Um campeonato à parte

Temos um campeonato onde pode se questionar a qualidade técnica, mas carregado de emoção por conta da luta contra o rebaixamento. Nenhum time consegue uma sequência positiva e isso faz com que novamente a diferença entre o 10° (Bahia) o 17° (Ponte Preta) seja de apenas três pontos.

Isso faz com que uma vitória represente um salto de posições, mas um tropeço faça o time despencar na tabela. Mesmo o Coritiba que perdeu dois jogos seguidos ainda continua vivo na competição (4 pontos de diferença para o 15°). Na reta final, um time que conseguir uma sequência de três resultados positivos pode se livrar do fantasma do rebaixamento e até sonhar com Libertadores.

A fuga do Z4 deve permanecer até as rodadas finais e não duvido que uma ou duas vagas na série B sejam decididas apenas na última rodada. Emoção garantida até Dezembro. E poucos clubes podem se considerar livres desta disputa nada agradável. Mas qualquer time que encaixar uma sequencia de resultados positivos (duas vitórias seguidas e um empate por exemplo) já dá um grande passo para manter-se vivo na série A e até sonhar com uma vaga na Libertadores de 2018 (já que os ponteiros também não conseguem convencer até agora, oscilando nos seus jogos também).

Apostar em rebaixados? Fico devendo. Minha bola de cristal foi para o conserto.

Palmeiras vence em show de Keno

Na primeira partida sem Cuca vimos um Palmeiras diferente na proposta do interino Alberto Valentin. Borja ou Deyverson? Nenhum dos dois. A aposta foi em Keno, pouco aproveitado pelo ex-treinador e que se mostrou aposta mais que acertada.

Uma marcação por pressão frente o lanterna mostrou uma proposta diferente de jogo, muito mais na base da conversa do que em treinos, mas que deu tranquilidade ao time paulista. O ex-jogador do Santa Cruz foi o nome do jogo, deixando o lateral esquerdo do Atlético-GO com pesadelos com seus dribles e assistências precisas que resultaram nos gols de William, Moisés e Dudu. Dois gols na primeira etapa foram cruciais para a vitória. A vantagem deu tranquilidade para o time na segunda etapa. Prass teve pouco trabalho na partida e só foi vazado em cobrança de pênalti, onde Walter foi frio e de cavadinha diminuiu o placar.

O Palmeiras ganhou do lanterna, mas é importante ressaltar que o time vinha de duas partidas sem vitórias e que o time goiano vinha de boas partidas no segundo turno, complicando a vida de muitos times. O resultado logo após a demissão de Cuca pode ser um gás para que o alviverde consiga se firmar de vez na luta por vaga direta na Libertadores de 2018 e até voltar a sonhar com o título, visto que o líder voltou a tropeçar e tem uma sequência complicada pela frente pode fazer o conflito direto entre ambos na primeira semana de Novembro ganhar contornos de final.

Corinthians vence e agradece a ótima rodada

Depois de um intervalo sem jogos, o Corinthians recebeu o Coritiba em casa, em um jogo complicado, pelo segundo turno do time. Carille optou por manter o time ideal, exceto pelas mudanças obrigatórias por conta de jogadores suspensos.

Mais de 36 mil corinthianos viram um time com uma proposta interessante, com movimentações constantes dos meias Jadson, Marquinhos Gabriel e Rodriguinho, com um esquema um pouco diferente do usual. É verdade que o Coxa chegou a ameaçar no começo do jogo, obrigando Cássio a praticar uma grande defesa, mas aos poucos o time conseguiu equilibrar as ações e abriu o placar em jogada de Jadson e finalização de Jô (novamente na artilharia do campeonato).

É verdade que a defesa deixou de ter a segurança de outros tempos. Tanto que o Coritiba abusou de cruzamentos na área alvinegra e conseguiu seu empate em uma falha defensiva impensável tempos atrás e quase virou o jogo logo no início da segunda etapa (que só não ocorreu por grande defesa de Cássio, mostrando porque é um dos melhores jogadores da competição).

Claysson entrou e incendiou o jogo. Carille teve seu mérito em apostar na vitória, tirando o volante Maycon e colocando o atacante aberto na esquerda. O jovem jogador mostrou porque a fase é ótima e contando com sorte e competência marcou dois gols que tranquilizaram o jogo. O primeiro com destaque para Jô (que não desistiu de uma bola perdida) e Léo Príncipe (jovem lateral da base que teve uma boa partida) cruzando muito bem para finalização do atacante. No segundo o desvio de Kazim, a boa finalização de Rodriguinho na trave e gol de Claysson no rebote. É verdade que o Coritiba teve um gol anulado de forma discutível, mas o goleiro do time paranaense praticou grandes defesas, evitando um placar ainda maior.

A vitória foi importante pelos tropeços de Grêmio (derrotado para o Cruzeiro) e empates de Santos, Flamengo e Palmeiras. O Corinthians termina a rodada com 10 pontos de diferença para o segundo colocado e com uma perspectiva de uma nova forma de jogar com três meias. Além disso o técnico também tem uma boa dor de cabeça por conta de Claysson. Com 4 gols nos últimos jogos, o atacante vem fazendo por merecer vaga no time titular, principalmente pela má fase de Romero.

Campeonato não está decidido, mas a disputa contra o rebaixamento vem sendo muito mais emocionante, já que o Corinthians acabou não despencando como Renato Gaúcho apostava. Contou com a sorte nos tropeços (já que nenhum outro time conseguiu diminuir a vantagem) e agora pode contar novamente com o lado psicológico a seu favor nas próximas rodadas.

Em tarde de Sidão, São Paulo vence e sai do Z4

Em mais um show da torcida tricolor (mais de 40 mil pessoas), tivemos um São Paulo com uma partida que tecnicamente deixou a desejar, mas que valeu pelo time ter conseguido uma importante vitória em casa e principalmente pela ótima atuação do goleiro Sidão, com pelo menos 3 defesas importantes que garantiram os 3 pontos para o tricolor paulista, que tiraram o time da zona de rebaixamento pelo menos até a próxima rodada, graças ao equilíbrio na parte inferior da tabela, onde vários clubes estão lutando contra a Série B em 2018.

Um jogo com poucas chances de ambos os lados, mas com defesas importantes dos dois goleiros (Magrão também merece destaque pelo jogo de ontem), com Dorival optando por repetir a escalação que fez uma boa partida frente no clássico frente o Corinthians, mas não conseguiu repetir a mesma qualidade apresentada neste domingo.

Marcos Guilherme fez o gol no primeiro tempo que poderia ter dado segurança ao time, mas do outro lado o Sport se lançou ao ataque pela situação ruim que passa no campeonato. Luxemburgo, que já começa a ser pressionado, sofreu com a falta de opções e a falta de confiança de alguns jogadores no seu trabalho. É verdade que o goleiro são paulino foi o melhor em campo, mas fico com a impressão de que o treinador perdeu o elenco e pode ser demitido em breve.

Terminar a rodada na 14º posição para quem passou um bom tempo no Z4 é ótimo para o lado psicológico dos jogadores. Por mais que a diferença para o Avaí seja de apenas um ponto e que o time possa voltar a zona de rebaixamento já na próxima semana, tem um peso o fato dos jogadores poderem olhar uma posição melhor até o próximo jogo pode deixar o time mais tranquilo e quem sabe encaixar uma sequencia de resultados positivos que possam dar tranquilidade e afastar de vez o fantasma do rebaixamento.

Cruzeiro merecidamente campeão

Uma bola na trave em cobrança de falta de Guerrero no primeiro minuto foi o cartão de visitas rubro negro no Mineirão lotado, incendiando a torcida visitante que compareceu em grande número. O começo de partida parecia favorável ao time carioca. Mas contusões mineiras foram responsáveis pela mudança da partida.

Raniel (jovem promessa) saiu no começo da primeira etapa, sentido estiramento nas duas coxas (talvez sentindo a pressão de um jogo tão importante). Robinho nem voltou do intervalo e Alisson saiu por contusão antes da metade da segunda etapa. Arrascaeta, Rafinha e Elber entraram em seus lugares respectivamente e os dois primeiros foram responsáveis pela melhora cruzeirense. Com rápida movimentação e dribles, colocaram o Cruzeiro no ataque, deixando o Flamengo acuado na defesa.

Guerrero até tentava lutar e criar algo sozinho e quase se consagrou em jogada individual, onde Fábio mostrou porque é um dos melhores goleiros em atividade. Mas o gol seria injusto, visto que o time celeste foi melhor em campo. O gol da vitória quase saiu em falha de Muralha que espalmou a bola de forma atrapalhada na cabeça de Arrascaeta, que pego de surpresa não conseguiu direcionar a finalização que passou raspando a trave.

Empate em 0 x 0 que antigamente teria dado o título ao Cruzeiro pelo gol fora de casa. Mas com o atual regulamento, decisão nas penalidades, onde não existe mais aquela máxima de “loteria”. Era nítido que cruzeirenses estavam mais confiantes (seja pelo treino secreto no dia do jogo, sendo pela diferença entre os goleiros).

Ok, goleiro não tem a obrigação de defender pênaltis, mas você sendo um batedor teria mais confiança um goleiro experiente e com histórico de defesas em disputas assim ou em um goleiro contestado e com histórico negativo em defesas de penalidades?

Novamente tivemos boas cobranças dos dois lados e os dois meias, de quem se esperava mais em campo e ficaram devendo foram importantes para a decisão do título. Tanto Diego como Thiago Neves não tiveram atuações de destaque. Pelo contrário, ficaram devendo e muito nos dois jogos, mas se o flamenguista contou com azar na sua cobrança, onde parou em Fábio, o mesmo não ocorreu com o cruzeirense, que contou com a sorte e mesmo tropeçando marcou o gol que encerrou a disputa nas penalidades e decidiu a decisão, com o título a favor do time mineiro.

Do lado vencedor é importante destacar as opções de Mano, conhecido por ser um técnico retranqueiro, mas que tentou a todo custo vencer o jogo no tempo normal, inclusive com a opção arriscada de queimar mais uma substituição antes da metade do segundo tempo e ficar sem mais trocas se necessário. Murilo teve uma atuação de destaque, sem sentir o peso de uma decisão. E elogios para os meias Arrascaeta e Rafinha, que deram pesadelos para a zaga carioca. Do lado perdedor o destaque, podemos elogiar a atuação de Juan (o experiente zagueiro teve que se desdobrar para cuidar da defesa rubro negra e o atacante Guerrero, que sozinho enfrentou a defesa mineira.

Já como destaques negativos, os já citados Diego e Thiago Neves e o goleiro Muralha, que pode não ser o pior goleiro do mundo, mas que sabe que seu ciclo no Flamengo chegou ao final e terá que procurar espaço em algum outro clube, provavelmente de menor expressão, para recuperar seu futebol.

Para o Cruzeiro, agora é curtir as “férias” e aguardar 2018. Já o Flamengo terá trabalho e entrará pressionado já na próxima rodada, precisando dar uma resposta para sua torcida, tendo como foco a Sul-Americana, onde ainda pode ser campeão, mas com duelo complicado frente o Fluminense pela frente. Ser eliminado pelo rival pode pressionar Rueda logo no começo do seu trabalho.

Quem leva a Copa do Brasil?

Cruzeiro e Flamengo se enfrentam em busca do título da Copa do Brasil em um jogo que promete ser pegado e com o perdão do clichê, decidido nos detalhes. O regulamento absurdo faz com que justamente no jogo mais importante o gol fora de casa não tenha peso diferenciado, algo que daria grande vantagem ao time mineiro.

Por conta disso acho difícil apontar um favorito. Arrisco dizer que temos grandes chances da decisão ser nas penalidades. Rueda aos poucos vêm mexendo e dando sua cara para o time. Tem como ponto principal de preocupação sua defesa e principalmente o gol, onde Muralha pode sagrar-se herói ou encerrar seu ciclo no rubro negro. Por mais que a torcida tenha comprado a briga do goleiro, se falhar na decisão ele não será perdoado.

Já Mano conta com um elenco com mais opções, mas que andou oscilando ao longo do ano. Tem em Fábio uma segurança na meta que pode fazer diferença para um time que possui potencial para praticar um futebol melhor. Não foi mero acaso que o técnico chegou a ter seu emprego ameaçado em uma fase onde o time ficou perigosamente perto da zona de rebaixamento.

Não espero um jogo com muitos gols. Espero uma partida pegada , com forte marcação dos dois lados.

Além dos goleiros, os dois meias (Diego e Thiago Neves) aparecem como nomes que podem fazer a diferença em campo.

Brasileiros e sua “garra” para jogar campeonatos sul-americanos

O River foi para campo na semana passada com um missão ingrata. Melhor tecnicamente, mas precisando reverter uma desvantagem de 3 gols. Situação complicada, certo? Bem, esqueceram de avisar a torcida, que lotou o estádio e principalmente dos jogadores, que entraram focados e sabendo que precisariam reverter o placar na bola e não na raça.

4 x 0 ainda no primeiro tempo e classificação com um sonoro 8 x 0 como resultado final. E fico pensando. Qual clube brasileiro teria a mesa frieza e capacidade para reverter este placar e principalmente não cair na pilha e catimba dos adversários?

A cada ano caímos na soberba de analisar qual dos brasileiros é o favorito na Libertadores e deixamos de analisar e valorizar o que os vizinhos do Mercosul são capazes de fazer, isso sabendo que ano após ano temos histórias de resultados e eliminações teoricamente improváveis. E insistimos que dessa vez os brasileiros devem ter sucesso, isso sabendo que há anos não conseguimos ter nenhum time chegando a final da competição.

Santos e Palmeiras foram eliminados pelo Barcelona, considerado por muitos um time fraco e que tinha chegado longe por sorte. Ignorando o fato do mesmo ter conseguido ótimos resultados fora de casa, sabendo como poucos jogar como visitante. Temos agora o Grêmio ainda vivo na competição e jogando a vida na temporada para enfrentar este mesmo Barcelona para tentar chegar novamente a final da competição.

Renato Gaúcho merece os elogios pelo que o time gremista vem mostrando em campo, principalmente pela qualidade ofensiva, mas precisa conseguir que seus jogadores entendam que nada decidido e que pra continuar vivo na competição o time precisa entrar focado. Não para uma “guerra”, mas sim para um duelo equilibrado frente um adversário de respeito.

Tomara que o clube tenha sucesso e mostre que o caminho para voltarmos a ter sucesso na América Latina é pela nossa qualidade com a bola nos pés, não querendo resolver tudo na base da força e da raça.

Majestoso com polêmicas termina empatado e São Paulo continua no Z4.

Recorde de público no Morumbi (mais de 60 mil pessoas) apoiando o São Paulo desde o início do jogo e vendo em campo um São Paulo acuando o Corinthians na defesa, procurando o primeiro gol que daria tranquilidade ao time para o restante da partida.

O Corinthians sofreu com esta postura, mesmo sendo o tipo de de proposta que o time se acostumou a enfrentar. Novamente muitos passes errados e decisões precipitadas, principalmente dos meias Jadson e Rodriguinho. Sidão foi figura meramente decorativa na primeira etapa, visto que no setor ofensivo o alvinegro não conseguia criar nenhum lance de perigo.

Do outro lado, era possível notar uma tranquilidade e objetividade na troca de passes, mas sem obrigar Cássio a praticar nenhuma grande defesa. Defesa esta que também não aconteceu aos 27 segundos, onde a “lei do ex” se fez presente. O volante Petros apareceu com espaço em uma trama pelo lado direito do ataque e chutou (ou cruzou) para a área e abriu o placar, contando com grande colaboração de Cássio (mal posicionado no lance).

O São Paulo continuou melhor em campo, mas estranhamente com alguns jogadores nervosos, com entradas fortes que poderiam complicar o time. Em compensação Hernanes mostrou porque é é o principal jogador do time e teve chance de fazer um gol de placar no último lance , onde driblou toda a defesa alvinegra e teve o azar de a finalização contra Cássio.

Carille mexeu no time. Se na primeira etapa ele tentou algo diferente invertendo Jadson e Romero, na segunda etapa ele optou por voltar com Marquinhos Gabriel no lugar de Jadson, em mexida importante a favor do líder (que deve ter levado uma sonora chamada no intervalo de campo) e voltou mais atento no setor defensivo e com melhor qualidade nos passes. Apesar de Sidão não ter sido exigido, a presença do Corinthians no setor ofensivo começou a tornar frequente, ao passo que o São Paulo parecia com medo de resolver o jogo , algo normal para um time na zona de rebaixamento.

Verdade que houve um lance duvidoso, onde o juiz marcou falta em cima de Cássio, anulando o que seria o segundo gol tricolor e decidiria a partida. E tivemos a influência e sorte / azar dos treinadores. Carille tirou o volante Gabriel e colocou Clayson, abrindo de vez o time, ao passo que Dorival tirou o meia Cueva (cansado) e colocou Jucilei para reforçar a marcação.

Aos 33 minutos a sorte de Carille se fez presente. Rodriguinho , em um dos poucos lances de real perigo não desistiu de uma bola perdida, roubou e deu um lindo drible em Júnior Tavares. A bola chegou em Romero, que chutou forte para grande defesa de Sidão, mas no rebote o goleiro nada pode fazer na finalização de Clayson.

Partida decidida? Longe disso. O Corinthians aproveitava o nervosismo do São Paulo e tentava o gol da virada, que ficou próximo em cabeceio de Jô e uma finalização circense de Rodriguinho. Do outro lado ainda houve tempo para uma linda defesa de Cássio em cabeçada de Jucilei que tinha destino certo.

Ainda tivemos um tempo para Sidão ir para o tudo o nada e tentar o cabeceio na área. E o lance poderia ter sido ainda pior, visto que o Corinthians dominou a bola e quando poderia aproveitar a vantagem do gol livre, teve que escutar o apito final.

Para o Corinthians o resultado foi ótimo, principalmente por manter a vantagem de 10 pontos para o vice-líder e principalmente pelo que o time apresentou na segunda etapa. Já para o São Paulo o resultado foi ruim, principalmente pelo fato de ter continuado no Z4 ao final da rodada. E preocupa as declarações dos jogadores, jogando a culpa na arbitragem, com destaque negativo para Petros, que inclusive citou que o Tricolor foi muito melhor e que fez uma das suas melhores partidas do ano.

Tal declaração é motivo para os tricolores colocarem as barbas de molho. O time terá vida complicada para manter-se na série A.

Majestoso promete uma tarde complicada para São Paulo ou Corinthians

Crise ou tranquilidade? Por conta do horário “ótimo” para um clássico (11 da manhã) teremos um dos clubes paulistas com um domingo de cabeça quente, deixando um dos lados com uma semana de crise, seja no Parque São Jorge, seja no Morumbi.

Uma vitória do São Paulo, combinado com no máximo empate de um dos times logo acima (Bahia, Ponte Preta ou Chapecoense) tira o time da zona de rebaixamento , motiva os jogadores , acalma o clima do time de Dorival e pode ser o combustível definitivo para que o time possa se manter na série A sem grandes sustos.

Um empate ou vitória do Corinthians deixa o time no pior dos cenários 8 pontos na frente do segundo colocado (podendo até abrir uma larga vantagem de 13 pontos para o vice-líder), acalmar o princípio de crise no clube e dar um gás para o time se manter tranquilo para o título.

Vimos o melhor dos cenários. Mas é importante citar a dor de cabeça que espera o time que levar a pior na partida.

Perder ou mesmo empatar o clássico irá puxar um freio de mão na recuperação do tricolor. Já o alvinegro se perder pode ver o lado psicológico desmoronar.

No papel, comparando de 1 a 11 o Corinthians leva favoritismo nos nomes, mas pela situação de ambos é impossível cravar que o alvinegro leve a melhor. E o São Paulo, com estádio lotado e pressionado provavelmente terá que ir para cima do time, teoricamente o esquema que o Corinthians gosta de enfrentar.

Isso sem citar a expectativa em cima do duelo Jô e Rodrigo Caio e a pressão em cima do árbitro. Espero um jogo pegado, com entradas fortes e com placar mínimo a favor de um dos dois.

A chance de ouro que Jô perdeu

Em um jogo complicado, o Corinthians tropeçou novamente e apenas empatou com o Vasco em casa, boa parte disso graças a anulação de gol inválido de Jô, onde o atacante tocou com o braço e assumiu o ocorrido, em uma rara demonstração de Fair Play e hombridade. Mas favorecido pelos tropeços na rodada, o time continua com uma diferença de 8 pontos para o segundo colocado, o time continua com uma ótima vantagem na luta pelo título.

Esta poderia ser a chamada de várias colunas depois da rodada de ontem. Estaríamos analisando o jogo, valorizando a melhora ofensiva do Corinthians no jogo de ontem e novamente falando sobre os rivais que insistem em desperdiçar a chance de encostar no líder rodada a rodada e já fazendo previsões para a próxima rodada. Infelizmente o atacante alvinegro perdeu a chance de ter uma atitude que seria elogiado por muitos (e criticada por alguns poucos fanáticos). Programas esportivos elogiando a postura do jogador de forma unânime.

A entrevista do jogador pós jogo foi ainda pior, depois do mesmo ter visto o lance. Poderia ter ter dado uma declaração muito diferente.

E também somos obrigados a criticar a arbitragem, principalmente o juiz de linha, que novamente mostra não ter utilidade alguma, pois estava muito próximo do lance e poderia ter assinalado a irregularidade da jogada. E o lance novamente deixa claro a necessidade do recurso de vídeo para analisar lances polêmicos (por mais que o lance em questão seja fácil de marcar). E por conta da repercussão deste fim de semana, devemos ter este recurso implementado na próxima rodada e podemos começar a minimizar os erros que ocorrem rodada após rodada.

Com relação aos erros repetitivos, é importante notar e valorizar que um erro não justifica o outro. Corinthianos reclamando sobre erros de arbitragem em lances recentes (Coritiba e Flamengo) que poderiam deixar o time ainda mais tranquilo na liderança. E teremos uma pressão acima do normal para quem for apitar o clássico entre São Paulo x Corinthians.

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