Corinthians agradece a rodada

A 16º rodada poderia ter complicado demais a situação do Corinthians. Poderia ser mais um tropeço para o alvinegro, que iria para três resultados negativos em sequencia e poderia ver o Grêmio diminuir a distância de pontos para apenas três, além de da chance de dar força aos outros rivais.

O acréscimo perigoso de contar com dois dos seus principais jogadores lesionados (Pablo e Jadson)e apostar em Giovanni Augusto, jogador ainda questionado. Mas a sorte do alvinegro foi jogar fora de casa e enfrentar um adversário considerado “grande” que iria partir para cima, propondo o jogo, como dizemos hoje em dia. O que se viu no RJ foi um duelo equilibrado, onde o empate ou vitória do Fluminense não seriam resultados absurdos.

Mas um gol de Balbuena deu os três pontos fora de casa para o time de Carille, afastando as nuvens negras que começavam a rondar o Parque São Jorge, principalmente depois de uma rodada onde Santos e Palmeiras conseguiram vitórias importantes (com destaque para o alviverde, que conseguiu vencer mesmo com vários desfalques) e poderiam ganhar um gás importante para buscar o líder.

O grande destaque a favor do Corinthians foi o empate de ontem entre Grêmio e São Paulo no Morumbi. Deixar de ganhar dois pontos fora de casa custou ao time gaúcho a diferença de 8 pontos na tabela. Ok, esta diferença já esteve maior, mas temos que pensar que hoje o time Paulista conta com pelo menos duas rodadas onde pode perder por W.O. que continuará líder. Temos ainda o fato que uma vitória frente ao Flamengo irá dar o simbólico título de campeão do primeiro turno para o Corinthians.

Claro que ainda temos muito campeonato pela frente (ainda nem terminamos o primeiro turno), mas é inegável que hoje estamos muito mais no lado psicológico onde a cada rodada , perder pontos podem significar ver o líder desgarrar ainda mais. Hoje a pressão voltou a estar do lado de quem persegue o atual ponteiro.

Por hora o campeonato está aberto, mas podemos ver alguns times dando adeus ao sonho do título já no fim do primeiro turno. Esperar para ver.

Corinthians empata e rivais agradecem

A rodada deste meio de semana fez com que novamente o imediatismo que tanto impacta no futebol se fizesse mais uma vez presente.

Se até a semana passada o comentário era de título praticamente decidido a favor do Corinthians, com os dois empates seguidos os rivais já perceberam que ainda estão no páreo pelo título e já escutamos vozes criticando o desempenho atual do Corinthians, duvidando de onde este time pode chegar.

Houve-se críticas inclusive de alguns torcedores alvinegros, esquecendo que apesar dos tropeços, o time continua invicto e com 6 pontos de vantagem para o segundo colocado. OK, a vantagem chegou a ser quase o dobro, mas era mais que esperado que Corinthians oscilasse. O empate na Arena frente o Atlético-PR só aconteceu por conta de um dos mais bonitos gols da competição, marcado por Jonathan (sendo que o time virou a partida em seguida) e um azar de Balbuena. OK, o jogo contra o Avaí foi fraco e por pouco o time não perdeu a invencibilidade, mas é bom lembrar que o time catarinense andou aprontando com outros times.

Dito isso, vamos lembrar que o Corinthians encara dois empates inesperados que podem sim mexer com o emocional do time (algo que já citei em outra coluna, fazendo referência ao lado psicológico). Sem Jadson (um mês fora) e provavelmente sem Pablo, o time terá que visitar o Fluminense no RJ e podemos dizer que vai a campo pressionado. O empate contra o time carioca , que normalmente não seria um mal resultado pode abalar de vez o Corinthians.

Os adversários estão esfregando as mãos. O Grêmio começa a ver o time alvinegro mais de perto, principalmente pela sequencia de bons resultados , junto do Santos, que mesmo com desfalques vai subindo na tabela e parecendo estar em uma fase estável nas mãos de Levir Culpi.

Uma vitória e tropeços dos rivais pode acalmar o clima no Parque São Jorge, mas um empate pode começar a mexer com o lado psicológico, ao passo que uma derrota pode causar um impacto inestimável.

Vamos ver o que o acontece no fim de semana.

“Profecia” de Renato Gaúcho dará certo?

Renato Gaúcho manteve sua postura de falar o que pensa, sem filtros e deu declaração polêmica ao afirmar que o Corinthians iria despencar no Brasileirão, deixando claro que o título ainda está em aberto.

Coincidência ou não, no fim de semana o Corinthians teve um tropeço em casa contra o Atlético-PR que foi muito comemorado pelos rivais. Com a virada do Grêmio em casa a diferença entre os dois caiu para 8 pontos. Não é pouco, visto que é um resultado que mesmo perca seus dois próximos jogos, o Corinthians ainda se mantém na liderança, mas é inegável que a rodada deste meio de semana ganhou um peso diferente, tanto para o líder como para seus principais perseguidores.

No melhor cenário para o Corinthians, ele pode abrir uma vantagem de 11 pontos para o segundo colocado e minimizar consideravelmente o impacto do empate em casa (bastando que o Grêmio perca para o Vitória fora de casa).

Em contrapartida, uma vitória gaúcha diminui a diferença e pode deixar o Corinthians pressionado em Santa Catarina, onde terá um duelo contra um Avaí que deve jogar fechado na defesa, apesar de contar com retornos importantes de Arana e Rodriguinho.

. Uma derrota fora de casa ou mesmo um empate marcariam o segundo tropeço seguido do líder, em resultado que serviria para animar também o Santos (caso vença a Chapecoense em casa) e o vencedor do duelo entre Flamengo e Palmeiras, principalmente pelo fato de que no fim de semana o alvinegro também terá outro duelo complicado, quando irá visitar o Fluminense no RJ.

Promessa de uma quarta-feira quente (contrastando com o clima que pairou no Brasil neste meio de semana).

Corinthians cirúrgico vence mais um clássico

O Allianz Parque recebeu um grande público (mais de 39 mil alviverdes) que apostavam em manter a sequência invicta em casa e derrubar a invencibilidade de seu principal rival. Cuca optou por improvisar Tchê Tchê na direita, apostar em Egidio na esquerda e direita e Edu Dracena na zaga. A mudança na zaga deu resultado, visto que Jô não teve destaque na partida, mas as laterais foram pontos falhos do Palmeiras.

Do outro lado um Corinthians com sua escalação considerada ideal, apostando mais uma vez em deixar a bola com o adversário e jogar no erro do rival.

Como esperado, vimos o Palmeiras pressionar desde o início da partida, subindo a marcação para tentar roubar a bola no campo de ataque e na velocidade de seus atacantes achar espaços na defesa adversária. Mas o Corinthians manteve postura dos demais jogos , com um compactação defensiva sólida. Em determinado momento da primeira etapa a posse de bola alviverde chegou à 71%, mas improdutiva. O time rodava o jogo, sem ameaçar Cássio. Aos poucos o visitante conseguiu achar espaços para atacar de forma cirúrgica. Em um boa trama ofensiva, Arana recebeu passe em velocidade de Romero e foi derrubado pelo ex-corinthiano Bruno Henrique. Penalidade que Jadson bateu e converteu, sem chance de defesa para Fernando Prass.

O gol deixou Cuca ainda mais preocupado com a fraca criação ofensiva do time, tanto que na volta para o segundo tempo ele optou pela entrada de Borja no lugar do volante Bruno Henrique, abrindo o time, com Róger Guedes jogando na lateral-direita e Tchê Tchê no meio. A mudança encurralou o Corinthians, principalmente pela quantidade de passes errados do alvinegro, mas ofensivamente o Palmeiras não achava soluções, começando a abusar de cruzamentos improdutivos na área. O preço disso foi o encaixe de boa tabela de Arana com Romero, que resultou no segundo gol alvinegro, marcado pelo ótimo lateral-esquerdo do Corinthians.

O gol foi um balde de água fria no Palmeiras. Silenciou a torcida e deixou os jogadores ainda mais nervosos em campo. Cuca foi para o tudo ou nada, tirando Thiago Santos e colocando Keno (que entrou mal , errando tudo que tentou) e depois fixando Mina como centroavante. Mas em campo a impressão era de que o Corinthians estava mais perto de marcar o terceiro gol do que sofrer o primeiro, mas o placar se manteve inalterado e o time de Carille conseguiu mais uma vitória importante na competição.

Na coletiva Cuca fez questão de elogiar a precisão do adversário (foram três finalizações com dois gols marcados) , e valorizar a faz atual do seu rival. A derrota e aumento da diferença para 16 pontos faz com que o Palmeiras fique em situação complicada para a disputa do título do Brasileiro, mas como alento de estar vivo ainda na Copa do Brasil e Libertadores. Já o Corinthians ganha ainda moral , com uma campanha acima da curva e com vitória incontestável frente seu rival estadual.

Se os adversários não encontrarem forma de superar a sólida defesa, corremos o risco do título ser decidido ainda no primeiro turno.

Hoje o maior adversário do Corinthians é ele mesmo

Calma leitores. Antes da chuva de críticas que o título do post pode causar, deixem que eu possa me justificar. O Corinthians de 2017 está fazendo uma campanha histórica no Brasileirão, com uma defesa sólida, um ataque que está se mostrando preciso (poucas finalizações para marcar gols) e um aproveitamento de pontos perto de 90%.

Cavalo paraguaio? Bem, vamos a outro número interessante. A diferença do Palmeiras (quinto colocado) para o lanterna Atlético-GO é menor (12 pontos) do que a diferença do alviverde para o líder (13 pontos). É “mais” fácil o Dragão superar o Palmeiras do que o time de Cuca passar o Corinthians matematicamente falando.

O fato é que os rivais hoje estão assustados com o desempenho do time de Carille. O que aconteceu no último jogo contra a Ponte (que repetiu a forte marcação do Cruzeiro), mostra que o time já está conseguindo se reinventar e o “pior” jogando com confiança. A tática que “deu certo” para os mineiros (já que o alvinegro ganhou mesmo jogando mal), não se repetiu no último sábado, com uma vitória tranquila na Arena Corinthians.

Este é o principal ponto. E este é o foco do título do post. Não estou dizendo que o Corinthians possui dois elencos e hoje o time titular só perderia para o reserva. O lado psicológico é que pode influenciar negativamente o time. Achar que pode ganhar qualquer jogo quando quiser. Achar que é imbatível e perder o foco.

O que acontece se o time tiver uma queda de desempenho e começar a acumular resultados negativos. Imaginem o impacto nos jogadores se a “gordura” de pontos começar a sumir? Hoje temos um Flamengo em ascensão e dependendo do clássico da quarta-feira, podemos ter um Palmeiras ganhando gás para voltar a sonhar com título. Antes do campeonato era aceitável pensar no Corinthians disputando vaga no G6. Mas com esta campanha com 1/3 do campeonato já disputado, qualquer posição que não seja de campeão será ruim para o Corinthians. Será algo que irá gerar desconfiança no elenco e no treinador, com comentários que não possuem qualidade para manter um alto desempenho ou que o que foi conquistado até agora foi sorte.

O campeonato ainda está em aberto. E Carille terá que mostrar que além de bom treinador, também entende do lado psicológico. Saber como o time vai reagir em um tropeço (principalmente se for sofrendo goleada ou frente a um grande rival). Se o técnico conseguir manter o time focado, a taça de 2017 dificilmente deixa de ser do alvinegro.

Novo calendário irá demandar mudanças nos planejamentos dos clubes

A mudança no calendário com competições com agendas conflitantes (Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores/ Sul Americana) está gerando problemas e necessidade dos clubes priorizarem competições por falta de condição técnica e física de seus jogadores para manter a competitividade em todas as frentes.

Em que pese possíveis ajustes nos calendários das competições, este fato pode ser um motivador para mudanças na forma como os clubes devem se planejar em termos de qualificação do elenco. Tal fato já era importante para a disputa do campeonato Brasileiro (pelo tempo de duração da competição).

Analisando o cenário atual, percebe-se que os clubes com melhor desempenho estão sendo “penalizados”, tendo que escolher uma competição conforme conseguem resultados positivos. A conta não é fácil, mas os clubes vão precisar se adaptar e tentar usar os exemplos dos clubes da Europa para efetivamente ter um elenco qualificado que permita um rodízio dos titulares sem prejudicar a qualidade em campo.

O desafio é conseguir que a conta feche no fim do mês. E achar formar de minimizar o risco de montar um elenco super qualificado e ter “apenas” o Brasileiro para ser disputado. Do outro lado, um clube que consiga ter sucesso em várias frentes poderá a médio prazo ter melhoras consideráveis nas suas rendas (seja com bilheteria, seja com direitos de TV ou seja com patrocínios), além de ser um clube com melhor poder de negociação para contratações (afinal, será um time que estará sempre disputando títulos, em evidência na mídia).

Desafio complicado. Quem conseguir se adaptar mais rapidamente a este cenário, larga na frente.

Quem segura o Corinthians?

O Corinthians deixou de ser a quarta força paulista para tornar-se novamente o time a ser batido, pelo menos no cenário nacional.

A campanha do início do campeonato brasileiro era vista com desconfiança e os comentários eram parecidos (só enfrentou adversários fáceis, só joga em casa, quero ver quando jogar desfalcado,etc.) e a cada rodada os argumentos foram sendo derrubados por resultados expressivos dentro de campo.

Com 10 rodadas disputadas, é necessário valorizar a campanha do time de Carille. O time mostra uma força coletiva e parece ter superado o estigma de não conseguir produzir ofensivamente (ponto fraco do Corinthians desde a época de Mano Menezes). Hoje os adversários se preocupam com a qualidade alvinegra, principalmente pela eficiência nas finalizações. Continua sendo um time que não “gosta” de ter a posse de bola e que quando ataca, costuma precisar de poucas chances para marcar gols.

O técnico tem grande parcela de contribuição neste trabalho, afinal no começo da temporada o time titular mostrava nomes que não empolgava nem a própria torcida e hoje temos alguns jogadores que passam total confiança. Além disso é nítido que ele possui o elenco nas mãos e a prova disso foi que Paulo Roberto, muito contestado quando foi improvisado como lateral, foi um dos melhores em campo no jogo contra o Grêmio, que para mim foi emblemático.

O time gaúcho apresenta um futebol ofensivamente mais vistoso que o Corinthians e eu acreditava que se o time paulista conseguisse o empate estaria no lucro, mas desconfiava que a invencibilidade poderia ser encerrada no fim de semana. O que vimos em campo foi mais uma vez uma atuação sólida, com uma vitória incontestável de um time que ostenta uma grande série invicta no ano e que começa a ganhar a chamada “gordura” no campeonato.

A janela de transferências pode mexer no time? Acredito que sim. A defesa pode sofrer problemas (goleiro e a linha de defesa – zaga e laterais) conta com nomes que podem receber propostas do exterior a partir do mês que vem e principalmente nas laterais, não vejo nomes no elenco que possam manter o nível atual, principalmente em alternativas ofensivas deste time. Mas salvo isso, dificilmente vejo uma queda de qualidade do Corinthians no campeonato e se no começo do ano alguns citavam que o time poderia lutar contra o rebaixamento, hoje é mais que justo afirmar que o alvinegro é um dos favoritos ao título.

Cuca precisa de tempo. A dúvida é se os resultados vão dar este tempo ao treinador

Ontem os palmeirenses que foram ao Allianz Parque esperavam uma sonora goleada em cima de um dos piores times do Brasileirão deste ano. O típico jogo para dar moral ao atacante Borja e voltar a mirar a ponta da tabela.

Os três pontos vieram, mas o time de Cuca esteve longe de encantar. O atacante colombiano fez seu gol , mas se não fosse Fernando Prass o alviverde teria tropeçado em casa e perdido pontos importantes para o campeonato. O imediatismo que faz parte da realidade dos clubes brasileiros pode custar caro ao atual treinador, que voltou ao clube aclamado pela torcida.

O alto investimento feito nessa temporada gerou a expectativa que por mágica o time fosse jogar e dar show, algo que está longe da realidade. A pressão da torcida em conjunto com as brincadeiras dos rivais só pioram a situação de um time com alto potencial no papel e que em um mundo ideal teria um 2017 para ajustes e entrosamento para começar 2018 com tudo.

Infelizmente isso é algo raro por aqui. Resta torcer para que resultados apareçam para que o técnico ao menos se mantenha empregado até o fim do ano e aí sim possa ser cobrado pelo desempenho do time.

De quem é a culpa da má fase do São Paulo?

Depois de mais uma derrota no campeonato brasileiro, os torcedores do tricolor devem ficar preocupados com o futuro do seu clube na competição por conta do que o time (não) vem apresentado na competição e principalmente pela falta de padrão no primeiro semestre e sem perspectivas de mudanças a curto prazo. Com tudo isso, fica a pergunta de quem é o maior culpado nessa má fase.

Culpa dos jogadores? A má fase de alguns jogadores do elenco é um ponto de destaque, principalmente por nomes de quem se esperava muito (Sidão, Maicon e Cueva), com o primeiro sem conseguir as atuações esperadas em sua chegada, enquanto que os outros dois tiveram uma queda de rendimento ao longo da temporada.

Culpa da diretoria? Problemas financeiros fazem parte da realidade de quase todos os clubes brasileiros e com o São Paulo não é diferente. A saída de jovens promissores no começo do ano foi quase que inevitável e a diretoria tentou investir em jogadores para qualificar o elenco. Pratto foi uma compra alta e que vem fazendo sua parte em campo. Contratação acertada e que está dando certo. Mas o problema é a falta de outros jogadores para dividir a responsabilidade com ele. Somado a isso, devemos ter um novo impacto no elenco com a janela de meio do ano que deve tirar do time Maicon, Rodrigo Caio e pode também ter as saídas de Junior Tavares e Thiago Mendes, deixando o time desmontado.

Culpa do treinador? Ceni é um treinador novo e que só está empregado por conta da sua idolatria. Afirmamos que um técnico deve ter tempo para montar o time e implementar sua filosofia, mas com 6 meses já era esperado que o time tivesse um mínimo de padrão tático, um esquema de jogo definido, principalmente para identificar possíveis pontos fracos e atuar nos mesmos, se necessário com compra de jogadores no mercado. Isto impacta diretamente no planejamento da temporada e isso fica claro quando olhamos para a defesa tricolor. No começo da temporada Rogério pontuava sobre o excesso de zagueiros. Agora, com a situação indefinida de Lugano (treinador deseja que ele renove, mas não coloca em campo), as prováveis saídas de Rodrigo Caio e Maicon, Breno emprestado, Lyanco vendido e Lucão sem condições de jogar pelo time depois de mais uma falha e exposição pública, deixam o time sem opções para a zaga e tendo que olhar para o mercado para reformular o elenco e torcer para acertar nas contratações.

É importante afirmar que se não fosse a idolatria de Ceni, ele já teria sido demitido do clube. Outro treinador na mesma situação já estaria desempregado nesta altura do campeonato.

A falta de tato do treinador na situação do zagueiro Lucão, expondo o jogador para a mídia deve fazer com que o mesmo perca o elenco e caso não consiga resultados em curtíssimo prazo, devemos ter o mesmo com sua carreira como treinador são paulino abreviada.

Corinthians vence e continua na ponta do Brasileirão

Com mais de 42 mil pessoas o clássico na Arena Corinthians começou diferente, fruto do trabalho de Carille. Tivemos um Corinthians que desejava a posse da bola e foi para cima do São Paulo desde os primeiros minutos. Do outro lado, tivemos Ceni com várias mudanças no time titular, começando o jogo com três zagueiros (Maicon, Lucão e Douglas) e apostando em Gilberto e Pratto no ataque. Mais do que a formação, os nomes escolhidos foram cruciais na derrota tricolor.

Um lindo lançamento de Marquinhos Gabriel (aproveitando as recentes chances no time titular) achou Romero livre no meio da defesa do São Paulo. O atacante teve categoria para dominar a bola e abrir o placar a favor do mandante, até com certo “atraso”, visto a facilidade que o Corinthians tinha na chegada ao ataque e a falta de poder ofensivo do seu rival.

Mas em uma cobrança de falta o time do Morumbi achou seu empate com Gilberto (impedimento de 19 cm, daqueles que podemos isentar o bandeirinha). A partir do empate o jogo ficou mais equilibrado. Até mesmo o apoio da torcida no estádio teve seu volume diminuído.

E novamente uma falha defensiva do São Paulo alterou o placar. Maicon tentou atravessar uma bola para o lado direito do ataque, mas Jô interceptou a bola, gerando m rápido contra-ataque , finalização do centroavante, ótima defesa de Renan Ribeiro (cada vez mais seguro na meta tricolor) e um Gabriel livre na área para colocar o Corinthians em vantagem.

Rogério abortou o esquema com três zagueiros na volta do intervalo, ao sacar Lucão e optar pela entrada de Bruno. A mexida foi ótima para o tricolor que começou bem melhor a segunda etapa, acuando o Corinthians em sua defesa, que por sua vez não conseguia manter a posse da bola, seja para um contragolpe, seja para diminuir o ritmo do jogo. Só que o mandante tinha a seu favor um Romero inspirado. Em outra boa trama ofensiva, o paraguaio tabelou com Jô (em nova falha de marcação do São Paulo) e conseguiu o giro em cima de Douglas, que acabou cometendo penalidade, bem convertida por Jadson.

O 3 x 1 gerou mudanças dos dois lados. Se Jô e Jadson tiveram chance de marcar o quarto gol, do outro lado vimos uma defesa do Corinthians sofrendo com chuveirinhos na área. Em um desses lances, Bruno cruzou boa bola para Wellington Nem marcar o segundo gol tricolor aos 38 minutos, dando novo gás ao visitante. A tensão era evidente, com o São Paulo lutando para empatar a partida , que seria um ótimo resultado e o Corinthians afastando o perigo como possível.

4 minutos de acréscimo, mas o empate não ocorreu e o time de Carille conseguiu mais uma vitória em clássicos, ganhando força principalmente por conta de desfalques que teve, com melhora ofensiva, mas tendo atenção pelo aumento dos gols sofridos (4 gols nos dois últimos jogos)..

Do outro lado, Ceni volta a ter situação complicada no comando do São Paulo. A falta de padrão tático e constantes mudanças na escalação complica o trabalho do treinador. Com um semestre já deveria ser notado evolução do time. Arrisco dizer que se o técnico não tivesse o prestígio no São Paulo por sua idolatria, já teria sido demitido.

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