A seleção de basquete masculina merece nossos agradecimentos

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Infelizmente temos uma cultura de valorizar apenas o campeão, apenas quem chega na posição mais alta do pódio, muito por conta da influência que o futebol exerce em nosso pensamento esportivo.

Quando chega a época de um grande evento esportivo (campeonato mundial ou jogos olímpicos) cobramos resultados muitas vezes indevidos.

Pela estrutura que o futebol possui, a medalha de ouro chega a ser obrigação.

Da mesma forma como acho válido cobrar bons resultados no vôlei (areia e quadra) por conta das ótimas condições que os atletas destas modalidades contam no Brasil.

Também acho que decepcionante as atuações da Maurren Maggi, Fabiana Murer e César Cielo, por entender que são atletas de ponta e que devem assumir resultados ruins, ao invés de buscarem justificativas para as derrotas (que fazem parte da vida de um atleta).

Fico chateado com comentários de “especialistas” sobre a seleção de basquete masculina, cobrando jogadores, acusando alguns de terem “amarelado” na hora que mais precisamos deles.

O time fez ótimos jogos nos amistosos antes dos jogos e citado como um dos times cotados a uma medalha por jogadores e dirigentes do time dos EUA (referência no esporte).

Quem viu a partida contra a Argentina por completo teve a chance de presenciar uma partida de alto nível, com um primeiro quarto equilibrado, segundo e terceiros quartos complicados por conta de um péssimo aproveitamento em lances livres e um ultimo período equilibrado, isso depois da seleção estar perdendo por uma diferença de 15 pontos e ter tido oportunidade de diminuir esta diferença para apenas dois pontos (que não aconteceu por falhas em dois arremessos).

Com algumas exceções o momento é de aplaudir pelo desempenho da grande maioria dos atletas que representaram nossa nação em Londres e ter os pés no chão no sentido que não devemos criar grandes expectativas para os jogos do Rio de Janeiro.

Quatro anos não serão suficientes para formarmos atletas de alto nível e que permitam pensar um desempenho muito melhor. Meu medo é não perceber grandes mudanças nos investimentos no esporte em geral e quando chegar no RJ nos preocuparmos apenas com os resultados e apenas criticarmos novamente.

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