por parte da torcida. Cristiano Ronaldo não consegue deslanchar na competição. Isso sem contar outros jogadores em má fase, como o centroavante Benzema.

Zidane sofre a pressão por não conseguir mudar a forma do time jogar. O time continua extremamente ofensivo e criando chances de gol, mas vem esbarrando no azar / falta de eficiência para colocar a bola no gol. Ao passo que a defesa sofre por estar exposta. Zidane hoje se vê numa sinuca de bico. Mudar o time e arriscar mexer numa estrutura estabelecida prestes a um duelo complicado frente o PSG de Neymar ou manter o esquema e sofrer com a pressão nos próximos jogos pelo campeonato Espanhol?

Dinheiro para contratações sabemos que o time tem em caixa. Mas qual seria o grande nome para chegar e mudar o time (ao meu ver, precisaria investir em um zagueiro que chegasse para ser titular e um lateral-direito). Lembrando que precisaria ser alguém que pudesse jogar a Champions.

E se o duelo entre CR7 e Neymar já tinha sua importância, agora ganha contornos ainda maiores. Uma possível (e hoje já não mais tão improvável) eliminação espanhola pode causar mudanças consideráveis no atual elenco, com chegadas e principalmente saídas. Até mesmo Cristiano Ronaldo poderia ser seduzido por uma possível mudança de ares.

Caso Rueda fecha a porta para os técnicos estrangeiros no Brasil?

Nesta segunda o que já era esperado foi confirmado, com a saída de Rueda do Flamengo, aceitando o convite para treinar a seleção chilena. O assunto gerou uma repercussão em toda mídia esportiva. A torcida usou as redes sociais para demonstrar toda sua insatisfação e muitos jornalistas também tiveram um grau parecido de insatisfação, talvez demonstrando um pouco de parcialidade ou talvez querendo fazer média com uma das maiores torcidas do Brasil.

Rueda é um dos melhores técnicos sul-americanos em atividade. Não foi por acaso conquistou uma Libertadores pelo Atlético Nacional da Colômbia, foi sondado pelo Corinthians no começo do ano passado e assumiu o Flamengo cercado de muita expectativa. Infelizmente no Brasil existe a cobrança imediata. Mesmo chegando com o elenco fechado, ele terminou a temporada com seu trabalho questionado por não ter conquistado os títulos da Copa do Brasil e da Sul-Americana (com dois vice-campeonatos).

O ideal era que ele tivesse segurança para montar o elenco da temporada, usando o estadual para testar jogadores e esquema tático para a disputas importantes do ano (Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão). Mas sabemos que isso não seria realidade para o técnico, que seria demitido na primeira sequencia de resultados negativos. O grande problema foi a forma como esta situação foi conduzida pelo técnico.

A medida que as notícias a respeito do interesse chileno apareciam, a falta de um comunicado oficial do técnico dava espaços para incertezas e boatos diversos. Algo que seria resolvido facilmente com um comunicado ou declaração de Rueda para qualquer jornalista ou em rede social. A cada dia as notícias ficaram ainda mais sérias, dando como certa o “sim” do treinador.

Duvido que a decisão tenha sido feita ontem pelo técnico. Como também duvido que os dirigentes do Flamengo tenham ficado sem notícias do treinador durante todo o período de recesso de fim de ano. Isso explica o fato do time carioca ter anunciado Carpergiani logo após a confirmação da saída de Rueda.

O planejamento da temporada rubro negra ficou prejudicado pela indecisão e vejo muito mais “culpados” do que vítimas nesta história. Acredito que pensando na estabilidade do trabalho, o treinador escolheu a melhor opção. Terá tempo para se focar na classificação para a Copa do Mundo de 2022.

O problema é que a saída do técnico traz de volta a discussão sobre a validade de trazermos técnicos estrangeiros para trabalhar no Brasil, ao invés de discutirmos sobre a falta de tempo para que os treinadores em geral possam trabalhar. E também deveríamos estar discutindo o fato que treinadores sul-americanos são sondados para treinar as seleções dos países vizinhos, ao passo que nenhum brasileiro é sequer sondado.

Infelizmente, a curta passagem do colombiano deve fazer com que futuras propostas sejam vistas com restrições para qualquer técnico estrangeiro e ao invés de aprender, iremos continuar um degrau abaixo, sem entender porque os outros países conseguem ter mais sucesso na Europa em seleções do que o nosso “produto nacional”.

Indefinições tricolores

Os principais tricolores do país começam o ano com incertezas e preocupações para a temporada de 2018. Indefinições sobre os principais nomes atrapalham o planejamento do ano.

O Grêmio conseguiu renovar o contrato de Renato Gaúcho, viu Barrios , Edílson e Fernandinho saírem (nomes que em um primeiro momento não impactam, mesmo sendo três titulares). A situação gremista pode mudar nesta janela. Geromel, Luan e Artur tiveram grande destaque no ano passado e possuem potencial para jogar no futebol europeu (o volante tem sem nome ventilado no Barcelona). Estas seriam saídas que fariam o time perder qualidade, obrigaria a direção a gastar com reforços para remontar o elenco, além da perda entrosamento conquistado no ano passado. Mas hoje (04/01) vejo o time do Grêmio com qualidade para lutar por mais uma Libertadores).

O São Paulo começa o ano com nomes importantes fora de campo (Rai e Ricardo Rocha) depois de mais uma temporada ruim, novamente fugindo do rebaixamento. A torcida têm razões de sobra para estar preocupada. Sente a ausência de títulos, mas hoje tem o receio de mais uma vez ter o time longe do protagonismo de outrora. A contratação de Jean mostra a insegurança no gol, principalmente pelas diversas mudanças no ano passado (com Sidão, Dênis e Renan Ribeiro). Fora isso existe o receio da saída de Hernanes, vital para a fuga do rebaixamento, mas que pode ter sua volta antecipada pelo seu time na China e a indecisão sobre a permanência de Pratto (River da Argentina devendo apresentar proposta até o fim da semana para compra do mesmo). O time paulista precisa definir seu elenco neste começo de temporada. Passar outro ano com vendas financeiramente boas, mas desmanchando o elenco ao longo do ano devem fazer com que novamente esteja longe de assumir candidatura séria à títulos.

Já no Rio de Janeiro a preocupação é ainda maior. O Fluminense também flertou com o rebaixamento e começa 2018 com serissimos problemas financeiros, colocando no mercado nomes importantes como Cavalieri e Henrique, devendo sofrer assédio pelas jóias da base e com Gustavo Scarpa praticamente fora do clube, forçando sua ida , com seu nome sendo vinculado aos três grandes da capital paulista. Infelizmente este prejuízo financeiro deve impactar o ano nas Laranjeiras e obrigar Abel a montar um time com limitações pensando em um primeiro momento em continuar na série A. Pouco para um time com a grandeza do Flu, mas condizente com a situação caótica pela qual o time carioca passa.

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