Paulistas dão adeus a Copa do Brasil. Qual será o impacto no fim de semana?

Nesta quarta São Paulo e Corinthians foram eliminados na Copa do Brasil de formas distintas, que podem impactar e mudar a decisão por uma das vagas da final do campeonato Paulista e principalmente afetar a continuidade dos dois treinadores para o restante da temporada.

A situação tranquila de Carille e a pressão em cima de Ceni podem mudar de lado justamente por conta desta rodada de meio de semana.

O São Paulo foi para Minas Gerais com mudanças no time titular e fez uma partida pressionando o Cruzeiro, que parecia estar confortável com a vantagem de 2 x 0. A marcação do primeiro gol rapidamente de Lucas Pratto (com 14 minutos da primeira etapa) deixou a decisão aberta. O São Paulo teria quase um jogo todo para buscar o segundo gol e pelo menos levar a decisão para as penalidades. Não foi a toa que o time tricolor manteve a postura ofensiva e criou chances para ampliar a partida ainda na primeira etapa.

No segundo tempo a postura manteve-se a mesma, mas também aos 14 minutos, Thiago Neves bateu falta (que nasceu em falha de Rodrigo Caio). A bola desviou em Cueva e a partida voltou a ficar empatada, mas com o São Paulo sem se abalar, continuando no ataque. O segundo gol saiu com Gilberto (fazendo por merecer chances no time titular) aos 35 minutos do segundo tempo. Por pouco o terceiro gol não saiu, que iria garantir a classificação. Mas a eliminação acabou acontecendo, em jogo onde o time jogou bem e conseguiu tirar a invencibilidade mineira na temporada.

Já o Corinthians recebeu o Inter em casa , conseguiu um gol cedo e teve chances para ampliar o resultado. Mas o time novamente sentiu o peso de finalizações erradas e ótima atuação do goleiro adversário. Criou lances que poderiam ter resolvido a partida, mas não converteu. O time gaúcho no segundo tempo melhorou e depois de mais duas chances perdidas pelo time paulista, conseguiu seu empate em bola que ficou ameaçando a meta de Cássio e encontrou o pé de Fagner, marcando gol contra.

A partir daí foi possível notar os jogadores alvinegros nervosos, provavelmente com a pressão, já que o time contava com histórico negativos de eliminações em seu estádio. Tal fato fez com o que time buscasse de forma desesperada o segundo gol, em situação que foi positiva para o jogo, que ficou mais aberto. Chances começaram a ser criadas e qualquer um dos dois times poderia ter saído de campo com o segundo gol da classificação.

A decisão acabou indo para as penalidades. E Marcelo Lomba brilhou novamente, garantindo a vaga gaúcha para a próxima fase.

E agora fica a dúvida de como será a situação do domingo. O São Paulo ainda não arrumou sua defesa e tem chances reais de levar pelo menos um gol alvinegro, obrigando o time a marcar 3 gols se isso se confirmar. Mas se o time repetir a empolgação e qualidade desta quarta, tem grandes chances de recuperar-se e ser mais um time a eliminar seu rival no estádio alvinegro.

Já o Corinthians terá problemas até domingo. Jogando em casa poderá se dar ao luxo de dar a bola para o São Paulo e aposta na força da sua defesa? E como será a reação dos jogadores e torcida caso o tricolor abra o placar e dependa apenas de um gol para levar a partida para as penalidades?

É, temos chances reais de começar a próxima semana com Ceni em alta e com Carille começando a ser pressionado.

Esperar para ver o que o clássico nos reserva.

Alvinegros largam bem na disputa por vaga na final

O domingo de semifinais paulistas teve os dois clubes alvinegros resolvendo suas partidas na primeira etapa de seus fornecedores jogos e conseguindo vantagem importante para o próximo fim de semana.

A Ponte Preta mostrou que a boa campanha na fase de grupos e a eliminação do Santos não foi mero acaso e teve um primeiro tempo perfeito em Campinas. Aproveitando o fato do Palmeiras ter passado por um jogo difícil frente pela Libertadores, começou o jogo marcando forte e contando com ótimo aproveitamento ofensivo, abrindo logo cedo uma vantagem de dois gols que nem o mais otimista pontepretano iria esperar e nem o mais pessimista alviverde sonhava em seus piores pesadelos. Para piorar , o resultado foi ainda maior com o terceiro gol marcado ainda na primeira etapa.

O que surpreendeu no jogo foi a inoperância do ataque alviverde. O Palmeiras foi dominado na primeira etapa. No segundo tempo era esperado pelo menos um gol para melhorar a situação para o jogo da volta, mas na prática o time não ao não conseguiu criar nada como poderia ter levado o quarto gol que deixaria a situação ainda pior.

Já no clássico entre São Paulo e Corinthians tivemos um início de primeiro tempo bem interessante. Ceni apostou em uma postura ofensiva, com marcação forte, pressionando o Corinthians em sua defesa e vimos um alvinegro com dificuldades para sair jogando, levando sufoco no Morumbi. Só que o rival tricolor gosta de deixar o adversário com a posse de bola e resolver no contragolpe. O primeiro gol nasceu de boa trama ofensiva de Rodriguinho e Jô (em seu quarto gol em quatro clássicos) e teve o segundo gol marcado perto do fim da primeira etapa com Rodriguinho.

Na segunda etapa o Corinthians sentiu demais a falta dos seus armadores e foi acuado na defesa. Jadson saiu machucado e Rodriguinho sentiu o peso de uma forte gripe. O resultado disso foi uma segunda etapa com o Corinthians rifando bolas no ataque, com vários erros de passes em jogadas que poderiam render perigo.

Do outro lado , o São Paulo fez uma pressão ainda maior em busca de pelo menos um gol. Cássio foi obrigado a trabalhar , principalmente por conta de Gilberto, que entrou na segunda etapa e deu outro gás ao ataque tricolor. O problema foi a falta de alguém para dialogar. Cueva voltou de contusão longe do ritmo ideal é Lucas Pratto teve partida sofrível em termos de finalização. O retrato disso foi vermos várias jogadas do zagueiro Maicon pela direita, praticamente como um ponta na segunda etapa (mas sem qualidade para tal).

Óbvio que palmeirenses e tricolores precisam acreditar em uma virada no próximo fim de semana. Mas se a Ponte se trancou com um placar mínimo frente o Santos, imaginem como será a postura no Allianz? No outro confronto, Ceni precisará achar uma forma de furar a sólida defesa alvinegra.

Por conta disso, é difícil não pensar em uma repetição de uma final alvinegra 40 anos depois. Mas vamos ver o que o próximo fim de semana nos reserva.

Grata surpresa no Beira Rio

Jogos entre Corinthians e Internacional têm uma longa história desde 2005. Quando acontecem em um duelo de mata-mata, como Copa do Brasil, ganham ainda mais peso.

Ontem tivemos a primeira parte deste duelo em um jogo que agradou, ao contrário do que era esperado. Pelo que esta

mos acompanhando neste começo de ano , era esperado um jogo truncado. No papel, o atual elenco do Internacional pode não ser para ganhar um título de Libertadores ou mesmo uma vaga nesta competição, mas é um time que disputaria a série A tranquilamente.

Do outro lado um Corinthians com uma defesa sólida, mas com problemas no ataque e assumindo uma postura de jogar em cima do erro do adversário (algo que está dando resultado nos clássicos paulistas) e ainda com ausências importantes de Jadson e Jõ (sim, o atacante hoje é um desfalque importante no time alvinegro).

Mas ao contrário do esperado, o que vimos foi um duelo aberto e franco, com os dois times buscando a vitória, jogando de igual para igual. O resultado foi uma partida agradável de assistir e que poderia terminado com vitória para qualquer um dos dois times, mas com destaque principalmente para a atuação de Marcelo Lomba, principal responsável por manter o time gaúcho vivo na competição.

O time paulista conseguiu achar espaços ofensivos e criou reais chances de perigo ao longo do jogo. A primeira etapa passou num piscar de olhos, por conta de dois times procurando jogar e deixando jogar. O empate em 0 x 0 foi logo alterado no segundo tempo, com a abertura do placar em mais uma assistência no ano do jovem Guilherme Arana (que dificilmente deve terminar o ano no Corinthians por conta do assédio europeu) e gol de Romero. Falha defensiva de um lado, falha defensiva do outro, com Rodrigo Dourado aparecendo como elemento surpresa e empatando o jogo logo em seguida.

O jogo continuou no mesmo ritmo, podendo ser decidido para qualquer um dos lados, mas acabou com empate justo e que agradou aos dois lados e inclusive ao público presente, que aplaudiu ao final do jogo. Empate este que deixa uma pequena vantagem para o Corinthians, que pode empatar por 0 x 0 ou classificar-se com qualquer vitória, mas que deixa o Internacional vivo na competição, podendo avançar com qualquer empate com mais de 2 gols ou com vitória simples.

Seria pedir demais a mesma qualidade no jogo de volta? Estamos torcendo para isso.

Ponte apronta e será a intrusa entre os grandes nas semifinais do Paulistão

Palmeiras e São Paulo garantiram sua classificação para a fase semifinal do campeonato paulista sem grandes sustos, enquanto que o Corinthians novamente apresentou problemas ofensivos, mas garantiu sua vaga ao conseguir mais uma vitória por 1 x 0 em casa.

Restava o Santos, no duelo mais complicado de todos, visto que a Ponte Preta possui um time qualificado e fez uma boa campanha na primeira fase. A vitória no primeiro jogo obrigava o time da Vila Belmiro a buscar a vitória por pelo menos um gol para levar a decisão para as penalidades. O golaço marcado por David Braz antes dos 20 minutos deixava o caminho para uma classificação tranquila aberto.

O maior volume de jogo do time alvinegro deixava a impressão que o segundo gol seria questão de tempo. A Ponte Preta com uma postura fechada, claramente abdicando do jogo, mesmo com o resultado adverso contrastava com um Santos em alta velocidade, principalmente com uma ótima atuação de Bruno Henrique.

Mas apesar do volume de jogo, na prática a Ponte não sofreu grandes sustos, salvo por uma bola na trave no segundo tempo, enquanto que do outro lado Vanderlei foi mero expectador. Tática arriscada por parte do time campineiro, que no segundo tempo trancou-se ainda mais na marcação, principalmente por encarar um dos times com melhor potencial ofensivo no Brasil. Mas a tática deu certo, com a partida sendo decidida nas penalidades a favor da Ponte Preta, com David Braz perdendo sua cobrança e deixando o Santos fora de uma fase semifinal do Paulistão (algo que não acontecia desde 2004).

Motivo para crise? Com certeza não. Por mais que Dorival possa ter pecado na substituições (poderia ter ousado já que a Ponte não atacava), o foco do Santos precisa ser na Libertadores e demais competições. Batemos tanto na tecla que os estaduais perdem sua força a cada ano, porque dar um peso desnecessário, principalmente pelo histórico recente do Santos nesta competição?

Do lado vencedor, óbvio que a conquista precisa ser valorizada. Para a Ponte é um feito chegar na semifinal do estadual e seria algo histórico conquistar o título, por mais que o caminho seja complicado. Encarar o forte time do Palmeiras e depois ter que encarar mais um do trio de ferro (Corinthians ou São Paulo).

Mas isso é papo para a próxima coluna.

Ou os estaduais mudam ou eles acabam em curto prazo

Ano após ano, os campeonatos estaduais perdem seu apelo. Para os dirigentes de times pequenos é apenas uma forma de enriquecimento e nada mais. O resultado esportivo é totalmente ignorado. Mesmo nos raros casos de zebras ou trabalhos bem feitos, é algo temporário.

Basta lembrar do Audax, vice no passado, desmontado após o Paulista e rebaixado neste ano, ou do Ituano, último time do interior a surpreender e que não conseguiu nem avançar para a fase decisiva neste ano. Na história, o caso de clube que mais teve sucesso foi o São Caetano, que infelizmente hoje esta disputando divisões menores.

Vamos nesta edição. A Linense fez uma boa campanha na primeira fase e ao invés de valorizar o lado esportivo, preferiu pensar no lado financeiro e perdeu não apenas uma vez, como três. O São Paulo era favorito em Lins, no Pacaembu ou até em Marte? Sim. Ia ser maioria no estádio? Sim. Mas é inegável que foi vantajoso para o clube jogar em seu estádio, sem se preocupar com logística de viagens por exemplo.

O público de apenas 15 mil pessoas foi pífio, rendendo muito menos que o presidente do interior imaginava faturar. Renda dividida para os dois jogos? Com a vaga praticamente decidida pelo 2 x 0, quantos são paulinos vão comparecer no segundo jogo? Ou seja, além da derrota em campo p time” perdeu” financeiramente nos dois jogos.

Uma visão menos imediatista, apostando na campanha do time poderia ter sido uma aposta melhor. Não seria melhor investir no resultado esportivo e ter a possibilidade de exposição dos seus jogadores na mídia? Imaginem o sucesso caso o eliminasse o São Paulo? Exposição em uma semifinal contra outro grande?

Claro que o time pode reverter a desvantagem do primeiro jogo, mas sempre será colocado em pauta o prejuízo decorrente de pensar no lado financeiro ao invés do esportivo e ter perdido em ambos os lados.

Seleção volta a encantar

Bons profissionais também contam com grande dose de sorte. Tite assumiu uma contestada seleção brasileira credenciado pelo seu trabalho no Corinthians. Tal fato trouxe para si uma energia positiva, pois os próprios torcedores de outros times enxergavam nele o nome preparado para assumir o comando da seleção de futebol.

Alguns nomes contestados e que ao longo do trabalho foram ganhando espaço dentro das quatro linhas, fazendo por merecer seu lugar nas convocações. Claro, em qualquer trabalho, além de termos pessoas qualificadas, também procuramos estar com pessoas que confiamos. Por que com Adenor seria diferente? Paulinho é um destes nomes. Depois de passar sem deixar saudades no futebol inglês, o meio campista optou por jogar no futebol chinês, ainda longe da competitividade das grandes ligas e era um dos poucos nomes contestados na atual seleção.

E eis que jogando fora de casa, contra um adversário de histórico e de camisa forte, Tite emplacou sua sétima vitória seguida (feito inédito para um treinador de seleção brasileira), com uma virada histórica. Sair perdendo frente ap Uruguai (que é verdade sentiu a ausência de Suárez) poderia ser um desafio. Mas tal qual outros times comandados pelo gaúcho, o que vimos foi um time que não se desesperou, que não sentiu o gol.

E este “vimos” é bem no plural. Muitos brasileiros se programaram para assistir o jogo. E tiveram o privilégio de ver mais uma atuação sólida, com direito a três gols de Paulinho, agora o volante com mais gols pela seleção. Tiveram o prazer de assistir uma seleção que não joga pelo resultado. O antes retranqueiro Tite mostra que consegue moldar seu time com os nomes a disposição. Todos sabem jogar, todos propõem o jogo.

Uma defesa sólida, com um meio de campo e ataque de movimentação intensa (algo padrão no seu estilo ideal de time) e a ótima cereja no bolo que é Neymar. O atacante do Barcelona fez uma grande partida e marcou um lindo gol por cobertura, mas foi ofuscado pelo camisa 8 já citado. E esse fato faz pensar o quanto este time ainda pode render. O nosso melhor jogador brasileiro no mundo não é o mesmo de quando veste a camisa catalã, mas a melhor parte disso é que hoje ele não precisa disso.

Tite tirou o peso das costas do jovem jogador. Ele é craque, ninguém questiona isso, fato provado nesta ótima temporada que ele vem tendo. Mas hoje à seleção, ao contrário da época de Dunga, não depende dele. Como não depende hoje de nenhum jogador. Nosso treinador conseguiu criar um conjunto forte, mesmo em uma seleção, onde o maior desafio é o pouco tempo de trabalho, diferente do que acontece em um clube.

Isso quer dizer que somos favoritos? Que o hexa é nosso? Longe disso, mas que o futuro é promissor, isso não tenho dúvidas.

Com direito a mais um gol de cobertura, tabu alviverde continua

Neste último sábado (será que só eu sinto saudades dos clássicos de domingo?) o Palmeiras manteve seu ótimo retrospecto frente o São Paulo e conseguiu importante vitória em casa pelo placar de 3 x 0 com direito a mais um gol de cobertura, algo que vem se tornando padrão nos confrontos entre os dois times. Ceni dessa vez não levou o gol, mas teve que assistir do banco sua defesa falhar em um lance que mudou o jogo.

Até então, a partida no primeiro tempo apresentou um jogo disputado na marcação e sem emoções, rumando para um primeiro tempo que terminaria empatado, mas uma falha coletiva da defesa resultou em um lindo gol de cobertura, marcado por Dudu. O resultado no primeiro tempo mudou o panorama na segunda etapa. O Tricolor paulista foi obrigado a se lançar ao ataque. O problema foi que ao contrário de outros jogos, desta vez o time de Rogério Ceni encarou um adversário estava bem postado em campo e com controle da partida.

A defesa alviverde não deu espaços para as ações ofensivas do São Paulo, que sentiu demais a ausência de Cueva e foi presa fácil para o time de Eduardo Baptista, que conseguiu criar várias chances de perigo, ampliou o placar em 2 gols e poderia ter conseguido um resultado ainda mais elástico. O peso que um clássico tem é inegável. Não é capaz de dar opiniões definitivas, mas serve para mostrar defiências. O São Paulo está sendo reconhecido como um time ofensivo, mas com uma defesa falha. No clássico isso ficou evidente pelo lado da defesa, já que a falta de um armador no meio de campo fez com o que o ataque fosse inoperante, diferente do Palmeiras, que teve uma ótima partida e consegue um resultado importante, que deixa Eduardo em situação mais confortável, pelo menos até o próximo jogo (pela Libertadores).

Barça x PSG – Mais que um jogo, uma lição para a vida

O futebol é apaixonante para quem se deixa envolver pela magia. E ontem tivemos mais uma página sensacional escrita, em uma das viradas épicas que será carregada com orgulho pelos torcedores do Barcelona e será motivo de vergonha para os torcedores do PSG.

Um confronto que parecia decidido depois de uma aula francesa em casa virou uma prova de superação catalã de um time que hoje tem o “defeito” de depender do seu trio de ataque. Se na França o trio MSN teve um desempenho pífio, na Espanha o jogo mudou. E é um confronto que faz com que Neymar caia de vez nas graças dos fanáticos e exigentes torcedores do Bara. O brasileiro já tinha sido elogiado no fiasco do primeiro jogo e ontem fez o seu melhor jogo (nas próprias palavras do jogador).

Com uma desvantagem tão grande tudo dependia de um gol marcado rapidamente. Gol que apareceu no plural, graças a um Barcelona com vontade de vencer e acreditando na virada frente um PSG abdicando do jogo, achando que o duelo já estava decidido. O 2 x 0 no primeiro tempo deixou claro que nada estava decidido. Tal fato motivou uma mudança de postura francesa, que voltou querendo jogar e em busca de um gol que poderia ter decidido o jogo. O gol veio , mas a moral espanhola estava lá em cima. Fizeram três gols no primeiro tempo, por que não repetir a dose?

E entra todo o mérito de Neymar que na segunda etapa colocou a bola embaixo do braço e assumiu o protagonismo do jogo, fato que fica nítido depois do terceiro gol, onde Messi deixou que o brasileiro cuidasse das cobranças de bola parada. A classificação veio muito na base da superação do que na base da técnica. É verdade que o juiz teve sua contribuição com duas penalidades no mínimo discutíveis, mas isso não tira o peso do vexame do PSG, que levou uma goleada histórica. Mesmo sem as penalidades, o placar seria de 4 x 1 e a classificação teria sido conquistada na bacia das almas.

Não é a toa que a pressão em cima dos jogadores franceses será forte daqui para frente. Um time que na França consegue destaque, mas que quando encara competições europeias é obrigado a conviver com decepções e eliminações constantes.

Como lição, nunca desista, mesmo quando tudo parece perdido. E tome muito cuidado com a soberba, com contar com a vitória antes dela ser consumada.

Corinthians 100% (e econômico) nos clássicos pelo Paulistão

No último sábado tivemos mais um clássico pelo campeonato paulista (clássicos que são a única emoção nos estaduais), colocando frente a frente Corinthians e Santos. O duelo colocou frente a frente um time “operário”, com jovens ganhando espaço mesclado alguns jogadores experientes (com Jadson puxando a fila) contra um time que contou com desfalques consideráveis (Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira) e que vem causando desconfiança em sua torcida.

A Arena Corinthians recebeu um grande público (mais de 36 mil pessoas e uma renda de quase 2 milhões de reais. Se nos jogos contra times pequenos o time de Carrile encontra problemas, por precisar propor o jogo, nos clássicos é inegável que o time está se superando. Da mesma forma que no dérbi paulista, o mandante fez um ótimo primeiro tempo, criou lances de perigo e se não fosse o goleiro Vladimir , o Santos terminaria a primeira etapa perdendo por 3 x 0 (ótimas defesas em chute de Maycon – grata surpresa alvinegra , cabeceio de Balbuena e defesa em lance de Lucas Veríssimo – que resultaria em gol contra).

Não houve tempo para verificar o que Dorival disse para seus jogadores no intervalo, pois o time sofreu o gol rapidamente, em boa trama ofensiva do Corinthians, que contou com Jõ marcando seu segundo gol em clássicos. Após o gol, o Corinthians perdeu o ritmo e o Santos cresceu em termos de posse de bola e começou a rondar a meta de Cássio, mas na prática não conseguiu criar uma grande chance de perigo para conseguir o empate. O jogo ficou nervoso, de forma inesperada para o Corinthians, com algumas entradas mais ríspidas, que geraram cartões desnecessários para alguns jogadores.

Depois do jogo sofrível frente o Brusque, o clássico favorece demais o Corinthians. A segunda vitória por placar mínimo em um jogo desse porte é relevada pelo fato do time ter feito uma boa partida. Além da defesa estar apresentando a solidez dos tempos de Tite e Mano, o meio de campo começa a mostrar qualidades. Neste começo de temporada é importante valorizar as boas atuações dos jovens Guilherme Arana e Maycon, a segurança da zaga com Pablo, a proteção que Gabriel concede (preenchendo a lacuna desde que Ralf saiu) e é possível acreditar que Jadson venha a ser o ponto de desequilíbrio positivo no meio de campo deste time.

Perder o clássico para um rival sempre tem um peso, mas isso pode ser minimizado caso o Santos consiga uma boa estreia pela Libertadores. Grande chance disso acontecer será se o time puder contar com as voltas de Renato e Ricardo Oliveira e de Lucas Lima (desde que também consiga sua volta técnica, pois ele vem devendo na temporada). Infelizmente a zaga santista continua sendo um ponto fraco de um time com claras raízes ofensivas e o que preocupa a torcida santista é ver que as opções de banco estão deixando a desejar. Bruno Henrique foi um alto investimento e até agora ainda não se encontrou no time, deixando por hora a impressão que o time não conta com um elenco qualificado e até o momento não tivemos nenhuma nova revelação da ótima base santista.

Como é padrão em clássicos, o Corinthians ganha um tempo tranquilo e se foca para a Copa do Brasil enquanto que o Santos precisa dar um resposta para seu torcedor já no primeiro jogo da Libertadores.

Paulistas não convencem suas torcidas neste começo de temporada

A temporada ainda está no começo, temos jogadores que ainda nem estrearam por seus clubes, outros lesionados e treinadores ainda procurando pela melhor escalação e formação tática e mesmo assim, temos torcedores insatisfeitos com seus times e treinadores já sofrendo com reclamações e tendo que escutar o barulho de cornetas sobre a qualidade do seu trabalho. Agora será que estas críticas são válidas?

O Corinthians começou aos trancos e barrancos e foi considerada quarta força paulista. Fábio Carrile começou com desconfiança em seu trabalho, mas com certo respaldo da torcida, demonstrando paciência em ver o que o treinador seria capaz de realizar. As “goleadas” por 1 x 0 voltaram a ser presentes. A vitória frente o Palmeiras , com um jogador a menos (com expulsão injusta de Gabriel) no fim do jogo deu moral ao treinador, mas a vitória sofrida nas penalidades frente o Brusque pela Copa do Brasil já deixam o sinal de alerta ligado, principalmente pelo ataque estar tendo problemas com a precisão ao finalizar a gol.

O Palmeiras começou a temporada como o time a ser batido. Para ajudar, conseguiu passar ileso da janela de transferências e ainda contou com contratações de peso (Felipe Melo, Guerra e Borja). Mas o preço disso é a pressão da torcida e da mídia para que o time continue sendo um dos melhores do Brasil e passar um temporada sem um título será considerado fracasso. Não foi a toa que Eduardo Baptista já ouviu cantos das organizadas sobre Cuca, sofreu com pressão na derrota do dérbi e que chega pressionado para a estréia na Libertadores, ainda em fase de ajustes do time, sem ter os “11” ideais em mente.

No Santos, outro time que está na Libertadores, a pressão é pela falta de títulos nacionais e o barulho da torcida que pega no pé de alguns jogadores, sendo o maior exemplo com Lucas Lima, que mais uma vez recusou propostas de transferência e não consegue render o mesmo que anos atrás (parecendo estar frustrado por não ter sido sondado por clubes grandes europeus). No que é praxe nos estaduais, a situação só ficou pior depois da derrota na Vila para o São Paulo de Rogério Ceni. O peso da derrota em um clássico inclusive fez com que já se cogitasse a demissão de Dorival Junior, um dos técnicos que mais se identificou com o alvinegro praiano. É outro técnico que sabe que precisará de campanha convincente na Libertadores ou terá que buscar emprego em breve.

Por fim, o São Paulo teve um choque de comando ao efetivar Rogério Ceni. Propostas claras de alguém que busca um futebol ofensivo, que quer qualidade de jogo. Procurando ajustar o time com o que tem em mãos. Em que pese a favor os bons resultados em campo, a pressão para o ex-goleiro em uma das coincidências do futebol é sobre o fato do time estar levando muitos gols. O ataque funcionando , mas a defesa custando pontos que geram dúvidas na torcida.

Qual está em melhor / pior situação? difícil falar.

Eduardo e Dorival tem o peso da Libertadores, que ao passo que pode aliviar a pressão por um futebol vistoso, pode em contrapartida ser capaz de deixar a torcida apreensiva e cobrar o time de forma mais incisiva. Prova disso é que foram os dois treinadores paulistas que neste começo de temporada tiveram que conviver com ruídos de demissão (principalmente o técnico palmeirense).

Já Carrile e Ceni tem a seu lado o fato de serem apostas (quase no mesmo grau que Baptista, em seu primeiro trabalho em clube grande) e neste momento não ter o peso de uma Libertadores pode ser benéfico. Mas ontem os dois tiveram momentos de apreensão (principalmente o corinthiano) com chances de saírem da Copa do Brasil logo na segunda fase. Uma eliminação frente um clube de menor expressão e foco apenas no Paulistão seria péssimo para ambos.

Março tem tudo para ser um mês de definições para os 4 citados. Um bom inicio na Libertadores e avanço de fase na Copa do Brasil pode garantir um pouco mais de calma. Já o oposto pode ser o suficiente para demissões.

Vamos ver o que vai acontecer nos próximos jogos.

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